"Comecamos mas nao terminamos grande parte das tarefas a que nos propomos..." (Gabriela Oliveiral, 2003).
"Sempre que aceleramos o presente, como um efeito secundario curioso abrandamos o passado" (James Gleick, s/d) citado por (Gabriela Oliveira, 2003).
Para Gabriela Oliveira num artigo na revista Noticias Magazine ( 2 de novembro), desperta a atencao para uma sociedade que parece ter sido atacada pelo "mal da pressa" e "que se move a uma velocidade vertiginosa". Para esta autora "comecamos mas nao terminamos grande parte das tarefas a que nos propomos..." e explica citando James Gleick (s/d): "sempre que aceleramos o presente, como um efeito secundario curioso abrandamos o passado". Isto ee facilmente constatavel no futebol, pois sempre que tentamos queimar em determinado momento alguma fase do jogo, hipotecamos o sucesso da mesma.
Assim, esse momento "escapa-se ainda antes de o vivenciarmos". Tambem para Frade (2004) "o presente tem varios futuros". Assim, quando mais mecanicas forem as nossas acoes menores vao ser os futuros possiveis como tambem serao mais previsiveis. O excesso de velocidade retira o pensamento das acoes.
Isto acontece porque o futebol aparece distorcido devido a falta do seu entendimento como um fenomeno antropossocial total, inserido numa sociedade e numa realidade atual (Frade, 2004), que vicia tudo que esta a sua volta. O futebol nao ee um fenomeno natural, mas sim construido - fenomenologia do futebol. (Frade, 2004).
A paixao [entenda-se emocao] pelo futebol traz consigo o vicio da urgencia [entenda-se pressa], o que conduz as equipes a envios verticais [entenda-se jogo direto] o que leva ao choque e consequentemente a perda da bola. Pois o desejo de chegar la rapidamente (virus da pressa) desvia-nos do pretendido, quando o mais inteligente ee tentar faze-lo por lugares mais descongestionados (Valdano, 1998); portanto deve-se tirar a bola da zona de pressao e fazer a circulacao de bola nos espacos menos susceptiveis ou proximos de uma acao coletiva por parte do adversario.
A afirmacao de Jorge Andrade, citado pelo jornal A bola, ee deveras esclarecedora em comparacao as velocidades existentes entre os dois futebois ibericos: "o ritmo ee diferente [entenda-se mais jogo]. Em Portugal, querem fazer tudo com pressas. Em Espanha pensa-se mais o jogo". Tambem perante esta pressa de realizar as coisas a grande velocidade, Cappa (2004: 24) menciona que "o primeiro conceito basico que se esta abandonando em futebol, pelas pressas com que vivemos e a pressas com que jogamos, ee o engano". E para enganar ee preciso pensar o jogo, e nao somente realizar as situacoes de jogo em piloto automatico [entenda-se mecanicamente], porque ainda segundo o mesmo autor "tambem ee engano defender, nao somente para atacar". Tambem Pereira (2003) refere ter dificuldades a este nivel com os seus jogadores porque jogam com excesso de velocidade. Jogar com excesso de velocidade ee terrivel. Nao ha ninguem que faca uma boa circulacao de bola jogando com excesso de velocidade."
Portanto, a velocidade devera ser contextualizada, ou melhor dizendo, adequada a gestao do proprio instante (momento) por parte do jogador como parte permanente implicada (Amieiro, 2004). Porque a rapidez por si so nao ee sinonimo de eficacia, a sua adequacao ee que segundo Frade (2004) vai realcar a ordem da organizacao coletiva e vai permitir o despontar do detalhe (qualidade tecnica). Partindo do pressuposto que a velocidade do jogo ee uma arma fundamental para o melhoramente do jogo, a atencao dos treinadores devera direcionar-se para os sincronismos coletivos da equipe e para a velocidade de pensamento de cada jogador (Ancelotti, 1997). Assim o pressing, devera ser realizado de forma a permitir o realce de uma determinada organizacao grupal, "porque a equipe deve ser um mecanismo nao mecanico, em que o pensamento criativo deve estar sempre presente e, no momento de decidir, no tal momente unico, para o qual nao existe equacao, uma previsibilidade incalculavel, na pratica, resulta numa imprevisibilidade potencial, fruto das vivencias potenciais no processo de treino" (Carvalhal, 2001: 65). Com a identificacao da regularidade, obtemos uma certa probabilidade, uma certa capacidade de prever o futuro, nao com rigor absoluto, mas sim prevendo um espectro de possibilidades que nos indiquem um resultado possivel (Oliveira, 2002: 58).
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domingo, 10 de janeiro de 2010
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Mister, como é que se combate o «PRESSING»?!!
por Ricardo Barreto
Esta simples pergunta, que pode ser feita a qualquer altura por um qualquer jogador, é capaz provocar em nós diferentes opiniões. Mas, atenção!!! Antes de se procurar uma resposta, importa não esquecer que, a todo e qualquer momento, poderemos estar a dar tiros nos pés! Porquê? É isso que eu vou procurar esclarecer.
No futebol actual, existem determinados princípios de jogo que são considerados fundamentais para que uma qualquer equipa seja considerada de TOP. Atrevo-me até a ir mais longe! Actualmente, as equipas que não manifestem com regularidade determinados princípios, não podem ser consideradas EQUIPAS DE TOP! O «Pressing» é um deles!!! Senão, reparem! Façam uma pequena viagem por algumas das grandes equipas, do passado e do presente: Ajax de Rinus Michels, Cruyff ou Van Gall, Milão de Sacchi, Barcelona de Cruyff, Real Madrid da «Quinta del Bultre», Porto e Chelsea de Mourinho, Manchester United de Fergusson, ou qualquer uma das equipas que esteve nas meias finais da Liga dos Campeões deste ano, Chelsea, Barcelona, Arsenal e Manchester. Pensem agora no que estas equipas apresentaram ou apresentam como padrão de jogo e logo o «Pressing» aparece como um fio condutor que as une, do passado ao presente!
Mas será que isto pode ser visto de uma forma tão partida, tão analítica, tão redutora? Parece-me que não. É verdade que as grandes equipas são pressionantes (embora não o sejam sempre… nem sempre da mesma maneira!) e são agressivas (no bom sentido do termo e não apenas defensivamente!). Não são passivas, mas antes activas, pois não esperam pelo erro do adversário, procurando antes provocá-lo. Contudo, parece-me claro que para estas equipas, o «Pressing» é apenas metade do caminho. Porquê? Porque depois de «destruir» (o jogo do adversário) vem a parte mais difícil: «construir», «criar»!!!... E como elas (as EQUIPAS DE TOP) «construiram» no passado e «criam» no presente!!!... De facto, para todas estas equipas, o «Pressing» é visto apenas como um meio para atingir um fim – a POSSE DE BOLA – e não como um fim em si mesmo. Mais acrescento, é aqui, nesta capacidade de coordenar/articular estes dois momentos diversos, mas interligados, de jogo – recuperação da posse de bola e sua manutenção – que muitas equipas apresentam grandes dificuldades. E é precisamente esta articulação que distingue uma EQUIPA DE TOP da «normalidade». Mais, da vulgaridade!
No entanto, para uma vertente «iluminada» de treinadores, a única forma de se combater o «Pressing» é… com mais pressão!!! Então, pedem sistematicamente «garra», «suor», «esforço», «correria», «agressividade» (no mau sentido do termo) aos seus jogadores. E os jogos transformam-se em autênticas batalhas campais, onde o respeito pelo adversário e pela essência do jogo deixa de fazer sentido. Aparecem os jogos com excesso de faltas, as agressões e lesões aos «magotes», as bolas pelo ar, o futebol aos repelões, onde o músculo procura abafar o talento e onde as equipas se sentem mais à vontade sem bola do que com ela!
Para estes «carrascos» do BOM FUTEBOL, queria apenas deixar uma reflexão final. Quando compramos um bilhete para ir a um estádio ver um jogo de futebol, é como se pagássemos um bilhete para ir ao cinema! Temos direito ao filme completo… do princípio ao fim! Recusamo-nos a ver apenas uma parte do «filme», reproduzida e repetida vezes sem conta!
E já estou a imaginar a entrega dos «Óscares» 2008/2009:
“ÓSCAR PARA MELHOR FILME: BARCELONA
ÓSCAR PARA MELHOR REALIZADOR: PEP GUARDIOLA
ÓSCAR PARA MELHOR ARGUMENTO: MODELO DE JOGO DO BARCELONA
ETC…
ETC…”
E isto sim, dignifica o Futebol, dignifica os Treinadores, dignifica os Jogadores … e também bate recordes de bilheteira!
Por favor, levantem-se!!! APLAUSOS para o BOM FUTEBOL.
Esta simples pergunta, que pode ser feita a qualquer altura por um qualquer jogador, é capaz provocar em nós diferentes opiniões. Mas, atenção!!! Antes de se procurar uma resposta, importa não esquecer que, a todo e qualquer momento, poderemos estar a dar tiros nos pés! Porquê? É isso que eu vou procurar esclarecer.
No futebol actual, existem determinados princípios de jogo que são considerados fundamentais para que uma qualquer equipa seja considerada de TOP. Atrevo-me até a ir mais longe! Actualmente, as equipas que não manifestem com regularidade determinados princípios, não podem ser consideradas EQUIPAS DE TOP! O «Pressing» é um deles!!! Senão, reparem! Façam uma pequena viagem por algumas das grandes equipas, do passado e do presente: Ajax de Rinus Michels, Cruyff ou Van Gall, Milão de Sacchi, Barcelona de Cruyff, Real Madrid da «Quinta del Bultre», Porto e Chelsea de Mourinho, Manchester United de Fergusson, ou qualquer uma das equipas que esteve nas meias finais da Liga dos Campeões deste ano, Chelsea, Barcelona, Arsenal e Manchester. Pensem agora no que estas equipas apresentaram ou apresentam como padrão de jogo e logo o «Pressing» aparece como um fio condutor que as une, do passado ao presente!
Mas será que isto pode ser visto de uma forma tão partida, tão analítica, tão redutora? Parece-me que não. É verdade que as grandes equipas são pressionantes (embora não o sejam sempre… nem sempre da mesma maneira!) e são agressivas (no bom sentido do termo e não apenas defensivamente!). Não são passivas, mas antes activas, pois não esperam pelo erro do adversário, procurando antes provocá-lo. Contudo, parece-me claro que para estas equipas, o «Pressing» é apenas metade do caminho. Porquê? Porque depois de «destruir» (o jogo do adversário) vem a parte mais difícil: «construir», «criar»!!!... E como elas (as EQUIPAS DE TOP) «construiram» no passado e «criam» no presente!!!... De facto, para todas estas equipas, o «Pressing» é visto apenas como um meio para atingir um fim – a POSSE DE BOLA – e não como um fim em si mesmo. Mais acrescento, é aqui, nesta capacidade de coordenar/articular estes dois momentos diversos, mas interligados, de jogo – recuperação da posse de bola e sua manutenção – que muitas equipas apresentam grandes dificuldades. E é precisamente esta articulação que distingue uma EQUIPA DE TOP da «normalidade». Mais, da vulgaridade!
No entanto, para uma vertente «iluminada» de treinadores, a única forma de se combater o «Pressing» é… com mais pressão!!! Então, pedem sistematicamente «garra», «suor», «esforço», «correria», «agressividade» (no mau sentido do termo) aos seus jogadores. E os jogos transformam-se em autênticas batalhas campais, onde o respeito pelo adversário e pela essência do jogo deixa de fazer sentido. Aparecem os jogos com excesso de faltas, as agressões e lesões aos «magotes», as bolas pelo ar, o futebol aos repelões, onde o músculo procura abafar o talento e onde as equipas se sentem mais à vontade sem bola do que com ela!
Para estes «carrascos» do BOM FUTEBOL, queria apenas deixar uma reflexão final. Quando compramos um bilhete para ir a um estádio ver um jogo de futebol, é como se pagássemos um bilhete para ir ao cinema! Temos direito ao filme completo… do princípio ao fim! Recusamo-nos a ver apenas uma parte do «filme», reproduzida e repetida vezes sem conta!
E já estou a imaginar a entrega dos «Óscares» 2008/2009:
“ÓSCAR PARA MELHOR FILME: BARCELONA
ÓSCAR PARA MELHOR REALIZADOR: PEP GUARDIOLA
ÓSCAR PARA MELHOR ARGUMENTO: MODELO DE JOGO DO BARCELONA
ETC…
ETC…”
E isto sim, dignifica o Futebol, dignifica os Treinadores, dignifica os Jogadores … e também bate recordes de bilheteira!
Por favor, levantem-se!!! APLAUSOS para o BOM FUTEBOL.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
A incapacidade em se sair do pressing
Interessante notar que na maior parte das vezes que uma equipe (especialmente no Brasil) que faz pressing, recebe como resposta adversária o “chutão”. Então o jogo acaba por se tornar um pressionar para que o adversário chute, se livre da bola enfim devolva-a da maneira menos arriscada possível.
Impossibilitadas de sairem do pressing do adversário (ou por não saberem como o fazerem), outras equipes respondem realizando mais pressão, resultando em duas equipes que lutam sem parar (desregradas) pela bola e quando a tem não sabem o que fazer com ela.
Segundo Valdano desapareceram os espaços livres e consequentemente o tempo para pensar. Agora todos pressionam com maior ou menor organização.
No Brasil muitas equipes exercem pressão alta sobre a bola e tem nessa estratégia característica importante na sua forma de jogar. O problema é que essa pressão muitas vezes não faz parte da arquitetura coletiva da equipe; é uma pressão individual. Como é individual, torna-se difícil admitir que o chutão seja a melhor opção para vencê-la (a pressão).
Em algumas equipes brasileiras, argentinas e européias a pressão individual dá lugar a uma pressao coletiva; o que torna mais difícil a circulação da bola pela defesa adversária e por algumas vezes pode justificar o chutão como alternativa. Como o “muitas vezes” não quer dizer “sempre”, e como o chutão não é estatisticamente a ação mais eficiente para êxitos ofensivos, foram aparecendo especialmente nas equipes holandesas, inglesas e espanholas, estratégias de anti-pressing.
Na maioria das ações de pressing a equipe que a realiza consegue vantagem numérica na região próxima a bola, com limitação espaço-temporal imposta ao jogador que tem a posse da bola. Há também proteção organizada de áreas de jogo de maior importância e desequilíbrios controlados e propositais de regiões (posições de campo) tidas como menos valiosas – que ficam “menos cobertas”.
Essas regiões não sofrem ou sofrem menos pressão e tem portanto uma característica importante: possibilitam ações com bola de trânsito menos turbulento e congestionado.
Na prática, essas regiões de menor pressão acabam na maioria das vezes, presentes em faixas do campo opostas horizontalmente (em largura) àquelas que estão recebendo pressing (quando o pressing ocorre em profundidade). Quando o pressing é em largura, essas regiões acabam na maior parte das vezes ocorrendo entre a linha de zagueiros e a do goleiro.
É claro que a idéia de tirar a bola da pressão, fazendo-a trocar de faixas do campo de jogo (da esquerda para a direita e da direita para a esquerda), com mobilidade vertical e horizontal é algo mais elaborado do que seqüências de chutões. Mas pode também ser mais eficiente no início da construção de ataques subseqüentes.
Obviamente também que alcançar novas possibilidades como criar estratégias para retirar a bola da zona de pressão e possibilitar construções de jogo mais consistentes necessita de uma compreensão do jogo mais elaborada e real. E isso custa mais (mais planejamento, mais conhecimento, melhor trabalho).
Referências Bibliográficas:
Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.
A TÁTICA DO CHUTÃO - Texto do professor Rodrigo Leitão.
Impossibilitadas de sairem do pressing do adversário (ou por não saberem como o fazerem), outras equipes respondem realizando mais pressão, resultando em duas equipes que lutam sem parar (desregradas) pela bola e quando a tem não sabem o que fazer com ela.
Segundo Valdano desapareceram os espaços livres e consequentemente o tempo para pensar. Agora todos pressionam com maior ou menor organização.
No Brasil muitas equipes exercem pressão alta sobre a bola e tem nessa estratégia característica importante na sua forma de jogar. O problema é que essa pressão muitas vezes não faz parte da arquitetura coletiva da equipe; é uma pressão individual. Como é individual, torna-se difícil admitir que o chutão seja a melhor opção para vencê-la (a pressão).
Em algumas equipes brasileiras, argentinas e européias a pressão individual dá lugar a uma pressao coletiva; o que torna mais difícil a circulação da bola pela defesa adversária e por algumas vezes pode justificar o chutão como alternativa. Como o “muitas vezes” não quer dizer “sempre”, e como o chutão não é estatisticamente a ação mais eficiente para êxitos ofensivos, foram aparecendo especialmente nas equipes holandesas, inglesas e espanholas, estratégias de anti-pressing.
Na maioria das ações de pressing a equipe que a realiza consegue vantagem numérica na região próxima a bola, com limitação espaço-temporal imposta ao jogador que tem a posse da bola. Há também proteção organizada de áreas de jogo de maior importância e desequilíbrios controlados e propositais de regiões (posições de campo) tidas como menos valiosas – que ficam “menos cobertas”.
Essas regiões não sofrem ou sofrem menos pressão e tem portanto uma característica importante: possibilitam ações com bola de trânsito menos turbulento e congestionado.
Na prática, essas regiões de menor pressão acabam na maioria das vezes, presentes em faixas do campo opostas horizontalmente (em largura) àquelas que estão recebendo pressing (quando o pressing ocorre em profundidade). Quando o pressing é em largura, essas regiões acabam na maior parte das vezes ocorrendo entre a linha de zagueiros e a do goleiro.
É claro que a idéia de tirar a bola da pressão, fazendo-a trocar de faixas do campo de jogo (da esquerda para a direita e da direita para a esquerda), com mobilidade vertical e horizontal é algo mais elaborado do que seqüências de chutões. Mas pode também ser mais eficiente no início da construção de ataques subseqüentes.
Obviamente também que alcançar novas possibilidades como criar estratégias para retirar a bola da zona de pressão e possibilitar construções de jogo mais consistentes necessita de uma compreensão do jogo mais elaborada e real. E isso custa mais (mais planejamento, mais conhecimento, melhor trabalho).
Referências Bibliográficas:
Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.
A TÁTICA DO CHUTÃO - Texto do professor Rodrigo Leitão.
Quais são as formas de se fazer pressing?
Mourinho ao ilustrar esta temática de zona pressing, destaca o Milan, contra quem teve um duelo para a Supertaça Europeia: A zona pressionante deles é fantástica, assenta num conceito completamente diferente do nosso. E explica: Enquanto que o Milan, com três linhas, faz pressão em largura, nós com seis, procuramos fazer pressão em profundidade. Isto vai de encontro o que Amieiro reitera: A zona pressing pode ser posta em prática onde e quando uma equipe desejar. Concordamos com esta leitura, porque não implica que a zona pressing tenha que ser adiantada no terreno, pois pode-se atacar determinados espaços de acordo com o que se pretende a posterior, ou seja, para atacar melhor.
No Chelsea a eficácia do pressing de Mourinho persiste pois para Lobo a pressão em profundidade executada pelo Chelsea, num movimento sublimado pelo trio do meio campo Makelele-Lampard-Gudjohnsen, apoiado, na recuperação, pelos alas Robben-Duff. Todos eles pressionam na vertical, dominando espaços e vigiando marcações. A tentativa de recuperação da bola contempla sempre, ao mesmo tempo, o que fazer com ela a seguir, mal se recupere a sua posse.
A zona pressing do Porto e Chelsea de Mourinho se exercia em profundidade e utilizava um número superior de linhas [2x2x1x2x2 (4x3x3 ? - 5 Linhas) ou 2x2x1x2x1x2 (4x4x2 ? - 6 Linhas)], em comparação a do Milan de Anceloti [4x4x2 (3 Linhas) ou 4x1x3x2 (4 Linhas)] exercida em largura e com menor numero de linhas.
Valdano: No Milan de Sacchi a recuperação da bola era realizada nos corredores laterais porque a linha lateral funciona como mais um defensor. Assim, a equipe adversária embora tivesse a posse de bola, não possuia o controle do jogo, sendo na realidade vitimas transportadas até as proximidades de uma das linhas laterais, zona onde eram atacadas. Tratava-se de uma equipe astuta (porque pensava o jogo), dinâmica e generosa, que fechava o corredor central de forma a colocar o adversário numa rua sem saida (a linha lateral é como um muro), ao mesmo tempo que a defesa avançava massivamente (equipe compacta) para colocar a equipe adversária em situação de fora de jogo, funcionando este como um principio de jogo.
Referências Bibliográficas:
Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.
No Chelsea a eficácia do pressing de Mourinho persiste pois para Lobo a pressão em profundidade executada pelo Chelsea, num movimento sublimado pelo trio do meio campo Makelele-Lampard-Gudjohnsen, apoiado, na recuperação, pelos alas Robben-Duff. Todos eles pressionam na vertical, dominando espaços e vigiando marcações. A tentativa de recuperação da bola contempla sempre, ao mesmo tempo, o que fazer com ela a seguir, mal se recupere a sua posse.
A zona pressing do Porto e Chelsea de Mourinho se exercia em profundidade e utilizava um número superior de linhas [2x2x1x2x2 (4x3x3 ? - 5 Linhas) ou 2x2x1x2x1x2 (4x4x2 ? - 6 Linhas)], em comparação a do Milan de Anceloti [4x4x2 (3 Linhas) ou 4x1x3x2 (4 Linhas)] exercida em largura e com menor numero de linhas.
Valdano: No Milan de Sacchi a recuperação da bola era realizada nos corredores laterais porque a linha lateral funciona como mais um defensor. Assim, a equipe adversária embora tivesse a posse de bola, não possuia o controle do jogo, sendo na realidade vitimas transportadas até as proximidades de uma das linhas laterais, zona onde eram atacadas. Tratava-se de uma equipe astuta (porque pensava o jogo), dinâmica e generosa, que fechava o corredor central de forma a colocar o adversário numa rua sem saida (a linha lateral é como um muro), ao mesmo tempo que a defesa avançava massivamente (equipe compacta) para colocar a equipe adversária em situação de fora de jogo, funcionando este como um principio de jogo.
Referências Bibliográficas:
Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.
Quais são os tipos de pressing?
Existem três tipos de pressing:
Pressing Baixo: Defende-se perto da nosso gol, deixando o adversário ter o controle do jogo. Neste caso a nossa equipe, em termos ofensivos, adota uma estratégia de contra-ataque, visto que existe muito espaço nas costas da defesa do adversário.
Pressing Baixo: Defende-se perto da nosso gol, deixando o adversário ter o controle do jogo. Neste caso a nossa equipe, em termos ofensivos, adota uma estratégia de contra-ataque, visto que existe muito espaço nas costas da defesa do adversário.

Pressing Médio: Normalmente deixa-se o adversário sair jogando, mas evita-se que este ultrapasse o meio campo com a bola dominada. Nesta situação, o dominio é repartido e existe algum espaço quando a equipe recupera a posse de bola.

Pressing Alto: Defende-se o mais perto possivel do gol adversário. Impede-se que o adversário consiga construir o seu jogo. Nesta situação existe grande risco de contra-ataques adversários devido ao espaço existente nas costas da nossa defesa.

A utilização de um bloco baixo, médio ou alto nas ações coletivas de pressing poderão ser mais ou menos vantajosas consoante o entendimento de uma determinada forma de atacar, ou seja, não se mostra vantajoso a utilização de um pressing em bloco baixo se a equipe utiliza predominantemente o ataque posicional, neste caso o mais indicado seria o contra-ataque, visto a existência de um grande espaço para atacar nas costas da defesa adversária e a necessidade em fazer isso rapidamente para que a equipe adversária não se estruture defensivamente.
Para Amaral o pressing esta associado a forma como a equipe adversária constrói o seu ataque.
O pressing também esta associado as caracteristicas de nossa equipe e da equipe adversária, se a equipe inimiga circula bem a bola faz sentido utilizar um pressing alto para logo a recuperar e não ficar se defendendo nem se desgastando.
A utilização de um pressing baixo, médio ou alto também pode ser perspectivado por um prisma estratégico contextual, isto é, pode ser vantajoso atrair para o ataque, cedendo a posse de bola, uma equipe com dificuldades no momento de transição defensiva, no qual a estratégia se basearia em roubar a bola no nosso campo defensivo e se valer dessa falha de transição, para se tentar chegar ao ataque.
Mourinho em entrevista ao jornal A Bola justifica a utilização ou não do pressing alto, de acordo com as característica dos seus jogadores, ao revelar que depende da situação, e decifra: Quando se joga na frente com jogadores tipo Jankauskas ou Capucho, que não são jogadores propriamente muito rápidos em distâncias grandes, é importante pressionar mais alto, ganhar a bola no meio campo adversário de maneira a que esses jogadores joguem na zona onde são, de fato, mais perigosos. Por outro lado, se na frente tivermos jogadores tipo Derlei, Postiga ou Candido Costa, que são muito mais rápidos, se calhar é melhor não pressionarmos tão alto criando-se um pouco de espaço para a aceleração desses jogadores; deixando-se subir um pouco mais a defesa contrária.
Mourinho: Os jogadores chegaram a conclusão que preferem defender pressionando na primeira fase da construção do adversário... em dez/quinze metros [entenda-se pressionar alto], do que fundo juntarem as linhas atrás da linha de meio campo e fazerem investidas de trinta e quarenta metros para atrás e para frente em situação defensiva e em situação ofensiva.
Cruyff fala do pressing alto do Barcelona de Rijkaard: Parece que todos trabalham [entenda-se correm muito], mas na realidade correm muito poucos metros. Por isso estão aguentando tanto.
Referências Bibliográficas:
Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.
http://www.treinofutebol.net/images/Artigosfutebol/Marca%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20Zona.pdf - Site www.treinofutebol.net
Para Amaral o pressing esta associado a forma como a equipe adversária constrói o seu ataque.
O pressing também esta associado as caracteristicas de nossa equipe e da equipe adversária, se a equipe inimiga circula bem a bola faz sentido utilizar um pressing alto para logo a recuperar e não ficar se defendendo nem se desgastando.
A utilização de um pressing baixo, médio ou alto também pode ser perspectivado por um prisma estratégico contextual, isto é, pode ser vantajoso atrair para o ataque, cedendo a posse de bola, uma equipe com dificuldades no momento de transição defensiva, no qual a estratégia se basearia em roubar a bola no nosso campo defensivo e se valer dessa falha de transição, para se tentar chegar ao ataque.
Mourinho em entrevista ao jornal A Bola justifica a utilização ou não do pressing alto, de acordo com as característica dos seus jogadores, ao revelar que depende da situação, e decifra: Quando se joga na frente com jogadores tipo Jankauskas ou Capucho, que não são jogadores propriamente muito rápidos em distâncias grandes, é importante pressionar mais alto, ganhar a bola no meio campo adversário de maneira a que esses jogadores joguem na zona onde são, de fato, mais perigosos. Por outro lado, se na frente tivermos jogadores tipo Derlei, Postiga ou Candido Costa, que são muito mais rápidos, se calhar é melhor não pressionarmos tão alto criando-se um pouco de espaço para a aceleração desses jogadores; deixando-se subir um pouco mais a defesa contrária.
Mourinho: Os jogadores chegaram a conclusão que preferem defender pressionando na primeira fase da construção do adversário... em dez/quinze metros [entenda-se pressionar alto], do que fundo juntarem as linhas atrás da linha de meio campo e fazerem investidas de trinta e quarenta metros para atrás e para frente em situação defensiva e em situação ofensiva.
Cruyff fala do pressing alto do Barcelona de Rijkaard: Parece que todos trabalham [entenda-se correm muito], mas na realidade correm muito poucos metros. Por isso estão aguentando tanto.
Referências Bibliográficas:
Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.
http://www.treinofutebol.net/images/Artigosfutebol/Marca%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20Zona.pdf - Site www.treinofutebol.net
domingo, 13 de dezembro de 2009
Para que serve o pressing?
Ao obsevarmos várias equipes a jogarem depara-se logo, com uma incontestável deturpação do pressing, porque o pressing é utilizado para neutralizar o adversário, mas que em nada acrescenta a (pretensa) iniciativa de jogo.
Para Cruyff no Milan de Sacchi ninguém dava pontapé para a frente [entenda-se jogo direto] (...) sabiam destruir mas, simultaneamente, concebiam jogadas com essa bola roubada.
A organização defensiva (pressing, por exemplo) de uma equipe deve estar contemplada de acordo como a mesma pretende ter a bola, ou seja, atacar.
Cruyff: Se eu tenho que defender todo o campo serei um mau defensor, porém se só tenho que defender uma casa sou muito bom. Tudo é relativo. Há sempre que ver o espaço que tens que defender e se ao teu lado há gente que te guarda as costas [entenda-se coberturas defensivas] é muito difícil que o adversário marque. O conceito de pressão é um principio básico em futebol que diz que quando tens a bola tens que abrir o campo [entenda-se campo grande] e quando a perdes tens que fechar [entenda-se campo pequeno]. E o que é fechar? É reduzir metros de tal maneira que nesse espaço só possa sobreviver a técnica.
Assim, ao optarmos por um determinado meio [entenda-se pressing] para obter a bola não será altura para refletir como sugere Valdano, pois já que investimos tanto tempo e esforço em roubar a bola ao adversário. Não haverá chegado o momento de perguntarmos que fazer com ela (bola) quando o conseguimos?. Eis uma pergunta simples a que muitos treinadores não se deram ainda o trabalho de responder!!! Senão corremos o risco do futebol não ser mais do que um jogo em que agora tiro eu e a seguir tiras tu, em que os brancos insistem em dar a bola aos vermelhos e os vermelhos a devolver aos brancos, um jogo de chutes para qualquer parte.
Mourinho: Irritam-me as equipes que na Liga Portuguesa e outras jogam e persistem em jogar defensivamente, jogam para não perder, não arriscam, marcam e abdicam de jogar para não sofrer, esquecem o espetáculo, não acreditam que a melhor forma de defender um resultado é controlando o jogo e a posse de bola, e que nas últimas jornadas em que a corda aperta no pescoço e o oxigênio comeca a rarear, libertam-se da filosofia, esquecem medos e tradições e jogam em todo o campo modificando radicalmente a sua catenaciana forma de jogar.
A tentativa de recuperar a bola (pressing) é muito mais do que meramente defender, é recuperar para ter a bola.
O atacar deve estar sustentado sob uma forma de defender, pois o futebol atual depende da capacidade de ter a bola [entenda-se posse de bola].
O pressing revela neste momento de perda de bola um papel fulcral na sustentação do equilíbrio da equipe, ou seja, no acelerar das ações de recuperações (da bola, posições, organização).
Mourinho: Estou cada vez mais convencido de que o momento chave para se defender bem e para se poder fazer zona pressionante é o momento da perda da posse de bola (...) são raras as equipes que sofrem gols quando estão bem posicionadas sob o ponto de vista defensivo. A maior parte dos gols e das situações de risco acontece em situaçõe de transição e, se assim é, penso que o momento da perda da posse é o momento crítico na organização defensiva.
Mourinho reforça a ponderação anterior ao referir que defender bem é defender pouco, é defender durante pouco tempo. Então é necessário ter a bola o mais tempo possivel e isso, é estar a maior parte do tempo com a iniciativa de jogo evitando assim a "a necessidade de estar em ações defensivas [propriamente ditas]".
Menotti: O problema é quando nos centramos em demasia na defesa, esquecendo por completo o como atacar.
Mourinho pensa que quando se possui a bola, também se tem que pensar defensivamente o jogo, mas igualmente válido numa situação defensiva, também se tem que estar a pensar o jogo de uma forma ofensiva e preparar o momento em que se recupera a posse de bola. Porque tal como Faria expõe: é importante ter a posse de bola se ela tiver um objetivo claro como, por exemplo, atacar. Posse de bola por si só não tem significado absolutamente nenhum se não tiver um objetivo claro.
A importância dos aspectos pós-recuperação da bola são evidentes e a
preocupação da sua possivel perda simultaneamente são evidenciados.
O pressing não pode ser visto como uma ação isolada, porque pertence a um todo, e como tal ocorre de uma relação organizada. O pressing carece de organização para se demonstrar regular, e a sua proporção vai influir nas outras partes (outros principios).
O pressing como parte de um todo, deve ter um papel preponderante para o realce desse mesmo todo, ou seja, a articulação de uma parte com as outras partes.
Mourinho revela nitidamente o que é mais importante para a sua equipe: a minha ideia tática principal passa por termos a noção bem clara da coisa mais importante no futebol moderno para além de marcar gols: ter a bola.
Para Ancelotti a posse de bola, se for efetuada de maneira estática e não tiver como objetivo a procura de um ataque eficaz, pode revelar-se uma arma com uma dupla vantagem porque da a possibilidade a equipe adversária de se organizar na fase defensiva e, uma vez reconquistada da bola, de responder com perigosos contra-ataques. Acrescenta ainda, que deve-se saber o uso que se faz da posse de bola.
O pressing tem que ser usado como um meio (recuperar a bolar para poder atacar), não como um fim (apenas se defender).
Referências Bibliográficas:
Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.
Para Cruyff no Milan de Sacchi ninguém dava pontapé para a frente [entenda-se jogo direto] (...) sabiam destruir mas, simultaneamente, concebiam jogadas com essa bola roubada.
A organização defensiva (pressing, por exemplo) de uma equipe deve estar contemplada de acordo como a mesma pretende ter a bola, ou seja, atacar.
Cruyff: Se eu tenho que defender todo o campo serei um mau defensor, porém se só tenho que defender uma casa sou muito bom. Tudo é relativo. Há sempre que ver o espaço que tens que defender e se ao teu lado há gente que te guarda as costas [entenda-se coberturas defensivas] é muito difícil que o adversário marque. O conceito de pressão é um principio básico em futebol que diz que quando tens a bola tens que abrir o campo [entenda-se campo grande] e quando a perdes tens que fechar [entenda-se campo pequeno]. E o que é fechar? É reduzir metros de tal maneira que nesse espaço só possa sobreviver a técnica.
Assim, ao optarmos por um determinado meio [entenda-se pressing] para obter a bola não será altura para refletir como sugere Valdano, pois já que investimos tanto tempo e esforço em roubar a bola ao adversário. Não haverá chegado o momento de perguntarmos que fazer com ela (bola) quando o conseguimos?. Eis uma pergunta simples a que muitos treinadores não se deram ainda o trabalho de responder!!! Senão corremos o risco do futebol não ser mais do que um jogo em que agora tiro eu e a seguir tiras tu, em que os brancos insistem em dar a bola aos vermelhos e os vermelhos a devolver aos brancos, um jogo de chutes para qualquer parte.
Mourinho: Irritam-me as equipes que na Liga Portuguesa e outras jogam e persistem em jogar defensivamente, jogam para não perder, não arriscam, marcam e abdicam de jogar para não sofrer, esquecem o espetáculo, não acreditam que a melhor forma de defender um resultado é controlando o jogo e a posse de bola, e que nas últimas jornadas em que a corda aperta no pescoço e o oxigênio comeca a rarear, libertam-se da filosofia, esquecem medos e tradições e jogam em todo o campo modificando radicalmente a sua catenaciana forma de jogar.
A tentativa de recuperar a bola (pressing) é muito mais do que meramente defender, é recuperar para ter a bola.
O atacar deve estar sustentado sob uma forma de defender, pois o futebol atual depende da capacidade de ter a bola [entenda-se posse de bola].
O pressing revela neste momento de perda de bola um papel fulcral na sustentação do equilíbrio da equipe, ou seja, no acelerar das ações de recuperações (da bola, posições, organização).
Mourinho: Estou cada vez mais convencido de que o momento chave para se defender bem e para se poder fazer zona pressionante é o momento da perda da posse de bola (...) são raras as equipes que sofrem gols quando estão bem posicionadas sob o ponto de vista defensivo. A maior parte dos gols e das situações de risco acontece em situaçõe de transição e, se assim é, penso que o momento da perda da posse é o momento crítico na organização defensiva.
Mourinho reforça a ponderação anterior ao referir que defender bem é defender pouco, é defender durante pouco tempo. Então é necessário ter a bola o mais tempo possivel e isso, é estar a maior parte do tempo com a iniciativa de jogo evitando assim a "a necessidade de estar em ações defensivas [propriamente ditas]".
Menotti: O problema é quando nos centramos em demasia na defesa, esquecendo por completo o como atacar.
Mourinho pensa que quando se possui a bola, também se tem que pensar defensivamente o jogo, mas igualmente válido numa situação defensiva, também se tem que estar a pensar o jogo de uma forma ofensiva e preparar o momento em que se recupera a posse de bola. Porque tal como Faria expõe: é importante ter a posse de bola se ela tiver um objetivo claro como, por exemplo, atacar. Posse de bola por si só não tem significado absolutamente nenhum se não tiver um objetivo claro.
A importância dos aspectos pós-recuperação da bola são evidentes e a
preocupação da sua possivel perda simultaneamente são evidenciados.
O pressing não pode ser visto como uma ação isolada, porque pertence a um todo, e como tal ocorre de uma relação organizada. O pressing carece de organização para se demonstrar regular, e a sua proporção vai influir nas outras partes (outros principios).
O pressing como parte de um todo, deve ter um papel preponderante para o realce desse mesmo todo, ou seja, a articulação de uma parte com as outras partes.
Mourinho revela nitidamente o que é mais importante para a sua equipe: a minha ideia tática principal passa por termos a noção bem clara da coisa mais importante no futebol moderno para além de marcar gols: ter a bola.
Para Ancelotti a posse de bola, se for efetuada de maneira estática e não tiver como objetivo a procura de um ataque eficaz, pode revelar-se uma arma com uma dupla vantagem porque da a possibilidade a equipe adversária de se organizar na fase defensiva e, uma vez reconquistada da bola, de responder com perigosos contra-ataques. Acrescenta ainda, que deve-se saber o uso que se faz da posse de bola.
O pressing tem que ser usado como um meio (recuperar a bolar para poder atacar), não como um fim (apenas se defender).
Referências Bibliográficas:
Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.
Como se executa o pressing (caracterização)?
O método pressionante pode ser caracterizado, segundo Castelo, na seguinte configuração:
01-) Marcação rigoroso do adversário de posse de bola, sendo agressivo na procura da recuperação da posse de bola ou obrigá-lo a cometer erros no plano técnico-tático;
02-) Cada jogador evolui na sua zona de marcação, mas deverá deslocar-se para outras zonas concentrando-se nos espaços de jogo próximo da bola, marcando agressivamente zonas e jogadores adversários que possam dar continuidade ao processo ofensivo;
03-) Para obter uma maior concentração, diminui-se a pressão exercida aos atacantes que estejam posicionados em espaços longe da bola;
04-) Conduz o ataque adversário para um espaço de jogo próprio onde predomina a melhor capacidade da equipe em termos de recuperação da posse de bola;
05-) Toda a organização defensiva se desloca de uma forma homogênea e concentrada em função do deslocamento da bola;
06-) A comunicação verbal entre os jogadores deve ser constante, fundamentalmente quando os atacantes adversários conseguem mudar o angulo de ataque levando a bola para outro espaço de jogo;
07-) Elevado espírito de equipe, coordenação e solidariedade;
Para Toral o momento de realização do trabalho de pressing da equipe tem que ter referências claras para a sua execução. É importante saber quando se deve fazer o pressing, porque tem que ser claro onde se realiza para que seja vantajoso para a equipe. Para este treinador é bastante elucidativo a necessidade de realizar o pressing de uma forma que potencie os mais da sua equipe e não somente anular o adversário.
Então para que determinado hábito desponte, é preciso repeti-lo sistematicamente; assim o pressing para Comas é passível de treino para que seja exercido organizadamente (segundo uma ordem), para o qual ter jogadores de grande qualidade técnica, não é suficiente.
Referências Bibliográficas:
Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.
01-) Marcação rigoroso do adversário de posse de bola, sendo agressivo na procura da recuperação da posse de bola ou obrigá-lo a cometer erros no plano técnico-tático;
02-) Cada jogador evolui na sua zona de marcação, mas deverá deslocar-se para outras zonas concentrando-se nos espaços de jogo próximo da bola, marcando agressivamente zonas e jogadores adversários que possam dar continuidade ao processo ofensivo;
03-) Para obter uma maior concentração, diminui-se a pressão exercida aos atacantes que estejam posicionados em espaços longe da bola;
04-) Conduz o ataque adversário para um espaço de jogo próprio onde predomina a melhor capacidade da equipe em termos de recuperação da posse de bola;
05-) Toda a organização defensiva se desloca de uma forma homogênea e concentrada em função do deslocamento da bola;
06-) A comunicação verbal entre os jogadores deve ser constante, fundamentalmente quando os atacantes adversários conseguem mudar o angulo de ataque levando a bola para outro espaço de jogo;
07-) Elevado espírito de equipe, coordenação e solidariedade;
Para Toral o momento de realização do trabalho de pressing da equipe tem que ter referências claras para a sua execução. É importante saber quando se deve fazer o pressing, porque tem que ser claro onde se realiza para que seja vantajoso para a equipe. Para este treinador é bastante elucidativo a necessidade de realizar o pressing de uma forma que potencie os mais da sua equipe e não somente anular o adversário.
Então para que determinado hábito desponte, é preciso repeti-lo sistematicamente; assim o pressing para Comas é passível de treino para que seja exercido organizadamente (segundo uma ordem), para o qual ter jogadores de grande qualidade técnica, não é suficiente.
Referências Bibliográficas:
Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.
Pressing é o mesmo que defender zonalmente?
O pressing não diverge conceitualmente da defesa zonal (embora não sejam propriamente a mesma coisa), em que a grande preocupação é fechar coletivamente os espaços de jogo de maior valor (próximos da bola), pois o cerne fundamental compromete-se com a agressividade com que esses espaços são atacados.
Lopez refere que é através da defesa a zona, que é possivel dominar os espaços mais adequados [entenda-se os espaços de maior valor] em função da posição da bola, e a pressão defensiva, que trata de aproveitar o dominio e a redução dos espaços para pressionar o portador da bola e os atacantes que o apoiam, salientando, serem dois aspectos intimamente relacionados em qualquer organização defensiva.
Romero sintetiza como sendo uma marcação coletiva a zona onde se encontra o portador da bola, e é esta a referência para toda a equipe, com aumento gradual de intensidade defensiva nessa zona para reduzir o tempo e o espaço adversário.
Cruyff refere que se pudesse estabelecer uma lista de mandamentos sobre futebol, um dos primeiros deveria dizer algo como: a pressão deve execer-se sobre a bola, não sobre o jogador.
Cabezon explica que a aplição da defesa a zona é impreterível para configurar um contexto de jogo facilitador de pressing.
O pressing é muito mais fácil de realizar com uma defesa a zona, porque a diferença esta na agressividade com que se atacam os espaços mais valiosos e o portador da bola, percebido que é através da impossibilidade de penetração nesses espaços mais valiosos por parte do adversário, que se coloca este em constrangimento espaço-temporal progressivamente crescente. É portanto evidente que a intenção fulcral deste tipo de ação é de condicionar fortemente o adversário, retirando a iniciativa de jogo, através da colocação do jogador em posse de bola, sob forte constrangimento espaço-temporal.
A defesa a zona, apresenta uma maior adaptabilidade aos problemas que o próprio jogo coloca sobre a defesa. Isto porque, coloca como referencial coletivo a bola (e mais concretamente as ações desenvolvidas a posteriori pelo jogador com bola), permitindo assim uma maior uma elasticidade de ações em função de um pensamento coletivo, e so assim é possivel agir com maior eficiência a tentativa de encurtar (em profundidade - longitudinalmente) e estreitar (em largura - transversalmente) o espaco de jogo (efetivo).
Referências Bibliográficas:
Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.
Lopez refere que é através da defesa a zona, que é possivel dominar os espaços mais adequados [entenda-se os espaços de maior valor] em função da posição da bola, e a pressão defensiva, que trata de aproveitar o dominio e a redução dos espaços para pressionar o portador da bola e os atacantes que o apoiam, salientando, serem dois aspectos intimamente relacionados em qualquer organização defensiva.
Romero sintetiza como sendo uma marcação coletiva a zona onde se encontra o portador da bola, e é esta a referência para toda a equipe, com aumento gradual de intensidade defensiva nessa zona para reduzir o tempo e o espaço adversário.
Cruyff refere que se pudesse estabelecer uma lista de mandamentos sobre futebol, um dos primeiros deveria dizer algo como: a pressão deve execer-se sobre a bola, não sobre o jogador.
Cabezon explica que a aplição da defesa a zona é impreterível para configurar um contexto de jogo facilitador de pressing.
O pressing é muito mais fácil de realizar com uma defesa a zona, porque a diferença esta na agressividade com que se atacam os espaços mais valiosos e o portador da bola, percebido que é através da impossibilidade de penetração nesses espaços mais valiosos por parte do adversário, que se coloca este em constrangimento espaço-temporal progressivamente crescente. É portanto evidente que a intenção fulcral deste tipo de ação é de condicionar fortemente o adversário, retirando a iniciativa de jogo, através da colocação do jogador em posse de bola, sob forte constrangimento espaço-temporal.
A defesa a zona, apresenta uma maior adaptabilidade aos problemas que o próprio jogo coloca sobre a defesa. Isto porque, coloca como referencial coletivo a bola (e mais concretamente as ações desenvolvidas a posteriori pelo jogador com bola), permitindo assim uma maior uma elasticidade de ações em função de um pensamento coletivo, e so assim é possivel agir com maior eficiência a tentativa de encurtar (em profundidade - longitudinalmente) e estreitar (em largura - transversalmente) o espaco de jogo (efetivo).
Referências Bibliográficas:
Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.
sábado, 12 de dezembro de 2009
O que é pressing?
Algumas definições acerca do conceito de pressing:
Bonizzoni: Pressing é uma ação de opressão, executada em particular sobre o adversário com bola, de modo a retirar o espaço e tempo para agir. Não se trata de uma ação individual, mas de grupo ou coletiva . De salientar o espaço e o tempo como forma de colocar sobre máximo constrangimento a tomada de decisão dos adversários.
Moreno: Pressing é uma ação coletiva na qual os jogadores da equipe que o prática importunam sem cessar os jogadores da equipe adversária, em particular o portador da bola, limitando o seu espaço de ação e impedindo-o de atuar com tranqüilidade, com a intenção fundamental de recuperar a posse de bola ou simplesmente evitar a progressão da equipe contrária. Para isso, é imprescindível
conseguir um bloco homogéneo e compacto, mantendo pouca distância entre as diferentes linhas que compõe o bloco, porque é dificil levar a cabo o pressing de uma forma eficaz se existe uma grande distância entre elas. Acrescenta que nesta ação coletiva, todos os jogadores se devem deslocar para a zona da bola, para dificultar todas as possibilidades de passe.
Trapattoni: O pressing é uma ação de grupo na qual todos os jogadores atuam ao mesmo tempo, não importa quão perto ou longe estão da bola. Segundo este autor tem aplicacão sobre o portador da bola e na ocupação dos espaços próximos.
Cruyff: O conceito de pressão é um princípio básico em futebol que diz que quando perdes a bola tens que fechar [entenda-se campo pequeno]. E o que é fechar? É reduzir metros de tal maneira que nesse espaço só possa sobreviver a técnica. Trata-se simplesmente em atacar esses espaços de forma que só a capacidade individual dos adversários possa prevalecer.
Amieiro: O pressing é uma ação coletiva defensiva de opressão sobre o portador da bola, sendo que esta ação busca diminuir o tempo e espaço de ação do mesmo.
Leandro Zago: O pressing consistia de um dispositivo tático cujo objetivo era acuar intensamente o adversário para recuperar a posse de bola e não ceder em nenhum momento a iniciativa de jogo ao mesmo.
Rinus Michels: O pressing era um sistema de jogo em que todos os jogadores no campo atacam todo o tempo… ainda que não tenham a posse de bola!.
Referências Bibliográficas:
Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.
http://futeboltatico.wordpress.com/2008/06/15/conceitos-de-pressing - Site de Leandro Zago.
Bonizzoni: Pressing é uma ação de opressão, executada em particular sobre o adversário com bola, de modo a retirar o espaço e tempo para agir. Não se trata de uma ação individual, mas de grupo ou coletiva . De salientar o espaço e o tempo como forma de colocar sobre máximo constrangimento a tomada de decisão dos adversários.
Moreno: Pressing é uma ação coletiva na qual os jogadores da equipe que o prática importunam sem cessar os jogadores da equipe adversária, em particular o portador da bola, limitando o seu espaço de ação e impedindo-o de atuar com tranqüilidade, com a intenção fundamental de recuperar a posse de bola ou simplesmente evitar a progressão da equipe contrária. Para isso, é imprescindível
conseguir um bloco homogéneo e compacto, mantendo pouca distância entre as diferentes linhas que compõe o bloco, porque é dificil levar a cabo o pressing de uma forma eficaz se existe uma grande distância entre elas. Acrescenta que nesta ação coletiva, todos os jogadores se devem deslocar para a zona da bola, para dificultar todas as possibilidades de passe.
Trapattoni: O pressing é uma ação de grupo na qual todos os jogadores atuam ao mesmo tempo, não importa quão perto ou longe estão da bola. Segundo este autor tem aplicacão sobre o portador da bola e na ocupação dos espaços próximos.
Cruyff: O conceito de pressão é um princípio básico em futebol que diz que quando perdes a bola tens que fechar [entenda-se campo pequeno]. E o que é fechar? É reduzir metros de tal maneira que nesse espaço só possa sobreviver a técnica. Trata-se simplesmente em atacar esses espaços de forma que só a capacidade individual dos adversários possa prevalecer.
Amieiro: O pressing é uma ação coletiva defensiva de opressão sobre o portador da bola, sendo que esta ação busca diminuir o tempo e espaço de ação do mesmo.
Leandro Zago: O pressing consistia de um dispositivo tático cujo objetivo era acuar intensamente o adversário para recuperar a posse de bola e não ceder em nenhum momento a iniciativa de jogo ao mesmo.
Rinus Michels: O pressing era um sistema de jogo em que todos os jogadores no campo atacam todo o tempo… ainda que não tenham a posse de bola!.
Referências Bibliográficas:
Uma "(des)baromatriz(acção)" concepto-comportamental da(s) zona(s) pressing. - Monografia de Abílio da Torre Ramos.
http://futeboltatico.wordpress.com/2008/06/15/conceitos-de-pressing - Site de Leandro Zago.
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