O animal satisfeito dorme (Guimarães Rosa)
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A lógica ilógica de Dunga (O Anão que nada fala)

Para que serve uma cadeira? Pra sentar, ora essa. De que é feito o chiclete? De petróleo, é claro. Por que um pneu é redondo e não quadrado? Sei lá, sempre foi assim, não?

Algumas coisas parecem muita lógicas para nós, por já termos nascido diante de tantas tecnologias e avanços na ciência, por isso não refletimos sobre tais fatos. Se a lógica não é nada mais nada menos que a razão e a forma de pensar, cada ser deve ter a sua, né? E confesso que a de Dunga para mim não faz lá muito sentido.

O último jogo que havia visto da seleção foi aquela vergonhosa partida contra o Equador, onde o treinador optou por um 4-4-2 com um meio em quadrado, contendo dois volantes e dois meias, e um ataque onde Robinho foi "jogado" para a asa esquerda do campo.

Hoje, diante do desconhecido time da Estônia, o Brasil jogou num 4-3-3 com um meio triangular e dois pontas. Em tese tudo perfeito, ná prática a situação da nossa seleção se encontra desesperadora, mas como diria o Ministro da Sáude brasileiro: "Fiquem tranquilos, não há motivo para pânico".

De zagueiros estamos bem servidos, a dupla titular Lúcio e Luisão, ou os reservas, são jogadores de garra, bom posicionamento e marcação, pelo menos aqui podemos ter tranquilidade.

Contando com dois laterais ofensivos, André Santos e Maicon, não entendo porque Dunga não os da liberdade para jogar. Maicon era a segunda opção para a saída de bola, mas ficava só nisso, no máximo que ia era a intermediária tocar para alguém, pouquissimas vezes vi algum dos laterais subindo para fazer um cruzamento ou tabelando com um jogador do seu setor no campo de ataque, enfim, profundidade não tivemos.

No meio Gilberto manteve-se de 1ª volante, sendo sempre uma opção de recuo para arrumar a equipe, e Felipe Melo e Kléberson jogaram pelos lados do campo. Felipe foi muito bem, iniciava o jogo brasileiro, se adiantava durante transição defensiva no campo adversário para recuperar a bola e ainda cobria as brechas de marcação de Gilberto Silva, Kléberson pouco fez, tentava sair pelo flanco direito para fazer lançamentos mas não foi nenhum pouco efetivo e ainda comprometeu. Com a contusão de Kléberson a coisa ainda piorou, Elano se mantinha como um extremo direita abandonando Gilberto e Felipe.

No ataque acho que a teoria era colocar Kaká como ponta esquerdo, mais sem funcionar o galáctico teve que se deslocar por todo o campo em busca de bola, era incrivel, nenhum cidadão fazia o favor de passar a bola para Kaká, que, provavelmente, deveria articular o ataque. Os outros atacantes também pouco tiveram o que fazer, quando tiveram chance flutuavam para os lados na expectativa do entrada do lateral para terem com quem jogar. Já que Dunga colocou Kaká como um winger esquerdo, porque não o colocar na direita e passar a jogar como o Barcelona na dobradinha D.Alves - Messi?

Conseguimos usar bem, mesmo que sem apoiar, toda a amplitude, tivemos uma alta manutenção e circulação da bola, que teve um objetivo meio que defensivo, a equipe se movimenta bem, inverte de forma positiva a jogada explorando todo o campo e oscila entre marcar na saída de bola adversária ou a partir do meio, mas como sempre tem um "pórem", não conseguimos ter uma articulação com Kaká que também não foi suprida por nenhum outro setor, nosso meio se mostrou falho tanto em criar quanto em defender e nossa equipe jogou aberta, descompactada, sem a presença de um treinador que soubesse orientar algo.

É Dunga... se tu já não fala e melhor continuar assim, porque se for explicar vais passar maior vergonha ainda. Rumo a Copa!? Só se for pra fazer vexame.

domingo, 29 de março de 2009

Inglaterra resgata suas origens

Acompanhei ontem ao amistoso internacional entre Inglaterra 4 x 0 Eslováquia, a partida foi muito bonita de se ver, apesar do nivel técnico superior dos ingleses os eslovacos não jogaram de forma covarde, o que proporcionou um grande duelo.

A Inglaterra joga com a bola em um 3-5-2 sem líbero, com 2 zagueiros fixados e os 3 sem inverterem em nenhum momento a posição, - Upson pela esquerda, Terry no centro e Johnson na direita - formando assim uma muralha a frente do bom goleiro James. Sempre que os bretões têm a bola o zagueiro Johnson sobe até mais da metade do meio campo pra assistir o ala Lennon, essa tática não comprometeu a defesa e propiciou uma penetração mais fácil dessa área - que ocorria primordialmente por Lennon e Lampard.

Nas alas os ingleses contam com Ashley Cole - na esquerda - e Lennon, - na direita - ambos avançando simultaneamente, porém, Cole não produz as jogadas, apenas participa como coadjuvante, enquanto que Lennon efetivamente desenvolve o jogo - sendo também o ala mais procurado.

No meio está Gerrard, Lampard e Barry. Os dois primeiros procedem como wingers invertendo suas posições, uma hora na direita e outra na esquerda, possuem total liberdade tendo que se preocupar somente em produzir boas jogadas e voltar pra compor a segunda linha de quatro. Devido a essa autonomia Gerrard e Lampard poderam brilhar na partida, sendo diretamente responsáveis por 3 dos 4 gols.

Já Barry atua como um volante se formos "abrasileirar" a interpretação, mas na verdade ele é um meia habilidoso que atua com funções mais defensivas, não se desligando totalmente de atacar.

Como atacantes os ingleses tiveram a dupla Rooney e Heskey, - que foi substituido por Carlton, Carton por Crouch e Crouch por Carrick respectivamente, todos por contusão - Rooney foi o melhor da partida deu show, jogador muito veloz, de bom passe e chute, joga como um segundo atacante e sua marca é o oportunismo, os jogadores que atuaram ao seu lado foram todos centroavantes - que não convenceram. Atacantes na seleção inglesa é um problema.

Como já foi falado, apesar dos britânicos jogarem em um 3-5-2 com a bola, quando estão sem a bola eles formam as duas linhas de quatro, - usadas em clubes como Liverpool - para a configuração da primeira linha acontece o recuo do ala Ashley Cole, e para a da segunda linha os wingers Gerrard e Lampard retrocedem, formando assim um 3-5-2 com a progressão de um zagueiro quando se está atacando e um 4-4-2 com o recuo de um ala desenhando duas linhas de quatro quando se defende.