O animal satisfeito dorme (Guimarães Rosa)
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sábado, 5 de dezembro de 2009

Transição Ofensiva e Drible - Ronaldo

Peguei um video de Ronaldo, na época do Barça, no youtube para demonstrar duas coisas:

01-) A exepcional transição ofensiva do Fenômeno, Ronaldo recupera a bola no campo defensivo do Barça, dribla um marcador e avança correndo muito, até que passa no meio de dois marcadores e faz o gol. Fantástico. Ronaldo sozinho fez a roubada de bola, a rápida transição ofensiva e posteriormemente o gol, simplesmente perfeito.

02-) Impressiona a eficiência da penetração no campo ofensivo a partir da tática individual do drible, no caso do video, do drible combinada a velocidade.

Link do video: http://www.youtube.com/watch?v=9iXOMPo7cEI&feature=related

A jogada a qual me refiro no post é a primeira que aparece no video.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Organização Ofensiva do Barcelona

Meu desejo era postar um video, de um jogo do Barça, e em baixo os pontos que destaco da Organização Ofensiva do Barcelona, contudo, meu computador quebrou e terei que postar o link do video envez do próprio video.

Link do Video 01: http://www.youtube.com/watch?v=aUTSYTkeulo&feature=fvst

Link do Video 02: http://www.youtube.com/watch?v=DFqZqgnhV28

Pontos Observados:

- Ataca em bloco, mantém sua estrutura no campo ofensivo;

- Usa uma circulação de bola curta com muitas variações para a bola longa;

- Se defendendo aplica uma pressão em bloco médio/alto, essa parte não é organização ofensiva mas resolvi colocar;

- Boa mobilidade, movimentação, dos jogadores de ataque, o que propícia a criação de espaços;

- Seu jogo faz uso constante de infiltrações e ultrapassagens;

- Preconiza a circulação da bola no campo ofensivo;

- Muita inversão do lado de jogo;

- Consegue circular bem e rápido a bola, o que lhe garante alta porcentagem de posse de bola, contudo, essa circulação não busca iminentemente o gol;

- Aproveita bastante as jogadas de bola parada;

- Tem uma alta capacidade em concluir com qualidade jogadas ofensivas em que esteja em desvantagem numérica, um dos pontos observados para tal foram as constantes progressões feitas a partir de dribles;

- Fácil progressão com muita amplitude e profunidade, consegue usar o campo a seu favor;

- Faz uso constante da tentativa de jogadas aéreas para a área;

- Saída de jogo média/rápida vertical com a abertura em passes diagonais;

Quem observou mais detalhes e deseja comentar, por favor o faça.

domingo, 24 de maio de 2009

Como deverá ser a final da Liga dos Campeões?

A final da Liga dos Campeões, entre Barcelona e Manchester United, será quarta-feira, de um lado teremos uma equipe que utiliza um futebol bonito e ao mesmo tempo tático, do outro estará um time pragmático, que varia facilmente de esquema e jogadores e "joga apenas para ganhar". Nesse post tentarei prever como será esse Duelo de Titãs.

O Barcelona deve utilizar seu tradicional 4-3-3, que vem sendo aplicado em toda a temporada, antes de começar a análise é importante destacar que o clube catalão terá as baixas de: Daniel Alves, Abidal e Rafael Marquéz; Iniesta e Henry ainda não se sabe se terão condições ou não de jogar.

Sem abidal é possivel que Guardiola improvise, como já fez outras vezes, Puyol na lateral esquerda, com isso Touré deve vim para a zaga e Sylvinho, que é lateral esquerdo de origem, vem para a direita. Com Touré na zaga Busquets fica como volante, Xavi mantém-se como meia direita e na esquerda se Iniesta estiver em condição joga, caso contrário quem deve entrar é Keita. Na frente Messi na ponta direita, Eto'o de atacante central e na ponta esquerda caso Henry não jogue pode entrar Bojan, Hleb ou Gudjohnsen. Vamos agora a explicação:

Abidal é um lateral-zagueiro, praticamente passa o jogo todo sem apoiar, logo Puyol pode cumprir facilmente essa função, inclusive já cumpriu, Sylvinho apesar de ser lateral esquerdo jogará na direita porque no Barça o lateral direito precisa apoiar, pois o jogo se desenrola por esse setor, nas triangulações entre Daniel Alves - Xavis - Messi, logo na ausência de Alves Sylvinho cumprirá esse dever ofensivo.

Piqué deve ficar responsável pela marcação do único atacante do Manchester, liberando Touré para cobrir Sylvinho, visto que Rooney deve jogar nas costas do lateral, ficar "atento" a Cristiano Ronaldo e consertar qualquer falha de marcação.

No meio Busquets marcará o homem a frente das duas linhas de quatro e Iniesta e Xavi pegaram os volantes pouco habilidosos de seus setores. Messi e o ponta esquerdo, que não se sabe quem será, ficarão responsáveis por manter presos os laterais apoiadores Evra e O´Shea, aliás, a linha defensiva do Diabos deve ficar praticamente presa devido aos três atacantes.

Jogando dessa maneira o Barça consegue segurar os pontos fortes do Manchester: O extremo direita inglés sempre baterá com Puyol fixo, já o extremo esquerdo poderá bater com o lateral ou com o zagueiro da sobra, um zagueiro pegará um atacante, os dois volantes bretões terão a marcação de dois meias eficientes, Cristiano Ronaldo, se jogar pelo centro, será marcado por Busquets e posteriormente por Touré, e os avanços da defesa inglesa serão contidos pelo trio de atacantes.

Essa disputa, realmente, promete, ambos os times com defesas fortes, o Barça jogando detendo em média 70% a bola, o Manchester apostando tudo nos seus contra-ataques mortais e num jogo de se fingir de morto para depois dar o bote.

É claro que, esse post nada mais é do que especulação, afinal não sei quais serão as escalações e opções de ambos os treinadores, no entanto, fiz uma especulação que considero válida, afinal o jogo pode ser algo bastante parecido com o que tratei aqui. Sim... E só para não esquecer, eu aposto no Barcelona para vencer a Liga dos Campeões, caso Iniesta esteja recuperado e possa jogar, do contrário aposto todas as fichas no Manchester!

domingo, 10 de maio de 2009

"O Herói Vilão" - Duelo dos Iguais: Parte III

Como já se era esperado no jogo de volta entre Chelsea e Barça, no estádio Stamford Bridge, o time da casa adquiriu uma postura mais agressiva, pelo menos até marcar o gol, já os visitantes não se acovardaram mais também não conseguiram práticar seu jogo.

Ambas as equipes usaram um 4-3-3, só que com algumas diferenças, que ocorrem devido as diferentes características dos jogadores e a estrategema de cada treinador.

Do lado do Barcelona foi mantido o tradicional 4-3-3, houve entretanto algumas diferenças de jogadores devido a ausência de Henry, mas o padrão foi o mesmo de sempre: um volante de contenção (Busquets), dois meias abertos para fazer a saída de bola e criar o jogo (Keita e Xavi), dois pontas de movimentação (Messi e Iniesta) e um atacante central (Eto'o). Apesar de parecer pouco significativa, a carência de Thierry Henry desencadeou um negativo efeito dominó na equipe.

Sem atacantes para substituir Henry, Guardiola improvisou o meia Iniesta na posição e para cobrir a vaga de Iniesta colocou Keita. Esse movimento acabou gerando um ciclo vicioso no jogo do Barça, com a saída do sempre habilidoso e veloz Iniesta o meio de campo perdeu criatividade e aquele habitual bom primeiro passe, uma vez que Keita é limitado tecnicamente em comparação a Iniesta, e já prevendo esse acontecimento o técnico escalou Busquets como volante, visto que o jogador dá mais qualidade ao meio do que Touré, em compensação piora a marcação no setor.

O problema no meio prejudicou o ataque no seguinte motivo: A bola não chegava e Iniesta - por dos três não ser o "atacante de origem" - começou a se deslocar para buscar jogo e tentar algo, fato que o prejudicava na sua função de ponta, pois deveria se manter presente no flanco esquerdo e não dispersado pelo campo.

Com essas falhas no setor da esquerda agregado a caracteristica defensiva de Abidal, o jogo do Barça se desenvolveu quase plenamente pela direita, nas triangulações entre Daniel Alves, Xavi e Messi, eu disse quase "plenamente" porque no 2º Tempo, de forma desorganizada e desesperada, Iniesta arriscou muitas jogadas individuais pela esquerda.

O Chelsea também teve grande contribuição para dificultar a atuação de Keita e conseqüentemente do Barça, o time marca forte e jogou relativamente fechado após fazer o gol. A equipe se posicionou em um 4-3-3 que, quando dissecado, é na verdade 4-2-3-1 ou 4-5-1. Os pontas dos Blues, diferentemente dos do adversário, recuam e formam uma linha de três com Lampard, Malouda, por exemplo, marcou Daniel Alves todo o jogo e combatia mais na defesa do que atacava, o mesmo em menor intensidade vale para Anelka.

Esse 4-2-3-1 se transformava em um 4-5-1 quando o meia Ballack e o volante Essien avançavam e completavam o meio, formando uma parede contra a defesa do Barça. Dois dados interessantes é que dos 15 chutes ao gol do Barcelona 13 foram de fora da área, o que comprova essa marcação e falta de espaço e criatividade para articular, enquanto que das 13 oportunidades do Chelsea 7 foram pela esquerda, o que nos mostra o quanto Malouda atou nas costas do lateral direito catalão - que como já disse, no post do jogo de ida, é a válvula de escape das jogadas da equipe - e como Busquets ficou devendo na cobertura do mesmo.

Com a passagem do Barça para a final da Liga dos Campeões, irei preparar um post especial analisando o duelo do dia 27 de maio entre Manchester e Barça, o vencedor ainda será tema de debate para outro assunto que desejo tratar aqui no blog.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Os "barçadores" de mitos

Sem um protagonista especifico, mas jogando de forma coletiva como um esquadrão, o Barça quebrou alguns tabus que se tem atualmente no futebol, além de dar um espetáculo à parte. Caso os visitantes não se classifiquem no jogo de volta na Inglaterra será uma tristeza para os amantes do bom futebol.

A equipe catalã comandada por Pep Guardiola atuou no 4-3-3 - ou 4-1-2-3. A zaga possui dois zagueiros técnicos, - até me impressionei com a categoria com que Pique carregava e passava a bola pros jogadores de meia, fato que ocorria quando o Chelsea fazia pressão na defesa adversária - um lateral-zagueiro - Abidal - e a proteção do "volantão" cabeça-de-área Toure.

Nessa partida especificamente onde o meio-campo era a área mais congestionada, o jogo lateralizado tinha uma importância incomensurável.

Daniel Alves representou a maior fonte de escape das jogadas, onde dava profundidade, cruzava, "empurrava" Messi pra frente - ou trabalhava no 2-1 com o hermano - e fazia parte de uma execução faceira de conexão de passes. E é aquele negócio: quando um lateral é apoiador o outro precisa compensar, Abidal segue exatamente esse preceito.

Os dois meias abertos se confundem um pouco a volantes, como atuam mais adiantados que Toure, o meio acaba por forma um losango. Ambos os meias possuem total liberdade do ponto de vista ofensivo, podendo atuar pela esquerda, centro e direita, entretanto, Iniesta se desenha mais pela esquerda e Xavi direita.

Iniesta ataca fazendo a diagonal da esquerda pro meio - também auxilia Henry pelo flanco esquerdo - e seu companheiro da direta pro meio, ambos também são encarregados de fazer a saída de bola e a voltarem para marcar, não é à toa, que Xavi sempre fazia a cobertura de Daniel, já Iniesta não tinha essa função, visto que Abidal não apoiava.

No ataque o "trio goleador" é formado por Henry, Eto'o e Messi. Os três atacantes voltam pra procurar jogo sempre, cada um pelo seu setor, apesar de ficarem no centro-médio não aparecem propriamente na defesa. Quando o clube catalão está atacando se agregam ao ataque os meias e o lateral direito, logo vira um sexteto que não tem protagonista, onde cada um tem seu papel e importância dentro do todo.

O Barcelona desmistificou alguns mitos no jogo de hoje, como: Time que joga no 4-3-3 não consegue ter uma marcação forte nem manter uma boa quantidade na posse de bola. Isso é mito.

Foi aplicada uma excepcional marcação ao Chelsea, começando com a pressão dos "pontas" nos laterais e de Eto'o no zagueiro que tem a bola, posteriormente Daniel pega Malouda e Abidal Essien, enquanto Xavi,Iniesta e Toure fecham nos outros 3 meio-campistas do Chelsea e Drogba fica isolado na frente com a marcação de dois zagueiros.

E o sucesso dessa marcação é devido a perfeita aplicação do sistema de pressing, onde todos os jogadores atacam e defendem mesmo que estejam sem a bola, e foi exatamente isso que fez o Barça, quando com a bola todo mundo no ataque e sem a bola recuava todos os jogadores.

O outro mito que foi abaixo é o da posse de bola, o Barça deteve simplesmente 71% da posse de bola, incrivel não? A equipe trabalhou muito a bola, quando os catalões roubavam a bola dava inicio a uma série complexa de passes rápidos entre os jogadores, o detalhe principal é que era raríssimo passes errados.

Espero que com o sucesso desse 4-3-3 dos espanhóis, os mitos e incertezas sobre esse esquema acabem e os treinadores brasileiros repensem seu uso.