O animal satisfeito dorme (Guimarães Rosa)
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

“Jogar para os pontos”?!!

por Carlos Campos

A finalidade das equipas de futebol terem um treinador parece-me estar relacionada com a necessidade de este lhes transmitir uma identidade própria, um determinado tipo de inter-relacionamentos entre os jogadores que lhes permitam jogarem o mesmo jogo, o mesmo futebol. Há a necessidade de os jogadores se sincronizarem na mesma ideia para que, em cada momento do jogo, se movam no mesmo registo e funcionem como um todo que partilhe os mesmos princípios de acção. Só desta forma poderemos falar em Equipa na verdadeira acepção da palavra, num colectivo que, jogando de determinada forma, tenta em cada jogo superiorizar-se ao adversário procurando marcar mais golos do que aqueles que sofre.
Esta identidade, esta determinada forma de jogar futebol cuja construção é da responsabilidade do treinador, é conseguida através das diferentes solicitações que este lhes propõe ao longo do processo de treino, ou seja, é neste processo que os jogadores vão adquirindo os princípios de acção que consubstanciam o jogo da equipa.
A riqueza da ideia de jogo que o treinador tem é de vital importância, pois boas ideias são fundamentais para bons futebóis. Contudo, mesmo uma ideia mais pobre, ou menos complexa, poderá sobreviver se for operacionalizada com qualidade, isto é, se essa forma de jogar for a prioridade a desenvolver, se tiver os seus princípios bem estruturados e hierarquizados, se tiver em conta uma alternância horizontal dos conteúdos de treino que lhes permita uma assimilação gradual e saudável daquilo que o treinador pretende e se este dominar tudo isto e, com uma intervenção perspicaz, for ajustando todas estas variáveis tendo em vista a tal ideia…
Esta introdução lapalissiana (sê-lo-á para a maioria… espero) esbarra estrondosa, diria mesmo catastroficamente, nos treinadores que, perto do fim das respectivas ligas, assumem heroicamente: «A partir de agora vamos jogar para os pontos!». Ora, surge aqui um ponto de ruptura marcadamente ilógico, sem sentido nem coerência, que ataca de forma aniquiladora e voraz aqueles que, como eu, acreditam nas tais verdades de la Palisse que referi anteriormente. Será que os treinadores que dizem isto não jogavam para ganhar até então???
O que se verifica habitualmente após este tipo de mudança de atitude são equipas a alterarem subitamente a sua forma de jogar procurando, sempre que têm a bola, colocá-la directamente na área adversária na crença de duas coisas: 1) «Bola perto da baliza adversária aumenta a probabilidade de golo nosso»; 2) «Bola longe da nossa baliza reduz a possibilidade de sofrermos golo».
Admitindo isto como meias verdades, emanam daqui um conjunto de questões que me causam uma enorme intriga que é a raiz deste texto. Se um treinador acredita que esta é a melhor forma de conquistar pontos, por que não jogou assim desde o inicio, procurando inclusivamente treinar isso (a tal ideia pobre…)? Treinador que mude o seu jogo de uma semana para a outra saberá o que é treinar para um «jogar»? Treinador que diga «A partir de agora vamos jogar para os pontos» alguma vez terá tido como preocupação desenvolver na sua equipa uma identidade? Achará isso importante?
Creio que um treinador que diz isto não é treinador, porque não cumpre nenhum dos requisitos sine qua non daquilo que, para mim, é SER TREINADOR. Treinador que o seja e não esteja a vencer, identifica e reajusta aquilo que está mal, mas joga sempre para os pontos, pois acredita que a sua ideia de jogo (sim, porque um treinador que o seja de facto tem uma ideia de jogo que procura desenvolver) é a melhor forma de ganhar os jogos.
Percebo perfeitamente o que é a necessidade imperiosa de pontos, níveis de confiança baixos por sucessivos insucessos, adeptos descontentes, Direcção a pressionar, etc., mas a melhor forma de conquistar pontos é a jogar bom futebol, proveniente de uma boa ideia bem treinada, sendo isto apenas passível de ser desenvolvido por bons treinadores!

4-2-4 Defensivo e 3-6-1 Ofensivo?

A imprensa e as pessoas, de um modo geral, costumam achar que o que define a ofensividade ou defensividade de uma equipe é a sua plataforma de jogo. Um erro que pode custar muito caro ao clube, torcida e treinador. Num dos jogos entre Internacional e Fluminense nesse ano, um amigo, torcedor do Fluminense, criticou pesadamente o Internacional, até então brigando pelo titulo, por ter entrado contra o Fluminense, até então quase rebaixado, usando um 3-6-1, plataforma o qual, segundo meu amigo, era muito defensiva para se jogar, pois o Internacional estava muito bem na tabela enquanto o Fluminense era um saco de pancadas.

Poderiamos botar algumas definições do que seria plataforma de jogo aqui, mas todas diriam o mesmo, então, podemos ficar com uma definição de que plataforma de jogo é a disposição (ocupação) dos jogadores no campo de jogo, é preciso entender também que existe a plataforma de jogo quando o time esta com a bola e a plataforma de jogo quando o time esta sem a bola, a plataforma de jogo matriz (base,modelo) ocorre quando o time esta sem a posse de bola, além disso não podemos considerar que exista uma variação na plataforma de jogo quando o time esta com ou sem bola, a plataforma "oficial" de jogo será sempre a matriz.

Precisa-se ter em mente que a plataforma de jogo é apenas a ocupação espacial por parte de jogadores e que portanto isso é uma coisa meramente estática, o que irá dar vida a essa plataforma de jogo é o modelo de jogo operacionalizado por cada equipe, dessa forma, várias equipes poderão jogar no 4-4-2 atuando com dinâmicas completamente diferentes, vou além, mesmo que uma equipe "copie" o modelo e plataforma de jogo de outra equipe, o time que copiou jamais conseguirá um jogar igual ao da equipe copiada, pois existem uma série de motivos que não são copiaveis, como a caracteristica dos jogadores, por exemplo.

Se entendemos que a plataforma é uma coisa "morta" e que o que dará "vida" a ela são os jogadores e o modelo de jogo executado, fica fácil compreender que não existe plataforma ofensiva ou defensiva nem plataforma melhor ou pior.

O que determinará se um jogar é ofensivo ou defensivo, se bem que isso é uma coisa bem subjetiva e se relaciona reciprocamente com a estrátegia preconizada, será o número de jogadores que participam das ações ofensivas (ou ainda quantos jogadores ficam à frente da linha da bola em uma situação de ataque) e o nosso modelo de jogo, se bem que o número de jogadores que participam das ações ofensivas esta relacionada ao nosso M.J. mas de qualquer forma é bom separar para ser mais claro. Por exemplo, se um time que joga no 4-2-4 preconizar somente as transições ofensivas como meio de marcar gol, a imprensa, provavelmente, dirá que é uma equipe pouca ofensiva e que joga no contra-ataque, contudo, se num 3-6-1 o modelo preconizado seja atacar em bloco, mantendo sua estrutura no campo ofensivo, circulação de bola curta com viradas longas e manutenção de posse de bola, ataque apoiado, amplia e aprofunda o campo etc, a imprensa diria que esse 3-6-1 é um esquema muito ofensivo apesar de usar 3 zagueiros e apenas 1 atacante. Ou seja, plataforma não é nada sem modelo de jogo, bem como não se pode criticar certos modelos de jogo se eles servem numa determinada lógica contextual.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Conceituando Modelo de Jogo

Gomes: "A pertinência desta questão parece-nos fundamental para desenvolver um processo direccionado para um determinado «jogar» ou seja, para um processo Intencional. A partir dele criam-se um conjunto de referências que definem a organização da equipa e jogadores nos vários momentos de jogo. Deste modo, o modelo orienta o processo para um jogar concreto através dos princípios colectivos e individuais em função do que é pretendido. Neste sentido, trata-se de desenvolver um jogar Específico e não um jogar qualquer."

O Modelo de Jogo condiciona um modelo de treino, um modelo de exercícios e, necessariamente, um modelo de jogador."

"A tomada de decisão não é algo aleatório ou seja, apesar das particularidades do contexto, o jogador é sobrecondicionado a decidir em função do projecto de jogo da equipa e portanto, dos seus princípios. Assim, o modelo de jogo permite condicionar as escolhas dos jogadores para um padrão de possibilidades ou seja, orienta as decisões dos jogadores ".

Barbosa: O modelo de jogo engloba em si um conjunto de idéias sobre o modo de jogar de uma equipe.

Teodurescu: O modelo de jogo é uma referência, construída a partir de outras referências de ordem de rendimento superior, que postulam um conjunto de ações individuais e coletivas dos jogadores e da equipe, integradas com o espírito físico e psíquico característico do jogo.

Rodrigo Leitao: O modelo de jogo define-se como o conjunto de princípios (de onde se ramificam os sub-princípios) de comportamento da equipe, que definem a sua organização e lhe conferem uma identidade própria na forma como esta age perante o adversário, tendo em conta os 4 momentos principais do jogo – processo defensivo, transição defesa/ataque, processo ofensivo e transição ataque/defesa. De um modo global o modelo será, então, a forma como o treinador entende que a sua equipa deve jogar, atacando (posicional, contra-ataque…), defendendo (zona pressionante, homem a homem…), transitando entre a posse e a perda de bola (transição rápida, jogo directo, primeiras estações após recuperação, recuperação e equilíbrio defensivo…etc.), e forma de actuar nos esquemas táctico-estratégicos (bolas paradas).

Modelo de Jogo: Plano tático-físico-técnico-psicológico-estratégico objetivado por um treinador, ou mais,que visa um determinado padrão de comportamento, que acaba por se tornar uma cultura, na qual o jogador tem como guia de comportamentos; definindo limites para as decisões que serão tomadas nos jogos. O Modelo de jogo é definidor, pois dele surge o grande princípio da Especificidade, pois só é possível ser específico se ao treinar, seja reproduzido pequenos ou grandes fractais do modelo de jogo, e para isso tem que se ter um Modelo pré-definido, para saber onde se quer chegar.

Garganta: O modelo de jogo ee entendido como sendo um conjunto de idéias, pontos de referencia fundamentais, em relação aos quais vamos aferir comportamentos.

Castelo: O modelo de jogo tem a ver com um conjunto de fatores: cultura do clube; subsistema estrutural; sistema de jogo; funções dos jogadores nesse sistema; sistema metodológico; questão relacional que são os princípios de jogo ofensivos e defensivos; subsistema tecnico-tatico no plano ofensivo, defensivo, individual e coletivo; e com o subsistema tatico-energetico. O modelo de jogo permite, por um lado definir e reproduzir com rigor todo o sistema de relações entre os diversos elementos que constituem uma equipe e por outro permite, a partir das conclusões retiradas, tirar novas conclusões de forma a racionalizar e otimizar novas idéias e concepções referentes às situações de jogo.

Frade: Refere-se ao modelo de jogo como sendo o futuro como elemento causal do comportamento, afigurando-se imprescindível na construção de um processo de aprendizagem ou treino, se assim o preferirmos. Modelo de jogo ee a forma como queremos jogar, ee a cultura do clube, ee a relação com a formação, ee... TUDO. Frade acrescenta ainda que o modelo de jogo se caracteriza por ser uma referencia, o qual se deseja atingir, devendo estar sempre a ser visualizado havendo portanto a necessidade de construir o presente em função daquilo a que se aspira, tratando-se de um processo que nunca estará concluído.

Guilherme Oliveira: O modelo de jogo funciona como orientador no processo de operacionalização do jogar da equipe. O modelo de jogo constitui-se por princípios, sub-principios, sub-principios dos sub-principios, representativos dos diferentes momentos/fases de jogo, que se articulam entre si, manifestando uma organização funcional muito própria, ou seja, uma identidade. Guilherme diz que o modelo de jogo estando constantemente aberto a novos acrescentos, esta num processo de evolução constante e de construção permanente dai que nunca possa ser considerado que se atingiu um modelo final.

Carvalhal: Entende que o modelo de jogo ee como o guia de todo o processo de treino.

Freitas: Refere-se ao modelo de jogo como o "(...) saber-se aquilo que se tem de fazer permanentemente em todas as circunstancias do jogo.".

EE natural que para Frade, o modelo de jogo nunca esteja acabado porque o processo ao acontecer vai fornecer indicadores de modo a serem interpretados por quem o gere, no sentido de o ir gerindo para estimular uma melhor qualidade, dai que não exista apenas um modelo de jogo evoluído, mas vários modelos de jogo evoluídos.

O modelo de jogo surge como o guia de todo o fenômeno e como o futuro, como elemento causal de comportamento. Assim, sendo o modelo de jogo todo este conjunto de considerações, com as quais, regra geral, concordamos, terá com certeza muitas implicações, no processo de treino.

Confira outra postagem do blog acerca do Modelo de jogo:
http://filosofiatatica.blogspot.com/2009/10/o-futebol-e-mais-do-que-bola-parte-v_13.html

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

RIBEIRO, P. Do Modelo e Concepção de jogo à Análise da Performance no Futebol: O Treino enquanto indutor da Operacionalização de um modo de Jogar Específico. Estudo de caso na equipa sub-19 do Futebol Clube do Porto . 2008. 209 f. Monografia (Licenciatura em Desporto) - Faculdade de Ciência do Desporto e Educação Física, Universidade do Porto, Porto.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Adversários novos, problemas novos, soluções novas ou antigas?

Nas competições longas ( Brasileiro, Premier League, Ligue 1 etc) as equipes atuam a cada rodada contra times diferentes, esses times diferente possuem comportamentos diferentes, o que teoricamente exige respostas diferentes, afinal, não posso dar respostas iguais a perguntas diferentes, na prática a coisa muda, as respostas antigas/iguais podem e devem resolver problemas novos.

Se uma equipe tem de forma coesa e difundida (aberto fica nas entrelinhas), entre seus jogadores e comissão técnica, um determinado modelo de jogo, ela pode, deve e vai enfrentar qualquer adversário se valendo desse mesmo modelo de jogo e igualmente uma plataforma de jogo estabelecida, não precisando alterar praticamente nada. Vejamos o Barcelona, a equipe joga igual independente do adversário, todos já conhecem seus "pontos positivos/modelo de jogo" mas nem por isso conseguem vencê-lo, porque? O Barça consegue cumprir com excelência seu modelo de jogo, busca primeiramente o conhecimento interior como forma de se manter equilibrado na tentativa de desordem externa.

Não existe a possibilidade de equipes top apresentarem comportamentos diferentes em cada partida. O que pode haver é uma possivel mudança estratégica com base no contexto do modelo de jogo apresentado pelo adversário naquela partida em particular ou pela observação e estudo de comportamentos especificos da equipe adversária.

A resposta que fica, então, para a pergunta inicial é: Soluções antigas devem resolver problemas novos, contudo, não se deve abnegar adaptações paltadas num modelo de jogo e observação adversária, visando sempre a potencialização e eficácia do jogar de nossa equipe.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O futebol é mais do que a bola: Parte V

MODELO DE JOGO.

O artigo abaixo não foi feito por mim, trata-se de uma junção de várias fontes diferentes.

Frases de Mourinho:

O mais importante numa equipe de futebol é ter um modelo de jogo, um conjunto de princípios que dêem organização a equipe. Por isso a minha atenção é para aí dirigida desde o primeiro dia. (Mourinho)

Gosto que a minha equipe seja uma equipe com posse de bola, que a faça circular, que tenha bom jogo posicional e que os jogadores saibam claramente como se posicionarem. Aliado a isso, defender bem e ter qualidade individual (o que marca determinados momentos do jogo) também são fatores cruciais. Um bom posicionamento defensivo enquanto equipe, formando um bloco compacto que possa jogar com linhas muito juntas, é outra característica das minhas equipes. (Mourinho)

O futebol, embora não aparente, é um jogo de alta complexidade, aja vista que cada jogador pode executar, durante as diferentes fases do jogo, inúmeras ações diferentes. Ao receber a bola o jogador pode: Migrar para as laterais ou verticalmente avançar ou progredir, tocar para qualquer um dos seus dez companheiros, tentar o drible e depois tocar para o atacante, tentar o drible e depois tocar para o lateral, sair em disparada e finalizar, dar um chutão para frente, prender a bola etc. Caso cada jogador da equipe agisse a seu beu prazer, o time estaria fadado a desorganização e consequentemente ao fracasso. É aí que entra a importância de um Modelo de Jogo. Esse Modelo fará com que cada jogador faça determinadas ações nos determinados momentos de jogo e que essas ações interajam entre si, fazendo com que a equipe tenha sistematização, fato este que, sem dúvidas, é favorável ao sucesso.

Modelo de Jogo: Plano tático-físico-técnico-psicológico-estratégico objetivado por um treinador, ou mais,que visa um determinado padrão de comportamento, que acaba por se tornar uma cultura, na qual o jogador tem como guia de comportamentos; definindo limites para as decisões que serão tomadas nos jogos. O Modelo de jogo é definidor, pois dele surge o grande princípio da Especificidade, pois só é possível ser específico se ao treinar, seja reproduzido pequenos ou grandes fractais do modelo de jogo, e para isso tem que se ter um Modelo pré-definido, para saber onde se quer chegar.

O modelo de jogo é a forma e o modo como o treinador deseja que sua equipe se comporte nos mais diferentes momentos de uma partida.

Para definir o modelo de jogo é preciso levar alguns pontos em consideração:

- Idéia do Treinador: Aqui o treinador irá definir as linhas gerais do modelo de jogo, de acordo, é claro, com o que ele deseja.

- Princípios e Sub-Princípios de Jogo: Os princípios de jogo e os sub-princípios de jogo são comportamentos e padrões de comportamento que o treinador quer que sejam revelados pelos seus jogadores e pela sua equipe nos diferentes momentos de jogo - organização ofensiva, organização defensiva, transição defesa-ataque e transição ataque-defesa.

- Organização Funcional: A organização funcional é a junção dos princípios e sub-princípios de jogo, pois na agregação desses dois a equipe revela uma identidade própria, que é exatamente a organização funcional.

- Características dos Jogadores: A característica dos jogadores é uma condição fundamental para a definição do modelo de jogo. Se a definição do modelo de jogo é elaborada antes da constituição do plantel, as características dos jogadores devem ser aquelas que melhor serve o modelo de jogo, já quando o modelo de jogo é feito após a elaboração do plantel, é o modelo de jogo que terá de ser definido de acordo com as características dos atletas.

Alguns treinadores utilizam um determinado modelo de jogo numa equipe e quando vão para outras querem continuar com o mesmo modelo de jogo, o problema é que com a diferença de jogadores um modelo que dava certo pode passar a não dar.

- Organização Estrutural: Na organização estrutural serão definidos o sistema de jogo da equipe (4-4-2, 3-5-2 etc) e as características individuais dos diferentes atletas por posição.

- Histórico do clube - Alguns clubes e torcidas tem horror a determinados modelos..e para haver uma adaptação a isso, tem que se ganhar sempre e como isso é muito dificil..

- Qualidade dos jogadores ( e isto envolve todas as dimensões, ou seja de nada adianta um jogador muito técnico, sem suporte mental para desenvolver determinado modelo de jogo..qualidade individual é fundamental)

- Estrutura do local - Tem modelos de exercício que alguns clubes não suportam, pela falta de materiais, e estruturação.

Atráves de um modelo de jogo bem definido é possivel uma regularidade competitiva e evolução constante nos comportamentos da dominante tática para que se atinja o pico do modelo de jogo.

Para Silva, este denominado Modelo de jogo final nunca existira, esta portanto constantemente a ser recriado, funcionando o treinador como líder na sua construção, tendo como papel especifico o de criar, interferir e catalisar a concretização do seu processo de construção.

Criar um Modelo de Jogo ee um caminho longo e de difícil progressão. Para Castelo este caminho de construção terá, obrigatoriamente, que contemplar rupturas, ou seja, este não devera ser um caminho continuo, porque o modelo deve ser alvo sistemático de interrogação de forma a ser progressivamente construído, desconstruído e reconstruído.

INDIVIDUALIDADE NO MODELO DE JOGO:


Castelo acrescenta ser necessária que cada jogador para alem de tomar consciência da superfície de jogo onde vai atuar, assim como dos seus limites e virtudes, toma consciência também das suas funções especificas de base no modelo de jogo da equipe e ainda das funções dos seus companheiros, subordinando os interesses pessoais em função dos coletivos.

Assim, assumimos o mesmo entendimento de Faria, para o qual o jogo ee uma construção ativa de escolhas e decisões dos jogadores, tendo por base um ambiente de constrangimentos e múltiplas possibilidades. Por isso, o modelo será tanto mais rico quanto mais possibilitar aos jogadores acrescentar a sua própria criatividade e talento, em jogo, sem adulterar as premissas deste.

Criatividade individual sim, mas contextualizada e por isso uma criatividade balizada por um aspecto macro, que ee o modelo de jogo.

O modelo de jogo deve atuar como um padrão de escolhas para os jogadores orientando as suas decisões.

Assim, ao modelo de jogo para estar associado um modelo de jogar. E este, na nossa opinião, terá de ser um jogador ativo, com intenção de participar na construção de um jogar que interessa a esta perspectiva de entendimento do processo de treino.

Referências Bibliográficas:

Modelo de Jogo - Joca Mariano, 2006.

http://futeboltatico.wordpress.com/2008/07/14/o-modelo-de-jogo - Leandro Zago.

http://futebolodesportorei.blogspot.com/2009/09/o-primeiro-passo-de-um-treinador-tera.html - T.Nogueira.

Modelo de Cargas Intensivas (Tschiene).

http://periodizacaotatica.blogspot.com/2009/11/modelando-o-modelo-de-jogofases-que.html - Site.