O animal satisfeito dorme (Guimarães Rosa)

segunda-feira, 30 de março de 2009

Brasil é covarde e milagrosamente arranca empate

Muito se esperava da seleção brasileira contra o Equador, porém, o jogo foi decepcionante pra torcida, que viu em campo uma seleção fraca, que não atacou nem se organizou, enfim, não fez nada, e esse foi o problema.

Dunga optou por jogar em um simples 4-4-2 sem nenhum mistério, a equipe atua com uma dupla de zaga muita lenta, formanda por Luisão - a esquerda - e Lúcio, - a direita - que pra completar ainda são desentrosados, efetuam mal a cobertura e deixaram - se ser facilmente driblados.

Nas laterais Marcelo - na esquerda - e Daniel Alves - na direita, este substituiu Maicon devido a uma contusão - jogaram presos a defesa. As alas teoricamente seriam o trunfo do Brasil, - com 2 bons ágeis apoiadores - no entanto os laterais não apoiaram e de quebra comprometeram a marcação, é impossivel eles se firmarem se nas suas alas estão ocorrendo diversos avanços perigosos, e como são jogadores de mais habilidade e ofensividade têm na marcação seu "calcanhar de Aquiles".

No meio a dupla de volantes formada por Gilberto Silva e Felipe Melo definitivamente é absurda. São dois jogadores trombadores, vagorosos e que prendem a bola sem qualidade alguma. Precisa - se urgentemente de alterações neste setor, me pergunto por que não colocar Hernanes - do São Paulo - por exemplo, ele é um jogador veloz, criativo e efetua bem a marcação.

Mais avançados jogando como meias está Ronaldinho Gaúcho e Elano. Ambos também não renderam nada, Ronaldinho vem em um periodo de recuperação e ainda não parece pronto pra jogar, já Elano nem sei porque ainda é convocado, não é criador e não vem somar em nada a equipe, com tantos excelentes meias não entendo porque Dunga insiste tanto em Elano.

No ataque a escolha foi por Robinho - que atuou como um ponta-de-lança esquerdo - e Luis Fabiano, - centroavante nato. Se tem alguém sem culpa nesse "empate-derrota" foram os atacantes, afinal como atacar se a bola não chega?

O Brasil jogou como uma equipe pequena, nem tanto foi por opção ou caracteristica de jogo, mas sim por pelo menos naquele momento não conseguir se postar de outra maneira. O Equador pressionou durante todo o jogo e merecia ter ficado com a vitória, já os brasileiros devem agradecer pelo empate que foi um resultado fantástico - agradecer a Júlio Cesar também é justo.

Apesar de ser uma partida pra ser esquecida, esse jogo teve a grande importância de ratificar para o técnico Dunga que se ele manter esses mesmos convocados a equipe não vai longe, é preciso mudar Dunga, mudar.

2 comentários:

Anônimo disse...

Caro analisador,

Creio que a seleção brasileira jogou em um 4231, onde Elano (pela direita), Ronaldinho (pelo centro) e Robinho (pela esquerda) formavam uma linha na meia que não apoiava a dupla de volantes e não conseguia aproximação com o Luis Fabiano. Este foi o ponto fraco do Brasil, nem tanto pelos nomes, mas pela disposição tática que fazia com que a dupla de volantes precisasse deslocar-se de uma lateral a outra para cobrir a linha - inoperante - de três meias, ou seja, qualquer virada de jogo pegava o Brasil descoberto e o Valencia sabia fazer isso muito bem.
O ideal talvez fosse atuar no 442 britânico, com duas linhas de quatro mais compacta explorando o contra-ataque.

Bem, assim vi o jogo.

Analisador Tático disse...

As análises táticas são subjetivas e cada pessoa que analisa usa de sua subjetividade. Porém, acredito que a seleção jogou em um 4-4-2, pois Robinho que você cita que atuou na linha do meio-campo na verdade estava jogando mais adiantado que os meias, - Ronaldo e Elano - logo era atacante. Dunga errou duas vezes: primeiro na convocação de alguns jogadores e segundo na escalação. Abs e obrigado pelo comentário.