O animal satisfeito dorme (Guimarães Rosa)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

11 Motivos para não marcar individualmente

"Em futebol de alto nível, eu diria que homem-a-homem não existe, zonal existe mas não me convence e zona pressionante é o futebol de hoje e o futebol de amanhã". (José Mourinho)

Veja 11 motivos para não se marcar individualmente:

01-) Não existe uma boa ocupação espacial e racional do espaço de jogo.

02-) Se marca em função de 11 referências distintas, na zonal, por exemplo, a referência principal é a bola.

03-) Passa-se a se movimentar de acordo com as movimentações do seu adversário, o que pode destruir a estrutura do seu time em campo, e aí quando se recupera a bola, como não há estrutura defensiva, não se consegue fazer uma eficaz transição ofensiva.

04-) Como o (s) jogador (es) se movimenta (m) (desloca) de acordo com o seu adversário, o jogador (es) fica (m) sujeito (s) a um maior deslocamento e conseqüentemente maior desgate fisico

05-) Se a partir de uma tática individual (drible, por exemplo) seu adversário (que estava sendo marcado) conseguir se desvincular do seu marcador, como todos os outros jogadores da sua equipe também estarão marcando determinados alvos individualmente, não havera cobertura defensiva, e o jogador que saiu da marcação terá espaço e tempo para agir (atacar), e somente a desmarcação do marcador por si so já gerará um alto desequilíbrio defensivo.

06-) Nos momentos de transição defensiva cada marcador terá que se preocupar em achar seu alvo, essa "demora" perceptiva, pode ocasionar uma má transição defensiva, e como as transições são momentos críticos, as chances do time adversário executarem um bom ataque que culminem em gol é alta.

07-) Os marcadores ficam sujeitos a variação dos posicionamentos dos adversários, o que pode gerar uma uma certa confusão em quem marca (nos marcadores).

08-) É mais complicado executar táticas coletivas num time que marca individualmente, por exemplo, zonalmente é mais fácil tentar colocar o ataque adversário para zonas periféricas, na marcação individual se torna mais complicado porque essa tentativa (de enviar o ataque adversário para zonas periféricas) será feita por apenas 1 (um) homem.

09-) Psicologicamente o jogador fica mais afetado do que em outros tipos de marcação, por saber que não possuem cobertura defensiva e terá que perseguir um jogador toda a partida, e caso falhe nessa marcação ainda é apontado como culpado por não ter feito de forma correta a marcação.

10-) Como o marcador persegue um adversário que se movimenta como quiser, o homem que esta sendo marcado poderá puxar o marcador para determinados espaços a fim de criar novos espaços a serem aproveitados por seus colegas de equipe.

11-) Como o marcador persegue um adversário que se movimenta como quiser, dificilmente o time que marca individualmente manterá uma estrutura defensiva homogênea e compacta, o que terá efeitos negativos no momento de posse de bola e ataque do time que marca individualmente.


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01-) A marcação individual está condicionada à distribuição geométrica do adversário em campo (o que a leva a uma má distribuição);

02-) Se marca em função de 11 referências distintas, na zonal, por exemplo, a referência principal é a bola;

03-) Passa-se a se movimentar de acordo com as movimentações do seu adversário, o que pode destruir a estrutura do seu time em campo, e aí quando se recupera a bola, como não há estrutura defensiva, a distribuica ee ruim, não se consegue fazer uma eficaz transição ofensiva;

04-) Como o (s) jogador (es) se movimenta (m) (desloca) de acordo com o seu adversário, o jogador (es) fica (m) sujeito (s) a um maior deslocamento e conseqüentemente maior desgate fisico;

05-) Se a partir de uma tática individual (drible, por exemplo) seu adversário (que estava sendo marcado) conseguir se desvincular do seu marcador, como todos os outros jogadores da sua equipe também estarão marcando determinados alvos individualmente, não havera cobertura defensiva, e o jogador que saiu da marcação terá espaço e tempo para agir (atacar), e somente a desmarcação do marcador por si so já gerará um alto desequilíbrio defensivo;

06-) Nos momentos de transição defensiva cada marcador terá que se preocupar em achar seu alvo, essa "demora" perceptiva, pode ocasionar uma má transição defensiva, e como as transições são momentos críticos, as chances do time adversário executarem um bom ataque que culminem em gol é alta;

07-) Quanto mais demorada for a recuperação da posse da bola, maiores as chances de o adversário se aproximar da meta de defesa (da equipe que marca);

08-) Quanto mais ele (o adversário) se aproximar, mais distante a equipe que marca estará da sua meta de ataque;

09-) Quanto maior a distância, mais dificuldades para se chegar ao gol adversário.

10-) Os marcadores ficam sujeitos a variação dos posicionamentos dos adversários, o que pode gerar uma uma certa confusão em quem marca (nos marcadores);

11-) É mais complicado executar táticas coletivas num time que marca individualmente, por exemplo, zonalmente é mais fácil tentar colocar o ataque adversário para zonas periféricas, na marcação individual se torna mais complicado porque essa tentativa (de enviar o ataque adversário para zonas periféricas) será feita por apenas 1 (um) homem;

12-) Psicologicamente o jogador fica mais afetado do que em outros tipos de marcação, por saber que não possuem cobertura defensiva e terá que perseguir um jogador toda a partida, e caso falhe nessa marcação ainda é apontado como culpado por não ter feito de forma correta a marcação;

13-) Como o marcador persegue um adversário que se movimenta como quiser, o homem que esta sendo marcado poderá puxar o marcador para determinados espaços a fim de criar novos espaços a serem aproveitados por seus colegas de equipe;

se vc nao mantem uma estrutura em campo o time nao tera velocidade coletiva

3 comentários:

Anônimo disse...

Cara, o Valdano retrata muito bem essa questão afirmando que “Quem marca ao homem corre por onde o rival quer. Essa caçada tem por fim capturar um inimigo, mas o meio usado converte o marcador em prisioneiro”
Temos sérias dificuldades nesse aspecto aqui no Brasil, desde cedo os professores incentivam a "seguir o seu" a "pegar o seu", "cada um cola em um", "segue ele aonde for". Infelizmente esse é mais um dos grandes "cancros" do ensino-aprendizagem/treino. Visto que a mídia forma opinião, como tu expos no post anterior(opiniões ultrapassadas e incongruentes), nós como professores temos que mostrar o verdadeiro futebol aos atletas a nível de organização defensiva, um futebol racional, de ocupação de espaços, e não de gato e rato que todo mundo gosta de praticar por aqui.
Abraços
Rodrigo Vicenzi Casarin

João Henrique disse...

Valeu pelo comentário, Rodrigo. É como você falou, esse mau ensino do futebol gera um ciclo vicioso de erros que culminam numa má formação dos jogadores. Tem uma entrevista do Mourinho, na época do Porto, que ele fala sobre Carlos Alberto(atualmente no Vasco), Mourinho disse que era bom jogador mas não sabia absolutamente nada de tática... um reflexo do futebol brasileiro atual.

Ps: Rodrigo, gostaria bastante em entrar no grupo de estudos Geffut, como não sei seu email, deixarei o meu para contato: joaohtlc@hotmail.com

Forte Abraço!

Anônimo disse...

blz, guri!
me add no msn rodrigo_chipp@hotmail.com
evidente que poderas participar do grupo!
conversamos em breve!
abraços