<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857</id><updated>2012-01-17T08:02:51.451-03:00</updated><category term='Premier League'/><category term='Outros'/><category term='Sport'/><category term='Copa da Paz'/><category term='Esquemas Táticos Antigos e Modernos'/><category term='Modelacao'/><category term='Baboseiras'/><category term='Multifuncionalidade'/><category term='Manchester United'/><category term='Categorias de Base'/><category term='São Paulo'/><category term='Ligue 1'/><category term='Brasil'/><category term='Bola Parada'/><category term='Jogos desportivos coletivas'/><category term='Variações de ritmo nas ações de jogo'/><category term='Dimensão'/><category term='Periodizacao Tatica'/><category term='posicao'/><category term='Amistosos'/><category term='Juventus'/><category term='Grêmio'/><category term='Internacional'/><category term='Sistemas Abertos'/><category term='Estratégia e Tática'/><category term='Teoria Geral de Sistemas'/><category term='Plataforma de Jogo'/><category term='Mobilidade Ofensiva'/><category term='Flamengo'/><category term='Vai-e-Vem do Mercado'/><category term='Sistemas Complexos'/><category term='Eliminatórias da Copa'/><category term='Liverpool'/><category term='Variação Tática'/><category term='Conceitos'/><category term='Bayern de Munique'/><category term='Goiás'/><category term='Funcao'/><category term='pressa'/><category term='Fluminense'/><category term='Defender'/><category term='Paris Saint-Germain'/><category term='Marcação Ativa e Passiva'/><category term='Inglaterra'/><category term='Bolivia'/><category term='Técnica'/><category term='Princípios de Jogo'/><category term='Atacar'/><category term='Ronaldo'/><category term='Vitória'/><category term='Real Madrid'/><category term='Itália'/><category term='Americano'/><category term='Seleções'/><category term='Supercopa da Inglaterra'/><category term='Audi Cup'/><category term='Tipos de Tática'/><category term='Vasco'/><category term='Liga dos Campeões'/><category term='Libertadores'/><category term='Mecanismos'/><category term='Alemanha'/><category term='Chelsea'/><category term='Argentina'/><category term='Campeonato Brasileiro'/><category term='Tipo de organização defensiva'/><category term='Pressing'/><category term='Análises Táticas'/><category term='Modelo de Jogo'/><category term='Chile'/><category term='Tigres'/><category term='Botafogo'/><category term='amplitude'/><category term='Olympique de Marselha'/><category term='Times brasileiros'/><category term='Campeonato Carioca'/><category term='Apresentação'/><category term='Velocidade'/><category term='Treino'/><category term='Times internacionais'/><category term='Barcelona'/><category term='Marcação'/><category term='França'/><title type='text'>Filosofia Tática</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>288</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-1494203936686514168</id><published>2010-06-26T10:44:00.001-03:00</published><updated>2010-06-26T10:44:31.929-03:00</updated><title type='text'>O início, o fim e o meio</title><content type='html'>Iniciei a mais ou menos uns 2 anos minha pesquisa e estudo, embora meramente virtual, pelo fenomeno do futebol. (foi no periodo de 2008 quando o America estava na Serie B)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o entendimento arcaico do jogo, onde analisava a partida de forma individual por jogador e considerando apenas aspectos de corrida, velocidade e finalizacao, posteriormente a consideracao destes fatores agregados a plataforma de jogo, mais a frente a consideracao da plataforma aliada a alguns principios e no presente a consideracao do modelo de jogo, onde os mecanismos sao aspectos chaves. O crescimento que obtive a respeito do jogo me ee assombroso. EE dificil acreditar que de um total senso comum consegui aos poucos ir tendo uma base cada vez mais solida e podendo discutir futebol com pessoas que sei do alto entendimento e pratica a respeito do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol nao proporcionou somente o estudo do futebol, de conhecer pessoas muito interessantes e competentes da area e ter acesso a um mundo restrito, onde se conhece o futebol. No decorrer do estudo me deparei com temas que foram sendo estranhos mas logo incorporados. No inicio foram as descobertas de Antonio Damasio e Daniel Goleman a respeito das emocoes e na importancia delas para a aprendizagem. Depois tive acesso a Teoria dos Sistemas e da Complexidade que me fizeram observar o mundo de outra maneira ao ponto de as considerar temas fundamentais a qualquer estudo e qualquer ser humano. E mais recentemente me liguei a temas da area educacional que me fizeram ver a educacao nao como uma transferencia mas como uma comunicacao. Acima de tudo, a ligacao desses temas citados e de tantos outros me proporcionaram ser muito mais do que eu sou, e tudo isso devido ao futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, cada vez mais que ia me ligando a esses temas e a alguns outros que eles acabaram me arrastando, fui me afastando cada vez mais do futebol (de sua essencia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente comecei a ler psicanalise e percebo a grandiosidade de questoes abertas na psicologia, existe um mundo em lacunas ainda para serem explorados, como tambem no futebol. Mas enfim, acredito que o estudo da psicologia sera o melhor pra mim. EE um tema abrangente, com muitas lacunas e que se envolve com a minha essencia de ser humano, com minha personalidade e acho que ee esse o caminho que devo seguir para me tornar mais feliz e realizado comigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao haveria necessidade de fechar o blog para estudar psicologia, ja que tenho 16 anos e ainda nao curso nem a faculdade. Todavia, optei por fechar o blog pois quero me dedicar exclusivamente a isso sem distracoes nem comprometimentos com outras questoes, isso ee, vou parar de me dedicar ao estudo do futebol e portanto nao irei mais fazer postagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando digo que irei fechar o blog, quero dizer que irei parar de postar, entretanto, vou deixar o blog aberto, sem o excluir. Por dois motivos: Pode ser que alguem queira consultar ou pegar algum texto aqui e tambem porque alguem pode descobrir o blog pela internet e despertar a curiosidade para o estudo do futebol atraves dele, e para mim isso se torna uma coisa muito importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas anter de fechar o blog, preciso fazer alguns agradecimentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de agradecer a Breiller, do Rola Blog, pois sempre me tratou com atencao, respeito e me ajudou nessa caminhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tambem gostaria de agradecer a Bruno Pereira do blog Quero ser treinador, pois ha algum tempo vem frequentando o blog e gerando discussoes, coisa que agradeco bastante a atencao dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tambem agradeco a Carlos e aos leitores do Futebol o Desporto Rei, pois abriu o espaco para efetuar uma coluna semanal no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeco tambem a todos (embora nem me conhecam) da Universidade do Futebol, pois realmente ee o maior e melhor portal de futebol do brasil, trazendo excelente conteudo (embora nao entenda porque, por exemplo, o idiota do Mauro Betting tem uma coluna la).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeco tambem a Luis Esteves e Julian Tobar, dos blogs Periodizacao Tatica e Pressing Zone, por usarem seus blogs para explanar e difundir conteudo de alto nivel sobre futebol na internet, fato que me proporcinou muitas leituras e muita aprendizagem. Bem como agradeco por frequentarem meu blog e sempre ter muita atencao em responder questionamentos e ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por fim, gostaria de agradecer ao professor Rodrigo Vicenzi Casarin, o professor Rodrigo. Apesar de graduado, fazendo pos-graduacao e em breve seu mestrado, o professor Rodrigo desde quando o adicionei no msn, atraves do contato inicial pelo blog, perdeu muito do seu tempo para conversar comigo, tirar duvidas, me ajudar a entender questoes, discutir algumas outras questoes, me ajudar e orientar como no trabalho que fizemos a respeito do modelo de jogo global das equipes brasileiras e inglesas, que embora simples foi extremamente grandioso e enriquecedor pra mim. Entao, realmente agradeco muito a voce Rodrigo, pois sempre foi humilde, atencioso e sempre me incentivou ao crescimento, entao, nao tenho nem como agradecer a voce por tudo que me fez. Espero que nao tenha o desapontado, mas como falei, acho que estou seguindo um bom caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E so para fechar, nao tenha total seguranca a respeito da minha decisao, pode ser que mude, embora ache que nao ira ter mudancas, sempre estive e continuarei aberto ao que achar que sera melhor, mas no momento ee isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao sei muito o que dizer, entao, vou dar somente um tchau e escrever aqui embaixo fim, so para copiar o final da novela das oito da globo, lembrando que todo fim gera um novo inicio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-1494203936686514168?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/1494203936686514168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=1494203936686514168&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/1494203936686514168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/1494203936686514168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/06/o-inicio-o-fim-e-o-meio.html' title='O início, o fim e o meio'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-6667785845916172151</id><published>2010-06-18T23:17:00.000-03:00</published><updated>2010-06-18T23:18:03.284-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>A real importancia da Copa do Mundo</title><content type='html'>Estava conversando no msn com o professor Rodrigo Vicenzi Casarin a respeito de algumas questoes da copa do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao existe nenhum estudo que comprove, segundo o professor Oliver Kawase Seitz, que mega-eventos esportivos, como a Copa do Mundo, sejam projetos interessantes financeiramente para o pais sede das competicoes. Entretanto, acredito que muitas pessoas ou instituicoes ganham dinheiro com mega-eventos como a Copa do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, a importancia da Copa para por ai, talvez tambem tenha alguma importancia do ponto de vista antroposocial, pois na questao dos jogares das equipes a Copa do Mundo tem uma importancia zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, me parece que a maior parte das equipes que estao disputando uma Copa do Mundo ja nao expressam uma identidade cultural no seu jogar, e nao credito isso a naturalizacao de estrangeiros em selecoes, vejo outros motivos, enfim, isso ee algo interessante de se notar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em ultimo lugar, a Copa do Mundo ee um evento futebolistico de baixissimo nivel, os jogos podem ter uma importancia e emocao porque ee nossa patria que esta em jogo, mas do ponto de vista de um jogar organizado e de alto nivel a competicao deixa muito a desejar. Como disse o professor Rodrigo, muitas das equipes que estao disputando a Copa do Mundo sao piores do que equipes brasileiras que fazem parte da 3 divisao do brasileirao, e concordo plenamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez alguns possam alegar que isso ocorre porque nao existe tempo para se treinar uma selecao, mas nao consigo ver as coisas dessa maneira. Primeiro porque o treinador tem um periodo de quase 4 anos de trabalho, muito embora, esse tempo venha a ser mutilado, e em segundo lugar, existe um tempo para se trabalhar antes da Copa e durante a Copa. Agora, o que ocorre ee que muitos treinadores envez de estarem exercitando seus principios de jogo estao colocando os jogadores para correr ou fazer musculacao e depois dizem que nao tem tempo para treinar e nao sei o que la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusao entao ee: A Copa do Mundo nao traz nada de real sobre a cultura das equipes, ee uma competicao onde existem muitas equipe extremamente fracas (e que mesmo assim se dao bem) e que serve de alguma maneira (que eu nao sei) do ponto de vista social e tambem para outros tantos ganharem algum dinheiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-6667785845916172151?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/6667785845916172151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=6667785845916172151&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6667785845916172151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6667785845916172151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/06/real-importancia-da-copa-do-mundo.html' title='A real importancia da Copa do Mundo'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-1974369928247146074</id><published>2010-06-18T18:28:00.001-03:00</published><updated>2010-06-18T18:28:46.548-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Análise Portugal - Costa do Marfim</title><content type='html'>Texto de Marisa Gomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A participação das equipas no Mundial tem sido marcada pela importância de não perder jogos, mesmo que isso se traduza em empates sucessivos e equipas em contenção durante longos períodos de tempo, sobretudo as que possuem menor prestígio no ranking. A primazia defensiva para travar as investidas das equipas adversárias tem sido uma dominante nesta competição, mesmo que se expresse num ganho de 1 ponto, o que se perspectiva como uma riqueza fundamental por parte da grande maioria das equipas. Independentemente da qualidade de jogo, da manifestação ou não do trabalho de um corpo técnico com ideias próprias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De louvar os treinadores que conseguem fazer das suas equipas uma identidade colectiva na qual estão inseridos, independentemente de reconhecermos que as identidades culturais dos vários países já não é o que era. Vemos equipas que marcaram ao longo da sua evolução uma cultura de jogo que permitia distinguir as equipas mesmo sem camisolas apenas pela forma como jogam (funcionalidade). Assim, treinadores de diferentes países fazem com que as selecções apresentem um futebol que pode identificar-se ou não com a história do país (selecção). Um exemplo concreto é a Argentina, que continua a ter muitas dificuldades em jogar sem bola e por isso, quando a tem, joga sempre com a mesma paixão, seja qual for o resultado. Contudo, falemos do primeiro jogo da nossa selecção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo começou por evidenciar a Organização Defensiva adversária: fechar a bola no meio campo defensivo, sobretudo com muita proximidade nas zonas centrais do terreno. Em virtude disso, tínhamos muito mais tempo-espaço para circular a bola por trás (menor pressão), pelo eixo da defesa no nosso meio campo. Apesar disso, percebemos que a Costa do Marfim exercia uma maior pressão quando progredíamos com a bola para o seu meio campo. Perante esta dificuldade, Portugal evidenciou um dos seus maiores problemas: a Organização Ofensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto começamos por ter a bola nos sectores mais recuados, sem grande reacção da equipa adversária quando isso acontecia. Estabeleceram um perímetro espacial no meio campo, como se não se importassem que tivéssemos a bola no nosso meio campo. Perante isto, circulamos a bola por trás, contudo, não conseguimos fazê-la progredir com qualidade. Porque não circulamos a bola para criar espaços no meio campo adversário, mas sobretudo porque não reconhecemos o lado mais vazio para fazer a bola progredir. De evidenciar que sempre que circulamos a bola pelo sector da defesa não conseguimos fazê-lo com ganho de espaço na sua circulação. Ou seja, tivemos a bola mas não a fizemos andar no sentido contrário à defesa adversária e não lhe imprimimos a velocidade desejável para gerar um desequilíbrio defensivo adversário que nos permitisse progredir com eficácia e objectividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além disso, a concentração adversária na zona central exigia que jogássemos por fora. Deste modo, a bola ao circular entre os centrais teria de ter um propósito: acelerar a bola (através de passe) pelo lado mais vazio, pelos laterais. Contudo, isto carece de um pressuposto: abertura (amplitude) posicional dos laterais que têm que ter como preocupação fazer a bola progredir para acelerar o jogo. Através do passe. No entanto, os nossos laterais não foram capazes de receber a bola dos centrais com vantagem (espacial-temporal), ou seja, os laterais recebiam a bola quando os adversários já estavam enquadrados sobre a mesma. Daí a grande dificuldade em acelerar o jogo nas linhas mais recuadas. Se não melhorarmos esta sub-dinâmica (intersectorial) vamos ter sempre pouca eficácia contra equipas que jogam concentradas nos espaços mais recuados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta dificuldade teve ainda duas agravantes: a dinâmica posicional do pivot Pedro Mendes e médios interiores, Deco e Raúl Meireles; e a predisposição posicional dos extremos, Ronaldo e Danny.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No decorrer do jogo percebemos que a bola circulava nos sectores mais recuados por termos menos pressão e sobretudo porque sentimos muitas dificuldade em fazer a bola entrar no pivot e médios interiores. Verificamos que havia uma grande mobilidade destes três jogadores quando a bola estava nos centrais. Contudo, não conseguiram criar espaço (através dessa mobilidade) para receberem a bola. Acompanhados pelo adversário não conseguiram receber em condições de fazer a bola progredir com qualidade. Assumindo que estes jogadores são fundamentais na ligação (dita construção) do jogo e não conseguiram ter condições para receberem a bola e fazê-la progredir, estivemos muito condicionados. Face a isto, vimos o Bruno Alves a jogar a bola para os extremos em tentativas frustradas de acelerar o jogo. Simplesmente porque não é sua função ser pivot! Para que tivéssemos capacidade para jogar com jogadores de ligação (pivot e médios interiores), tendo em conta a oposição adversária, tínhamos que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * privilegiar o jogo posicional da estrutura central do pivot-médios interiores. Ou seja, não podiam estar em constante mobilidade, sem criar espaço face à pressão adversária. Porque nunca conseguiam receber a bola e quando isso acontecia não tínhamos boas condições para a fazer progredir com qualidade, acelerar. O que fez com que o Deco insistisse no drible para o fazer, ganhando algumas faltas mas sem fazer a diferença na qualidade de passe que o caracteriza. Presos a uma mobilidade sem bola, não conseguiram ligar o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * fazer campo maior na linha da defesa para ganhar espaço para a intervenção funcional do pivot. Como o pivot não conseguiu espaço no meio campo ofensivo para ligar a bola pelos vários corredores e sectores, a linha da defesa deveria criar espaço mais atrás e o Pedro Mendes poderia recuar um pouco mais para ligar o jogo. Assim, desempenharia o seu papel, enaltecendo as suas características e promovendo uma dinâmica de qualidade à bola. Assumindo-se como referência central, teria que ser o pivot da equipa em detrimento do Bruno Alves que passou a desempenhar este papel face às condições existentes. O recuar do Pedro Mendes permitir-nos-ia ganhar espaço na frente, pelas suas escolhas e pela aceleração da bola com mais critério e qualidade porque a sua mobilidade fê-lo passar ao lado das suas funções, a equipa jogou sem uma referência fundamental na ligação da bola e a sua entrada na frente (bem como o Raul e Deco) agravou a concentração defensiva adversária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade de fazer uma circulação da bola de qualidade, acelerando-a pelos espaços mais vazios, deveu-se também ao desempenho dos extremos. A necessidade de ganhar espaço carecia de referências laterais, para ganhar vantagem espacial sobre a concentração defensiva adversária e sobretudo, para se ganhar espaço no meio. Contudo, verificamos que isso não aconteceu devido às relações de lateral-extremo. A sub-dinâmica destes jogadores baseou-se na relação: um dentro e outro fora. O que se traduziu no lateral a receber a bola fora e a precisar de um apoio aberto do extremo (face ao fecho interior dos adversário). Não aconteceu, agravando a falta de espaços dos médios interiores. Tal facto impossibilitou a exploração do espaço interior pelos extremos, quer em drible, quer em passe, já que o Cristiano faz a diagonal para dentro com bola, arrastando consigo muitos defesas, o que permitia ganhar espaço para os colegas e o Simão pede a bola sempre aberto, ganhando muitas das vezes espaço para fazer um passe para o meio com qualidade, direccionado e com sentido. Não conseguimos fazê-lo porque pedíamos a bola no meio e não conseguíamos ter tempo-espaço para jogá-la com critério. A pressão fez com que a bombeássemos para a frente, esperando milagres num Liedson que raramente recebeu uma bola em condições favoráveis, pelo chão e apoiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o modo como a bola chega aos sectores mais avançados não nos permite ser mais eficazes, agravando-se tal ideia com a proximidade com a baliza. Não temos tido capacidade para jogar apoiados, para fazer a bola progredir no último terço com algumas condições favoráveis para não a perdermos. A dinâmica nos sectores mais adiantados não nos favorece. E não é devido aos jogadores. É um problema de funcionalidade. Não temos apoios favoráveis e não fazemos a bola circular-progredir do mesmo modo que noutras zonas do terreno. O que é um contra senso! Uma vez que temos debilidades na finalização, temos que criar condições para que se desenvolva com o mínimo de qualidade. Jogar comprido, bombear bolas para a área não é o caminho eficaz, porque não somos combativos e eficientes no ganho destas bolas. Porque é a zona com maior pressão adversária, porque somos melhores com a bola no chão e no jogo apoiado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogar a bola no último terço do campo é um imperativo para resolver os problemas de finalização. Fazendo meínhos em progressão com a bola para a fazer chegar à baliza, jogando-a com dinâmica para criar espaços, não fazendo sempre um drible para depois dar seguimento à bola, recebendo-a para a fazer jogar (em passe, em drible, em antecipação) dá-lhe uma aceleração exponencial. Desta forma teríamos um Liedson a jogar e uma equipa a ser mais ofensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um jogo muito difícil, esperemos que a equipa seja capaz de jogar com uma dinâmica colectiva mais apoiada para acelerar o jogo. Isto porque a Coreia revelou ser uma equipa que nos irá colocar problemas defensivos no seu meio campo, com grande sensibilidade para sair em transição com perigo. A perspectiva para este jogo não pode conter qualquer tipo de facilitismo porque o grau de dificuldade parece ser bastante grande. Boa sorte!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-1974369928247146074?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/1974369928247146074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=1974369928247146074&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/1974369928247146074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/1974369928247146074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/06/analise-portugal-costa-do-marfim.html' title='Análise Portugal - Costa do Marfim'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-4574799391239344928</id><published>2010-06-18T18:27:00.001-03:00</published><updated>2010-06-18T18:27:54.327-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Brasil nao devera passar para as oitavas de finais</title><content type='html'>Desde que vi o jogo entre Brasil e Coreia do Norte estava querendo fazer uma observacao. Todavia, achei que observacoes como a que me despertou o interesse seriam meio que ridiculas e que so serviriam para considerar o que escrevo babaquice...Contudo, acabei vendo na coluna do prof. Leitao que ele deu seus "pitacos", entao, tomei coragem e resolvi fazer um pequeno comentario do que achei do jogo do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu observei rapidamente o jogo entre Costa do Marfim e Postugal. Achei a Costa do Marfim uma boa equipe, que tem consciencia na organizacao defensiva e tambem tem uma boa organizacao ofensiva, Portugal tambem me pareceu bem e vejo possibilidades de melhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relacao ao Brasil, a equipe nao cumpriu seus principios adequadamente nos diferentes momentos de jogo e acredito que preocupa muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poxa, quando Robinho pegava na bola e ia para uma das extremidades se deslocavam de onde fosse 5 jogadores da Coreia somente para marca-lo (estou usando hiperbole) e mesmo assim o Brasil nao conseguia desequilibrar esse defesa ridicula, inferior ao de uma equipe sub-10 do Ibis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nao acredito que um time que nao conseguiu aproveitar desequilibrios numa defesa totalmente desorganizada como a da Coreia fara algo de proveitoso contra a Costa do Marfim, que usa uma defesa zonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi uma entrevista de Mourinho onde um jornalista o pergunta se o Porto ira ser o campeao (ou ganhar a partida, enfim nao lembro. Mourinho entao responde mais ou menos assim: Nos somos a melhor equipe, a mais organizada, se o resultado conduzir com a logica do jogo nos ganhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora tomo a liberdade para tambem dizer isso, se o resultado conduzir com a logica do jogo a Costa do Marfim ganhara do Brasil neste domingo bem como Portugal na ultima rodada. Ou seja, para mim o Brasil nao passara de fase (no caso para as oitavas de finais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, ee claro, as coisas podem nao seguir a logica do jogo. Maicon acertar um chute do meio de campo e fazer um gol ou coisas desse tipo, entretanto, repito, caso isso nao ocorra, acredito muito que o Brasil nao passara de fase, inclusive estou torcendo para isso, haja visto, que nao torco (a favor) da a selecao brasileira, bem como tambem nao torco para nenhuma outra selecao, tenho apenas simpaticas com algumas e outras equipes ou treinadores, como sao o caso de Portugal, Africa do Sul, Inglaterra e Argentina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-4574799391239344928?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/4574799391239344928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=4574799391239344928&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/4574799391239344928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/4574799391239344928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/06/brasil-nao-devera-passar-para-as.html' title='Brasil nao devera passar para as oitavas de finais'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-2266893114489557384</id><published>2010-06-05T21:06:00.002-03:00</published><updated>2010-06-05T21:06:37.090-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>O falso aprendizado</title><content type='html'>Saber mais é ser mais, não é repetir o que está nos livros. Dizia o Padre António Vieira: “isso não é saber, é lembrar-se”. (Manuel Sergio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responder ao professor o que ele pede, o que ele quer ouvir, ou passar em um exame padronizado a partir de uma visão padronizada, não é um bom modo de se mostrar alguém capaz de construir um mundo melhor. Tenho grandes dúvidas sobre a utilidade da avaliação de performance que coloca em  destaque os meios, nunca os fins educacionais. Dou exemplos. A escola ensina que extrair uma raiz quadrada se faz por um procedimento, e então, o aluno repete isso e chega a um resultado, e eis que é dito que ele “aprendeu”. Aprendeu mesmo? E aprendeu o que? Aprendeu a repetir procedimentos! A escola diz que o capitalismo é um sistema de exploração e o aluno, no final do exame, repete isso. Aprendeu? Ora, aprendeu a repetir. Dogmas decorados e procedimentos padronizados, em ciências naturais e humanidades, não me parece ser algo que possa ser elogiado. Pois é o que ocorre: o aluno acertou a dar o resultado da raiz quadrada pedida e acertou no procedimento, o aluno acertou ao dizer que o capitalismo é um regime de exploração, mas em ambos os casos, era possível fazer diferente, usar da imaginação, mas não o fez. Evitou errar. Mas nem todo mundo que acerta tudo é inteligente, muito menos pode ser um projeto de “versão melhorada de nós mesmos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma raiz quadrada pode ser levada extraída por vários procedimentos. Posso afirmar que há alguns que poderiam ser inventados pelos jovens, e se tal atitude fosse incentivada, eles estariam seguindo a imaginação, a faculdade temida. É certo que o capitalismo é um regime de exploração, mas é possível ver que a palavra “exploração”, no caso, pode ser usada com conotação não pejorativa, e a conotação depende do contexto, do teórico que está definindo o capitalismo etc. Caso não exista imaginação para abordar tais nuances, é difícil dizer que o aluno que repete “o capitalismo é um regime de exploração” aprendeu algo capaz de fazê-lo um bom cidadão do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto acima ee de autoria do filosofo brasileiro Paulo Ghiraldelli Jr.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-2266893114489557384?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/2266893114489557384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=2266893114489557384&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/2266893114489557384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/2266893114489557384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/06/o-falso-aprendizado.html' title='O falso aprendizado'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-7083354146176795610</id><published>2010-06-01T21:01:00.001-03:00</published><updated>2010-06-01T21:01:49.958-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Férias de si mesmo</title><content type='html'>O texto abaixo foi retirado do site http://www.marioedianacorso.com, de autoria do psicologo e psicanalista Mario Corso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Férias de si mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das idéias mais comuns é que somos todos estressados, estaríamos sempre querendo esquecer de nós e da vida que levamos. Nosso sonho é chutar pra cima tudo que nos incomoda e poder ficar vendo a grama crescer. No entanto, se assim conseguimos um alívio do cotidiano, seguimos sendo nós mesmos. Isso é algo a ser levado a sério, afinal, tem gente que nem sai de férias por que sabe que vai junto, sabe que é um chato incorrigível e então o melhor é ficar no trabalho mesmo.&lt;br /&gt;No meu entender, entre as tantas coisas que o futebol proporciona, a melhor é uma legítima, embora breve, férias de si mesmo. Não estou falando da paixão clubística, mas sim de uma de suas possibilidades: a de assistir um jogo com estádio cheio.&lt;br /&gt;Não funciona da mesma maneira para todos, alguns pegam a bandeira e quando saem de casa já não são eles. Outros, de menos fé, precisam entrar no estádio-templo, sentir o ruído e o colorido de seu time para esquecerem que existem. Fundido na multidão, agora um a mais no estádio, restam poucos resquícios da personalidade original, ele é todo camiseta e bandeira. Ele que é todo duro não resiste à charanga, já nem é mais batida de samba, é uma música tribal que lhe fornece a pulsação. No gol ele vai abraçar um irmão ao lado que não conhecia, que agora é íntimo e que talvez nunca mais venha a ver. O seu nome não importa, só importa um clube, uma paixão do qual se pode perguntar tudo menos das razões desse amor. Em cima de uma escolha arbitrária, afinal nada distingue na essência um time do outro, naquele momento toda a sua alma é o destino do clube.&lt;br /&gt;Nosso tempo é tão narcisista, tão individualista, que não percebe as paixões que não cabem nesse ideal. A leitura que fazemos desta vivência coletiva é pobre, seria como uma válvula de escape de formas primitivas do ego soterradas pelo jugo da civilização. Ou seja, ainda é o eu que esta lá, numa forma mais rude, mais arcaica, usando do anonimato da massa para expressar seus piores instintos. Isso não resiste à menor verificação, não há nada de primitivo, de interno, o que acontece é uma possessão, alguém deixa de ser para que aquilo maior exista.&lt;br /&gt;Um domingo de sol no estádio é a negação das crenças do mundo moderno onde o que conta é o indivíduo. Um Maracanã cheio sempre vai ser de alguma forma subversivo. Quando os hooligans se descontrolam (se é que são controlados em algum momento) e saem as ruas quebrando tudo não é um ataque a civilização, é um ataque à cultura do indivíduo, eles querem é seguir sendo massa. Quando a força pública fechou a Mancha Verde (não sem razão diga-se), um dos seus líderes perguntava: o que nós vamos ser agora? Era dali que muitas pessoas tiravam a sua maior significação. As torcidas organizadas são signos da falência das formas tradicionais de dar pertença.&lt;br /&gt;O resultado do jogo importa mas importa menos. Mesmo que venha a sofrer é muito mais do que a sua alma que está sofrendo, é uma alma coletiva e imensa que paira sobre tudo, ele sofre mas ainda está de férias e arrisco dizer que é melhor esse sofrimento do que o da sua vidinha. É uma derrota ou mais do que isso, uma desclassificação, mas ele não esta sozinho tem alguém ao lado que compreende tudo o que ele esta sentindo, que não precisa dizer uma só palavra para seus espíritos estarem em comunhão.&lt;br /&gt;É hora de ir para casa, mas as férias não acabaram, a saída do estádio é ruidosa, é preciso aproveitar os últimos momentos pois já há sinais que a dose pode acabar. Aquilo que o estádio encerrava desborda. Ainda resta o ônibus, ou melhor ainda, uma longa caminhada com uma massa amiga. No trajeto não há mulher que fique sem adjetivos e provocação sem resposta. Mas o gás do estádio vai dissipando, as ruas vão tragando uns e outros e os tantos já são tão poucos. Passo a passo, o próximo começa a tornar-se estranho, as conversas vão rareando e ele já está sozinho. Pior do que isso: ele é ele de novo. Quando chega em casa cansado, a mulher, que é muito sensível a tudo que acontece sem ela, vai lhe dizer que acabou o leite e que o caçula está vomitando. Nosso amigo sente um gelo e sabe que a segunda-feira começou.&lt;br /&gt;Amanhã tem batente, começa com uma reunião sobre qualidade total, e se a memória não falha tem uma palestra para falar como a auto-estima pode mudar a sua vida e lhe ajudar na motivação ao trabalho. Vão lhe dizer que ele estava completamente errado no domingo. Não assim diretamente, mas o que o palestrante vai lhe dizer é que o máximo de valor que alguém pode ter é em ser um indivíduo autoconfiante e auto-suficiente. Embora possam e devam haver esforços solidários o homem se realizaria de verdade é sendo ele mesmo, sendo forte e desenvolvendo o seu estilo pessoal, aquilo que o distinguirá de todos os outros, aquilo pelo qual só ele será lembrado. Nosso amigo é desconfiado, mas volúvel, já pensa numa promessa para o Menino Jesus de Praga, do qual é devoto, lhe ajudar a ser mais autoconfiante.&lt;br /&gt;E se não der certo não faz mal, domingo tem decisão e a copa já esta chegando mesmo. Ele espera se sentir brasileiro como na última copa. Como é bom e como é difícil se sentir brasileiro, só na copa ou uma vez num sete de setembro, ele era criança, levava uma bandeira, mas é confuso não sabe se aconteceu mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-7083354146176795610?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/7083354146176795610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=7083354146176795610&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7083354146176795610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7083354146176795610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/06/ferias-de-si-mesmo.html' title='Férias de si mesmo'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-7022515687398511889</id><published>2010-05-30T16:26:00.001-03:00</published><updated>2010-05-30T16:29:40.293-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>A equipe ee um todo?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/TAK8ESTAuoI/AAAAAAAAAqo/_UCn0HH91RQ/s1600/coletividade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 385px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/TAK8ESTAuoI/AAAAAAAAAqo/_UCn0HH91RQ/s400/coletividade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477146878653020802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acima esta um trecho da entrevista do professor Paulo Cunha e Silva, onde aborda uma reflexao bastante interessante e que me ajudou, sem duvidas, a sair de um ponto de vista que hoje acho equivocado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-7022515687398511889?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/7022515687398511889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=7022515687398511889&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7022515687398511889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7022515687398511889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/equipe-ee-um-todo.html' title='A equipe ee um todo?'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/TAK8ESTAuoI/AAAAAAAAAqo/_UCn0HH91RQ/s72-c/coletividade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-7780658897744792520</id><published>2010-05-27T17:42:00.002-03:00</published><updated>2010-05-27T17:43:35.465-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Lauro de Oliveira Lima</title><content type='html'>Aproveitando rapidamente, ja que fiz uma pequena explanacao sobre Paulo Freire, gostaria tambem de divulgar outro grande educador brasileiro, acredito que um dos maiores, apesar do pouco reconhecimento nacional e internacional, trata-se de Lauro de Oliveira Lima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como Freire, Lauro ee nordestino, cearense, e a sua obra tem como influenciador maximo a corrente piagetiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda nao tive acesso as obras de Lauro, mas do pouco que li achei fantastico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele quebra nosso paradigma do modo de se fazer educacao e proproe novos meios, ee sensacional, necessaria a leitura a qualquer educador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber um pouco mais sobre ele encontrei esse site:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/per10.htm#menu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EE isso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-7780658897744792520?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/7780658897744792520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=7780658897744792520&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7780658897744792520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7780658897744792520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/lauro-de-oliveira-lima.html' title='Lauro de Oliveira Lima'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-8278088660864214323</id><published>2010-05-26T20:00:00.001-03:00</published><updated>2010-05-26T20:00:31.501-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Curtinha [2]</title><content type='html'>To acompanhando rapidamente aqui Gremio 1 x 0 Avai, pelo Campeonato Brasileiro da Serie A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Gremio ee outra equipe que para mim aparentemente esta jogando um futebol de alto nivel em relacao as outras equipes importantes do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transicoes ofensivas bem definidas, boa circulacao de bola na o.ofensiva, manutencao de estruturas em momento defensivo, compactacao, existe a preocupacao de fechar os espacos quando o adversario tenta vim pelo meio ou pelas laterais, quando o adversario passa entre as linhas existe a "dobra", muito eficiente na roubada de bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que esta bem o Gremio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EE so isso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-8278088660864214323?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/8278088660864214323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=8278088660864214323&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8278088660864214323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8278088660864214323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/curtinha-2.html' title='Curtinha [2]'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-440905888256281538</id><published>2010-05-26T14:36:00.000-03:00</published><updated>2010-05-26T14:37:17.392-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Curtinha: Pequeno adendo</title><content type='html'>Pensei em fazer esses pequenos textos so para citar uma ou outra coisa que achei interessante em um jogo ou algo do tipo, nao tem no momento grande motivacao mas fica como registro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assiste despreocupadamente a algum tempo do ultimo jogo entre Corinthians e Fluminense, pela Campeonato Brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a percepcao de que o Corinthians atualmente deve ser uma das equipes brasileiras que apresenta um melhor futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipe tinha uma nocao espacial, conseguindo ocupar adequadamente os espacos. Fazia (acho) uma marcacao zonal. Em alguns momentos fazia uma pressao (desorganizada) setorial com os jogadores mais avancados (atacantes, acredito) sobre a defesa adversaria, o que aqui no Brasil significa muito porque a grande maioria das equipes nao conseguem nem reagir a uma pressao desorganizada e ja vao chutando e perdendo a bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ee basicamente isso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-440905888256281538?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/440905888256281538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=440905888256281538&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/440905888256281538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/440905888256281538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/curtinha-pequeno-adendo.html' title='Curtinha: Pequeno adendo'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-406093810166398399</id><published>2010-05-25T20:39:00.001-03:00</published><updated>2010-05-25T20:39:39.313-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Adaptabilidade: A lei dos cemiterios</title><content type='html'>O mais importante numa equipe de futebol ee o treino. O treino por sua vez ee um processo metodologico de ensino-aprendizagem. Isso quer dizer que todos os conhecimentos relativos a ensino-aprendizagem sao extremamentes importantes para a potencializacao da eficacia do treinamento desportivo, e isso quer dizer que tudo isso ee extremamente importante para o avanco do futebol de alto e baixo nivel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu vou falar de algo que nao faco a minima ideia se o que estou falando ee o real, possivelmente minha percepcao sobre esse assunto ee falha e eu estou falando alguma besteira. Mas vamos la...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ate o presente momente entende-se que a aprendizagem ee um processo em que o individuo assimila determinado conhecimento, posteriormente existe uma acomodacao do determinado conhecimento e terminado esse processo houve uma adaptacao, ou seja, o ciclo considerado ee esse assimilacao-acomodacao-adaptacao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de esse ciclo parecer fazer muito sentido e possivelmente isso ser largamente aceito em diversas areas, acho que isso pode nao fazer tanto sentido quanto parece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adaptacao nao passa de uma ideia erronea, equivocada. Caso eu estivesse adaptado a algo, eu nao conseguiria me manter caso surgisse o novo, o inesperado, o imprevisivel. Como disse Paulo Freire, a adaptacao sugere a existencia de uma realidade acabada, estatica. O professor Vitor Frade tambem se refere a questao da adaptacao, a total adaptacao, como a lei dos cemiterios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu tenho uma pessoa para a qual vou dizer ou explicar algo ou alguma informacao, ee errado pensar que essa pessoa simplesmente ira entender e se adaptar a esse fato. Nao. Ao ser tocada pela informacao a pessoa ira continuar a construcao, por processos internos, da informacao a qual inicialmente lhe foi comunicada. Nao existe adaptacao nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adaptacao ee algo que nao existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nao vejo prova maior disso do que a existencia da vida humana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-406093810166398399?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/406093810166398399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=406093810166398399&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/406093810166398399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/406093810166398399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/adaptabilidade-lei-dos-cemiterios.html' title='Adaptabilidade: A lei dos cemiterios'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-1745283416226250215</id><published>2010-05-24T17:31:00.002-03:00</published><updated>2010-05-24T17:34:16.088-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>A descoberta guiada e Paulo Freire</title><content type='html'>Terminei de ler o livro "Extensao ou Comunicacao ?", de Paulo Freire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que as ideias defendidas, difundidas e aceitas hoje na educacao, atraves do estudos de Freire, tem bastante a acrescentar no estudioso do fenomeno do futebol que pretende aplicar a descoberta guiada como principio balizador da P.T.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que ler as obras de Paulo Freire, Piaget, Chomsky (nao sei se a escrita esta correta), dentre outros educadores e estudiosos da area que se relaciona com a educacao ee extremamente importante para o estudioso do futebol, tanto para o que pretenda trabalhar como tecnico ou como professor academico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que boa parte de obras desses e outros autores voce encontra facilmente para download na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequeno trecho retirado do livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todo esforco no sentido da manipulacao do homem para que se adapte a esta realidade, alem de ser cientificamente absurdo, visto que a adaptacao sugere a existencia de uma realidade acabada, estatica e nao criando-se, significa ainda subtrair do homem a sua possibilidade e o seu direito de transformar o mundo."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-1745283416226250215?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/1745283416226250215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=1745283416226250215&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/1745283416226250215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/1745283416226250215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/descoberta-guiada-e-paulo-freire.html' title='A descoberta guiada e Paulo Freire'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-5481936969607631887</id><published>2010-05-22T21:10:00.001-03:00</published><updated>2010-05-22T21:12:36.404-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Mourinho: O especialissimo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S_hyzyCzrZI/AAAAAAAAAqg/jAra36qfqs0/s1600/mourinho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S_hyzyCzrZI/AAAAAAAAAqg/jAra36qfqs0/s400/mourinho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474251581001280914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"O verdadeiro discípulo é aquele que supera o mestre." (Aristóteles)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pobre é o discípulo que não excede o seu mestre." (Leonardo da Vinci)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje Mourinho ganhou institucionalmente a Liga dos Campeoes temporada 2010/2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente nao tem o que comentar, a Inter fez o que sempre faz e ganhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo Mourinho como aqueles alienigenas de filmes americanos catastroficos, eles vao para um lugar, sugam todos os recursos daquele lugar e depois vao embora. Com Mourinho ee a mesma coisa. Ele vai para um pais, conquista tudo naquele pais, faz a torcida e o pais todo o adorar e depois vai embora. Vai para outro lugar que o apresente desafios ainda mais dificeis que o lugar anterior, vai para um canto que ele precise aprender mais ainda e que sempre mantenha suas vitorias, essa batalha diaria ee o que move Mourinho. A vitoria move Mourinho, talvez ate o domine, nao sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente duas coisas que queria deixar registrado ee I) a grande qualidade desses jogadores do Inter e II) a excelente operacionalizacao de todo o time (inclusive de Julio Cesar) em fazer passes/toques a longas distancias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabens Mourinho, voce nao ee especial.... ee muito mais do que simplesmente especial, ee fenomenal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So para nao perder a piada,poderiamos dar uma nova roupagem a piada do bambu, aquela que a japonesinha fez silvio santos passar a maior vergonha de sua vida...ficaria assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual ee a diferenca do poste, da posse de bola e da mulher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hi, nao sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poste da a luz em cima, a mulher da a luz embaixo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E a posse de bola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfia no teu...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-5481936969607631887?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/5481936969607631887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=5481936969607631887&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5481936969607631887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5481936969607631887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/mourinho-o-especialissimo.html' title='Mourinho: O especialissimo'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S_hyzyCzrZI/AAAAAAAAAqg/jAra36qfqs0/s72-c/mourinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-5378425639644246230</id><published>2010-05-22T11:52:00.000-03:00</published><updated>2010-05-22T11:53:00.564-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>A nossa sociedade esta falida: O que voce pode fazer?</title><content type='html'>Nao tenho duvidas de que a escola hoje nao ee o melhor lugar para aprender. A instituicao escola esta falida, a nossa metodologia de ensino/aprendizagem esta equivocada, o nosso foco na educacao dos alunos esta errado e a forma como esta organizado o conhecimento e como isso esta sendo dado tambem esta errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acredito que ee pelo fato das escolas estarem falidas que nossa sociedade esta falida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A instituicao escola esta falida ja que nao ensina o principal para as criancas/adolescentes/adultos, e se a escola nao ensina o principal ela serve tanto quanto uma conversa com uma pessoa qualquer na rua, ou seja, talvez muito ou talvez pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O foco da escola nao deve ser de formas medicos, engenheiros ou advogados bem sucedidos que almejam ganhar rios de dinheiro todos os meses e ganhar cada vez mais, isso esta errado. O foco da escola deve ser o de formas homens, seres humanos, pessoas, se a escola nao forma pessoas a escola nao serve para nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A metodologia atual de ensino/aprendizagem onde se entende que o aluno ee uma maquina trivial, voce explica ele entende e entao se formou o conhecimento esta errado. Os alunos nao sao maquinas triviais, os alunos sao pessoas, pessoas tem uma complexidade enorme. E alem disso saber nao significa fazer e fazer nao significa saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por fim a tal variabilidade dada no treino de futebol nas criancas ee importante que se de com o conhecimento nas criancas/adolescentes e adultos das escolas, entretanto, entender que apesar dessa variabilidade, existe algo que nao sabemos ainda muito bem explicar que sao os comportamentos que fazem uma crianca preferir ler do que brincar de esconde esconde ou qualquer outra coisa do tipo e isso quer dizer que perceber um expoente talento numa area e o estimular nessa area ee mais importante que continuar o dando uma variabilidade cultural de diversas areas, isso ee um erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, talvez isso nao tenha nada haver com futebol, com treinamento, com periodizacao tatica, mas talvez tenha tudo haver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque acima de tudo essa revolucao necessaria no ensino ee precisa somente para entendermos que lidamos com seres humanos, assim como na P.T.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acima de tudo, se a escola nao esta formando homens, se os pais devido a esse modelo arcaico tambem nao estao formando homens, cabe ao professor da escolinha, ao tecnico a formarem homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ai fica a questao mais dificil, como se formar homens?&lt;br /&gt;Acho que um caminho seria entender a etica, tal qual pregava Socrates. Para este o ser humano nao deve ser etico porque teme a um deus ou algo do tipo ou porque teme algo apos a morte, o ser humano deve ser etico porque a etica faz bem ao nosso proprio ser e ao outro. Estimular etica, inteligencia intra pessoal e inter pessoal, conversar sobre as mais diversas coisas do mundo, sempre com atencao, respeito e carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez meu ex-professor de Geografia contou que sua filha de 7 anos nao estava aceitando vestir roupas repetidas em festas quase em dias consecutivos. Ele entao levou sua filha a um lixao e ficou um bom tempo com ela la, a pequena menina viu gente comendo coisas tiradas do lixo, viu outras criancas como ela em situacoes deploraveis etc. Resultado, o fato dele ter levado a sua filha a um lixao a fez aumentar seu conhecimento sobre a vida e a ver o mundo de uma maneira diferente, e nesse mundo de maneira diferente, nao era necessaria nao repetir vestidos, ja que isso ee uma coisa tao pequena perto de quem nao viva, mas sim sobrevive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ee isso que os profissionais que lidam com educacao precisam enxergar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-5378425639644246230?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/5378425639644246230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=5378425639644246230&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5378425639644246230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5378425639644246230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/nossa-sociedade-esta-falida-o-que-voce.html' title='A nossa sociedade esta falida: O que voce pode fazer?'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-3520451391201834730</id><published>2010-05-11T18:01:00.000-03:00</published><updated>2010-05-11T18:02:33.470-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Periodização táctica: princípios estruturantes   e erros metodológicos na sua aplicação no futebol</title><content type='html'>Recomendacao do artigo do professor Rodrigo Vicenzi Casarin e de Raul Oliveira a respeito da operacionalizacao da Periodizacao Tatico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo: A periodização táctica é uma metodologia de treino que privilegia a contextualização do treino em função das características, necessidades e princípios de um Modelo de Jogo, ou seja, da organização do jogo orientada pela dimensão tática e sua inter-relação com as outras dimensões do jogo. Desta forma procuramos abordar nesse artigo que para trabalhar dentro destes moldes torna-se importante para além de dominar o seu contexto teórico, estar ciente de alguns riscos em que podemos incorrer ao adoptar esta metodologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unitermos: Periodização táctica. Futebol. Metodologia de treino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Vicenzi Casarin*&lt;br /&gt;*Treinador de Futebol e Futsal&lt;br /&gt;Coordenador de Grupo de Estudos - Geffut&lt;br /&gt;**Mestrando em Ciências do Desporto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raúl Oliveira**&lt;br /&gt;Esp. em Jogos Desportivos Colectivos na U.T.A.D.&lt;br /&gt;Treinador de Futebol e Scout do FC Porto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.efdeportes.com/efd144/periodizacao-tactica-sua-aplicacao-no-futebol.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-3520451391201834730?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/3520451391201834730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=3520451391201834730&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3520451391201834730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3520451391201834730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/periodizacao-tactica-principios.html' title='Periodização táctica: princípios estruturantes   e erros metodológicos na sua aplicação no futebol'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-1697756850729544357</id><published>2010-05-09T20:07:00.004-03:00</published><updated>2010-05-09T20:08:40.282-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Como decidimos, como jogamos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Texto publicado por Marisa Gomes em sua coluna no zero.pt, basta ir nos favoritos para encontrar o link.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de decidirmos sistematicamente faz com que na maioria das vezes o façamos sem consciência daquilo que estamos a fazer. As decisões mais simples e as actividades mais rotineiras são aquelas que ocupam a maioria do nosso quotidiano e por isso, são as que nos definem. Contudo, não merecem a devida importância da nossa parte porque decidimos e pronto. Sem grandes reflexões, sem uma procura sistemática de interpretação não nos apercebemos da complexidade da nossa mente. No jogo essa complexidade aumenta na mesma proporção que nos ajuda a perceber como decidimos. O que nos permite fazer com que os outros decidam de forma mais eficaz possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisar um jogo permite-nos reconhecer um padrão de funcionamento das equipas resultante das interacções individuais dos jogadores. Ao observar o Barcelona vemos que se identifica pela forma como gosta de ter e conservar a bola para se superiorizar ao adversário. Do mesmo modo que defende e transita de acordo com esta dominância. Quer ter a bola, quer circulá-la, quer usufruir do prazer de a dominar em todo o terreno. A predisposição dos seus jogadores para a receber é uma característica que se reconhece em todos muito antes da bola chegar. O que faz com que no momento da sua perda procurem ganhá-la o mais rapidamente possível através do jogador mais próximo da bola e da rápida aproximação dos demais. No caso de não a conseguirem recuperar, fecham através de uma oscilação concordante com a bola (e o seu deslocamento). Com uma solidariedade colectiva que se reconhece na proximidade afinada com que o fazem. Fazem-no com uma naturalidade que lhes permite ganhar a bola mais cedo ou mais tarde. E quando isso acontece, procuram jogar com a segurança que lhes permita desfrutar da bola, como que a compensar o tempo que estiveram sem ela. Esta funcionalidade colectiva resulta das interacções individuais dos jogadores. Do modo como decidem. As escolhas convergem para esta funcionalidade colectiva e confere-lhes uma afinidade que emociona os que gostam do bom jogo de futebol. Pelo sincronismo, pela entrega, pelo prazer das escolhas naquilo em que acreditam. No que fazem. No que jogam. O que se manifesta no modo como se sentem uns nos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da previsibilidade colectiva reconhecemos uma variabilidade na concretização das decisões que os tornam mais eficazes. O jogar em segurança na transição ofensiva tanto acontece através de um passe curto para um apoio mais recuado, como acontece através de um passe em profundidade para o Messi, como também acontece através de um drible no sentido contrário à pressão adversária. A diversidade e criatividade é isto. A concretização do princípio colectivo através da selectividade individual adequada às circunstâncias. Apesar de ser fácil reconhecer os jogadores pelo modo como concretizam as escolhas. O Xavi adora ganhar a bola e conservá-la sem esforço através de um passe ou até de uma simulação de corpo com a mesma facilidade com que emociona com os seus passes em profundidade (com toda a segurança!). A disponibilidade mental para este tipo de decisões resulta de um trabalho, ou seja, é construído. A capacidade de concretização do jogar em segurança é treinada. Apesar de parecer um mistério perceber como conseguem tomar decisões geniais em escassos milisegundos, transcendendo as sensações, instintos e emoções, sabe-se que é possível. Criando soluções que ultrapassam os aparentes limites circunstanciais e que vencem muitos jogos e o seu desenvolvimento. De acordo com Jonah Lehrer, existe uma região no cérebro responsável por isso, o córtex pré-frontal. Segundo este autor, &lt;i&gt;“constitui a única região do cérebro capaz de aprender um princípio abstracto –&lt;/i&gt; neste caso os princípios que definem a equipa que referimos anteriormente &lt;i&gt;– e aplicá-lo num contexto invulgar, surgindo com uma solução totalmente inovadora”&lt;/i&gt;. Ou seja, a capacidade de criar novos espaços, de promover novas soluções no contexto resulta de uma sentimentalidade (emocionalidade) colectiva. As relações das pessoas assentam nisso. A maior ou menor proximidade define-se no modo como se sentem nos outros e portanto, como crescem individualmente na concretização dos princípios colectivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de parecer simples, a criatividade selectiva (na concretização de um princípio colectivo) resulta quando o treino se processa com a emotividade que o jogo comporta. Ou seja, os problemas e as dificuldades têm que ser sentida para que o jogador tenha capacidade para hierarquizar rapidamente o que fazer e ter capacidade para se pre«ocupar» com o modo como o vai concretizar. Quando os contextos são fechados (só permitem a feitura de uma coisa e não obrigam a ter critério) ou estão cheios de «ruído» de informação (como os gritos: «passa», «remata», «leva a bola») da envolvência isso não é possível. De acordo com os estudos do referido autor, isto faz com que o jogador fique «fechado» ou seja, foca-se em algo que já lhe é dito. Para além de que o obriga a estar mais consciente, impedindo-o de concretizar as suas escolhas de forma mais espontânea, solta e eficaz. O treino faz com que a mente processe as suas escolhas antecipadamente. Quando se joga. Quando se criam contextos nos quais reforçamos projecções da forma como se resolvem os problemas. Quando se orienta para a aquisição inconsciente de uns nos outros. Quando se gera um contexto positivo daquilo que acontece através de uma orientação (contínua) daquilo que se pretende. Daí que aprender custe. Daí que o jogo seja a premissa fundamental para se jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que se perca algumas vezes, como aconteceu com o Barcelona contra o Inter. Mas as razões não são vazias. Se estivermos atentos, encontramos resposta num livro genial do autor referido anteriormente, Jonah Lehrer: «Como decidimos». Apesar de não falar em jogo de forma directa, ensina-nos a jogar e como ensinar a jogar. As razões da derrota do Barcelona contra o Inter também não se encontram de forma objectiva. É um desafio encontrá-las. Em contrapartida, vou tentar dar-lhe a resposta no próximo artigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-1697756850729544357?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/1697756850729544357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=1697756850729544357&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/1697756850729544357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/1697756850729544357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/como-decidimos-como-jogamos.html' title='Como decidimos, como jogamos'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-6230426707584547745</id><published>2010-05-09T16:16:00.001-03:00</published><updated>2010-05-09T16:16:26.893-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Trecho da entrevista de Marisa Gomes</title><content type='html'>trecho da entrevista da professora marisa gomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o talento ee sobretudo construcao, ou sobretudo, tem muito de construcao.&lt;br /&gt;O talento ee uma predisposicao que se vai desenvolvendo ao longo do tempo porque o talento pode ter uma predisposicao mas se nao se manifestar, nao ee talento. Vemos muitos jogadores que acabam por ter boas capacidades mas que com o tempo deixam de as manifestar. Se deixam de as manifestar, deixam de ser talento. Agora, uma das caracteristicas que o talento tem de ter ee a singularidade. Sabemos e reconhecemos que aquilo que se faz com que um seja melhor que o outro ee qualquer coisa que ele tem que os outros nao tem. Um central para ser melhor que o outro tem que ter qualquer coisa que o outro nao tem. O talento marca-se pela singularidade. E essa singularidade nao ee igual para todos. A singularidade de um ponta de lanca que tenho ee totalmente diferente da de outro. No entanto, sao dois talentos diferente e ee ai que nos temos de gerir. Para que? Para promover um meio e uma evolucao, uma formacao que permita que cada um destes talentos se desenvolva. Porque dentro da posicao, do futebol e do jogo existe a necessidade de se manifestar e de se interagir de determinadas formas. Agora, o treinador ee que tem de ter esse trabalho. Num meio como o jogo de futebol, isso ee determinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se partir do principio que nao tem muito a afazer, no fundo nao esta a fazer nada, porque nao acredita naquilo que faz.&lt;br /&gt;Pior do que nao estar a fazer nada, esta a estragar! Esta a estragar! Mas isso tambem acontece no contrario porque vemos miudos em escaloes mais baixos que tinham um potencial enorme e que ate o conseguem manifestar por diversas razoes mas depois acabam por desaparecer. Porque? Porque temos de ver a evolucao do jogador como a evolucao das especies. A analogia que eu faco ee essa. EE que as especies vao evoluindo ao longo do tempo mas esse talento tem que ter determinadas condicoes para se manifestar. E nos sabemos que a extincao de varios animais aconteceu quase sempre devido a uma questao: o estarem com determinadas caracteristicas demasiado adaptadas as coisas (ao contexto). Entao, a minima variabilidade desapareceram. Acontece o mesmo com o talento no futebol. Se o jogador for um talento e o manifestar apenas como regularidade, ao mudar o contexto (e as vezes basta mudar de treinador) e mudando de solicitacoes, o jogador acaba por morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O talento tem de ser uma realidade potencial, porque se desenvolve, ee uma realidade plural, porque se expressa de formas diversas e alem disso, tem de contemplar a criatividade, nao pode ser um talento formatado...&lt;br /&gt;A criatividade tem de fazer parte do talento. Eu tenho muitas duvidas em relacao aqueles miudos que jogam apenas num registo. Falo em miudos porque em cada idade a manifestacao do talento ee diferente, face as caracteristicas, face as debilidades, face a maturacao, face a tudo isso. O que ee importante ee distinguir neles qualquer coisa que eles tem e que com o crescimento nao desaparece. Por isso ee que as vezes vemos miudos que nas escolas e infantis sao muito rapidos e que se dizem talentos (e que suportam o jogo nisso), suportando o jogo nisso e com o crescimento a velocidade relativiza-se e deixam de ser talentos. Portanto, o talento ee uma predisposicao que tem de se manifestar. Agora, se sou um talento com determinadas caracteristicas preciso de condicoes para o desenvolver. Imagina: se sou um animal adaptado para estar em climas quentes e se vou para um clima frio, acabo por morrer. EE a mesma coisa com os jogadores e as vezes basta transitar de um escalao para o outro e sobretudo, mudar de treinador. Porque os talentos nao se restringem aos jogadores ee tambem ao treinador. O treinador deve reconhecer a singularidade dos jogadores, fazer com que as relacoes entre os jogadores se manifestem de forma a que esse talento se manifeste e cresca! (E potencie a equipe). Devido aquilo que digo aos meus miudos: "nao adianta ter talento", ele tem de se mostrar, tem de ser emergente.&lt;br /&gt;O potencial ee isto mesmo: ee aquilo que estamos a contar que aconteca porque sabemos que existe qualquer coisa. Mas se nao emergir, se nao se expressar, nao tem qualquer tipo de validade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem bases para isso... dentro do jogo ou dentro das linguas... (exatamente...dentro de tudo...) Dentro de determinada qualidade no caso do jogo, variar dentro do jogo... o problema ee que muitas vezes confundem-se as coisas...&lt;br /&gt;Costumo dizer o seguinte: nos, humanos, somos expressao daquilo que somos -  o lado das caracteristicas, da genetica, do biologico - e depois, em cada passo que a gente da, em cada passo mesmo, vamos mapeando. Nos somos um mapa daquilo que vivemos e o que vivemos nao ee so o que ee sentido pelo corpo. Por exemplo, eu nunca fui as Maldivdas mas tenha uma representacao do que sao as Maldivas. Agora, se eu for la, a minha representacao das Maldivas vai mudar. O jogo ee a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo tem que ser mapeado e o exercicio se calhar...&lt;br /&gt;O processo de formacao tem que ser um mapeamento. Agora, o mapeamento sobretudo ate aos 14 anos tem que ser num sentido de privilegiar uma variedade cultural. O que ee que ee isto? (Cultural dentro do jogo) Sem duvida! A variabilidade cultural... o jogo tem que ser uma variabilidade cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exato... eu penso que muitas das vezes a tarefa mais complexa e mais dificl de um treinador ee procurar, atraves dos exercicios escusar-se. Ou seja, evitar ao maximo atraves dos exercicios que vai criando, para aqulo que pretende, participar no treino e a intervencao dele fazer-se quase so com exercicios, quase nao tem necessidade de intervir, deixa-lo jogar...&lt;br /&gt;Mas eu acho que o treinador tem de intervir durante o treino. Agora, o jogo, o exercicio tem que ser entendido como um nicho ecologico. Isto ee, temos um conjunto de jogadores e vamos promover um nicho ecologico que permita desenvolver esta variabilidade cultural, que ee o nosso jogo. Quando digo jogo ee o jogo que resulta dos jogadores estarem em ligacao entre eles. Depois, os exercicios tem que ser estimuladores de qualquer coisa. Quando estive com os mais pequeninos, miudos com 4/5 anos e adorava trabalhar com eles. Porque!? Porque a minha intervencao no jogo tinha que ser atraves de jogo, atraves da bola. E aprendi imenso com isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e se calhar ai a intervencao do treinador passa por faze-los vivenciar, e se calhar nem tanto no intervir no sentido da oralidade de... (nao pode ser atraves da oralidade...) ee eles fazerem e criarem propensoes e determinados contextos que lhes permitam vivenciar aqulo que ele pretende e dai a complexidade de criar exercicios...&lt;br /&gt;Isso das propensoes tem de ser de cima a baixo. Tem que ser sempre e a todos os niveis. So que com esses miudos os conceitos sao nossos e como os miudos (como ja dissemos) nao tem capacidade de abstracao, isso ee otimo porque so fazendo acontecer ee que a coisa resulta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EE otimo, mas acaba por ser uma faca de dois gumes, porque tanto pode dar para o otimo como pode dar para o pessimo, depende do contexto a que eles forem submetidos desde idades muito precoces. La esta a absorcao deles ee menos seletiva.&lt;br /&gt;EE otimo para um treinador de qualidade. Porque eu prefiro trabalhar com aqueles miudos. Porque? Porque nao tenho que desmontar conceitos. (sao mais genuinos) Sao mais plasticos. Costumo dizer que os miudos pequeninos sao mais plasticos porque nao sao mais adaptaveis. Eu punha miudos de 4/5 anos a jogar com duas balizas laterais e havia circulacao de bola. Agora, nunca falei em circulacao de bola porque eles nem sequer sabiam o que era a palavra circulacao. Mas fazia, jogavam, viviam. Do mesmo modo que para intervir nesse jogo, tinha de ser consoante aquilo que eu queria. Por exemplo, se queria que eles desaglomerassem. A aglomeracao nestes miudos resulta de que?! Da unica coisa concreta que existe para eles. A unica coisa que existe concreta no jogo ee a bola... e o jogo para eles ee a bola. E portanto, eles jogam. Como? Com a bola. Eles nao se ligam aos colegas, nem ao adversario e ate a baliza as vezes nao existe para eles. E por isso, este lado da inexistencia de conceitos ee que os torna tao plasticos. E quando falo em conceitos nao ee so em termos conceituais. Entendo conceito em termos conceituais e tambem em termos corpus, na capacidade de realizacao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mapear desses conceitos passa pela interiorizacao pela corporalizacao desse... da somatizacao.&lt;br /&gt;Exatamente! A prova disso sao os miudos pequeninos de 4/5 anos. Essa mapeacao dos conceitos nao resulta so da cabeca para os pes, tambem resulta dos pes para a cabeca. Sao esses miudos que pomos a jogar desde tras. Temos ee que faze-lo colocando a bola em determinadas condicoes. Falavamos um bocadinho dos contextos e por exemplo, nesses miudos tinha alguns que nao gostavam de jogar. E nao gostavam de jogar porque?! Porque tinham mais dificuldades. O que ee que eu fazia?! Em condicoes em que ele estava quase sempre sozinho, porque nao lhe passavam a bola e interagia pouco no jogo, metia a bola nele, sobreestimulava-o, fazia com que o contexto fosse propicio a sua participacao. Ainda que ele inicialmente cometesse muitos erros. Mas com o tempo, com a continuidade, as coisas acabam por emergir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ha uma necessidade de os fazer sentir ainda mais, porque eles ja o tem, e para substituir, por assim dizer, eles tem...&lt;br /&gt;...Eu nao queria que ele substituisse, queria que ele tivesse mais essa opcao. Como que ee que tive que fazer?! Tive que fazer duas coisas.&lt;br /&gt;Primeira: dificultar-lhe o puxar a bola sempre para dentro, ou seja, as vezes em que o fazia, nalgumas perdia a bola e isso comportava algum risco. Do mesmo modo que fazia com que houvesse sempre um apoio na lateral. Se quero dizer ao meu jogador para ela abrir mais vezes por fora e nao ha um extremo viavel para receber a bola, este contexto ee propicio!? Nao ee propicio. Portanto, isto aqui ee decisivo. Um treinador tem que ser um alquimista! Para criar estes contextos. Mas para criar os contextos ee preciso saber os objetivos. EE para tornar propicio a que? A que?! (Uma concepcao que ee quantificada a priori, e nao.) E tendo em conta a evolucao do processo. Porque o lado emergente nao ee so do jogador. EE do jogador, da equipe e ao longo do proprio processo. Existem varios planos ou varios niveis desta emergencia. A realidade ee isso mesmo. A realidade ee aquilo que emerge mas aquilo que emerge ee tambem aquilo que a gente consegue ver dessa realidade e portanto, o jogo ee isso tudo.&lt;br /&gt;Eu vou ver um jogo e tu vais ver o mesmo jogo. Para mim ee uma coisa e para ti ee outra. Face a que? Face ao teu mapeamento e face ao meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, no treino sinto que o miudo vai a fazer uma coisa fantastica, mas no entanto, nao saiu. Nao sai, mas aquilo, acho que ee... tem que se dar valor. (exato) Porque aquilo mais tarde vai sair. E ha pormenores desse tipo que se calhar ninguem detecta, que sao mesmo fundamentais, e ee isso que os vai distinguir. Mesmo eles errando, se calhar se dessemos um reforco negativo, ele nunca mais o iria fazer.&lt;br /&gt;Ou entao tens de fazer o seguinte: tens de promover um contexto em que isso aconteca muitas vezes. Criar um contexto. Por isso ee que falo em alquimia porque tenho, por exemplo, um ponta de lanca cuja singularidade ee a sua capacidade de rematar a baliza. Esse ponta de lanca... (ele nao tem de perder isso, ele tem ee que ganhar outras coisas) Exatamente.&lt;br /&gt;Agora, como ee que eu vou fazer? Ponho tres defesas, ponho dois defesas, ponho a jogar contra a equipe mais forte ou na equipe mais forte?! Dependo do objetivo, depende da necessidade dele e depende de como a gente vai revelar isso no desenvolvimento coletivo. E este lado individual e coletivo nao se separam. Sao comuns. Sao comuns! Se estiverem contextualizados sao a mesma coisa. Este individual nunca deixa de ser coletivo nem este coletivo deixa de ser individual. Por isso ee que falamos da variabilidade cultural. As pessoas dizem: ah, tem que ser criativo ou tem de ser diferente. Nao tem que ser diferente tem que ser ee uma variabilidade cultural. Tem que haver um lado aberto para haver um crescimento do treinador. Porque o treinador tem de aprender com os jogadores. (exatamente). E os jogadores tem que aprender com o treinador. Como ee que eles aprendem com o treinador? Primeiro, ee atraves do exercicio. Faze-lo de modo a provocar determinadas coisas e leva-lo a ter sucesso e faze-lo creser com isso, mais cedo ou mais tarde. E depois, ter capacidade para ver se nao esta a acontecer isto, na propria competicao ou em situacoes de treino, e ajustar. EE saber, por exemplo, que o meu pivot nao esta a ter sucesso porque esta a ir muito para frente e entao, meto um pivot, que naturalmente tendo a jogar mais atras. Atraves desta escolha e nesta situacao estou a influenciar nao so este jogador mas e sobretudo o desenvolvimento coletivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-6230426707584547745?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/6230426707584547745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=6230426707584547745&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6230426707584547745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6230426707584547745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/trecho-da-entrevista-de-marisa-gomes.html' title='Trecho da entrevista de Marisa Gomes'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-5025022201999320057</id><published>2010-05-09T10:00:00.000-03:00</published><updated>2010-05-09T10:01:04.889-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Trecho da entrevista de Paulo Cunha e Silva</title><content type='html'>trecho da entrevista do professor paulo cunha e silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um senhor que se chama Poincare disse que isso seria impossivel, porque os sistemas astrologicos sao tambem, tao sensiveis as condicoes iniciais e essa sensibilidade depende do fato de haver sempre mais do que tres variaveis. Sempre que ha mais do que tres variaveis a capacidade que elas tem de se implicar e condicionar a evolucao das outras ee muito grande. Nos temos sempre a ideia de que quando aparece o terceiro elemento, esse terceiro introduz o caos no sistema, mesmo sob o ponto de vista relacional, as pessoas falam no menage a tros, no terceiro elemento ou no amante como se fosse a figura que viesse introduzir o caos na relacao, porque de fato ele faz com que aquele sistema que estava a funcionar bem, numa logica de bipolaridade, comece agora a funcionar numa logica que deixa de ser controlavel, nao ee? Agora, os meios de modelizacao contemporaneos, de metamodelizacao se quiser, permitem entender o comportamento desses sistemas caoticos, porque justamente nao vivem angustiados na circunstancia de descobrirem uma variavel muito precisa, ou seja, vivem satisfeitos com a possibilidade das variaveis serem variaveis flutuantes, digamos assim, de nao serem precisas. (por isso ee que vivem e progridem, digamos assim... Contemplam a criatividade.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, este numero tres pode ter alguma pertinencia (porque o numero tres, isso ee que eu nao percebo)... tres elementos em interacao. Para contemplar a criatividade se calhar so a partir do terceiro ee que isso se torna mais evidente.&lt;br /&gt;Sim, claro, porque senao um sistema bipolar, ou seja, um sistema que se faz com dois elementos, ee um sistema que tende ate autoanular-se, porque um pode ser o elemento mais e o outro menos e, portanto, se nao ha a introducao do terceiro elemento, a capacidade de evolucao do sistema pode ficar condicionada e a criatividade do sistema tambem muito condicionada. Um sistema criativo ee um sistema que tem a capacidade de incorporar um novo, nao sucumbir perante o novo. EE por isso que a nossa organizacao biologica ee fractal nesse sentido porque ela... repare, o coracao por exemplo, ee considerado um orgao regular nao ee? O coracao bate e nos esperamos que ele bata com alguma regularidade. A pior coisa que alguem gostaria de sentir ee uma fibrilacao ventricular que ee quando o coracao comeca a bater de forma descoordenada, uma situacao de disritmia neste caso, porque mesmo nos fenomenos de taquicardia o coracao bate com alguma regularidade. Agora, as novas analises, nomeadamente as analises espectrais dizem que todos os intervalos entre os QRS, que os intervalos entre aquelas pontas do eletrocardiograma, sao diferentes, nao ha nenhum intervalo identico, portanto o coracao esta numa situacao de protodisritmia permanente.&lt;br /&gt;E qual ee a vantagem disso? A vantagem disso ee ele estar preparado em todas as circunstancias, em todos os minutos para incorporar uma situacao diferente, uma adversidade qualquer, interna ou externa, medo ou uma coisa qualquer, portanto, tem uma flexibilidade e uma capacidade de incorporar o novo muito maior do que aquela que teria se tudo tivesse sido programado, por exemplo, (na fronteira do caos) Sim na fronteira do caos, e tambem ee assim que funciona o sistema imunologico, tem tambem essa capacidade... se o sistema imunologico tivesse sido condicionado para fabricar anticorpos para todos os antigenios que havia naquele momento, quando surgisse um novo virus ele sucumbiria e nos morriamos imediatamente. E, portanto, como tem esta capacidade de sintetizar para uma franja e para uma zona fluida, ele consegue perceber que ha qualquer coisa que nao ee bem aquilo, mas que ee parecido com aquilo e, portanto, tem essa capacidade de se adaptar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor falou ha pouco de uma coisa, la esta, talvez o confronto va levar a necessidade de superacao e da tal divergencia. O professor tambem defende que a relacao entre a acao e a percepcao, que ee mediada pela corpo, ee fundamental e, se calhar, nessa oposicao ai esta um bom exemplo desse processo de cognicao por assim dizer...&lt;br /&gt;Eu ate defendo uma coisa um bocado mais atrevida e radical que ee o seguinte: eu defendo que a percepcao ee ja acao, ou seja, antes de fazermos ja estamos a fazer. No momento em que se percebe, ja se comeca a agir de fato. Alias ha dados engracados (Alain Berthoz recentemente lancou um livro que vem precisamente confirmar isso, mesmo alguns autores como por exemplo os do livro "Mente Corporea" evidenciam isso mesmo, e acho que a extrapolacao desses dados para o desporto em geral e para o futebol em particular, ee muito pertinente. La esta, vai de encontro a uma inteligencia corporea) Pois, isso... ha dados que eu acho, que ainda nao estao confirmados mas que sao um bocadinho arrepiantes, que dizem o seguinte: na via motora ha dois neuronios, um primeiro neuronio cujo corpo celular esta na circunvolucao frontal ascendente, que ee o neuronio da vontade e o segundo neuronio, o neuronio motor que esta no corno anterior da medula e que ee o neuronio cujo axonio, vem ate ao musculo proporcionar a contracao. E portanto, o normal ee que primeiro exista a vontade da pessoa de se mexer e depois a pessoa se mexa, nao ee? Portanto, que o primeiro neuronio se estimule e que envie informacao para o segundo neuronio, que depois se estimula e envia a ordem ate ao musculo. Ha dados estranhissimos que revelam que o segundo neuronio se pode estimular antes do primeiro. Portanto como se a acao fosse anterior ao pensamento da acao e a vontade da acao, esta a perceber? Havia uma especie de antecipacao da acao por parte dos musculos. Isto ee engracado e ee perturbante, e vem inverter todos os paradigmas da neurofisiologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se calhar em contextos de grande imprevisibilidade na tomada de decisao sao esses mecanismos que vao explicar porque ee que um jogador toma uma determinada decisao, e a importancia de educar esse mesmo processo...&lt;br /&gt;Educar, digamos, essa inteligencia periferica, educar essa (inteligencia descentralizada) descentralizada, ee uma boa expressao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ee isso mesmo que nos tentamos evidenciar com o conceito de somatizacao, nao somente o processo de informacao passar pelo cerebro e pela mente, sem dissociar do corpo, mas o fato do musculo e as estruturas relacionadas com o movimento estarem implicadas nessa tomada de decisao, por vezes nao consciente.&lt;br /&gt;Nao ee que eles nao estivessem sempre implicados, mas nos olhamos para eles como implicados passivos, ou seja, eles fazem aquilo que os outros mandam fazer. Agora, sera muito perturbante se se vier a confirmar que eles fazem por iniciativa propria e portanto sao decisoes ativos e que depois convencem os outros que deviam mandar neles, que a decisao foi (ou que nos entendemos que deviamos mandar neles...) E portanto, isso ee curioso e ee perturbante e vem inverter todos os paradigmas de uma relacao. (implica uma reorganizacao acerca do que ee a cognicao...) Do que ee cognicao, do que ee acao, do que ee percepcao, e esta logica linear e este principio de causalidade entre percepcao e acao passaria a ser um bocadinho invertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E la esta, vai de encontro aquela ideia de uma inteligencia corporea...&lt;br /&gt;Sim, de uma inteligencia corporea como se houvesse essa deslocalizacao, como se o corpo tivesse uma especie de consciencia de si que nao se fica so nos sistemas motores, vai ate ao funcionamento celular quase, como se houvesse uma delegacao, ou seja, os sistemas inteligentes do corpo delegam nos pequenos fragmentos uma franja de capacidade de decisao muito importante. Isso ate ee importante na sua tese antropossociologica, porque ee um modelo interessante ate para a organizacao das proprias sociedades e, sobretudo, para a fundamentacao de uma teoria geral da delegacao. Faz sentido delegar se as partes tiverem a capacidade de se autoorganizarem. Claro que isso depois vai justificar todas as descentralizacoes, ate as politicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a essa inteligencia corporea, e face a essa inteligencia especifica podemos requisitar para o futebol, por assim dizer, uma inteligencia especifica, mas plural simultaneamente.&lt;br /&gt;Sim, mas tambem nao devemos ser assim tao totalizantes nesse sentido. Eu falei tambem a esse respeito numa especie de dois corpos, um corpo branco que chamei protocorpo, e depois um corpo pintado que seria mais um corpo aculturado. Portanto, o corpo motor, nesse sentido, seria uma especie de protocorpo, um corpo antes do corpo, e o corpo desportivo seria um corpo mais pos-moderno, no sentido de que ee um corpo feito da sobreposicao de varios fragmentos nao ee? Cada modalidade tem a sua sintaxe e a sua gramatica, mas usa o mesmo alfabeto, ee uma especie de alfabeto motor comum. A ortografia do futebol ee diferente da ortografia do andebol, apesar do alfabeto motor ser comum a varias modalidades motoras. Agora, reivindicar para o futebol uma radicalidade absoluta parece-me exagerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem pode sair da dimensao antropologica, ou seja, partindo do pressuposto da tal dimensao antropologica, da possibilidade de, face aquilo que ee o homem, se calhar, o tipo de conhecimento e o tipo de tomada de decisao implicados no futebol, ate pelos conflitos que tem em termos de hominizacao, vai implicar uma inteligencia diferente das outras modalidades e que ee diferente, se calhar, de jogo para jogo, de equipe para equipe, da forma de jogar de cada equipe...&lt;br /&gt;Nao. Com certeza que ee diferente, agora o que estou a dizer ee que o futebol partilha com as outras modalidades esse mesmo corpo branco, esse mesmo protocorpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La este a tal categorizacao da inteligencia tambem nao pode ser estanque...&lt;br /&gt;Claro. Ate podemos dizer que esse protocorpo que ee um corpo pre-cultural, ee um corpo... nao quero dizer sem inteligencia, mas ee um corpo com uma inteligencia que nao foi culturalizada. Qual ee a distincao fundamental ente inteligencia e a cultura? EE essa, passa justamente por ai.&lt;br /&gt;A cultura ee a capacidade de convocarmos a memoria de uma forma inteligente, enquanto que a inteligencia pode dispensar a memoria, a inteligencia ee a capacidade de resolvermos uma situacao, mas podemos resolve-la quase sem memoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estivemos a falar da possibilidade das proprias estruturas que efetuam movimentos anteciparem, por assim dizer, as estruturas que processam a informacao. Pode-se dizer que a relacao entre estes pode ser considerada uma somatizacao de um saber?&lt;br /&gt;Nas varias fases e nos varios momentos ha sempre uma determinada consciencia corporal, ou seja, apesar das representacoes corporais acontecerem tendencialmente no cortex cerebral, ha uma especie de consciencia periferica, se quiser dizer, e essa consciencia periferica nao pode ser suprimida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educabilidade entre a inteligencia mais periferica e a inteligencia mais central desenvolve-se tanto mais, quanto mais precocemente for estimulado...&lt;br /&gt;Isso acho que si, seguramente, nao ee?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui o papel do treino e a qualidade do treino acaba por ser determinante e, se calhar o sentido do treino, nao so no sentido da hipertrofia...&lt;br /&gt;Podemos dizer que metaforicamente, o treino obriga o cerebro a descer, ou seja, a vir ate a periferia. O treino ee uma especie de qualquer coisa que obriga o cerebro a articular-se melhor com as extremidades, com a periferia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este fato da importancia da precocidade que ee uma coisa que nos sugerimos, desde que alicercada numa determinada qualidade do processo, ee possivel porque? Pela maior plasticidade que existe durante este periodo, na infancia, ou nao? Ou ee tambem pelo fato de haver um enraizar comportamentos que ee menos notorio, ou seja, ha um corpo mais branco, mais um protocorpo na infancia do que propriamente na idade mais adulta.&lt;br /&gt;Claro, portanto, aquele ditado popular que diz que burro velho nao aprende linguas tambem ee isto e ee um bocadinho pertinente nao ee? (mas nao aprende por que se calhar tambem ja aprendeu algumas) Tambem, e porque ee menos plastico, ou seja, o burro velho tem menos plasticidade que o mais novo nesse sentido e portanto tem tambem uma maior dificuldade em incorporar o novo, e tambem porque a sua capacidade de espanto, espanto aqui num sentido antropossociologico ou ate biologico, um espanto biologico, ou seja, as pessoas mais velhas tem uma capacidade menor para se espantarem com aquilo que veem, porque o novo tem uma capacidade menor em condiciona-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo este entendimento da inteligencia que temos vindo a falar tem subjacente uma complexidade enorme, que se vai repercutir em termos de alteracoes tanto ao nivel das estruturas efetoras do movimento como a nivel cerebral. Ate que ponto pode haver alteracao da representatividade cerebral pela maior ou menor influencia do treino?&lt;br /&gt;Com certeza, ou seja, o treino ee um mediador da relacao do corpo com o exterior. E o que ee o treino? EE a capacidade de... enfim sob o ponto de vista da fisiologia do exercicio, de a lesao se transformar em adaptacao. EE a capacidade de o obrar a reorganizacao. Eu tenho contestado um conceito da fisiologia que ee a ideia da homeostasia, e tenho dito que o treino nao ee um sistema homeostatico. Porque? Porque depois do treino nunca se volta ao ponto de partida. Se se voltasse ao ponto de partida nao havia crescimento e portanto nao havia enriquecimento, nao havia educacao e o treino nao fazia sentido. E portanto, o objetivo do treino ee forcar e levar um pouco mais longe para que essa alteracao se transforme em adaptacao e que quando o corpo for solicitado em situacoes formativas do tipo anterior, esteja mais preparado para lhes responder do que estaria anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos paradigmas que acho que ee a prova, mais do que evidente de que o treino pode fazer muito, ou pode atuar sob a plasticidade dos individuos ee o caso daqueles individuos que nascem sem os membros inferiores ou sem os membros superiores, por exemplo, e que, fruto das necessidades e do processo de aculturacao ganham uma funcionalidade tal que conseguem mesmo sem maos superar as limitacoes que tem...&lt;br /&gt;Ha pouco falamos naquela questao da delegacao, de que o cerebro delega e o cerebro mais eficaz ee aquele que teria uma maior capacidade de delegacao. Neste caso havia uma especie de delegacao (de suplencia) e de uma delegacao supletiva como disse nos membros que existiam e que estavam disponiveis para a acao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta inteligencia, este saber que se vai adquirindo ao longo de um processo que ee complexo e ao longo do tempo atraves da acao e da vivenciacao, e do passar pelas situacoes, implica um percurso individual mas nao isolado, que ee unico. Entendemos nos assim que se trata, de um processo ecogenetico, uma construcao individual ecogenetica, onde sao muitas as variaveis ou as dimensoes que estao a interagir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ate mesmo os genes sao permeaveis a tais influencias...&lt;br /&gt;Essa ideia da epigenetica parece-me mais precisa. EE transmissibilidade daquilo ate que o proprio Dawkins chama de memes, que sao estruturas que estariam fora do DNA e fora do nucleo celular e que eram estruturas transmissiveis a propria celula no momento de divisao, no momento de fecundacao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, para terminar, e pegando numa das ideias principais que fui retendo na entrevista, o fato do treino, comecando precocemente, talvez ate por aquilo que fomos dizendo, levar a tal descentralizacao, ou a tal cerebralizacao e aculturacao do musculo e tambem, simultaneamente a corporalizacao do cerebro, no sentido em que ha uma alteracao da representatividade cerebral, e mais do que isso, a solidificacao num determinado regime motor, se quisermos, especifico, a consolidacao das relacoes entre estes que ee o mais importante...&lt;br /&gt;Sim, ee aquela historia de que o cerebro delega, mas depois a periferia tambem adquire um pouco mais de responsabilidade, ee um sistema de "governence" biologico, ou seja o cerebro promove essa delegacao para a periferia mas a periferia tem que assumir as suas responsabilidades, e assumir as suas responsabilidades ee assumir a sua capacidade prestativa, ou seja, ee assumir a sua capacidade intelectual (se manifestar enquanto parte de um todo...) e de parte inteligente e auto-suficiente. Mais uma vez regressamos aos fractais. Os fractais, de fato, sao fragmentos que transportam dentro de si as qualidades do todo, ou seja, sao fragmentos em que o todo delegou as suas caracteristicas. Sao fragmentos que falam do todo melhor do que o todo fala de si,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nao se justifica a ideia de hierarquia, mas sim de uma rede, de uma teia...&lt;br /&gt;De uma sinergia, pelo contrario de uma deshierarquia, no sentido que nao ha, que nao ee uma anarquia, mas ee uma deshierarquia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-5025022201999320057?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/5025022201999320057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=5025022201999320057&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5025022201999320057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5025022201999320057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/trecho-da-entrevista-de-paulo-cunha-e.html' title='Trecho da entrevista de Paulo Cunha e Silva'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-2269015132337022443</id><published>2010-05-09T09:59:00.000-03:00</published><updated>2010-05-09T10:00:05.556-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Trecho da entrevista de Luisa Estriga</title><content type='html'>trecho da entrevista da professora luisa estriga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou se ha alguma coisa que indique... (ate que ponto a especificidade do processo de treino se relaciona com a maior ou menor incidencia de lesoes nos desportistas)&lt;br /&gt;Sobre isto quero dizer-te que talvez eu nao tenha entendido bem a tua questao. Mas para esclarecer, a especificidade do treino tem tudo a ver com as patologias especificas de cada modalidade, particularmente no que diz respeito as de sobrecarga (overuse). Mas se quiseres ir mais longe tambem interfere, e muito, na re(abilitacao) desportiva pos lesao (pos alta medica). Ha um outro dominio que decorre da especificidade da carga inerente ao proprio jogo. E ha algumas diferencas, por exemplo, entre homens e mulheres relativamente a incidencia lesional. Incidencia ee o numero de lesoes por 1000 horas de pratica ou por 1000 horas de jogo. Deste ponto de vista nao ha grandes diferencas entre homens e mulheres, em especial quando estudadas as competicoes internacionais mais importantes (seniores). Mas existem diferencas metodologicas e amostrais que limitam a comparacao entre estudos. Por exemplo, ee dificil comparar um campeonato regional com o mais alto nivel de pratica, fundamentalmente por causa do modelo de jogo, estamos a falar de modelo de jogo e modelo(s) de atleta(s) completamente diferentes.&lt;br /&gt;Aquilo que me parece ee, que de fato ha aqui uma especificidade de um padrao lesional associado a especificidade de uma determinada modalidade, indiscutivelmente. No caso do handebol ha lesoes que sao especificas da pratica da modalidade, tem a ver com os padroes motores. No caso da lesao do cruzado, as mulheres lesionam-se 4 a 10 vezes mais que os homens a praticar a mesma modalidade. E lesionam-se sem oposicao, quando o andebol ee considerado um desporto de contato; e ee por ser um desporto de contato e de invasao que se encontra uma taxa de lesoes traumaticas superior a outras modalidades. Mas ee um fato que a lesao mais grave ee a lesao do cruzado, o que leva muitas vezes ao abandono da carreira desportiva de atletas muito jovens, estamos a falar de por vezes potenciais talentos com 16, 17, 18, 19 anos. O fato da lesao ocorrer usualmente sem contato e quase sempre em jogo, numa mudanca de direcao e enquanto estao em determinadas posicoes, ou seja quando estao em determinadas funcoes em jogo, levanta-nos algumas questoes. Porque so em jogo? Porque naquela idade? Isto tem a ver com a especificidade, no meu ponto de vista. Agora quer isto dizer que as preparamos mal, ate aquela fase em que a exigencia defensiva aumenta? Porque ainda que faca uma mudanca de direcao sem contato, eu fiz uma mudanca de direcao para ultrapassar a defesa, se isso traduz-se num aumento de velocidade, se traduz num superior afastamento dos membros inferiores, que aumenta o stress do ligamento cruzado ee outra questao. E que ee que os autores tem verificado? Neste momento, qual a grande duvida? Ainda nao ee claro, quais sao os fatores de risco, ou seja, ha muitos fatores de risco e parece que eles interagem. Quando se estuda um unico fator, por exemplo, a forca muscular, nao se encontra relacao entre os niveis de forca, ou os desequilibrios entre os quadricipetes e isquio tibiais e a ocorrencia de lesao, quer dizer que provavelmente existem varios fatores que se influenciam uns aos outros e depois nao se conseguem isolar; nao se consegue perceber qual o fator determinante, sao um conjunto de fatores que possivelmente interagem. Se calhar ha pessoas que estao mais em risco que outras. O que a mim me parece claro ee, que ha idades de risco ee, ha posicoes de risco, posicoes que tem a ver com as funcoes de jogo, com a especificidade, do que ee o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essas funcoes e essas posicoes, se calhar, sao tanto mais de risco quanto menos especificidade for contemplada no processo de treino.&lt;br /&gt;Agora, qual a grande preocupacao dos primeiros anos da formacao? EE a prevencao. EE olhar para o treino e pensar, como ee que eu posso prevenir. As orientacoes focam a importancia do treino na melhoria dos niveis de forca e correcao de desequilibrios, mas num contexto especifico. Mas mais importante ee o controle neuromuscular e a proprioceptividade. Relativamente as mulheres, por questoes anatomicas, elas fazem as mudancas de direcao e recepcoes de forma diferente do homem, o que leva os autores a sugerir que ee nas situacoes especificas, dinamicas e contextualizadas, o problema do alinhamento dos membros inferiores deve ser corrigido.&lt;br /&gt;Nao sei se me estas a entender... (estou). E entao, comecou-se por se fazer isto em idade senior, tendo-se observado uma diminuicao da incidencia lesional no LCA. Eu tenho algumas duvidas sobre a forma como estes estudos tem sido feitos, mas as orientacoes atuais apontam para que se comece a fazer prevencao antes desta idade, durante a formacao, antes de chegarem a "fase critica", em idade e escalao (modelo de jogo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, vai de encontro com aquilo que eu procuro defender, que a especificidade deve de fato ser um requisito do treino, mas nao do treino so a nivel do rendimento superior, tambem na formacao, ai se calhar ee tanto mais fundamental e faz cada vez mais sentido, visto que os miudos e as miudas, cada vez comecam mais cedo a procurar a pratica formal das modalidades, e nesse sentido a necessidade de prevenir, porque as lesoes quando surgem, pelo que disse, sao aos 17, 18, 19 anos, quando elas...&lt;br /&gt;Ja passaram alguns anos ate chegar la...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, ha uma habituacao, e uma adaptacao do corpo que nao ee talvez a mais ajustada, para a especificidade da atividade que eles vao desempenhar.&lt;br /&gt;Para entenderes isso, eu teria de entrar em algumas questoes do processo de treino, nos escaloes de formacao, que eu acho que estao desajustados, o tem a ver com a especificidade. Eu acho que se treina pouco e pouco especifico, nao ee em funcao da equipe senior, do que sao os padroes seniores, mas ee o especifico que ee o proprio jogo daquela idade. Eles chegam ao jogo e tem uma exigencia diferente daquele que tem no treino, mas isso nao ee relevante porque estamos a afalar de infantis e inicadas, quando ainda nao tem grandes dificuldades em ultrapassar a oposicao que encontram no jogo formal. As raparigas nao tem grande dificuldade e isso acab por passar despercebido aos treinadores, mas quando chegam as juvenis e juniores ai sim ee diferente, os problemas que se lhe apresentam sao diferentes. (Ou seja, depreende-se ai que...) Se calhar ha uma ma preparacao para os problemas de jogo, mais que tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alem de para o proprio jogo, tambem para o jogo em termos de gerais para a competicao, sobretudo. O que eu depreendo dai ee que se calhar o treino, alem de nao contemplar uma determinada especificidade de jogo ou de um jogar de uma determinada equipe para o qual, se calhar os jovens ja deviam ser preparados, tambem nao contemplam, pelo que tenho visto ao longo da pesquisa que tenho feito na minha monografia, que ee a competicao que ee fundamental na formacao dos miudos. Ou seja, o treino desde as idades mais precoces deve contemplar, para fazer sentido a tal logica de especificidade, a competicao. E se calhar ee esse o grande defice que acontece na formacao e se calhar os proprios quadros competitivos serem desajustados, porque de um momento para o outro ha um choque, por assim dizer, para o qual nao estao preparados, e no entanto quando passam a seniores tem de se confrontar com eles.&lt;br /&gt;Eu acho que no andebol, nos temos uma estrutura de competicao desajustada, nao ee uma questao de quadro competitivo, ee o proprio jogo que nao esta ajustado aos 10, 12 anos, ou seja, a logica de ter um jogo formal nos 10, 11 e 13 anos. Nos bambis aos 10 anos jogam 5x5, otimo trabalho, muito bem. Quando passam dos bambis para os infantis jogam 7x7.&lt;br /&gt;Tu deste didatica aqui, e deves perceber a dificuldade que ee para os miudos de 10 anos jogar 7x7. O que ee que acontece, ainda por cima tens treinadores que fazem sistema defensivo 6:0, entao, tu "no outro lado" basta teres um ou outro que remate mais ou menos de primeiro linha e resolvem este problema e como tal vao "devagar, devagarinho" ate ao ataque. E quando ha contra ataque, ee so uma ou duas que sao mais evoluidas para aquele nivel e que resolvem o jogo. Normalmente o jogo de infantis, erradamente, ee muito suportado em duas ou tres, todas as outras (e exclui todas as outras). E mesmo assim, se formos ver a frequencia com que fazem mudanca de direcao e para que lado a fazem, ee pequena. E depois tens o treino que ee muito pouco especifico. Quando elas chegam as seniores, aos juniores seniores, como sao escaloes mais evoluidos, e entao nas seniores, e muitas das miudam lesionam-se. Sao miudas que jogam nos juniores e como sao melhores juniores passam rapidamente a jogar nas seniores. Como temos poucas praticantes em Portugal, as melhores passam la para cima. Entao elas tem de aprender a resolver problemas que nao estavam habituadas, e ja nao ee so aqui que se coloca o problema, ee que tudo o resto, ee que isto ee um todo nao ee? Se tem a ver com isso, porque ee que elas nao se lesionaram antes disso?&lt;br /&gt;Algumas delas tiveram a menarca aos 12 anos. Lesionam-se aos 18 porque? (Porque ee ai que tem as exigencias...) as exigencias competitivas. EE uma especificidade diferente. O jogo ee diferente, e eu nao tenho duvidas que ee.&lt;br /&gt;Porque apanham seniores que jogam ha muitos anos, que tem muitos anos de pratica e que lhe tiram, por exemplo o lado forte. No andebol, lembraste das fintas? Fazes finta para o lado de forte, as miudas fazem finta para o lado de "Fora" na formacao e resolvem aquilo facilmente e habituam-se, mecanizam aquilo. Chegam as seniores nao tem esse lado forte, porque elas tiram, e agora ir para o outro lado? Claramente, nao estao preparadas para isso e basta um toque que elas ficam desequilibradas. Ha muitas lesoes que tem a ver com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relacao aquilo que falou, la esta, o corpo ee um todo, e esse processo de treino ao longo de anos durante a formacao, se calhar desajustado, vai se repercutir a esse nivel, no todo tambem. Ate que ponto esta plasticidade que o treino induz numa adaptabilidade, ate que ponto, isto ee tanto mais possivel quanto a especificidade for contemplada, e de que forma isso se revela tanto no cerebro como no musculo como nas relacoes entre ambos, que talvez seja o mais importante.&lt;br /&gt;Isso ee uma pergunta pertinente, mas de dificil resposta. Do ponto de vista muscular, e conheces o biodex. Do ponto de vista muscular, temos a dizer que se os isquiotibiais forem fracos comparativamente aos quadricipetes o risco de lesao do cruzado esta aumentado. Entao ee de esperar que com a pratica as atletas chegassem aos 17, 18 anos mais desequilibradas, que isso fosse um fator. Estas a acompanhar meu raciocinio? Nos verificamos, que elas sao mais desequilibradas nos primeiros anos e quando entram. Quer dizer, que elas se tornam mais equilibradas com a pratica. Ainda assim tem valores abaixo dos valores de referencia, mas todas elas tem. Todas elas tem niveis, o racio entre isquiotibiais e quadricipetes inferior aquilo que ee proposto na literatura. Fator de risco todas tem, mas ee curioso que so algumas se lesionam, e ee quando estao a fazer determinada funcao (la esta, porque se calhar ha uma adaptacao mecanica...); agora, os musculos sao muito importantes. Sao muito importantes na estabilizacao do joelho, sao determinantes para tudo. Os musculos do trem inferior, e olhando so para esses, e esses sao importantes na estabilizacao ativa do joelho para a funcao, daquelas posicoes. Eles falham, falha a parte muscular e falha a parte ligamentar. Quer dizer que eles sao expostos a algo, que ocorre no jogo que eu nao consigo reproduzir no treino, ou mais que isso, nao consigo prevenir no treino. O que levanta serias questoes, mesmo do ponto de vista muscular. Se isso ee tao importante, tambem ao nivel de propriocepcao. Se depois ha algo que tem a ver com o inconsciente, que tem a ver com o como ee que eu decido, a percepcao que eu tenho da situacao e como ee que eu decido, naturalmente que deve ter. Fadiga nao ee, porque elas lesionam-se em qualquer altura, nao se lesionam no final do jogo nem no final... (final das epocas, nem... ) Nao! Nao ha uma relacao entre uma fadiga e isto. Ha provavelmente um problema de controle muscular, neuromuscular. Hoje a grande orientacao esta no controle neuromuscular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dai a necessidade de entender o musculo e os tecidos que sustentam o movimento nao somente como efetores, mas se calhar como estruturas inteligentes, por assim dizer. Que conseguem captar o contexto e adaptar-se, em funcao da experiencia motora.&lt;br /&gt;EE nessa logica que faz sentido que, eles estejam a investir neste momento na prevencao nos escaloes de formacao nessa questao inteligente. Um dos fatores, que parece contribuir ee o desalinhamento do membro inferior. Porque ee que ele acontece num determinado jogo, num determinado contexto em funcao de determinada posicao e nao aconteceu antes? Quer dizer que nao treinei especificamente, a especificidade suficiente para o tipo de defesa que me vai aparecer nos seniores. Mas, porque ee isto aconteceu precisamente naquela idade, mais naquele lugar. Quer dizer que falhou alguma coisa, e ee o controlo neuromuscular, ee. A que nivel, ninguem sabe muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que lida mais com jovens do sexo feminino se calhar nao tem tanta percepcao, mas provavelmente tambem tem, porque ve o andebol masculino, tambem tem um filho percebe o que ee que se passa com ele. O fato, de cada vez menos as vivencias dos miudos irem no sentido da variabilidade e do enriquecimento do repertorio motor, por exemplo quando andavam descalcos, brincavam na rua saltavam, ate que ponto isto tambem ser um aspecto importante ou pode levar a uma maior prevencao, por uma educabilidade desses neutrotransmissores e das estruturas proprioceptivas. Ate que ponto isto, pode interferir na maior propensao de lesoes, a diminuicao destas vivencias?&lt;br /&gt;No caso feminino ee claro, mas nos nao temos muitos padroes de comparacao vou-te explicar porque. Porque o boom da participacao da mulher no desporto ee mais recente. (Pois, por isso ee que se calhar nao ha uma percepcao tao grande). EE dificil, mas parece que o numero de lesoes nao tem vindo a aumentar. Hoube um boom de lesoes, particularmente quando se comecaram a ver mais jovens na pratica desportiva. Entendes o que eu estou a dizer? (Se calhar houve um descurar do treino...) EE dificil estar a avaliar isso, mas eu nao tenho duvidas que essas vivencias motoras enriquecedoras, e de alguma forma tambem de exploracao motora que as criancas hoje nao tem, de descoberta, nao tem essa possibilidade, eu acho que ee limitador e tanto mais limitador, quanto mais eles entram num processo de especializacao, de mecanizacao de determinadas solucoes, para um jogo que exige outro tipo de solucoes, que ee isso que eu acho que acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La esta, especializacao versus especificidade.&lt;br /&gt;EE diferente, eu concordo contigo, ou seja, nos incorremos numa especializacao sim, e o maior problema nao ee ser especializacao, ee o tipo de especializacao, que ee a mecanizacao de um padrao motor que nao corresponde aquilo que depois acontece no jogo. Eu fazer "esquerda-direita-esquerda" sem oposicao, ensinar isto quando chego ao jogo, e tenho um defensor em que o esquerda-direita-esquerda nao serve (ee esterilizar o jogo).&lt;br /&gt;EE isso que acontece, ee isso que tem vindo a acontecer, e ee o que tens no andebol, e eu nao sei o que vai acontecer nos proximos anos, mas o jogo de andebol esta a evoluir muito ao mais alto nivel. Ou seja, ee um jogo mais rapido, maior numero de decisoes, menos tempo para decidir, menos jogadores envolvidos nas decisoes, isso ee o que esta a acontecer ultimamente. Se iso se vai traduzir num maior numero de lesoes, por exemplo? Se calhar vai. Mas so vai se o treino nao preparar para aquele tipo de jogo que esta a haver agora.&lt;br /&gt;Agora, as raparigas ee possivel que tenha a ver com isto, ee possivel.&lt;br /&gt;Depois ha muitas coisas curiosas, ha uma atleta da selecao nacional que rompeu o cruzado, e eu perguntava-lhe: "mas porque achas que rompeste o cruzado?" e ela: "na verdade eu nao entendo bem, porque foi na altura que eu estava mais forte fisicamente, foi na altura que fazia mais musculacao". Humm!&lt;br /&gt;Mais musculacao ee, curioso, ela fazia mais musculacao, mas nao quer dizer que aquela musculacao que ela fazia tivesse, transfere direto para as exigencias, antes pelo contrario. Antes pelo contrario. Se calhar aquela musculacao, que ee descontextualizada da pratica, induziu exatamente o contrario, menos estabilizacao do joelho. (E nao ee so isso)... ate alteracao no padrao muscular, provavelmente, estou eu a especular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ate das proprias estruturas perceptivas do movimento. Porque o msuculo hipertrofiou, mas nao o educou, ou educou de uma forma contraproducente, para aquilo que era desejado, para a especificidade que ela...&lt;br /&gt;Pode ate ter induzido em desequilibrios. Elementos de destabilizacao a nivel do joelho, por ter musculado musculos que ela nao (alteracoes biomecanicas que...) Exatamente! Isto ee, neste momento a grande maioria da investigacao centra-se nas questoes neuromusculares, tambem da prevencao de lesoes a nivel do cruzado. Isto ee muito especulativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas contudo, implica um entendimento diferente daquilo que se tem vindo a fazer.&lt;br /&gt;Claramente, e acho que tambem ee um salto, hoje em dia os grandes investigadores nesta area da prevencao dizerem, que a prevencao tem de ser acima de tudo, e que esta educacao motora, ou seja, que esta educacao motora, esta educacao neuromuscular se quiseres deve contar desde o inicio. Mas, eu so consigo corrigir isto, repara, eu so consigo corrigir isto, e isto ee tanto mais importante quanto maior ee a velocidade, porque quando elas sao mais novinhas, elas fazem isso a menor velocidade, o problema ee quando aumenta a velocidade como deves imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a interferencia contextual da maior oposicao.&lt;br /&gt;Exatamente, por isso quanto mais cedo eu comecar este reeducacao, com estas preocupacoes do ponto de vista neuromuscular, e da orientacao do membro inferior na realizacao de determinadas situacoes. Mas, eu tambem so consigo corrigir se for dentro daquela especificidade que ocorre no jogo. Se eu nao estiver a fazer, a corrigir o alinhamento do membro numa situacao em que ela esta na posicao frente a baliza, nao faz muito sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos entao, desta conversa, ate ao momento, ter pelo menos tres pontos-chave, que talvez entronquem naquilo que eu defendo ser a especificidade precoce, ou seja, ja contemplada desde muito cedo que sao: a necessidade de competicao no treino, ou de uma estrutura analoga aquela que eles vao encontrar no jogo, contemplar isso nos treinos; a necessidade de variabilidade em termos de reportorio motor em especificidade e em especificidade em funcao nao so do jogo que se pretende para aquela equipe, mas tambem da propria estrutura, do padrao motor por assim dizer, daquela modalidade, ou sejam variar dentro daquele jogo; e a necessidade de educar o musculo, atendendo tambem aos aspectos neuromotores, nao so em termos de atrofia, da carga, do treino convencional, por assim dizer.&lt;br /&gt;EE como tu dizes, o mais importante nisto tudo ee a especificidade. E tem a ver com as especificidades do jogo de andebol, e a especificidade do jogo engloba isso, ee variabilidade, ee competicao ee uma competicao contextualizada. Ela ee especifica, sendo especifica (especificas da modalidade, e do jogo daquela equipe, mais do que...) ok, eu percebo o que estas a dizer, mas eu, nao tenho duvidas que a competicao ee um fator determinante, ate por questoes motivacionais, e isto tem... Nao ee preciso mais, se eu juntar a esta especificidade, se quiseres do ponto de vista dos problemas que o jogo coloca, e da resolucao juntando com competicao, obviamente que, a especificidade passa por isto tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos da especificidade, esta especificidade implica um entendimento do jogo como algo plural, ou seja, eu tenho esta equipe, face a estes jogadores eu posso pretender este tipo de jogar, se tiver outra equipe e tiver outro tipo de jogadores ou outro treinador pode ter outra concepcao de jogo completamente diferente, logo um concepcao de treino diferente, logo ee um entendimento plura. Agora isto vai implicar tambem, diferentes tipos de inteligencias corporeas, la esta a educacao do musculo e dos receptores, dos fusos neuromuscular, dos complexos de golgi, tudo isso, uma educacao diferente para aquele jogar. O que vai tambem implicar diferentes anatomias para aquele jogar. Porque se eu tenho um jogo, no caso do andebol, que aposta mais em mudancas de direcao, que aposta mais no confronto e isto pode determinar os tipos de comportamentos por parte da equipe. Vou querer que os meus jogadores, tenham uma adaptabilidade tal, que lhes permita dar a resposta a essas exigencias da mesma forma que isso, se calhar vai ter implicacoes biomecanicas, ou seja, a especificidade vai permitir contemplar inteligencias diferentes, para aquele jogar implica um conhecimento diferente para se jogar aquele jogo e isso vai ter repercussoes na anatomia dos proprios jogadores, que vai variar se calhar em funcao das posicoes que ocupam em campo e tambem da propria biomecanica dos proprios jogadores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-2269015132337022443?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/2269015132337022443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=2269015132337022443&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/2269015132337022443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/2269015132337022443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/trecho-da-entrevista-de-luisa-estriga.html' title='Trecho da entrevista de Luisa Estriga'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-3578068637333295606</id><published>2010-05-09T09:58:00.001-03:00</published><updated>2010-05-09T09:58:41.813-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Trecho da entrevista de Leandro Massada</title><content type='html'>&lt;p class="ecxMsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;Em termos deste tipo de vivencias, nao so do futebol, nomeadamente o futebol de rua, mas um conjunto de atividades que dantes se viam nas ruas, estao cada vez mais a eclipsar-se. E ha uma tendencia para as brincadeiras serem cada vez mais pre-formatadas nos miudos e apelarem menos a criatividade e a diversidade de estimulos, podendo-os levar no futuro a serem mais fechados. Isto pode tender a uma generalizacao da sociedade?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;Nao sei. Mas isso que voce esta a dizer ee verdade e outra coisa que tambem ee homogeneizadora ee a comunicacao social com estimulos poderosissimos como, o "branding". Acho que ate mais limitante do que os miudos nao brincarem nas ruas ee a influencia espantosa das marcas. E portanto os miudos querem todos comprar o mesmo tipo de sapatilhas, beberem os mesmos iorgutes..., mas ao mesmo tempo ha uma outra realidade que ee a internet que veio abrir outro tipo de horizontes eu nao sei... esta a ver, essas sao as tais coisas que eu nao sei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;De que forma ee que isto (o mal da pressa) pode afetar as criancas desde muito novas?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;Afeta logo as criancas atraves da insuficiente disponibilizacao dos pais. Eu acho que ee o pior problema. Quer dizer, a crianca que ainda nao esta nessa fase, "da pressa", percebe que os pais estao. E agora sao ambos profissionais enquanto que ha duas geracoes nao eram, portanto, ha problemas. Os pais nao estao em casa, os pais tem muito menos tempo para serem verdadeiramente exemplares, os pais chegam a casa cansadissimos e, de fato, houve uma substituicao dos pais pela escola e pelos tempos de acompanhamento extra-escolar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;E ha potencial patologico (no mal da pressa)?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="ecxMsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;Isso ha, penso que sim mas, ee a tal coisa, nao sei... Se voce ler os tipos bons da area das neurociencias eles dizem que sim, com as expressoes mais variadas; quer dizer, nao sei se ate com expressoes que podem ser classificadas como doenca, mas com alteracoes gravissimas de cansaco, de perda da atencao, fibromialgias, hiperatividade, ... (os problemas de ansiedade dos proprios miudos) que sao no fundo, semelhantes aos dos pais, eles tem-nos por um aspecto mimetico, nao ee que eles tenham razoes objetivas para isso. Os miudos mantem, apesar de tudo, uma boa performance, mas nao ee ai que esta o problema; o problema ee muito mais eles verem a vida "desgracada" dos pais e dos avos. Os avos agora tambem ja trabalham...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="ecxMsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;Uma vez que o futebol requisita uma funcionalidade mais ancestral, no sentido daquilo que estivemos a falar, dai que se torne pertinente que os miudos comecarem (quanto mais cedo melhor) uma sentimentalidade maior ao objeto com que contacta, como o caso da bola, uma gestualidade mais refinada se calhar quanto mais precocemente...&lt;br /&gt;... quanto mais precoce melhor para os miudos, porque ai a questao ee a intensidade e a repeticao das cargas. A intensidade e a repeticao das cargas se forem feitas de acordo com a idade cronologica que o individuo tem, esses podem ser estimulados relativamente cedo. O grande problema que nos podiamos por aqui ee, se o excesso de intensidade das cargas tem um efeito deleterio. Nos sabemos que as cargas fisiologicas estimulam o crescimento. Por exemplo, num caso particular ee que o excesso de cargas determina muitas vezes o atraso do crescimento. Ora, portanto, em relacao aos estimulos, quanto mais precocemente a especie for estimulada, melhor e mais rapidamente desenvolve qualidades motoras e qualidades cerebrais. Agora, o estimulo deve estar dependente da intensidade das cargas, da qualidade das cargas e da resposta que o individuo tem em relacao a essas cargas. No caso da atividade motora, ela, neste caso, ee fundamental que elas nao sejam de tal maneira intensas que levem ao patologico. E o patologico ee quando nos estamos a fazer muitas "asneiras", as quais aparecem com claudicacao, com dor. A propria natureza diz, que nos estavamos a fazer mal. Agora, nos miudos, desde que os estimulos sejam feitos de acordo com a idade cronologica que eles apresentem, melhor; melhor ee para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta adaptabilidade, pode-se dizer que ee um saber corporeo por assim dizer, ou somatizado, por todo o corpo? Uma inteligencia corporal por assim dizer. O jogador de futebol, no caso, mais do que processar informacao ao nivel do cerebro processa ao nivel do corpo, no sentido de soma, de uma globalidade nao so ca em cima, mas de todo o corpo, inclusive a inteligencia dos musculos, o musculo como um orgao pensante e nao so como um orgao efetor de movimento.&lt;br /&gt;As nossas estruturas podem-se tornar em alguns "mini-cerebros", claro que se pode por isso, porque nos, nas nossas estruturas tendinosas, esqueleticas e miotendinosas fundamentalmente, musculo, tensao e o proprio osso, temos sensores que estao ligados ao cerebro, a proprioceptividade, sensores ligados a tensao, ligados ao movimento, que nos indicam em que posicao espacial estao determinadas areas. Nos temos esses sensores nos ligamentos, temos esses sensores nas estruturas musculares, quase que nos podemos dizer que temos milhoes de "minicerebros". Ora, se essas estruturas estiverem a ser estimuladas muito rapidamente e se forem estimuladas precocemente e se foram continuamente estimuladas, esses "minicerebros" que estao, por exemplo, ligados a proprioceptividade, isto ee, a forma como o individuo faz o movimento, a cinematica do movimento. Nos sabemos que os miudos que treinam desde muito jovens, essa proprioceptividade, esses sensores que estao ligados nas articulacoes, nos musculos e nos tendoes, essa proprioceptividade onde nao ha participacao consciente, ee uma participacao inconsciente e que nos informa momentaneamente esses milhoes de cerebros ao nosso cerebro, ao sistema nervoso central, ao computador central e que nos informa da posicao espacial da perna, do joelho, do tornozelo, da anca, e que nos informa se o pulmao esta a respirar ou se nao esta a respirar, se o coracao bate ou nao esta a bater, e na qual nos nao temos participacao consciente e ai, a hiperparticipacao desses milhoes de "minicerebros" permite, por exemplo, em termos de adaptabilidade desportiva, diminuir drasticamente o numero de lesoes. E se permite diminuir drasticamente o numero de lesoes, em termos de motricidade, em termos motores, praticamente se o musculo for estimulado pode quase transformar-se em "minicerebros" e em estimulos quase como que reflexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor falou agora na adocao do bipedismo que, sendo uma caracteristica muito peculiar da nossa especie, representa para o futebol algumas incompatibilidades em termos anatomicos.&lt;br /&gt;Em toda a nossa especie, em toda a nossa gestualidade, se nos verificamos a historia dos animais, ee uma historia de milhoes ou bilhoes de anos, e a nossa historia ee uma historia de 300.000 anos. Portanto, o bipedismo, conforme nos o aceitamos habitualmente, o perfeito, apesar de ter uma historia mais ou menos dentro de 1.3 milhoes de anos, em que apareceram os primeiros Homos e depois ee que comecaram a colocar-se de pe, com a extensao progressiva da anca, com a extensao progressiva do joelhom so acerca de 300.000 anos ee que o Homo Sapiens Erectus, conforme nos o vemos agora, ee que houve a sua expressao na sua magnitude. Portanto, nos somos um animal ainda relativamente imperfeito em tudo, e todas essas articulacoes que sofreram grandes modificacoes para obtermos esta nova posicao espacial, este padrao locomotor, sao articulacoes que sofrem e degeneram com muito maior facilidade. Essa degenerescencia, nao tem nada a ver com o futebol, tem a ver com duas caracteristicas fundamentais. Entao ai entram outra vez a funcionalidade, e a genetica. Ha individuos com padroes geneticos de degenerescencia mais precoce do que outros, por exemplo a artrose nas varias articulacoes tem uma certa influencia genetica, e que depois essa influencia podera ser marcada ou mais ampliada pela funcionalidade, isto ee, a partir do momento em que comecam a haver as alteracoes degenerativas no nosso corpo, e como nos comecamos a envelhecer, a partir do momento em que nascemos, mas normalmente a nossa degenerescencia comeca a partir dos trinta anos de idade, as articulacoes que forem hiper solicitadas, quer seja no futebol, quer seja em qualquer modalidade desportiva, quer seja em qualquer atividade funcional, trabalhadores com atividades profissionais manuais relativamente intensas, essas articulacoes degeneram com muito maior facilidade, e aqui o aspecto de praticantes de futebol, o dizer que o futebol ee uma atividade que possa ou nao implicar o envelhecimento ou a degenerescencia com maior precocidade do que outra atividade fisica.... (agora, ha maior propensao no caso ao nivel da pelvis por exemplo, em que ee preciso ter cuidado no treino) logico. Ha determinadas areas que ee quase, como em termos motores ha uma maior concentracao de forcas conforme a funcao que o individuo realiza. Se o individuo fizer contorcionias da coluna como os halterofilistas ou os lutadores de luta greco romana ha alteracoes na coluna vertebral, na dorso lombar. Se for andebolista, o salta e remata ou qualquer modalidade desportiva que implique o salto e remate sendo o membro superior que remata e o membro inferior que apoia e que salta e, portanto, no futebol o gesto desportivo e a concentracao de esforcos mecanicos atua fundamentalmente na coluna dorso lombar cujo movimento de torcao, devido aos deslocamentos, as fintas, os remates e os saltos, o cabeceamento que ee muito agressivo e nao so ao cerebro pelos microtraumatismos cerebrais que provoca o impacto da bola na cabeca pode provocar lesoes no cerebro.&lt;br /&gt;Microlesoes, e discute-se neste momento se no futebolista nao podera surgir um quadro semelhante ao boxeur, que ee a encefalopatia cronica, devido aos cabeceamentos a velocidades elevadas em objetos como a bola pesada, mas a area de maior concentracao de forcas esta relacionada com o gesto desportivo, no caso do futebol o remate, o salto, o deslocamento lateral, os movimentos de torcao que provocam hipersolicitacao da coluna dorso lombar e numa das zonas mais hipersolicitadas onde aqueles apresentam alteracoes degenerativas mais marcadas, a zona da pelvis, fundamentalmente nas coxo-femurais, a artrose do joelho que esta demonstrado nos futebolistas devido as alteracoes biomecanicas que o desporto condiciona nos futebolistas que determina que o joelho sofra demasiadas forcas e a artrose no futebolista ee muito mais frequente do que nas outras atividades profissionais e a nivel do pe, fundamentalmente do primeiro dedo, o halux rigido ee muito frequente, portanto ha areas localizadas, neste caso e em todos os casos de atividades desportivas tem a ver com a concentracao de esforcos mecanicos depende do gesto que a modalidade solicita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou agora do treino cada vez mais mecanico. Isso pode levar a um futebol cada vez mais homogeneizado?&lt;br /&gt;EE aquilo que se verifica, se voce ja reparar nisso, nas equipes do centro da europa, a suica, os suicos, nao ee aquela mistura com outros individuos brasileiros mas se voce vir os suicos, os austriacos e no norte da europa, os noruegueses e os suecos, o futebol esta muito mecanizado. Porque? Porque os miudos nao fazem o treino da proprioceptividade, a habilidade motora nao ee desenvolvida, e eles fazem o desenvolvimento de tecnicasm em especial a recepcao do passe, do cabeceamento, que sao tecnicas monotonas e aplicados a todos eles. A individualidade tambem tem um aspecto cultural, a individualidade ee mais caracteristica dos latinos, mas mesmo que haja aspectos culturais, se houvesse individuos talentosos, que os ha de certeza absoluta, e se esses fossem estimulados, como sao, por exemplo, estimulados no Brasil, pelas condicoes sociais, o brincar na rua, de certeza absoluta, mesmo no centro da Europa, ou no norte da europa, nos teriamos de certeza absoluta o aparecimento de talentos. Cada vez estao mais a rariar e o que se verifica ee que em portugal ee que, nas cidades onde os miudos deixaram de ir para a rua, as escolas tem agora mais dificuldades em encontrar talentos, e onde se encontra mais talentos ainda ee na zona de lisboa onde tem influencia dos miudos da raca africana que continuam a brincar na rua, na zona da amadora, toda aquela zona ali nos encontramos, que ee um feudo de miudos que vao para as escolas do benfica e do sporting e que sao miudos que geneticamente, tem alguma carga motora e que depois sao desenvolvidas pela atividade que os miudos fazem na rua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-3578068637333295606?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/3578068637333295606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=3578068637333295606&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3578068637333295606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3578068637333295606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/trecho-da-entrevista-de-leandro-massada.html' title='Trecho da entrevista de Leandro Massada'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-891254238576992806</id><published>2010-05-06T22:04:00.005-03:00</published><updated>2010-05-06T22:09:54.285-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Voce conhece a historia de Tony Melendez?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S-NnoCiE0lI/AAAAAAAAAqY/wlCpi-aA0xI/s1600/tony.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S-NnoCiE0lI/AAAAAAAAAqY/wlCpi-aA0xI/s400/tony.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468328310130135634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=lj_0_0By538&amp;amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos nao podemos por um burro a cantar opera (Leandro Massada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O video acima trata da historia de Tony Melendez, que nasceu na Nicaragua e se mudou ainda crianca para os EUA para melhorar suas condicoes de saude. Tony nasceu sem bracos, pois sua mae tomou durante sua gestacao talidomida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos membros superiores terem sido os que mais nos adaptamos para o uso por causa do bipedismo, e por ser culturalmente mais usados, Tony conseguiu aprender a tocar violao usando somente os pes, pois praticava durante horas desde pequeno. EE uma bela historia de motivacao, ele tracou aquele objetivo, aprender a tocar violao e usar os pes para tudo, e conseguiu os cumprir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderiamos abordar varios aspectos interessantes para relacionar com o futebol atraves desse documentario. Por exemplo: fora do sistema genetico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de Tony Melendez nao ter bracos e ter treinado seus pes para operacionalizar qualquer coisa, de ter treinado para estudar violao durante horas e de ter uma vida que lhe proporcionou certos inputs especificos, como preconceito etc, vai fazer com que toda essa "especificidade" de Tony seja passada epigeneticamente para os seus filhos, ou seja, fora do sistema genetico. E poderiamos dizer por exemplo, que os filhos de Tony comparados a outras criancas que nao tenham pais que exercitaram os membros inferiores como Tony, terao mais facilidades, caso exercitem os membros inferiores, para aprender aos usar do que os filhos de pessoas que nao exercitaram. Isso quer dizer que de alguma maneira a especificidade da vida dos pais e maes sao passados epigeneticamente as suas crias biologicas. O nome que se da a isso ee hereditariedade epigenetica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entao se meu pai for um matematico brilhante eu tambem serei um matematico brilhante? Nao. EE como se eu tivesse uma facilidade em relacao aos outros de aprender matematica e assim poderia ser um bom matematico. Entretanto a coisa nao funciona assim, primeiro porque nao adianta eu ter essa facilidade e nao me dedicar ao estudo da matematica, segundo porque uma gama de inteligencias podem me "faltar" e eu nao conseguir por isso estudar adequadamente matematica e em terceiro nao quer dizer que a capacidade do meu pai em ser matematico foi transferido 100% para mim, quer dizer somente que houve alguma transferencia epigenetica, que pode ser por exemplo de 1%, 10% etc, nao se sabe precisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A epigenetica ee exatamente isso: O proprio ambiente citoplasmatico teria esta capacidade de transmissao epigenetica, e o que tem a ver com esta capacidade que temos de adquirir e de incorporar informacao que nao esta so padronizada e organizada no DNA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ja a ecogenetica seria por exemplo: Os exercicios fisicos que EU faco condicionam alteracoes citoplasmaticas, que por sua vez vao condicionar alteracoes enzimaticas etc. Ou seja, a ecogenetica diz respeito a influencia do meio no EU. A ecogenetica recebe e a epigenetica transmite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem gostou do video de Tony Melendez acabei encontrando outro video, so que esse ee de um cachorro, aqui esta o link: http://www.youtube.com/watch?v=NRjxIFuIT3E&amp;amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Obs: Apesar de ter escrevido o texto peguei todo o conteudo do trabalho monografico de Jorge Maciel, fiz apenas uma mistura e sintese das abordagens que houve da epigenetica e ecogenetica.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-891254238576992806?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/891254238576992806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=891254238576992806&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/891254238576992806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/891254238576992806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/voce-conhece-historia-de-tony-melendez.html' title='Voce conhece a historia de Tony Melendez?'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S-NnoCiE0lI/AAAAAAAAAqY/wlCpi-aA0xI/s72-c/tony.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-6412231490180943946</id><published>2010-05-05T16:39:00.001-03:00</published><updated>2010-05-05T16:39:32.247-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Mentalizacao</title><content type='html'>Trecho da entrevista com a psicologa Regina Brandao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade do Futebol - Como a mentalização influencia positivamente no rendimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regina Brandão - Existem na literatura internacional mais de três mil artigos que mostram a importância da mentalização. Os resultados são impressionantes. Há até casos de atletas lesionados, que estão imobilizados e realizam um trabalho de mentalização. Quando retornam a perda da técnica é menor. O corpo não sabe se o movimento está ocorrendo de fato quando há um comando do cérebro. Eletrodos colocados nos músculos mostram que esses também trabalham com a mentalização do movimento. A mentalização, para a reabilitação psicológica de lesões, é ótima. É curativa. É também importante para mudar fundamentos técnicos, táticos, como o saque no tênis. E também deve ser usada para a adaptação a diferentes situações que o jogador vai encarar, visualizando o estádio lotado, situações de pressão. Dentro deste trabalho de mentalização, há técnicas de respiração e relaxamento que funcionam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-6412231490180943946?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/6412231490180943946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=6412231490180943946&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6412231490180943946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6412231490180943946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/mentalizacao.html' title='Mentalizacao'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-7195080811136375259</id><published>2010-05-05T15:51:00.002-03:00</published><updated>2010-05-05T15:52:15.142-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>A criatividade de um ponto de vista sistemico</title><content type='html'>Nao sei se meu conceito de estrutura, segundo a Teoria Geral dos Sistemas, esta correto, penso que pelo menos em parte esteja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, as estruturas, sistemicamente falando. irao direcionar os caminhos possiveis que os sistemas abertos poderao seguir/executar. Quanto mais informacao tem o sistema, mais caminhos suas estruturas o dao. Quanto mais informacao e caminho maior sera a complexidade, ja que as estruturas irao direcionar com maiores possibilidades. Se tenho mais possibilidades aumento a minha imprevisibilidade, dai emerge, entao, a criatividade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-7195080811136375259?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/7195080811136375259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=7195080811136375259&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7195080811136375259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7195080811136375259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/criatividade-de-um-ponto-de-vista.html' title='A criatividade de um ponto de vista sistemico'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-5046662586553044127</id><published>2010-05-05T15:51:00.001-03:00</published><updated>2010-05-05T15:51:45.862-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Fragmentos ("estaticos") do jogo</title><content type='html'>Sem entrar em mais detalhes sobre os fragmentos parados do jogo, escanteios, faltas etc, lhes questiono, existe como os treinar de maneira complexa, ou, ee realmente necessario o treino analitico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, acho que ee necessario tambem o treino de forma complexa desses momentos estaticos, que ee o quinto momento do jogo, alem dos outros quatro bem falados por todos. Ou melhor do quinto e do sexto momento de jogo, pois existem os fragmentos "estaticos" de organizacao ofensiva e de organizacao defensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando digo treino nao analitico quero dizer o seguinte: Envez de ficar so o jogador "X" cobrando 1 hora de falta sozinho depois do treino, o que pode ser eficiente, mas sem duvidas nao ee nada eficaz; O adequado era que se tivesse um modelo, uma determinada atitude, ou atitudes, que se fizesse sempre nos momentos de bola parada de ataque e de defesa, e que independentemente desse comportamento ser individual, setorial, intersetorial ou coletivo, fosse de conhecimento de todos os jogadores. Sem duvidas um diferencial "pequeno", mas que pode afetar diretamente na vitoria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-5046662586553044127?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/5046662586553044127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=5046662586553044127&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5046662586553044127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5046662586553044127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/fragmentos-estaticos-do-jogo.html' title='Fragmentos (&quot;estaticos&quot;) do jogo'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-6030587907907414595</id><published>2010-05-05T15:50:00.000-03:00</published><updated>2010-05-05T15:51:15.599-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Miopia</title><content type='html'>Recentemente tive uma hemorragia interna no olho direito, ou seja, aparece uma bola vermelho no olho, que se trata de sangue, e que pode ocorrer simplesmente por se cosar o olho de maneira mais abrupta. Acabei indo ao oculista e foi identificado que meu grau estava em 1,75 num olho e 1 ou foi 1,5 no outro olho, isto ee, eu tenho miopia, nao consigo enxergar a longas distancias, uns 2 ou 3 metros, letras em tamanho padrao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse fato me fez entao pensar o seguinte, sera que jogador de futebol nao pode ter problema de vista, afinal nao vejo ninguem usando oculos em campo.... Mas ai eles podem usar lente, ne? Bem, errado, as lentes sempre caem, podem causar mais transtornos e nao parece muito compativel com o futebol. So resta, entao uma saida, jogar usando oculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como falei, nao vemos nenhum jogador de oculos, entao, o que penso ee que 99,99% dos jogadores que tem problemas de visao nao jogam e treinam usando oculos, logo, ee impossivel pensar que esses jogadores podem aprender algo no treino, se nao aprendem no treino nada fazem no jogo. EE impossivel pensar em jogar futebol sem perceber os adversarios, companheiros etc. Esse ee tema muito importante, mas acho que nao ee muito tratado e talvez muitas vezes menosprezado, enfim, ee isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-6030587907907414595?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/6030587907907414595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=6030587907907414595&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6030587907907414595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6030587907907414595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/miopia.html' title='Miopia'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-4724895878663191614</id><published>2010-05-03T20:35:00.001-03:00</published><updated>2010-05-03T20:37:37.964-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Categorias de Base: As carrocinhas dos jogadores</title><content type='html'>Estava lendo uma entrevista da Marisa Gomes para o Jorge Maciel, que esta no seu trabalho monografico, e a entrevista ee muito interessante e tem varios aspectos que podem ser abordados. Uma coisa que ela falou, no entanto, me tocou e acho que seria interessante falar, ate porque de uma maneira direta ou indireta ja falamos disso, como por exemplo naquele post sobre os caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No treinamento de jovens futebolistas (dos mais jovens ate sei la 10 anos ou um pouco mais) o objetivo principal do treinador tem que ser em proporcionar aos seus jogadores uma diversidade de jogares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se treina com criancas nao se pode adotar um modelo de jogo, para se ter um modelo de treino e em seguida um modelo de jogador e pronto. Essa atitude significa castrar talentos, significa impossibilitar conhecimento, significa restringir o jogador, nao deixando ele se potencializar. Clubes e entidades que fazem isso estao errados. Talvez mais que errados, estao sendo criminosos. O jogador jovem ee extremamente "plastico", nao se pode lhe ensinar somente uma forma de se jogar futebol se ele pode aprender formas de se jogar futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EE preciso proporcionar uma grande riqueza de jogares aos garotos. Para tanto, ee preciso os treinar sobre diferentes modelos de jogo, os colocando e delegando diferentes obrigacoes, requisitando pensar em novas respostas, os colocando em diferentes "posicoes" e sem os restringir, como por exemplo, isto esta errado nao faca dessa maneira o certa ee dessa outra, ou seja, ee necessario que o treino de jovens seja acima de tudo uma grande variabilidade, dessa maneira o talento tem mais chance de aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Porto ja ee um dos maiores clubes europeus e talvez seja por isso que cada vez esteja se consolidando mais, porque tem profissionais que pensam. Outro exemplo que caberia citar ee o do Barcelona. Um garoto que ee acolhido nas bases do Barca nao chega para jogar e diz que ee atacante o eles o botam para jogar como atacante. Os jovens do Barca "rodam" em todas as posicoes ate encontrar a que melhor o caiba, e isso ee fundamental, ver o jogo sobre varios prismas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se nas categorias de base essa cultura de jogares for proporcionada aos jogadores, certamente quando estes estiverem em categorias mais avancadas, ou ate nos profissionais, terao muito mais facilidade para entender, treinar e incorporar as concepcoes de jogo dos seus futuros treinadores, pois obviamente tenderao a ser jogadores mais corajosos, inteligentes, com variabilidade e vivencias riquisimas ao nivel dos jogares, essa vivencia ee acima de tudo uma inteligencia corporea e mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa discussao proporcionada pela Marisa tem muito haver com frases daquele tipo: Ahh, nao se produzem mais Peles. Po, ee claro que nao se produzem mais Peles, hoje as coisas coadunam contra a existencia dos talentos, o futebol ee cada vez mais castrador e mecanico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje muitas categorias de base sao isso: Carrocinhas. Da mesma forma que elas pegavam os cachorros para os castrar, estao fazendo hoje com os nossos jovens jogadores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-4724895878663191614?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/4724895878663191614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=4724895878663191614&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/4724895878663191614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/4724895878663191614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/categorias-de-base-as-carrocinhas-dos.html' title='Categorias de Base: As carrocinhas dos jogadores'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-8661103717385442642</id><published>2010-05-03T18:10:00.001-03:00</published><updated>2010-05-03T18:10:53.747-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>O jogo alem do jogo: O que pode fazer uma torcida?</title><content type='html'>A umas duas semanas a imprensa vem noticiando essa historia do jogo entre as duas maiores torcidas do brasil, flamengo e corinthians, e bla bla bla bla bla... Mas nada disso importa, o que ee realmente interessante ee a ideia de que a torcida (um sub-sistema do sistema jogo) ee capaz de alterar, de produzir ruidos, em outros sub-sistemas ou sistemas que pertencam ao sistema jogo. Ou de uma outra maneira, a torcida pode jogar o jogo junto com sua equipe a partir do momento que joga com as emocoes, vejamos alguns exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o confronto entre Flamengo e Corinthians, a torcida do Flamengo contratou 20 travestis para ficar atras do banco de reservas do Corinthians, fez uma bandeira balao com a foto do travesti que Ronaldo supostamente fez um programa, cantou musicas ofensivas tambem referentes ao suposto programa de Ronaldo com o travesti e ainda utilizou faixas que recorreram ao ja citado tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o jogo da volta, em Sao Paulo, a torcida do Corinthians promete usar 40 mil apitos durante o jogo, ou seja, 40 mil pessoas irao apitar enquanto o flamengo estiver com a bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo que me recordo, ee do ABC-RN durante a Serie C, ha alguns anos, quando a torcida foi no hotel dos jogadores adversarios e ameacou bater na equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o futebol brasileiro e mundial esta cheio de exemplos de casos em que a torcida tenta jogar com as emocoes da sua equipe e da equipe adversaria antes e depois dos jogos. A questao ee, isso realmente funciona ou faz algum sentido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No treino contemplamos aos jogadores fatores como concentracao e o mental, que estao presentes e precisam estar adequados para o jogador atuar no seu maximo. Entretanto, penso que embora esses fatores facam parte constantemente dos treinos de bons treinadores, nao tem no treino 40 mil pessoas dizendo que voce ee um viado ou algo do tipo, existe o treinamento psicologico junto com o tecnico,tatico e o fisico, todavia, nao existe como contemplar fatos como uma torcida lhe humilhando durante todo um jogo quando voce esta sofrendo uma fadiga fisica e mental, simplesmente nao tem como se preparar um jogador para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai voce pode dizer ai, mas se o jogador provocado for experiente vai lidar bem com essa situacao. Acredito que isso nao ee uma regra, quando sabemos de uma coisa nem sempre conseguimos a operacionalizar, o jogador pode saber que estao tentando o provocar e mesmo assim se deixar provocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EE uma coisa que nao vejo, hoje, muito perspectiva de preparacao para tal durante o treinamento. Obviamente que a motivacao, concentracao, inteligencias emocionais, experiencia, o proprio treinamento e o desenrolar do jogo (como estar ganhando) podem facilitar para o jogador lidar com essas emocoes, mas mesmo assim penso que ee muito complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ilustrar melhor o que quero dizer vou deixar uma postagem do amigo Breiller, do blog Rola Blog, que esta nos favoritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música para as orelhas de Chicão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conquista do penta (ou seria tetra?) pelo Flamengo, em 1992, pode ser atribuída ao pique do “vovô” Júnior ou à vocação de eterno freguês do rival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para o ex-goleiro Gilmar Rinaldi, titular do Flamengo naquela final contra o Botafogo, outros dois personagens contribuíram decisivamente para o caneco rubro-negro: a torcida e Chicão, o matador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num bate-papo despretensioso, Gilmar revelou ao RB que, após a partida, conversou com o atacante Chicão, artilheiro do Botafogo no Brasileiro de 92, com 12 gols.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chicão vinha se destacando na campanha do Glorioso, mas se machucou na reta final e só voltou ao time no último jogo, quando o Botafogo precisava reverter uma vantagem de três gols imposta pelo Flamengo na primeira partida da decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vindo da Ponte Preta, Chicão chegou ao Botafogo em 91. Suas principais virtudes eram a impulsão e a presença de área. Oportunista, não perdia um gol de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era querido pelos botafoguenses, que depositavam nele a maior esperança de gols para bater o Flamengo naquela decisão. Só não contavam com uma surpresinha da torcida rubro-negra, como conta Gilmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Entramos em campo e nossa torcida começou a cantar uma música debochando do Chicão. Cantaram o jogo inteiro e ele ficou maluco com aquilo, não conseguiu se concentrar. A torcida do Flamengo deu uma mãozinha e tanto pra gente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chicão não marcou. Conseguiu, no máximo, acertar o travessão numa cabeçada. Apagado no jogo, acabou substituído. Confessou mais tarde a Gilmar que a torcida do Flamengo o havia deixado tonto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na música, os torcedores tiravam sarro das orelhas e até mesmo do “imponente” casco do centroavante, que naquele dia não guardou nenhuma bola nas redes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A final terminou em 2 a 2. O Flamengo saiu campeão. E o futebol, descredenciando céticos e pragmáticos, provou que torcida ganha jogo. Ou, na pior das hipóteses, anula o cabeça do time adversário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-8661103717385442642?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/8661103717385442642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=8661103717385442642&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8661103717385442642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8661103717385442642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/o-jogo-alem-do-jogo-o-que-pode-fazer.html' title='O jogo alem do jogo: O que pode fazer uma torcida?'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-7786348738081559953</id><published>2010-05-02T14:25:00.003-03:00</published><updated>2010-05-02T14:27:45.989-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Trecho da entrevista de Jorge Maciel a Leandro Massada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S921nF-N1nI/AAAAAAAAAqQ/tOwPHgczT94/s1600/proprioceptividade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 379px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S921nF-N1nI/AAAAAAAAAqQ/tOwPHgczT94/s400/proprioceptividade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466725205920306802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O texto acima ee uma entrevista de Jorge Maciel, ao professor auxiliar da faculdade de desporto da universidade do porto, Leandro Massada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postei esse trecho porque faz uma pequena abordagem a tema das lesoes e acho que ee algo bastante interessante de se expor, apesar de nao saber praticamente nada do assunto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-7786348738081559953?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/7786348738081559953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=7786348738081559953&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7786348738081559953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7786348738081559953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/05/trecho-da-entrevista-de-jorge-maciel.html' title='Trecho da entrevista de Jorge Maciel a Leandro Massada'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S921nF-N1nI/AAAAAAAAAqQ/tOwPHgczT94/s72-c/proprioceptividade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-2690794403510072172</id><published>2010-04-30T17:41:00.003-03:00</published><updated>2010-04-30T17:47:10.043-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>De carne e osso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S9tApyQdqqI/AAAAAAAAAqI/ThWZP2ZheHY/s1600/loco+abreu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 217px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S9tApyQdqqI/AAAAAAAAAqI/ThWZP2ZheHY/s400/loco+abreu.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466033659353868962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Texto produzido pelo atacante do Botafogo Loco Abreu, tem tudo haver com o futebol, com a ciencia do futebol, depende do olho de quem ve.&lt;br /&gt;OBS: Basta clicar na foto para ver o texto em tamanho razoavel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-2690794403510072172?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/2690794403510072172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=2690794403510072172&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/2690794403510072172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/2690794403510072172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/de-carne-e-osso.html' title='De carne e osso'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S9tApyQdqqI/AAAAAAAAAqI/ThWZP2ZheHY/s72-c/loco+abreu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-4024211798614178262</id><published>2010-04-29T20:03:00.001-03:00</published><updated>2010-04-29T20:03:37.100-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Neymar, estrela maior do Santos, é gastão. Mas dá 10% de tudo à igreja</title><content type='html'>Quando nasceu, Neymar ficou sem nome por quase uma semana. Indecisos, seus pais, Nadine e Neymar Santos, pensaram em "Mateus". "Mas minha mãe sugeriu botar Neymar para ver se um dia esse nome vingaria", conta o pai do garoto.&lt;br /&gt;Neymar pai jogou futebol em clubes pequenos, o que lhe rendeu o patrimônio de um terreno. Neymar filho, aos 17 anos, já comprou uma cobertura tríplex em Santos - com piscina, sauna e espaço gourmet dentro do apartamento. Uma jacuzzi com TV de plasma ocupa o banheiro de seu quarto. Lá, a nova e grande estrela do Santos vive há cinco meses com pai, mãe, irmã e um primo - que tenta a vida como jogador.&lt;br /&gt;Uma estante envidraçada com fotos, medalhas e troféus de "Juninho" decora a sala-de-estar da casa da família, onde a coluna foi recebida em dois dias diferentes. No primeiro, o pai e empresário do craque contou histórias inéditas. No outro falou o filho - mostrando-se, em família, um tímido e brincalhão.&lt;br /&gt;"E pensar que o Juninho quase morreu", emociona-se a mãe. "Ele tinha quatro meses e estava no carro comigo e com meu marido quando sofremos um acidente. Ele estava deitadinho atrás e, quando batemos, rolou para debaixo do meu banco. Mas Deus estava no controle e ele só cortou a testa. Meu marido ficou três meses na cama."&lt;br /&gt;Agora, aos 18 anos, com saúde e futebol para vender por milhões de euros, ele é "um vulcão em erupção", conforme define seu pai - e para chateação do técnico Dunga. Neymar está solteiro. Rompeu o namoro de cinco meses com uma garota de 16 anos, do Guarujá. Seu pai bem que tenta aconselhar as namoradas do filho: "Para ser mulher de atleta, tem que fazer vista grossa. Homem apronta, mas quando a ficha cai, ele volta. Veja o Robinho, ele sossegou".&lt;br /&gt;Neymar diz que não quer saber de se apaixonar. "Agora não. Quero curtir a vida", avisa, esparramando-se no sofá. Entrelaçando as pernas em uma almofada, narra seu sacrifício para não cair no canto das marias-chuteiras. "Você tá quietinho e elas é que vêm para cima. A gente tenta dar umas cortadas, mas é complicado. Tem que ser esperto, primeiro conhecer, ver de onde ela vem, no que está interessada, se ela gosta mesmo de você. Daí você investe."&lt;br /&gt;E o assédio é grande. "Tem mulher mais velha, mais nova, tem de tudo. Tenho que ficar com o olho bem grandão", afirma, arregalando o seu par verde.&lt;br /&gt;Para proteger o filho de companhias oportunistas e de impulsos consumistas, quem administra o dinheiro do craque é o pai. Ele diz deixar apenas R$ 5 mil na conta do moço - valor bem inferior ao salário, que hoje beira os R$ 150 mil mensais. "E cinco mil ainda acho muito, porque o Juninho não precisa comprar nada. Tem contrato com a Nike, ganha roupas, tudo. Parece um polvo, tem mais de 50 pares de sapatos."&lt;br /&gt;História que o jogador confirma. "Eu acho bom, porque a grana acaba. E sou meio gastão, né? Principalmente em viagens. Compro presente para todo mundo. Até para o cachorro, se deixar." O jovem também coleciona relógios, perfumes e brincos. "Mandei fazer um brinco de ouro com as letras "NJ" (de Neymar Junior)."&lt;br /&gt;Ele adora, também, comprar roupas. Os estilos "variam com o humor". Fora das marcas esportivas, prefere Calvin Klein e Armani. "Calça gosto assim: apertadinha embaixo e larga na cintura. Aparecendo a cueca."&lt;br /&gt;Mas o interesse por moda é recente. Quando pequeno, ele queria mesmo era "comprar um supermercado de bolachas. Para poder comer as recheadas a qualquer hora".&lt;br /&gt;Neymar tem uma marcante passagem na infância que envolve molecagem, inveja e, novamente, bolachas. Certa vez, ele e um grupo de amigos do clube foram a uma padaria e roubaram um pacote de biscoitos. Ao perceber, o então treinador Betinho fez o grupo voltar, pagar e pedir desculpas. O deslize rendeu. Um dos pais dos meninos envolvidos foi até o presidente do clube e disse: "Esse Neymar, que vocês ficam pajeando, é um ladrão". A história caiu como uma bomba nos ouvidos de Neymar pai, que só soube da história quando voltou à noite do CET, onde trabalhava como mecânico. "Todos estavam envolvidos, mas foram reclamar só do Juninho por pura inveja. Ele era o único a ganhar duas cestas-básicas em vez de uma."&lt;br /&gt;Por falar em inveja, Neymar pai conta que desde pequeno o filho jogava com "fitinha de Jesus" na cabeça. "Minha mulher fazia questão, que era para protegê-lo. Mas chegaram até a chamá-lo de "mascarado". Quando foi para o Santos, teve que abandonar essa proteção."&lt;br /&gt;Com ou sem faixa, Neymar, segundo seu pai, sempre foi e continua sendo um fiel contribuinte da Igreja Batista Peniel, de Sãio Vicente. Doa 10% de tudo o que ganha para lá. "O primeiro salarinho dele foi R$ 450. Fizemos esse primeiro contratinho dele no Santos e minha mulher pegava os R$ 45 e dava para igreja todo mês. OK, ainda sobravam uns R$ 400 para pagar as contas. Daí ele passou a ganhar R$ 800. Tá bom, doa R$ 80... Só que Deus começa a te provar, né? Pegamos R$ 400 mil. Caramba, meu, como vamos "dizimar" R$ 40 mil? É um carro! Cara, mas daí você pensa que Deus foi fiel. Pum, dá R$ 40 mil! Mas daí vieram "catapatapum" reais. Meu Deus, não quero nem saber, "dizima" logo isso! (risos). É... Deus te prova no pouco e no muito", suspira o patriarca da família Silva Santos. E o que pensa disso o jogador? Como revela na conversa que se segue, o dinheiro não lhe faz a menor falta.&lt;br /&gt;Dói abrir mão de R$ 40 mil?&lt;br /&gt;Para Deus, nada dói. E acho legal. A gente conhece bem o pastor da Peniel. Faz dez anos que estou lá e agora estão ampliando a igreja. Acho que se a gente acreditar em Deus, as coisas vêm naturalmente. Deus me deu tudo: dom, sucesso...&lt;br /&gt;Falando nisso, qual é a parte chata de fazer sucesso?&lt;br /&gt;Ah, não tem parte chata. Eu acho que é sempre legal.&lt;br /&gt;Já foi vítima de racismo?&lt;br /&gt;Nunca. Nem dentro e nem fora de campo. Até porque eu não sou preto, né?&lt;br /&gt;O que gostaria de poder comprar que ainda não tem?&lt;br /&gt;Queria um carrão.&lt;br /&gt;Mas você acabou de comprar um Volvo XC-60, por R$ 140 mil, Não é um carrão?&lt;br /&gt;Ah, é, mas queria uma Ferrari. Nunca andei.&lt;br /&gt;Uma Ferrari ou um Porsche?&lt;br /&gt;Não sei. Qual é melhor?&lt;br /&gt;Não sei, também.&lt;br /&gt;Ah, então eu queria um Porsche amarelo e uma Ferrari vermelha na garagem.&lt;br /&gt;Qual é seu tipo de mulher?&lt;br /&gt;Linda.&lt;br /&gt;Prefere as loiras, as morenas, japonesas...?&lt;br /&gt;Tem que ser linda. Sendo linda, tá tudo certo. E só não pode ser interesseira.&lt;br /&gt;Você alisa mesmo os cabelos a cada 20 dias?&lt;br /&gt;Aliso. Nem sei o que eles (cabeleireiros) fazem. Só sei que tem um cheiro ruim. Mas fica bom porque meu cabelo é meio enrolado. Aí tem que alisar para o moicano espetar. E também pinto de loiro. Sou meio maluco, né?&lt;br /&gt;Parece que você tira as sobrancelhas também...&lt;br /&gt;Tiro aqui embaixo (diz, penteando-as com os dedos).&lt;br /&gt;E o que mais você faz para cuidar da aparência?&lt;br /&gt;Depilo as pernas com uma maquininha. Da canela até as coxas. Acho que fica melhor assim. Ah, e faço o pé com a podóloga do CT (Centro de Treinamento do Santos). E, olha aqui, meu pé até que é bonitinho, né? O pessoal costuma ter a unha preta. Eu, não.&lt;br /&gt;Como gosta de se divertir?&lt;br /&gt;Depende. Quando eu ganho o jogo, aí saio para bagunçar. Mas se perco, prefiro ficar quieto em casa. Só jogo uma sinuca. Fico chateado, bravo e se alguém fizer uma piadinha na rua... eu não tenho sangue de barata. Também gosto de dançar. Danço de tudo: funk, psy, sertanejo, blackmusic.&lt;br /&gt;Gosta de viajar?&lt;br /&gt;Gosto de ir para outros lugares, mas não gosto de viajar, não. É chato ficar dez horas dentro do avião. Você anda para lá e para cá e nunca chega.&lt;br /&gt;Qual o lugar que mais gostou de conhecer?&lt;br /&gt;Os Estados Unidos. Fui para Nova York e Los Angeles. É tudo é diferente, né? A rua, o cheiro. Fui também para Catar, México, Nigéria.&lt;br /&gt;Para onde gostaria de ir?&lt;br /&gt;Hmmm... para a Disney. Gosto de parque de diversões, brinquedos radicais. Tenho medo, mas eu vou. Ah, e Cancún também. Não surfo, mas pego um "jacarezinho".&lt;br /&gt;Já tirou seu título de eleitor? Não tirei. Nem queria, mas vou ter que tirar.&lt;br /&gt;Sabe quais vão ser os candidatos à Presidência?&lt;br /&gt;Não sei, não&lt;br /&gt;Gosta do Lula?&lt;br /&gt;Não tô prestando muito atenção nisso. Mas agora vou ter que passar a prestar.&lt;br /&gt;E até onde quer chegar como jogador de futebol?&lt;br /&gt;Quero ser o melhor do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-4024211798614178262?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/4024211798614178262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=4024211798614178262&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/4024211798614178262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/4024211798614178262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/neymar-estrela-maior-do-santos-e-gastao.html' title='Neymar, estrela maior do Santos, é gastão. Mas dá 10% de tudo à igreja'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-6662688248803986287</id><published>2010-04-29T20:00:00.000-03:00</published><updated>2010-04-29T20:02:07.718-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>O segredo da habilidade de PH Ganso: peladas na sala de casa</title><content type='html'>Noticia que encontrei no Globo Esporte. Embora eu nao tenha ainda entendimento, estudo, nem saiba fazer uma contextualizacao adequada, coisas como o exemplo dessa noticia sao estudadas na ciencia do futebol, para aprimorarmos o processo de formacao dos jogadores, entao, deixarei essa noticia e em seguida postarei a entrevista com Neymar, que tambem aborda e deixa aberto outros pontos interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo da habilidade de PH Ganso: peladas na sala de casa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das principais virtudes do meia Paulo Henrique Ganso, do Santos, é sua capacidade de enxergar o jogo e armar jogadas mesmo cercado por marcadores, em espaços bem apertados. O fato de ter começado no futsal ajuda. No entanto, graças à mãe de Ganso, dona Maria Creuza Lima, o GLOBOESPORTE.COM descobriu que, na verdade, a habilidade de Ganso foi burilada na sala da casa da família. Primeiro em Belém. Agora, em Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganso sempre foi apaixonado por bola e, desde pequeno, corria de um lado para o outro da casa da família na capital paraense aprimorando passes e chutes. Louças, vasos, portas de vidro se espatifavam pelo caminho do futuro craque. O jogador cresceu, virou estrela do Santos, mas a mania continua. Sobretudo antes de jogos importantes, como a primeira partida da final do Paulistão, contra o Santo André, domingo, às 16h (horário de Brasília), no Pacaembu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até hoje é assim. Ele corre para lá e para cá com essa bola, driblando cadeira, sofá. Fica todo suado - revela a mãe do jogador, durante visita do GLOBOESPORTE.COM ao apartamento da família Ganso, em Santos, na última sexta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, Paulo Henrique Ganso castigava os móveis da casa. Em conversa com o irmão, Papito, e o pai, Júlio Cruz, o menino da Vila enumera a quantidade de peças da casa que já quebrou desde que era pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Teve porta, vaso. Uma vez, quebrei os óculos da minha mãe. Quando ela chegou, eu a abracei e perguntei: ‘mãe, se um dia eu quebrar os seus óculos, você vai ficar muito brava?’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora, Maria Creuza sacou que o filho caçula tinha aprontado. Já o pai, Júlio Cruz, defende o filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele é muito habilidoso e controla bem a bola. Agora, não quebra nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O craque alvinegro conta que não consegue ficar longe da bola. Mesmo já profissional, uma das principais estrelas do time mais badalado do Brasil neste ano, ele volta a ser criança em casa. Joga bola com a mãe, o pai e os irmãos dentro do apartamento da família, em Santos. Aliás, dona Maria Creuza pega pesado na marcação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por essa eu não consigo passar - brinca o jogador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrela que quase não brilhou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganso vive um momento especial. É um dos símbolos da nova geração formada pela tradicional escola de craques da Vila Belmiro. Aos 20 anos, encara sua segunda final de estadual consecutiva. Mas se no ano passado era apenas uma promessa, que ainda oscilava muito, hoje ele é estrela. Aliás, o jogador até se acanha quando tem de comentar seu novo status.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ser estrela do Santos? Ah, é bom, né? Depois de tantas dificuldades para chegar até aqui, é um motivo de muito orgulho estar bem, fazendo parte de uma equipe muito boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meia santista fala em dificuldades que passou até se firmar no time titular do Peixe. Ele se refere ao fato de ter sido rebaixado duas vezes do time principal para o sub-20, em 2008. Ele chegou à equipe de cima logo no início daquele ano, após disputar a Taça São Paulo de Futebol Júnior. No entanto, não passou pelo crivo do exigente técnico Emerson Leão. O treinador considerava Ganso lento demais e o mandou de volta para os juniores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois, quando Cuca assumiu o comando do Peixe no lugar de Leão, já durante o Brasileirão 2008, Ganso voltou a ser aproveitado. Mas a fase do Peixe era instável demais e o garoto sofreu com isso. Cuca foi demitido, Márcio Fernandes assumiu interinamente e, mais uma vez, o meia voltou para a base. Depois desse segundo rebaixamento, Ganso admite que chegou a pensar até em desistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu pensei em parar, tentar outra coisa. Quando desci para o sub-20 pela segunda vez, fiquei em dúvida, pois chegar ao time principal duas vezes e voltar é muito frustrante - conta o jogador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra alternativa seria tentar a sorte em outra equipe e, por muito pouco, isso não aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu recebi o convite para disputar o Paulistão de 2009 pelo São Caetano. Quase fui, mas o (ex-presidente) Marcelo Teixeira e o (ex-vice) Norberto Moreira me seguraram, disseram que eu não deixaria o clube. Graças a Deus deu tudo certo - concluiu o jogador, que hoje é cobiçado por clubes europeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-6662688248803986287?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/6662688248803986287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=6662688248803986287&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6662688248803986287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6662688248803986287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/o-segredo-da-habilidade-de-ph-ganso.html' title='O segredo da habilidade de PH Ganso: peladas na sala de casa'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-8882937638825419624</id><published>2010-04-28T18:27:00.006-03:00</published><updated>2010-05-01T17:44:00.937-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Jose Mourinho: Mais que um treinador, um grande ator</title><content type='html'>"O mundo perdeu um grande ator."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a frase acima, supostamente dita pelo Imperador da Republica Romano Claudio Nero no momento antecedente de sua morte, nao fosse tao valida para ele, mas com certeza a frase ee valida para uma outra pessoa, chamada Jose Mourinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que acima de treinador, doutor em Motricidade Humana, vencedor no futebol e estudioso do fenomeno, Mourinho ee um grande ator. E ee um grande ator por varios motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez ator nao fique muito legal, porque Mourinho nao joga. Talvez caia melhor a nomenclatura de diretor, aquele que esta atras para que tudo de certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje o diretor Jose Mourinho participou de uma peca que nao tinha enredo, o enredo era construido no proprio palco no decorrer dos segundos e da interacao entre atores que nunca contracenaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi nesse cenario que os atores orientados por Mourinho fizeram uma comedia sem fazer uma comedia, eles mudaram a si para comediar os outros atores de um outro diretor. E nessa comedia, com um pouco de tragedia, esses atores escancararam, criticaram, menosprezaram, ridicularizaram, duvidaram, questionaram, foram de encontro aos dogmas e paradigmas vigentes ate numa sociedade mais "superior" como, sei la, a da Grecia Antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que nao entenderam a piada, para quem so viu a tragedia, mas nao soube rir da comedia, deixo apenas meu riso, na espera de que este contagie tambem o seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entao, acima de tudo, um grande parabens para Jose Mourinho, nao pelas coisas que ja ganhou, nao pelas coisas que esta a ganhar, mas pelo que ganhara no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: Nao entenda o uso do voce que eu utilizei como me referindo a quem esta lendo, mas sim a quem nao acredita no comedia que vi. Respeitando sempre, logicamente, as outras visoes e sem impor nenhum tipo de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps2: So para nao deixar totalmente em entrelinhas, a comedia a que me refiro no texto ee essa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;texto meramente ilustrativo e ficticio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inter joga em bloco baixo com 10 jogadores (entenda-se Thiago Motta foi expulso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai Mourinho diz: O Pep, ta ae irmao, teu time vai ter todo o campo pra jogar, vou ficar so naquele pedacinho ali o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pep: De rocha, Mourinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mourinho: E ee isso ae cumpade, voces nao sao a melhor equipe do mundo? nao sabem circular bola como ninguem? nao conseguem manter 80% de posse de bola? nao criam trocentas chances de gol num jogo? nao gostam de ter muito espaco para jogar, mesmo quando nao os deixam ter esse espaco? pois ee truta, vo deixar meu time ali na boa e pode meter bala, quero ver voces fazerem dois gols em nois. Quer saber do que mais, enfia esse posse de bola no c* irmao. Vo ficar so olhando e rindo, o grande barca tenta, tenta, tem todas as possibilidades e nao faz porra nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E so para fechar a segunda intervencao desse post:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mourinho disse antes do jogo: Para nos, vencer a Liga dos Campeoes ee um sonho, para o Barcelona ee uma obsessao. Penso quem um sonho ee um sentimento mais digno que a obsessao. (a frase foi mais ou menos assim)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol ee um esporte tao democratico que posso dominar o jogo tanto com a bola quanto sem nem a tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S9n1HK6ON8I/AAAAAAAAAqA/8YWHXTd106g/s1600/DOURADO+FACT.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 143px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S9n1HK6ON8I/AAAAAAAAAqA/8YWHXTd106g/s400/DOURADO+FACT.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465669126327252930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-8882937638825419624?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/8882937638825419624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=8882937638825419624&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8882937638825419624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8882937638825419624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/jose-mourinho-mais-que-um-treinador-um.html' title='Jose Mourinho: Mais que um treinador, um grande ator'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S9n1HK6ON8I/AAAAAAAAAqA/8YWHXTd106g/s72-c/DOURADO+FACT.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-3402568629023717814</id><published>2010-04-25T16:40:00.000-03:00</published><updated>2010-04-25T16:41:02.933-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Os chutoes</title><content type='html'>Estou assistindo ao vivo a partida entre Santo Andre e Santos, eu ja queria fazer uma postagem&lt;br /&gt;sobre isso e depois de estar assistindo o jogo ha alguns minutos decidi realmente escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nao sei se isso ee um problema, eu acho que ee sim um grande problema, nao sei tambem se isso so ocorre no futebol brasileiro. A questao ee: o que justifica no tiro de meta o chutao dos goleiros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente em grande parte dos tiros de meta vemos grandes equipes usando o chutao dos goleiros. Putz, para mim so ha uma justificativa, a equipe nao tem modelo de jogo bem definido e como nao tem modelo de jogo tambem nao tem mecanismos para operacionalizar esse modelo de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O goleiro dos Santos ja deu pelo menos uns cinco chutoes em alguns poucos minutos. Resultado, a maior parte das vezes perde a posse de bola. Isso porque estamos falando do "grande Santos, os meninos da vila".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguem pode dizer que ee uma estrategia, ceder a bola para apostar em transicoes rapidas, mas no caso ee visivel que esse pensamento nao existe, da mesma forma que nao existe um pressing tao eficaz de equipes brasileiras ao ponto de requisitar esse comportamento, enfim, realmente nao tem motivo, ou melhor, tem sim incompetencia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-3402568629023717814?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/3402568629023717814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=3402568629023717814&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3402568629023717814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3402568629023717814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/os-chutoes.html' title='Os chutoes'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-7698085207489366486</id><published>2010-04-25T13:03:00.001-03:00</published><updated>2010-04-25T13:03:54.070-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Fadiga Mental: O grande conflito</title><content type='html'>Ha algum tempo me peguei pensando sobre a questao da fadiga mental, do sistema nervoso central, resolvi entao fazer uma pesquisa pela internet, professores e trabalhos que tratam da fadiga relacionados aos futebol. Encontrei bastante coisa e bastante divergencia sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Periodizacao Tatica entende que a fadiga mental ee gerada devido ao jogador ter que pensar e tomar a cada situacao do jogo ou treinamento a melhor decisao. A periodizacao tatica inclusive se baseia nessa questao para elaborar o microciclo de treinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entao, o que ocorre ee o seguinte: A periodizacao tradicional exacerba a dominante fisica e trabalha com cada dominante separadamente, sem os treinos "complexos" da P.Tatica e a questao de ensinar o jogador a decidir. Entao fica a duvida, os jogadores que nao treinam em periodizacao tatica nao deveriam apresentar fadiga mental, haja visto que segundo a periodizacao tatica o que gera a fadiga mental ee o pensar e o decidir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a corrente da Periodizacao Tradicional considera que o que ocorre ee que por alguns motivos os jogadores podem apresentar uma fadiga fisica e essa fadiga fisica ira gerar uma fadiga mental. Perceberam o conflito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contar essa discordancia sobre a fadiga mental entre os dois modelos de Periodizacao do Treinamento, acredito, que exista ainda outro conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corrente da Periodizacao Tatica acredita que a fadiga mental ee a mais demorada para se recuperar, podendo levar de dois a tres dias para ocorrer a recuperacao total do sistema nervoso central depois de atividades extremamente desgastantes mentalmente como o jogo, de duracao de uma hora e meia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao obstante, a medicina entende que a fadiga mental, normalmente, nao ocorre em questao de uma ou duas horas em extrema concentracao, entende-se que ee necessario um longo tempo numa mesma atividade para que ocorra a fadiga. Fora isso, a medicina tambem concorda que a fadiga mental pode ser curada com apenas algumas horas de descanso, nao necessitando nem de um periodo de vinte e quatro horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o tema da fadiga mental gera conflitos inicialmente entre a Periodizacao Tatica e a Periodizacao Tradicional e posteriormente entre a Periodizacao Tatica e a Medicina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ta ai.... um dia espero descobrir a verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-7698085207489366486?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/7698085207489366486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=7698085207489366486&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7698085207489366486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7698085207489366486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/fadiga-mental-o-grande-conflito.html' title='Fadiga Mental: O grande conflito'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-8309800163786340945</id><published>2010-04-24T23:06:00.001-03:00</published><updated>2010-04-24T23:06:48.838-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>A FORÇA DA MENTE</title><content type='html'>Vida mais longa — O cérebro bem estimulado em tarefas como leitura, aprendizado de novas línguas, resolução de problemas matemáticos ou mesmo em tarefas rotineiras no trabalho pode esticar a longevidade de uma pessoa e evitar que ela sofra de problemas típicos da velhice, como a senilidade e a perda de memória. Uma pesquisa realizada entre pacientes com mais de 65 anos, todos de um mesmo bairro e mesma classe social, no Hospital Francês de Buenos Aires, revelou que 38% deles tinham desenvolvido o mal de Alzheimer, doença degenerativa que apaga mecanismos da memória coordenadores de movimentos naturais, como os da locomoção. Esse índice, contudo, caía para apenas 7% entre os pacientes com nível de instrução universitário. Quanto mais informação útil é armazenada no cérebro, melhor é seu desempenho. Maior também é o benefício que ele leva a todo o resto do organismo ao qual está ligado. "O cérebro é uma máquina para usar e gastar", diz o professor Ivan Izquierdo, especialista no estudo da memória do departamento de bioquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS. "Quem estuda ou tem uma vida intelectualmente ativa vive melhor e geralmente mais." O uso adequado das potencialidades do cérebro também pode multiplicar muitas vezes a capacidade de aprendizado de uma criança, melhorar o desempenho de uma pessoa no emprego e aprimorar seus vínculos familiares e sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cérebro é uma máquina maravilhosa que desempenha múltiplas tarefas biológicas. Pesando pouco mais de 1 quilo e representando apenas 2% do peso total de um homem adulto, ele gasta 20% de toda a energia despendida no corpo. Entre uma orelha e outra de uma pessoa, estima-se que existam mais conexões neurológicas do que estrelas na Via Láctea. Se alguém tentasse contar essas conexões, chamadas de neurônios, gastando um segundo em cada uma delas, levaria 32 milhões de anos para concluir a tarefa. É o cérebro que comanda as funções que asseguram a reprodução e a sobrevivência da espécie. Pense na batida inconsciente do coração, nas pálpebras piscando, na respiração contínua dos pulmões, nos alimentos sendo processados pelos intestinos, numa perna que se move. Tudo isso é organizado e dirigido pelo cérebro. Pense nas suas emoções, na atração sexual, no amor entre pais e filhos, nos sonhos e pensamentos. Eles também são produtos do cérebro. Sua missão mais elementar é recolher os estímulos externos, captados pelos sentidos, e transformá-los em impulsos elétricos que percorrem os neurônios. Toda essa informação é catalogada e arquivada na memória. É a ela que o cérebro recorre quando precisa tomar decisões, comandar os movimentos corporais e organizar o pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparato tecnológico — O cérebro humano, no entanto, é mais que isso. É a única criação conhecida do universo que tem a capacidade e a tarefa de desvendar-se a si mesma. "Penso, logo existo", afirmou o filósofo René Descartes, no século XVII, o primeiro a concluir que a consciência, decorrente da atividade cerebral, era a prova primordial da existência do ser humano. Desde que a vida surgiu na Terra, há cerca de 3,5 bilhões de anos, milhões e milhões de espécies surgiram, evoluíram ou desapareceram da face do planeta. Nenhuma desenvolveu uma ferramenta biológica tão sofisticada quanto o cérebro humano. Alguns cientistas acreditam que, estatisticamente, ele é uma ocorrência raríssima. Tão rara que tornaria improvável a existência de seres inteligentes em outras regiões do universo. "O aparecimento de vida inteligente na Terra foi muito mais difícil do que os cientistas sempre imaginaram", escreveu Ernst Mayr, veterano professor da universidade americana Harvard, considerado o maior biólogo vivo, autor de um livro essencial sobre a evolução das espécies (The Growth of Biological Thought). "Só isso já deveria desestimular qualquer idéia a respeito de inteligência extraterrestre", afirma Mayr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas descobertas, que permitem a melhor compreensão de como funciona o cérebro e como pode ser melhorado, devem-se ao impressionante aparato tecnológico desenvolvido pela ciência nos últimos anos. São aparelhos que "lêem" o pensamento pela medição do fluxo sanguíneo e dos impulsos elétricos que trafegam pelos neurônios. Drogas que conseguem congelar determinada atividade cerebral numa cobaia, de modo que os pesquisadores possam dissecá-la para entender como se processou. Técnicas refinadas de microbiologia, que permitem analisar cada uma das estruturas microscópicas dos neurônios. Análises genéticas, usadas para estudar a evolução do órgão nas diferentes espécies vivas. O resultado da soma de tudo isso é espetacular. "Finalmente estamos entrando dentro do cérebro", diz o professor Gilberto Xavier, do departamento de fisiologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. "Para a ciência, a década de 90 está sendo a das descobertas sobre o cérebro. E acredito que o século XXI deverá ser o século cerebral."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento natural do cérebro se dá na mais tenra infância. Até os 8 anos, a criança já possui conectados 90% dos neurônios que carregará ao longo da vida. Aos 17 anos de idade, o cérebro humano atinge os 100% do seu estágio de crescimento. No entanto, estima-se que apenas 30% da capacidade intelectual das pessoas seja inata, determinada pela herança genética. Os outros 70% vêm do uso e do aprendizado. Isso significa que, assim como existem seres humanos mais altos ou mais velozes, existem pessoas com maior capacidade orgânica cerebral. É isso que faz a diferença entre uma pessoa mais inteligente e outra menos. O cérebro tem milhões e milhões de células conectadas, entre si, por neurônios — os microscópicos filamentos nervosos que conduzem os sinais elétricos. Cada neurônio pode ligar-se a outras 100000 terminações como ele. O número de combinações possíveis pode chegar quase ao infinito. As conexões entre os neurônios, por onde passa a informação cerebral, são chamadas de sinapses. Quanto maior for seu número, mais inteligente a pessoa será. "É a capacidade humana de produzir essas combinações, a partir de dados registrados no cérebro, que podemos chamar de inteligência", diz o fisiologista Gilberto Xavier, da Universidade de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até algum tempo atrás, imaginava-se que um cérebro jovem, em sua plena vitalidade biológica, fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. A matemática fornecia o maior dos argumentos para os defensores dessa teoria: quase todas as grandes equações matemáticas foram propostas ou decifradas por gente com menos de 30 anos. Albert Einstein tinha apenas 26 anos quando apresentou sua teoria geral da relatividade — a mais revolucionária de todas as elaborações matemáticas, que lhe valeu o Prêmio Nobel de Física, quinze anos depois. O argumento é forte, mas ele se baseia numa idéia ultrapassada a respeito da mente humana. As novas descobertas estão mostrando que a inteligência não se limita à capacidade de raciocínio lógico, necessária para propor ou resolver uma complicada equação matemática. Os testes de QI, um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência, já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inteligência emocional — A inteligência é muito mais que isso. É uma soma inacreditável de fatores, que inclui até os emocionais. Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá sempre problemas para conseguir um bom emprego, ascender na profissão ou ter bom relacionamento familiar, por maior que seja seu QI. O que os novos estudos estão mostrando é que um cérebro jovem tende, sim, a ser mais inovador e revolucionário. Mas, como um bom vinho ou uma boa idéia, ele também pode amadurecer e melhorar com o tempo. Basta ser estimulado e exercitado. A ciência, a arte e a literatura estão repletas de exemplos. Charles Darwin viajou para as ilhas do Pacífico em busca de uma explicação para a evolução dos seres vivos quando tinha apenas 22 anos. Mas só muito mais tarde, aos 55 anos, publicou A Origem das Espécies, obra que revolucionou o estudo da biologia e a compreensão da vida na Terra. Karl Marx tinha 26 anos quando publicou suas primeiras idéias num estudo chamado Manuscritos Econômicos e Filosóficos. Só duas décadas mais tarde, porém, com 49 anos, concluiu sua obra-prima, O Capital. Da mesma forma, Leonardo da Vinci começou a desenvolver sua genialidade ainda jovem, em Florença. Só aos 54 anos, contudo, criou a Mona Lisa, sua mais célebre pintura, mesma época em que fez vários de seus inventos e estudos sobre a anatomia humana. "Isso explica por que muitos escritores atingem o auge de sua carreira justamente no fim da vida", afirma Gilberto Xavier, da USP. "É o caso do argentino Jorge Luis Borges, que alguns anos antes de morrer estava no auge da sua capacidade criadora."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa pessoa intelectualmente ativa, o cérebro pode melhorar cada vez mais. Numa outra, que não lê, não estuda, não trabalha nem se envolve em atividade desafiadora para a mente, ocorre o oposto. O cérebro decai e envelhece, como qualquer outra parte do corpo não utilizada. "Uma mente sem uso se deteriora tanto quanto uma perna que não se exercita", diz o chefe do Departamento de Gerontologia da Universidade George Washington, Gene Cohen. Há pesquisas curiosas a esse respeito. Pessoas que trabalham e saem de férias por uma semana ao retornar mantêm praticamente intacto o número de sinapses cerebrais associadas às atividades no trabalho. Quando as férias são mais longas que um mês, no entanto, a queda é expressiva. Isso explica aquela sensação de preguiça que toma conta das pessoas ao final de férias mais prolongadas. Ao retornar ao trabalho, o cérebro precisa ser reeducado e exercitado novamente para recuperar o desempenho perdido. Isso também explica por que pessoas que se aposentam e não se dedicam a nenhuma outra atividade estimulante muitas vezes envelhecem e até morrem precocemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividades complexas ou inovadoras são a melhor forma de exercitar o cérebro. Jogar xadrez sempre foi considerado um bom exercício cerebral, porque exige concentração e capacidade de inventar saídas para novas situações. Outra maneira apontada pelos especialistas é a leitura. "Quando alguém lê, está criando novas imagens, aprendendo novos conceitos e até exercitando a fala", diz Ivan Izquierdo, da UFRGS. "Enquanto as pessoas lêem, músculos da língua quase imperceptivelmente se mexem." Para expandir as ligações cerebrais, o ideal é não desistir da leitura de textos um pouco mais complicados. Outra maneira é viajar para lugares desconhecidos e surpreendentes. Até mesmo arrumar os móveis da casa de outra forma é uma tarefa estimulante para a atividade cerebral. Poucas experiências são tão desafiadoras para o intelecto quando aprender uma nova língua. Ela provoca uma reação em cadeia no cérebro, que se vê convidado a criar novas combinações para decifrar e armazenar palavras até então desconhecidas. São essas novas conexões, geradas pelo desafio diante da novidade, que aumentam a capacidade do intelecto de trocar informações consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alargar fronteiras — Numa pesquisa recente feita nos Estados Unidos, o neurocirurgião George Ojemann, da Universidade de Washington, mediu com eletrodos reações cerebrais em pessoas bilíngües. Primeiro, pediu que elas pensassem determinadas palavras em diferentes idiomas sem pronunciá-las. Depois, propôs que repetissem a experiência lendo essas mesmas palavras em silêncio e repetindo-as em voz alta. Em cada etapa da experiência, os neurônios ativados pelo cérebro eram diferentes. A mesma palavra pensada, lida e repetida em voz alta em inglês e espanhol, por exemplo, gera seis diferentes respostas no cérebro. "O mesmo neurônio que é ativado quando se ouve uma palavra não reage quando ela é pronunciada em voz alta", explicou Ojemann. A conclusão é óbvia: uma pessoa alfabetizada e poliglota, que consiga ler e falar em diferentes idiomas, tem uma capacidade cerebral multiplicada várias vezes em relação a outra, analfabeta, que mal consiga expressar-se verbalmente num único idioma. Estudar, portanto, é a forma mais eficiente de alargar as fronteiras da mente humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avanço nos estudos sobre o cérebro já permite à medicina grandes vitórias no tratamento de vários problemas e doenças. Antigamente, acreditava-se que cada tipo de informação ou função cerebral era concentrado em uma região particular do cérebro. Hoje, sabe-se que cada célula pode desempenhar múltiplas funções, embora haja alguma especialização. Dados ligados à emoção são mais armazenados no hemisfério direito do cérebro, enquanto os ligados à razão e à linguagem ficam do lado esquerdo. Mas sua maleabilidade permite a adaptação a situações imprevistas, como uma lesão decorrente de um acidente. Um caso exemplar é o do locutor Osmar Santos, que perdeu parte da massa encefálica numa trombada de automóvel, em 1994. Hoje, graças a exercícios específicos para recuperar a atividade cerebral, ele já se comunica por gestos e até recobrou um vocabulário incipiente. "O cérebro é adaptável e capaz de se reorganizar", diz o neurocirurgião Jorge Pagura, atual secretário de Saúde do município de São Paulo, que participou do tratamento de Osmar. "Quando parte dele sofre algum tipo de lesão, outras áreas passam a compensar a falha."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior salto científico, no entanto, está no terreno da memória, a ferramenta mais essencial do cérebro. Antes também se acreditava que a memória de longo prazo e a recente eram formadas em lugares distintos do cérebro. Uma outra teoria sustentava que a memória de longo prazo seria um resquício da memória recente. Estudos realizados pela equipe do professor Ivan Izquierdo, no Rio Grande do Sul, que estão sendo publicados numa série de artigos na revista científica britânica Nature, chegaram a uma conclusão diferente. Eles mostram que ambos os tipos de memória se formam nas mesmas células, mas de forma independente. O cérebro cria uma memória que dura apenas seis horas, para o caso de precisar da informação logo em seguida. E cria outra que pode perdurar a vida inteira. São registros vivos, impressos nas proteínas que formam o conteúdo das células. Eles vão se modificando com o tempo. "O cérebro é essencialmente dinâmico e funciona como uma biblioteca onde sempre cabem mais livros", explica Cláudio Guimarães, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo. A memória é capaz de descartar dados considerados irrelevantes, ou resgatar dados praticamente perdidos quando eles se tornam cruciais. "Quanto mais informações são ali armazenadas, mais ágil o cérebro se torna para localizar o estoque antigo", diz Guimarães. O melhor conselho para quem quer turbinar o próprio cérebro, portanto, é: use e abuse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-8309800163786340945?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/8309800163786340945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=8309800163786340945&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8309800163786340945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8309800163786340945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/forca-da-mente.html' title='A FORÇA DA MENTE'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-1970444257646009083</id><published>2010-04-24T23:05:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T23:06:06.780-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Dormir para aprender</title><content type='html'>O inventor da lâmpada e do gravador de som, o americano Thomas Alva Edison (1847-1931), cultivava um ideal de noite perfeita. Ela deveria fornecer o máximo de energia para um novo dia de trabalho criativo sem consumir tempo em excesso. Edison pregava os olhos por no máximo três horas seguidas. Ao despertar, avaliava a qualidade da noite anterior e anotava detalhes em um diário. Leonardo da Vinci (1452-1519) acordava antes do resto da humanidade, mas reservava quinze minutos a cada duas horas para tirar uma soneca. O pintor da Mona Lisa e idealizador do princípio do vôo do helicóptero conseguia assim encarar seus desafios com a mente descansada. Albert Einstein (1879-1955) determinou ser a luz a única constante do universo, mas gostava mesmo era de penumbra. Ele dormia dez horas por noite e, a cada idéia nova, se premiava com uma hora extra na cama. Intuitivamente, os três gênios perseguiam uma rotina noturna pessoal capaz de prover combustível a suas mentes poderosas. Só agora a medicina está explicando os efeitos notados por Edison, Da Vinci e Einstein. A qualidade do sono afeta diretamente as funções intelectuais e artísticas de modo decisivo, regulando as forças mentais durante o período ativo do dia e armazenando o conhecimento e as experiências valiosas da pessoa enquanto ela dorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O efeito do sono, ou da falta dele, sobre a disposição física e mental das pessoas é conhecido desde tempos imemoriais. A medicina está conseguindo agora, em primeiro lugar, explicar a origem físico-química desse efeito. Mas, principalmente, as pesquisas atuais ajudam a estabelecer um cronograma das horas do dia nas quais a pessoa estará mais apta a aprender. Esse cronograma, claro, depende de como a noite anterior foi aproveitada. Em segundo lugar, está ficando cada vez mais nítido o processo pelo qual o cérebro humano seleciona e armazena os milhares de informações adquiridas durante o dia. Isso se dá durante o sono. Cada etapa do sono é usada pelo cérebro para estocar determinado tipo de informação. As musicais são gravadas logo nos primeiros minutos. Aquelas ligadas ao pensamento lógico e matemático são registradas durante as etapas finais dos ciclos do sono, marcadas pela movimentação veloz dos olhos sob as pálpebras e permeadas de sonhos. Essa é a chamada fase REM, a sigla em inglês para rapid eye movement. O alemão Jan Born, da Universidade de Lübeck, coordenador da pesquisa, resume: "Deciframos finalmente o fantástico processo de armazenamento do conhecimento na mente humana".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de um ano, os alemães de Lübeck observaram todas as noites a atividade cerebral de sessenta pessoas enquanto elas dormiam. Com imagens obtidas por meio de aparelhos de ressonância magnética, os cientistas puderam enxergar claramente o processo de consolidação das informações aprendidas durante o dia. Eles mapearam com precisão todo o trajeto de uma informação, desde o momento de sua absorção em estado de alerta até a gravação durante o sono. A gravação é um processo químico sem o qual os fatos do dia seriam simplesmente apagados. Os pesquisadores descobriram uma faceta extraordinária desse processo justamente na fase de sono REM. Nela, uma substância-chave está com sua atividade reduzida no cérebro. Esse composto é a acetilcolina, justamente a substância responsável pela retenção das informações no hipocampo, uma região do cérebro onde os dados são armazenados temporariamente e de onde podem evaporar se não forem coletados a tempo para se tornar memória de longo prazo em outra área – o neocórtex. A nova pesquisa mostra com nitidez a trajetória da informação do hipocampo ao neocórtex. Esse valioso processo só se dá enquanto a acetilcolina está "adormecida". Sua inércia, ocorrida durante o sono, abre caminho para os neurônios formarem uma rede por meio da qual as informações farão a viagem do arquivo temporário rumo ao depósito duradouro. A ilustração na página 98 mostra graficamente esse processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo alemão reforça a teoria do sono como fator fundamental da boa memória. Uma nova leva de pesquisas fez avançar ainda mais o entendimento desse processo ao medir os efeitos do repouso sobre o desempenho das pessoas, submetendo-as em diversas fases do dia a testes intelectuais. Elas são unânimes em mostrar os danos à memória provocados por uma noite mal dormida e como tudo melhora depois de um bom período de descanso. Um grupo de pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, traduziu essa situação em números. O estudo de Harvard, apresentado no último congresso da Academia Americana de Neurologia, é o mais abrangente sobre o assunto já feito com voluntários. Eles foram monitorados ao longo de seis meses. Ao cabo de oito horas seguidas de sono, os voluntários da pesquisa de Harvard lembravam, em média, 44% mais fatos aprendidos no dia anterior em comparação com aqueles privados de sono. "A relação entre sono e memória é de uma clareza geométrica", diz o pesquisador Jeffrey Ellenbogen, um dos autores do estudo. Uma segunda etapa da pesquisa americana investigou ainda em que medida o sono pode ajudar a atenuar certos problemas de aprendizado (veja quadro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao investigarem a memória durante o sono, os especialistas obtiveram ainda respostas sobre o processo de seleção de informações quando o cérebro está em estado de repouso noturno. Trava-se ali uma competição frenética entre as informações assimiladas. Apenas uma parte delas, afinal, fará a jornada rumo ao arquivo duradouro no neocórtex, cuja capacidade é limitada. Qual o critério de decisão para separar as informações valorosas o suficiente para ser guardadas daquelas descartáveis? A neurociência hoje pode responder com certeza a essa questão. A resposta é surpreendente. As informações absorvidas quando a pessoa está sob algum tipo de emoção forte são justamente aquelas aptas a conquistar, durante a noite, um lugar definitivo no cérebro. Por essa razão, as pessoas tendem a se lembrar em profusão de detalhes dos mais lindos momentos da vida, mas também dos mais desagradáveis. A emoção é a chave de entrada das informações no neocórtex. Quando em excesso, a emoção pode ter efeito diametralmente oposto. Razão pela qual as pessoas não se recordam de instantes finais de acidentes ou mesmo reprimem inconscientemente as lembranças de fatos aterrorizantes, como, por exemplo, testemunhar o assassinato da mãe pelo pai. Conclui o neurofisiologista Flávio Alóe, do Hospital das Clínicas de São Paulo: "O processo de esquecimento durante o sono é tão vital quanto o do armazenamento das informações. Sem ele, o cérebro entraria em colapso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse conjunto de conclusões sobre o sono derruba definitivamente a velha – e equivocada – teoria segundo a qual sua exclusiva contribuição ao aprendizado seria a de proporcionar ao cérebro um momento de descanso, ao protegê-lo das influências externas. Com o ocaso da antiga teoria surge uma nova, a da "inatividade" noturna como vital para o armazenamento das informações acumuladas no decorrer do dia. O fisiologista Alfred Loomis, da Universidade Princeton, foi o primeiro a descrever, em 1937, o cérebro noturno como um dínamo em atividade. Amparado pelo eletroencefalograma, então um exame revolucionário, Loomis flagrou uma intensa atividade elétrica noturna no cérebro de seus pacientes. Sua observação inicial mostrou o sono se desenvolvendo em fases, cada uma com uma freqüência elétrica diferente. Isso permitiria, mais tarde, distinguir as cinco etapas do sono. Apenas recentemente os cientistas começaram a fazer uso das conclusões de sete décadas atrás para entender melhor os caminhos do aprendizado e sua fixação na memória. As duas primeiras modalidades de memória a ter seus processos desvendados foram a motora (o drible de um jogador, o salto de um atleta) e a espacial (o projeto de um arquiteto). Os alemães ajudaram a colocar mais um tijolo no edifício ao rastrear os mecanismos de fixação da memória intelectual durante o sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras pesquisas fizeram sintonia fina das descobertas anteriores. Elas centraram suas atenções nos períodos mais indicados ao trabalho mental (veja quadro). São dois, principalmente. Um deles, o da parte da manhã, ocorre mais ou menos duas horas depois do despertar. Nesse momento o corpo libera uma quantidade maior de hormônios estimuladores dos neurônios. O cérebro chega, então, ao auge de sua atividade – e permanece assim por mais quatro horas. Uma das descobertas mais recentes, feita por um grupo de pesquisadores da Universidade de Buenos Aires, na Argentina, flagrou situação igualmente positiva cerca de doze horas depois do despertar, quando ocorre no cérebro a produção acelerada de um tipo de proteína cuja concentração estimula as conexões entre os neurônios. Foi possível observar justamente nesse momento – e nas três horas seguintes a ele – uma espécie de replay das informações aprendidas ao longo do dia, fenômeno batizado de "reverberação" pelos cientistas. Afirma um dos autores do trabalho, o neurocientista Iván Izquierdo, argentino radicado no Brasil: "Esse momento de replay é a hora mais favorável para fazer uma revisão de matéria aprendida em outros momentos do dia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certos hábitos noturnos também têm influência – positiva ou negativa – sobre o aprendizado, e os cientistas já sabem como explicar isso. Para 90% das pessoas, o repouso ideal tem a duração de oito horas. É o tempo necessário para concluir cinco ciclos de sono – um padrão favorável tanto ao descanso como à memória. Há quem alcance o mesmo efeito antes disso, mas é uma minoria. Ainda segundo as pesquisas, o melhor sono para o aprendizado se encerra por volta das 6 da manhã. Por duas razões. Primeiro, porque o corpo está biologicamente "programado" para o repouso até essa hora. A temperatura do corpo está 1 grau Celsius mais baixa. O segundo motivo: quem acorda mais cedo consegue aproveitar todos os picos de aprendizado. Quem sai da cama por volta das 8 da manhã tem o período favorável à atividade intelectual reduzido em 20%. Há um certo consenso sobre a impossibilidade de compensar mais tarde o tempo de atividade máxima perdido pela manhã. Por volta das 9 da noite, o corpo começa a liberar hormônios indutores do sono e os neurônios de novo se preparam para as funções noturnas. Diz John Fontenele Araujo, do laboratório de cronobiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte: "Estudo depois dessa hora é sempre menos produtivo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo e revolucionário capítulo sobre sono e aprendizado foi aberto pelas descobertas dos processos de aquisição e armazenamento de conhecimento. Para onde se caminha agora? A nova fronteira a ser quebrada é explicar a inter-relação entre os dados armazenados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um recente estudo da Universidade Harvard vai exatamente nessa direção. Ele mostra os neurônios durante o sono fazendo conexões entre informações aparentemente díspares ou adquiridas em situações diferentes. "Isso explica o fato de muita gente acordar com a sensação de ter tido uma brilhante idéia enquanto dormia", disse a VEJA o neurocientista Robert Stickgold, coordenador da pesquisa. Muitas foram as soluções arquitetadas durante a noite por sábios da história. O químico russo Dmitri Mendeleiev (1834-1907) teve o clique decisivo para criar a tabela periódica dos elementos durante o sono. O canadense Frederick Banting (1891-1941), um dos agraciados com o Prêmio Nobel pela descoberta da insulina na década de 20, contou ter sonhado com a solução. O caso mais intrigante é o do alemão Friedrich Kekulé (1829-1896). Debruçado sobre os mistérios da química orgânica, ele saiu-se com a estrutura da molécula de benzeno depois de sonhar com a forma arredondada de uma cobra devorando a si mesma. À luz das novas descobertas talvez não seja assim tão inútil passar um terço da vida dormindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-1970444257646009083?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/1970444257646009083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=1970444257646009083&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/1970444257646009083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/1970444257646009083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/dormir-para-aprender.html' title='Dormir para aprender'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-3653917571130994292</id><published>2010-04-24T23:03:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T23:05:09.694-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>O segredo é não desligar nunca</title><content type='html'>Em 1 quilo e 200 gramas de cérebro, o peso médio da massa encefálica de um adulto, 100 bilhões de células nervosas estão em atividade. Cada uma se liga a milhares de outras em mais de 100 trilhões de conexões. A trama é precisa e delicada. Graças a ela, o homem raciocina, lembra e aprende. Ouve, fala e enxerga. Emociona-se, deseja e ama. Sempre se acreditou que, com o passar do tempo, essa rede de neurônios estaria fadada a esgarçar como um tecido velho. Dos 30 anos em diante, o cérebro perde algo em torno de 10 000 neurônios por dia. Isso mesmo – 300 000 por mês, 3,6 milhões por ano. Mas os estudos mais recentes, feitos a partir de exames de ultimíssima geração, capazes de flagrar o cérebro em pleno funcionamento, trazem notícias alentadoras. Conforme a idade avança, ocorrem, sim, perdas de células cerebrais. Elas implicam, contudo, danos menos severos do que se imaginava. A morte de neurônios não explica os apagões de memória, a queda na acuidade visual e auditiva, a lentidão na tomada de decisões ou o comprometimento das funções motoras. Hoje, os neurocientistas têm por certo que essas perdas funcionais estão diretamente relacionadas às ligações entre os neurônios. À velocidade e eficiência com que as informações trafegam de uma célula nervosa para outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os neurônios comunicam-se entre si por intermédio de ramificações chamadas dendritos. Essas ramificações se estabelecem no dia-a-dia. Se as vivências são ricas e intensas, os dendritos tendem a ser mais longos e abundantes. Conseqüentemente, mais fortes serão as conexões entre as células nervosas. Com o avançar da idade, alguns dendritos se encurtam, outros morrem. É inevitável. Se essa fatalidade reverterá em diminuição ou perda da capacidade cognitiva, depende da quantidade e qualidade das conexões estabelecidas durante a infância e a juventude. Recentemente, jogou-se uma pá de cal sobre um dos mais antigos dogmas da neurociência. O de que os neurônios seriam as únicas células humanas incapazes de se multiplicar. As últimas pesquisas mostram que o cérebro produz neurônios durante toda a vida – até na velhice. Contudo, a eficiência com que eles se conectarão uns aos outros depende também do tanto que o cérebro foi estimulado em anos anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A base estabelecida até a juventude é quase tudo, mas não é tudo. Boas conexões neuronais podem ser feitas em qualquer época da vida. Evidentemente, depois da maturidade o esforço é maior, como sabe qualquer quarentão que esteja aprendendo uma nova língua. O importante é manter a atividade intelectual. Inclusive para preservar o que foi conquistado lá atrás. O cérebro estimulado com leitura, resolução de problemas matemáticos ou em tarefas prosaicas, como fazer palavras cruzadas, pode evitar que uma pessoa sofra de problemas típicos do envelhecimento. Uma pesquisa realizada no Hospital Francês de Buenos Aires, no fim da década de 80, mostra a importância da atividade intelectual para a saúde do cérebro. Ao analisarem dois grupos de pacientes com mais de 65 anos, os médicos verificaram que a incidência do mal de Alzheimer, doença degenerativa do sistema nervoso, era cinco vezes maior entre aqueles que não tinham diploma universitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há no mercado uma dezena de livros que prometem ensinar como aprender melhor, manter a memória afiada ou aprimorar o raciocínio. Um dos mais recentes é o americano Keep Your Brain Young (Mantenha Seu Cérebro Jovem). Nele, os neurologistas Guy McKhann e Marilyn Albert fornecem um cardápio de exercícios mentais, mas enfatizam que a atividade física também é importante. Especialmente os esportes aeróbicos, que mantêm o cérebro bem oxigenado – e, portanto, sujeito a menos perdas. Na ânsia de variar o menu, muitos desses livros exageram. Em Keep Your Brain Young, por exemplo, os autores afirmam que as mulheres são mais longevas do que os homens porque... batem perna em shopping center. Além do esforço físico de andar e carregar sacolas, fazer compras exigiria um árduo trabalho mental na hora de comparar preços e efetuar contas. Mas, convenhamos, há uma contrapartida na hora de pagar o cartão de crédito: o stress é um veneno para o cérebro. Aqueles que vivem em permanente estado de nervosismo devem tentar mudar de atitude. Nessa condição, o organismo aumenta a produção do hormônio cortisol, um verdadeiro exterminador de neurônios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-3653917571130994292?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/3653917571130994292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=3653917571130994292&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3653917571130994292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3653917571130994292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/o-segredo-e-nao-desligar-nunca.html' title='O segredo é não desligar nunca'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-8539539775968533846</id><published>2010-04-24T22:42:00.001-03:00</published><updated>2010-04-24T22:42:49.395-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Quanto mais, melhor</title><content type='html'>&lt;h2 align="left"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Quanto                 mais, melhor &lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;                 &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Executar                 tarefas complexas é a melhor forma de exercitar                 o cérebro. O psiquiatra brasileiro Cláudio                 Guimarães fez na França um experimento nessa                 área. Colocou eletrodos na cabeça de uma mulher                 de 52 anos e mediu a intensidade do fluxo                 sanguíneo em seu cérebro. Depois, pediu que ela                 memorizasse três tipos de texto durante quatro                 minutos. Veja qual foi o resultado: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                                      &lt;table border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                         &lt;td&gt;&lt;img src="http://veja.abril.com.br/190898/imagens/medicina2.jpg" width="200" height="152" /&gt;&lt;/td&gt;                         &lt;td valign="bottom"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Primeiro,                         a paciente tenta&lt;br /&gt;                        decorar um texto descritivo.&lt;br /&gt;                        É a tarefa mais simples. A&lt;br /&gt;                        maior parte do cérebro&lt;br /&gt;                        permanece com as cores&lt;br /&gt;                        verde e azul, que indicam fluxo&lt;br /&gt;                        sanguíneo menos elevado &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                     &lt;/tr&gt;                     &lt;tr&gt;                         &lt;td&gt;&lt;img src="http://veja.abril.com.br/190898/imagens/medicina3.jpg" width="200" height="163" /&gt;&lt;/td&gt;                         &lt;td valign="bottom"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Em                         seguida, começa a&lt;br /&gt;                        memorização de um texto&lt;br /&gt;                        narrativo, de maior dificuldade.&lt;br /&gt;                        Cresce a intensidade do&lt;br /&gt;                        fluxo sanguíneo, indicada nas&lt;br /&gt;                        áreas de cores amarela e laranja &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                     &lt;/tr&gt;                     &lt;tr&gt;                         &lt;td&gt;&lt;img src="http://veja.abril.com.br/190898/imagens/medicina4.jpg" width="200" height="153" /&gt;&lt;/td&gt;                         &lt;td valign="bottom"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Por                         último, é feita a&lt;br /&gt;                        memorização de um texto&lt;br /&gt;                        argumentativo, que exige&lt;br /&gt;                        maior raciocínio. O fluxo&lt;br /&gt;                        sanguíneo é mais intenso&lt;br /&gt;                        e aparece nos registros como&lt;br /&gt;                        uma massa incandescente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-8539539775968533846?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/8539539775968533846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=8539539775968533846&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8539539775968533846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8539539775968533846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/quanto-mais-melhor.html' title='Quanto mais, melhor'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-5479227691096449774</id><published>2010-04-24T22:34:00.001-03:00</published><updated>2010-04-24T22:34:35.862-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Para aprender, concentre-se</title><content type='html'>Pesquisadores da Universidade da Califórnia (UCLA) descobriram que a realização simultânea de mais de uma atividade altera a maneira como o cérebro retém as informações. "A qualidade do aprendizado é pior quando não estamos concentrados", disse a VEJA o professor de psicologia Russell Poldrack, co-autor do estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participantes da pesquisa: estudantes de 20 anos em média &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Técnica utilizada: imagens geradas por um tomógrafo mostram as áreas do cérebro em que há mais irrigação sanguínea, sinal de atividade cerebral intensa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividade proposta: numa tela acoplada ao tomógrafo, projetaram-se algumas imagens de formas geométricas. Os estudantes tinham de separá-las por cor e forma. A atividade foi repetida com a adição de outro comando: os participantes tinham de contar os "bips" disparados por uma campainha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os estudantes se saíram: a distração da campainha não os fez errar na separação das formas. Contudo, ao terminarem a segunda tarefa, os participantes tiveram dificuldade para lembrar em que ordem as formas apareceram, entre outros detalhes questionados pelos pesquisadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o exame detectou: o hipocampo, região cerebral que tem participação crítica no processo de armazenagem e lembrança de dados, somente foi ativado quando os participantes prestaram atenção à tarefa única. Quando conciliaram duas tarefas, o hipocampo não foi ativado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão: o cérebro trabalha de forma mais completa quando está concentrado, o que propicia lembrar as informações num contexto diferente daquele em que o aprendizado se deu &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conselho do pesquisador depois da descoberta: "Não realize mais de uma tarefa quando você está aprendendo uma coisa nova, da qual pretende se recordar depois", diz Poldrack&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-5479227691096449774?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/5479227691096449774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=5479227691096449774&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5479227691096449774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5479227691096449774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/para-aprender-concentre-se.html' title='Para aprender, concentre-se'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-6696032440182362316</id><published>2010-04-24T22:29:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T22:30:01.691-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Sem memória</title><content type='html'>Qual é o processo físico que nos leva a esquecer experiências traumáticas, como os detalhes de um acidente, de uma briga ou as circunstâncias mais vívidas de uma morte? Um estudo publicado pela revista científica americana Science tenta dar uma resposta a essa questão que intriga os neurologistas. Pesquisadores das universidades Stanford e do Oregon constataram que, para impedir que registros indesejáveis permaneçam na superfície da memória, há uma diminuição na atividade do hipocampo, uma das regiões envolvidas no processo de lembrança de fatos passados. O estudo só foi possível graças a uma invenção recente: o exame de ressonância magnética funcional, capaz de flagrar o cérebro em plena atividade. "Essa é uma das melhores pesquisas sobre os artifícios da memória produzidas nos últimos anos", diz o neurocientista Ivan Izquierdo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, um dos maiores estudiosos do assunto no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquece-se, mas não por completo. O que estava na superfície da memória é arquivado numa camada mais profunda da mente. Ou seja, as lembranças continuam a existir de forma latente. Em muitos casos, transformam-se em fontes de angústia. "Decifrar o processo pelo qual o cérebro arquiva a memória de eventos indesejáveis pode abrir caminho para o tratamento de alguns tipos de fobia e do stress pós-traumático", diz o neurologista Mauro Muszkat, professor da Universidade Federal de São Paulo. Uma das possibilidades é a criação de um remédio que apague inteiramente as lembranças que causam transtornos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conclusões do estudo americano permitem supor que chegará o dia em que a ciência conseguirá desvendar a teia química que compõe o inconsciente, esse tumultuoso oceano subterrâneo de que fala Sigmund Freud, o pai da psicanálise. É no inconsciente que ficam reprimidos, muito mais do que lembranças traumáticas, os desejos inconfessáveis que atormentam uma existência na forma de neuroses. Aquilo que jaz no inconsciente só vem à tona por meio de simbolismos expressos pelos sonhos e por lapsos cotidianos. O trabalho do psicanalista é justamente ajudar a conferir um sentido a esse material psíquico, para que o paciente possa tomar consciência do que o perturba e, desse modo, livrar-se de seus sintomas. Esse trabalho costuma ser longo e não há garantia de que venha a dar resultados. Se um dia a química do inconsciente for desvendada, tudo se tornará mais fácil. Mas essa não é uma reflexão original. Freud já dizia isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-6696032440182362316?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/6696032440182362316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=6696032440182362316&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6696032440182362316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6696032440182362316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/sem-memoria.html' title='Sem memória'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-2146185857767652985</id><published>2010-04-24T22:26:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T22:27:02.098-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>A memória deles é um prodígio</title><content type='html'>Mesmo quem se orgulha de ter memória de elefante se sente humilhado diante dessa turma. Seus integrantes se denominam "atletas da mente" e são a prova viva de que o cérebro humano pode ser treinado para tarefas aparentemente impossíveis. Eles são os campeões de memorização, gente que se lança ao desafio de reter uma enorme quantidade de informações no menor tempo possível. Por exemplo: decorar a ordem de 52 cartas de jogo recém-embaralhadas, ou 25 seqüências de quarenta algarismos cada uma – tudo isso em poucos minutos, ou, no caso dos mais hábeis, em menos de meio minuto. Os campeões de memorização passam boa parte do ano participando de torneios em volta do mundo. Não chega a ser uma atividade profissional, já que os prêmios costumam ser baixos, mas muitos competidores aproveitam seus feitos para faturar escrevendo livros e dando palestras sobre a arte e a técnica de desenvolver a memória. O primeiro concurso foi realizado em 1991, em Londres, por Tony Buzan, um consultor empresarial que hoje conta com 82 livros e manuais publicados sobre o assunto. Em poucos anos, os concursos de memória se espalharam pelo mundo, dos Estados Unidos à Malásia, da Austrália ao Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma típica competição de memória inclui quatro provas realizadas num mesmo dia. Primeiro, os concorrentes têm quinze minutos para decorar 99 nomes e o rosto a que pertencem. Depois, o mesmo período de tempo para decorar um poema de cinqüenta linhas. A seguir vêm as provas do baralho e das seqüências de algarismos. Para cada uma delas, o candidato tem cinco minutos – uma verdadeira eternidade para os grandes bambas da memorização, como o austríaco Lukas Amsuess, de 22 anos, que não leva mais de trinta segundos para dar conta do recado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que se pode pensar, os campeões de memorização não são pessoas excepcionalmente dotadas. Para realizar suas façanhas, eles utilizam uma série de técnicas que na verdade são conhecidas desde a Grécia antiga. Todas elas se baseiam no conceito de associação entre símbolos e imagens, ou situações. É difícil para o cérebro guardar longas seqüências de elementos abstratos, como os algarismos, mas fica muito mais fácil se estes forem associados a pessoas ou imagens do cotidiano. Melhor ainda quando estas são encadeadas em ações, formando uma pequena história. O inglês Edward Cooke, de 23 anos, por exemplo, converte todos os números compostos por dois algarismos, de 00 a 99, em objetos ou personagens que lhe são familiares. Assim, diante da seqüência 342102, ele imediatamente identifica Frank Sinatra (34) cantando uma música de Britney Spears (21) diante de um obelisco (02). Para decorar a ordem das cartas de baralho, os memorizadores costumam usar o mesmo truque: associar cada carta, ou cada dupla de cartas, com objetos ou pessoas. "Qualquer informação é mais bem memorizada quando está associada a lembranças marcantes, experiências anteriores, cenas ou lugares conhecidos", diz o psicólogo Daniel Schacter, da Universidade Harvard, autor de quatro livros sobre a memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schacter informa que os primeiros registros do uso de associação de imagens na técnica de memorização datam de 477 a.C. Naquela época, o poeta grego Simonides foi o único sobrevivente do desabamento do teto de uma casa onde ele participava de um banquete. No rescaldo dos corpos, foi capaz de se lembrar da lista de convidados ao visualizar a posição de cada um nos assentos ao redor da mesa. Segundo o psicólogo americano, o mesmo método era usado pelo generais romanos para decorar os nomes das centenas de soldados de suas legiões. Hoje, o método de associação costuma ser empregado também por quem não pretende se tornar um campeão de memória. Nas aulas dos cursos de leitura dinâmica, por exemplo, um dos exercícios consiste em orientar o aluno a ler um capítulo de um livro e, a seguir, resumi-lo em apenas algumas palavras. Assim, ele aprende a relembrar o que lê evocando palavras que lhe servem como guia, como placas de sinalização numa estrada. "O método também funciona para decorar um discurso que se irá fazer, o nome dos alunos de uma classe ou mesmo uma lista de supermercado", diz a médica Carla Frohmüller Andrade, do Rio de Janeiro, especialista em distúrbios da memória. Os campeões que viajam o mundo vencendo desafios levam esse método às últimas conseqüências, montando histórias longas e intrincadas para memorizar números e palavras. Para brilhar nas competições, chegam a treinar por meses a fio. "É como se preparar para as Olimpíadas", entusiasma-se o inglês Tony Buzan.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-2146185857767652985?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/2146185857767652985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=2146185857767652985&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/2146185857767652985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/2146185857767652985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/memoria-deles-e-um-prodigio.html' title='A memória deles é um prodígio'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-2970347473725297293</id><published>2010-04-24T22:18:00.001-03:00</published><updated>2010-04-24T22:18:48.552-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>A nova ciência do sono</title><content type='html'>Durante séculos, o sono foi considerado uma espécie de tempo morto. Serviria apenas para repor as energias gastas durante o dia. Essa concepção começou a ser desmontada na primeira metade do século XX, mas foi somente nos últimos dez anos, com os avanços nos estudos da genética, da biologia molecular e da neuroquímica, que a maioria dos médicos teve a atenção despertada (com o perdão do trocadilho) para a fisiologia e o real papel do repouso noturno na preservação da saúde. "As descobertas recentes inauguraram uma nova ciência do sono", diz o neurofisiologista Flávio Alóe, do Centro de Estudos do Sono do Hospital das Clínicas, de São Paulo. Ao contrário do que se supunha, durante o sono, o cérebro mantém-se em intensa atividade. Ela obedece a um ritmo próprio, abrange etapas bem definidas e é produto de um equilíbrio especial entre substâncias químicas e impulsos elétricos. Quando todos esses sistemas trabalham em harmonia, conserva-se a boa saúde. Quando, no entanto, eles entram em descompasso, por menor que seja o desajuste, o corpo padece. Sabe-se, hoje, que uma boa noite de sono ajuda a manter a silhueta alinhada, fortalece as defesas do organismo, protege o coração, facilita o aprendizado e a criatividade, aguça o raciocínio e até remoça. Em contrapartida, uma sucessão de noites em claro aumenta a incidência de diabetes tipo 2, depressão, problemas de memória, distúrbios cardiovasculares e até câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das pesquisas mais reveladoras é a que estabelece uma relação direta entre privação de sono e ganho de peso. Durante o repouso ideal, aumenta a síntese do hormônio leptina, responsável pela sensação de saciedade. Ao mesmo tempo, baixa a produção de grelina, o hormônio do apetite. Pois bem, a falta de sono pode levar a um desarranjo na liberação dessas substâncias e, assim, ao acúmulo de tecido adiposo. O maior estudo sobre o assunto foi realizado por médicos da Universidade Care Western Reserve, nos Estados Unidos. Eles acompanharam cerca de 70.000 mulheres ao longo de dezesseis anos. Metade delas dormia mal e não conseguia ultrapassar cinco horas de sono por noite. A outra metade dormia bem e por sete horas, em média. Ao término da investigação, os pesquisadores constataram que as voluntárias do primeiro grupo haviam engordado 15 quilos no período – um ganho de peso 30% maior do que o registrado entre as mulheres do segundo grupo. Mas as insones não comiam mais do que as não-insones. Comiam menos. A explicação para esse aparente paradoxo está no fato de que noites maldormidas, ao desregularem a fabricação de leptina e grelina, causam uma queda no ritmo do metabolismo. Ou seja, a queima calórica diminui e a armazenagem de gordura cresce. "Ao que tudo indica, a falta de sono é um fator de risco para a obesidade tão grande quanto os hábitos alimentares", diz o médico Sanjay Patel, coordenador do estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução no entendimento do sono teve como ponto de partida as pesquisas do fisiologista americano Alfred Loomis, da Universidade Princeton, feitas em 1937. Graças a um exame inventado pouco antes, o eletroencefalograma, Loomis foi o primeiro a mostrar que, mesmo no descanso noturno, o cérebro registrava atividade elétrica. O padrão das ondas cerebrais, no entanto, era diferente do verificado na vigília, com um nível de consciência menor. Além disso, Loomis notou que as oscilações na atividade elétrica do cérebro obedeciam a etapas bem definidas, que se repetiam em ciclos de, em média, noventa minutos cada um. Com isso, ele dividiu o sono em quatro estágios. O primeiro é o da sonolência, a transição da vigília para o sono, em que "a pessoa está como que à deriva, boiando, entrando e saindo da percepção consciente", escreve o psicólogo americano Santley Coren, no livro Ladrões de Sono. O estágio dois é o do sono intermediário, também conhecido como "o primeiro sono verdadeiro", do qual se desperta com facilidade. As etapas três e quatro compreendem o sono profundo, aquele que mais descansa. Em 1953, foi constatada a existência de uma quinta etapa do sono, chamada REM, sigla em inglês para movimentos oculares rápidos. No sono REM é que ocorrem os sonhos. Um de seus descobridores, o médico William Dement, da Universidade de Chicago, defende que o movimento dos olhos ocorre porque assistimos aos sonhos como se fossem filmes projetados numa tela à nossa frente. Do tempo total de repouso noturno, o ser humano passa 5% em sono leve, 45% em sono intermediário, 25% em sono profundo e 25% sonhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de horas, por si só, tem pouca importância. Propalou-se, durante anos, que um sono verdadeiramente reparador tinha de durar oito horas. Bobagem, atestam as novas pesquisas, já que se trata de um aspecto influenciado por uma série de variantes, como idade, genética e hábitos de vida. Está certo que nove de cada dez pessoas foram programadas geneticamente para acordar por volta das 7 da manhã e ir para a cama ao redor das 11 da noite. Mas há aquelas, por exemplo, que foram "desenhadas" por seus genes para funcionar melhor no período noturno e têm, por isso, extrema dificuldade para dormir e acordar cedo. Não é uma questão de indolência, e sim de natureza (boa desculpa para você, preguiçoso...). Ir contra essas características é, geralmente, tarefa das mais penosas, como ilustra, com bom humor, o dramaturgo italiano Ennio Flaiano, no livro Diario Notturno, de 1956. Nele, Flaiano narra o esforço de um homem para tornar-se uma pessoa de hábitos matutinos: "Decidiu mudar de vida, aproveitar as horas matinais. Levantou-se às 6, tomou banho, fez a barba, vestiu-se... e acordou ao meio-dia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, porém, é que a maioria das pessoas, ao menosprezar o sono noturno, seja por necessidade de trabalho, seja por farra, termina por comprometer a sua saúde. A insônia voluntária, por assim dizer, quase sempre resulta na involuntária. Metade de toda a população adulta brasileira experimenta, pelo menos uma vez por semana, uma noite maldormida. Cerca de 30% dela tem insônia crônica, o que representa 40 milhões de zumbis. O que a nova ciência do sono também ensina é que é preciso aprender a dormir. Isso mesmo. Boa parte dos insones não prega os olhos porque simplesmente não sabe dormir. O que você faz quando chega o fim de semana? Desliga o alarme do despertador e, no sábado e no domingo, dorme até o sono acabar. É uma delícia. Então vem a segunda-feira e, com ela, já logo ao acordar, uma sensação de cansaço. A impressão que se tem é que não se descansou nada. Se não bastasse, a fadiga se estende pela terça – e, se bobear, pela quarta, quinta e sexta. Aí chega o fim de semana e a certeza de que dessa vez a canseira será compensada. Mas na semana seguinte a história se repete e assim por diante, num exaustivo círculo vicioso. Isso ocorre porque o suposto remédio para o cansaço cumulativo é justamente seu agente deflagrador: dormir até tarde no sábado e no domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descoberta coube a pesquisadores da Universidade Flinders, na Austrália. Depois de medirem a concentração de melatonina, o hormônio do sono, no sangue de dezesseis jovens saudáveis, de segunda a domingo, eles concluíram que dormir duas horas e meia além do habitual, por dois dias seguidos, provoca um atraso de 42 minutos no relógio biológico. Pode parecer pouco, mas é o bastante para criar uma legião de zumbis. O ideal é que não se durma mais de uma hora e meia além do habitual. Se, mesmo assim, o sono persistir, deve-se ficar acordado por, no mínimo, três horas antes de voltar para a cama. Ou esperar até depois do almoço, entre 1 e 3 horas da tarde, e fazer uma sesta de, no máximo, trinta minutos. Ajustes como esses mantêm a pontualidade do relógio biológico e ajudam a preservar a qualidade do sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se aprender a dormir é difícil, tomar remédio para desmaiar na cama é facílimo – e os avanços nos estudos da fisiologia do sono vêm impulsionando a produção de medicamentos mais seguros. Uma das substâncias em que a indústria farmacêutica mais aposta é o gaboxadol. "Ao que tudo indica, o sono à base de gaboxadol é o que mais se aproxima do natural, sem os riscos de efeitos colaterais dos remédios tradicionais", diz a médica Dalva Poyares, da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica. Certa vez o escritor inglês Aldous Huxley (1894-1963) observou: "Se não somos mais loucos e mais doentes, devemos isso exclusivamente ao sono, o mais abençoado de todos os atributos naturais". A cada descoberta, a ciência atesta que o autor de Admirável Mundo Novo estava coberto de razão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-2970347473725297293?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/2970347473725297293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=2970347473725297293&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/2970347473725297293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/2970347473725297293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/nova-ciencia-do-sono.html' title='A nova ciência do sono'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-6037495467929953714</id><published>2010-04-24T21:58:00.001-03:00</published><updated>2010-04-24T22:01:07.257-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Retroacao</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S9OUQs7aW7I/AAAAAAAAApw/3SV29Fq7Tz4/s1600/iii.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 277px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S9OUQs7aW7I/AAAAAAAAApw/3SV29Fq7Tz4/s400/iii.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463873787589712818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O todo pode ser mair ou menor que a soma das partes que o constituem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto I: Se o hidrogênio é inflamavel e o oxigenio é um coburente, pq a agua não faz pegar fogo,e sim o apaga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o elemento hidrogênio (H) que é combustível, e sim a molécula homônima, hidrogênio (H2). Não é o átomo oxigênio (O) que é comburente, e sim a molécula homônima, oxigênio (O2). A molécula de água pode ser originada de moléculas de H2 e O2, entretanto, durante a reação química, as moléculas se desintegram e se rearranjam, formando nova molécula (a de água) e, por isso, com novas propriedades (como a água que, por conta do seu alto calor específico, rouba muito calor da chama, além de criar uma camada que impede o contato entre combustíveis sólidos com o oxigênio (molécula pura!) do ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao juntar diversas coisas emergem propriedades que nao existiam em cada uma das coisas que juntei. Veja o exemplo acima. Logo, o todo pode ser considerado mais que a soma das partes que o constituem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu todo tambem ee menos que a soma das partes que o constituem, visto que ha coisas em cada uma das partes que nao aparecem no meu todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O todo tambem pode ser considerado maior ou menor que a soma das partes que o constituem devido ao processo de retroacao, isto ee, o todo pode retroagir sobre as partes que o constituem. A retrooacao tambem causa um processo circular entre causa e efeito, visto que a causa pode ser o input que gerara efeitos (outputs) mas tambem os efeitos (outputs) podem gerar novas causas (inputs) e assim infinitamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-6037495467929953714?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/6037495467929953714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=6037495467929953714&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6037495467929953714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6037495467929953714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/retroacao.html' title='Retroacao'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S9OUQs7aW7I/AAAAAAAAApw/3SV29Fq7Tz4/s72-c/iii.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-9173972829349369941</id><published>2010-04-24T01:13:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T01:14:01.911-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>A preparacao fisica nao existe</title><content type='html'>Conversa entre Angel Cappa e Paco Seirulo, preparador fisico do Barcelona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cappa: Nao sei se coincidiras, mas para mim a preparacao fisica como tal nao existe. Existe a preparacao de um futebolista, de um basquetebolista, de um tenista, mas nao ee geral.&lt;br /&gt;Seirulo: Coincido. Antes, por erro, se pensava que primeiro havia de fabricar um atleta e logo que jugase o que seria. Si se queria treinar a resistencia, se treinava por igual no monte, no mar, onde fosse. E em seguida adaptavam essa resistencia a seu esporte. E nao ee assim. Assim perdes tempo e energia, pois cada esporte requere seu tratamente especifico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: A velocidade, por exemplo. Em futebol ee diferente, tem a ver com a precisao, com ver antes a jogada.&lt;br /&gt;S: Eu tenho treinado em outros esportes e o futebol ee o que mais prima as habilidades do jogador: sua inteligencia, tomada de decisao, sensibilidade, compreensao do espaco e do tempo... Por que? Em futebol, a mesma coisa que tu utilizas para movimentar-se (movilizarte) usas para jogar, e tens que estar concentrado em ti mesmo e na equipe. Por isso, os talentos deste esporte sao, pessoalmente, tipos muito especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: Isso me faz recordar uma anedota que vivi com Maradona. Estavamos vendo uma partida de basquete de Michael Jordan e eu disse: "Diego, que grande jogada ele fez, nao ee verdade?. E me disse: "Sim, ee um grande, eu o admiro, mas nao se esqueca de que joga com as manos, nao ee?".&lt;br /&gt;S: Claro, essa ee a dificuldade do futebol: os pes, e isso acarreta muitas obrigacoes motrizes, que, por sua vez, complicam a percepcao e as relacoes inter-pessoais do atleta. Os meus jogadores muitas vezes me dizem: "Ei, Paco, porque nao treinamos a velocidade? E lhes contesto que isso nos treinamos todos os dias, porque o futebol ee isso: velocidade, aceleracao... nao correr por correr, mas sim adaptado a correr em funcao da bola e do rival. Tocar a bola com a velocidade adequada e para onde voce quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: A forca tambem ee distinta. Para mim a forca no futebol ee astucia.&lt;br /&gt;S: Claro. EE aplicar tua energia no momento oportuno. Caso contrario, a forca nao serve para nada. Se es muito forte e cada vez que te chocas com um adversario te roubam a bola ou fazes falta, estas perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: Ha gente que pensa, por exemplo, que os jogadores altos cabeceiam mais e melhor. E nao ee certo. Ha que saber saltar e saber cabecear.&lt;br /&gt;R: De fato, os grandes cabeceadores da historia nunca foram muito altos. Foram medianos mas muito astutos, adivinhando a trajetoria do oponente, da bola e a velocidade precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: Ha muitos mitos na preparacao fisica de nosso esporte. Um ee o aquecimento, outro a pre-temporada e o terceiro os pesos.&lt;br /&gt;S: Sao, para mim, tres temas chaves. A pre-temporada ee o mais grave. Eu creio que ee impossivel que, treinando um mes, se treine (preencha), como se pretende o (tanque) de um futebolista para toda a temporada. Impossivel. Y los preparadores tenemos que flagelar-nos en esto pues le hemos dado demasiada importancia a la pre-temporada. Fazer treinamento duplo e triplo para duas semanas nao ee bom para os jogadores. Apenas consegue fatiga-los e que estes paguem durante as cinco primeiras partidas da liga. Para mim o correto ee preparar-se para o primeiro jogo apenas. Exclusivamente. E logo para o segundo... e assim em diante.&lt;br /&gt;Nao se pode fazer uma pre-temporada treinando duas semanas seguidas em tres turnos sem tocar na bola. Prejudica e nao ee util.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: Ao entrar na Africa do Sul, os jogadores vinham fazer quatro sessoes ao dia. Isso era uma massacre. E o aquecimento, o que me dizes?&lt;br /&gt;Ha uma especie de obsessao de estar 25 minutos aquecendo. Eu vi como aquecia Cruyff em seu dia e so fazia pontapes com a bola e alguma carreirinha (liviana). Maradona, igual.&lt;br /&gt;EE verdade que ha jogadores nervosos que talvez sem necessidade correm mas para aquetar o nervosismo. Mas isso ee tudo.&lt;br /&gt;S: Tenho discutido muito sobre iso e tenho comprovado muito. Para nos o fato do aquecimento ee unico ato socio-afetivo, isto ee, so serve para entrar em contato com seus companheiros e com o ambiente. Esse ee o principal objetivo do aquecimento. Porque há um outro problema adicional. Os jogadores, se jogarem as dez da noite, se levantam ja as seis para comer. E quando se levantam, como a todos, lhes doi algo. Por isso, se trata de mover-se um pouco, em geral, e logo tomar a bola, te lo pasas unas veces y ya esta.&lt;br /&gt;Tenho visto milhares de vezes como um jogador sai a jogar sem aquecer, por lesao de outro, e nao lhe passa nada.&lt;br /&gt;Joga sem problema algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: Isso acontece no basquete. Os jogadores saem de repente, sem aquecer e nao passa nada.&lt;br /&gt;S: O mesmo ocorre no tenis. Eu nao vi tenistas dar voltas a pista antes de jogar. Saem, aquecendo trocando a bola, um par de saques... e comeca a partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: Outro mito, por desconhecimento, ee pensar que se o jogador corre mais vai jogar melhor futebol.&lt;br /&gt;S: Em nosso esporte apenas três corridas para fazer após o pontapé de saída e um par de movimentos... e voce esta aquecido. E a partir dai, ja podes correr tudo o que queras. Nao posso dizer que ee uma barbaridade aquecer, mas nao ee necessario fazer esses aquecimentos exagerados a que o futebol nos tem acostumado. Outra coisa seria, por exemplo, uma carreira de 400 metros. Ai sim, pois ee um esforco individual, especifico e unico em um tempo curto. Mas no futebol, para nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: Disse o doutor Oliva que setir-se cansado nao ee estar cansado. O cansaco ee, em parte, psicologico. Influi muito o estado de animo. Nunca se ve uma equipe ganhando 4-0 cansada.&lt;br /&gt;S: Isso se ve no atletismo. O que chega primeiro, que deveria estar mais cansado, se passa logo o tempo dando a volta a posta, saudando... e os outros estao cansados sobre o terreno. E ee pelo fator animico. Sao as endorfinas. Teu proprio corpo gera autoestima. Assim, apenas um pequena fator biologico justifica o aquecimento. Mas, insisto, nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: O curioso ee que de preparacao fisica ninguem fala nada, salvo quando perde a equipe. Ai se justifica tudo.&lt;br /&gt;S: Sim, parece que de repente nao correm. E porque nao correm? talvez porque eles estão perdendo e não vice-versa. Quando um jogador da dois passes maus, a solucao nao ee correr, sim parar para recuperar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: E a pressao. A tensao permanente de ganhar tambem influi muito no fisico.&lt;br /&gt;S: Isso se nota, sobre tudo, na recuperacao. O stress gera mais estress. Os jogadores, em uma dinamica negativa, nao recuperam e por isso estao cansados. No Barca nossos treinamentos estao baseado na mudanca. Nunca fazemos dois treinamentos iguais, que tenham a mesma intensidade e o mesmo objetivo. Al tercero igual, los jugadores pasan. Nao serve de nada. Os habitos geram estabilidade inicial mas acabam por destruir. Os jogadores, para adaptar-se ao novo treinamento, sacan a energia que tinham guardada e a equipe se beneficia disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: Ademas, ha que treinar com criatividade. Nao se deve prever tudo, falando desde o ponto de vista futebolistico. Depende tambem do dia, do que surja nesse instante. Muitas vezes uma mudanca no que tinha planejado en la manana.&lt;br /&gt;S: Eu aplico uns parametros minimos, mas logo observo e se vejo que a partir de umas series feita, fazer mais nao serve de nada, o deixo. Os jogadores perdem interesse si a muita repeticao. De os treinadores que tem tido no Barca o que melhor ha manejado este aspecito havia sido os que melhor resultado haviam tido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: Quando eu faco exercicios para os defesas, por exemplo, nao penso em tempo que deve ser feito. Isso depende de muitos fatores.&lt;br /&gt;S: Muitos treinadores se angustiam com isto. Si a un ejercicio le faltan dos series, te lo recuerdan angustiados. E nao passa nada. Os jogadores, muitas vezes, querem saber exatamente o que tem de fazer para mentalizar o seu corpo para esse esforco. Por isso eu lhes tento manter sempre alerta. Nao quero que sejam funcionarios do treinamento. Assim se motivam, embora, sendo sinceiros, a motivacao no futebol vem pelo gol.... e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: Falamos dos pesos? Ha obsessao por ele. Muitas creem que si se esta mas musculado se joga melhor e se lesiona menos. E nao ee assim.&lt;br /&gt;S: Ha um erro: atribuir sempre as lesoes a preparacao fisica. No futebol ha duas coisas: acidentes e lesoes.&lt;br /&gt;Os acidentes, que temos muitos, sao inevitaveis e as lesoes, que temos menos, nao.&lt;br /&gt;Utilizar os pesos de forma generica, em movimentos e em cargas que são completamente alheios ao futebol, ee um erro. Os pesos preparam o musculo para outras atividades que nao sao as que vai utilizar o jogador no relvado. E isso lhe provoca sobrecargas. A musculacao ha que utilizara para melhorar a forca focalizada no futebol, nao genericamente. Outra coisa ee que de 16 a 19 anos o futebolista necessita uma formacao muscular para que deixe de ser um cidadao comum e se transforme em um desportista. Mas se pode ser com a bola, melhor. Porque? Porque a bola acrescenta o elemento coordenativo que logo utilizara no campo. Se tu fazes tres saltos de pernas, como exercicio, mas sem a bola, nao tem sentido. Onde salta, como apoyas... tudo ee diferente se tens uma bola por medio. Nao ee o mesmo saltar que saltar para ter que dirigir um passe. Por isso, a preparacao fisica do futebolista ha que fazer-la com a bola sempre. A questao nao ee capturar forca nas pernas, sim adaptar a musculacao ao que logo va se fazer no campo. O contrario gera lesoes, pois o musculo nao esta preparado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: A eso hay que anardile que hoje em dia os jogadores tem demasiados partidos, demasiada tensao. Se estas em um grande, sempre existe a obrigacao de ganhar.&lt;br /&gt;S: E ademas os jogadores vem da selecao aos clubes e vice-versa. E ninguem treina igual. Os jogadores variam de um tipo de treinamento a outro e isso os afeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: Eu, quando chego a uma equipe nova ao semestre de temporada, sempre pergunto que estava fazendo o preparador fisico anterior para nao gerar descompensacao.&lt;br /&gt;S: Muitas vezes a culpa temos nos, os preparadores fisicos, porque para ser diferente temos nos inventamos coisas que danam os jogadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C: Para resumir, eu creio que ha uma preparacao focada no musculo e outra, a correta, focada no futebol, ao jogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-9173972829349369941?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/9173972829349369941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=9173972829349369941&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/9173972829349369941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/9173972829349369941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/preparacao-fisica-nao-existe.html' title='A preparacao fisica nao existe'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-3328697047521069840</id><published>2010-04-21T11:55:00.002-03:00</published><updated>2010-04-21T11:56:10.501-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>O bailet de Bolshoi ficou com inveja</title><content type='html'>Ontem assisti a semi-final da Liga dos Campeoes entre Internazionale e Barcelona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem ve Pep Guardiola num nivel mais elevado que Mourinho penso que se decepcionou, porque diferentemente de Guardiola, que chegou numa equipe das unicas do mundo com uma cultura de jogo que ee privilegiada desde as bases e isso ja estava estabelecido sem ele, Mourinho assumiu a Internazionale e a vem lhe dando essa cultura, como fez com o Porto e Chelsea, portanto, vejo o trabalho de Mourinho com uma maior dificuldade que o de Guardiola, por isso valorizo ainda mais sua conquista nesse jogo. Independente de qualquer coisa que venha acontecer, para mim, a Internazionale ja ee a vencedora da Liga dos Campeoes e Mourinho o cara, junto de sua equipe e profissionais que trabalham com ele, responsavel por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observando o jogo, acredito, que reparei em algumas poucas coisas que talvez merecam ser citadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ate os 20 minutos do 1 tempo de jogo o pressing da Internazionale nas linhas 2 e 3, um pouco a frente do meio de campo e um pouco abaixo do meio de campo, estava sendo extremamente eficaz, passados esses 20 minutos esse pressing nesse local especifico que falei parou e nao voltou mais ate o fim do jogo. Posso estar falando uma grande besteira, provavelmente estou, mas tive a impressao que toda essa eficacia desse pressing especifico estava ligada a um mecanismo do meio campo em pressionar em losango, reforcei esse pensamento depois que apareceu Mourinho fazendo um losango com a mao para algum dos jogadores enquanto tentava falar algo. Caso tudo isso que eu falei faca algum sentido, essa possivel estrategia adotada por Mourinho se pareceria com a que o Estudiantes usou na final do Mundial Interclubes contra o Barcelona, pressao setorial em losango usando o meio de campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Barcelona tambem nesse tempo dos 20 primeitos minutos, deve muito dificuldade em executar aquele seu mecanismo de fazer a bola da defesa chegar ao ataque, reparei tambem que os medios (xavi) estavam baixando, talvez tenha dificultado mais ainda a circulacao de bola deles. Entretanto, com a bola ja no campo ofensivo nao ee nada facil retomar do Barcelona a bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa interessante era o pressing intenso da Internazionale nos momentos de transicao defensiva. E foi num pressing de transicao ofensiva, quando o Barcelona recuperou a bola apos um escanteio a favor da Internazionale, que o time de Mourinho conseguiu rapidamente retomar a bola, impedindo a transicao ofensiva, e pegando o time do Barcelona em saida para o ataque conseguiu marcar o gol de empate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do PVC ficar toda hora dizendo que quando recupera a bola a Internazionale a "rifa", na verdade nao tinha nada de rifar a bola, o mecanismo teoriado e operacionalizado pela equipe nas transicoes ofensivas ee um jogo direto vertical, e acredito que bem executado, pois sempre tinha jogadores no campo ofensivo a receber ou a entrar pelo meio, sempre dois jogadores pelas extremidades e um pelo meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que Mourinho quebra alguns paradigmas da ciencia do futebol. EE tambem absurdo dizer que a Internazionale, por exemplo, nao encanta, ee claro que encanta, acho o pressing deles perfeito, uma danca, que nem o bailet de Bolshoi consegue fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-3328697047521069840?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/3328697047521069840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=3328697047521069840&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3328697047521069840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3328697047521069840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/o-bailet-de-bolshoi-ficou-com-inveja-da.html' title='O bailet de Bolshoi ficou com inveja'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-8531233980761756380</id><published>2010-04-17T17:40:00.002-03:00</published><updated>2010-04-17T17:41:57.489-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>A influência da imagética motora na   performance esportiva de atletas de futsal</title><content type='html'>Resumo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática mental do movimento objetivando tanto a recuperação funcional do gesto motriz como também o incremento da performance motora em atletas é nomeada como imagética motora (IM). Esta técnica neurocognitiva foi aplicada durante quatro semanas em 14 atletas de futsal entre 11 e 13 anos, na tentativa de melhorar a performance motora de cobranças de pênaltis. Conclui-se que a IM é fator influenciador da performance motora. Os dados foram evidentes para rejeitar a hipótese nula. A um nível de significância de 5%, existem evidências de que o treinamento mental surtiu efeito positivo no número de pontos marcados (valor de p: 0.01329)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unitermos:&lt;br /&gt;Prática mental. Imagética motora. Futsal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Alexandre Azevedo*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo de Abreu Nunes**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bianca Kalil de Macedo Jakubovic***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Januário Gomes Mourão D.Sc****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luís dos Santos Silva D.Sc*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vernon Furtado da Silva D.Sc******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link para o trabalho: http://www.efdeportes.com/efd140/imagetica-motora-na-performance-esportiva-de-futsal.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de qualquer coisa, esse trabalho tenta mostrar a importancia da imagetica motora para a maior eficacia nos treinamentos de futebol. Achei bem interessante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-8531233980761756380?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/8531233980761756380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=8531233980761756380&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8531233980761756380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8531233980761756380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/influencia-da-imagetica-motora-na.html' title='A influência da imagética motora na   performance esportiva de atletas de futsal'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-5481650120418785588</id><published>2010-04-11T21:24:00.002-03:00</published><updated>2010-04-11T21:25:20.593-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>A imaginacao</title><content type='html'>Encontrei a noticia desse estudo tentando pesquisar usando palavras chaves como forca imaginacao pensamento imagem guiada aprendizagem e mais algumas outras. Esse ee um tema relativamente bem difundido e que os estudos estao aumentando muito, se conseguir encontrar mais coisas interessantes relacionados a este mesmo assunto voltarei a postar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você acredita que o simples fato de alguém mentalizar que está andando de bicicleta pode ajudá-lo a melhorar seu desempenho? Pois é isso que sugerem experimentos realizados no Laboratório de Neurociências e Comportamento do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP). Coordenado pelo biólogo André Frazão Helene e orientado pelo professor Gilberto Xavier, o estudo mostrou que um treinamento imaginativo pode de fato aprimorar uma habilidade.&lt;br /&gt;null&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensador, escultura do francês Auguste Rodin (1840-1917)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helene explica que as áreas cerebrais ativadas durante o exercício de imaginação de uma tarefa e sua execução efetiva são muito próximas. "O tempo de imaginação de um ato motor é igual ao tempo de sua execução real", afirma. "Ocorre, por exemplo, uma elevação proporcional da taxa de batimentos cardíacos, de ventilação e de consumo de oxigênio quando pessoas se imaginam andando a 5, 8 ou 12 km/h."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipe avaliou a possibilidade de se adquirir novas memórias[1] por meio do treinamento restrito à imaginação. Um primeiro experimento, de natureza cognitiva, envolveu um grupo de voluntários que tinha que ler palavras invertidas e escrevê-las corretamente com o dedo no ar. Outro grupo lia palavras grafadas de forma correta e as imaginava escritas ao contrário. Após três dias de treino de 100 palavras por dia para cada um, foi verificado que o desempenho dos grupos era equivalente. "Ambos tiveram a aquisição efetiva da habilidade", afirma Helene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um segundo experimento avaliou o aprendizado motor pela imaginação. Os 24 participantes, todos destros, foram divididos em três grupos. O primeiro era de treino real: eles se sentavam de frente para um monitor em que apareciam em seqüência números de um a quatro. A cada número correspondia um dos dedos da mão direita; a tarefa consistia em tocar com o polegar os dedos equivalentes ao número mostrado na tela. O segundo era de treino imaginativo: a diferença é que ao invés de realmente tocarem o polegar, os participantes deviam somente imaginar a ação e apertar um único botão numa mesa para indicar que a atividade fora imaginada. O último grupo era o de controle, sem treinamento prévio da tarefa.&lt;br /&gt;null&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O computador apresentava os estímulos e registrava o movimento e sua duração por sinais enviados de sensores fixados nas pontas dos dedos dos participantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após 40 minutos de treino o grupo com ’prática imaginativa’ realizou cada movimento em 0,75 segundo, desempenho próximo ao do grupo de ’treino real’, 0,70 s. Já o grupo de controle, sem treinamento, executou a tarefa em 1,05 s. O treino imaginativo reproduziu também outras características do ’treino real’. "Cada dedo tem um tempo diferente para tocar o polegar," aponta Helene. "O dedo mínimo é o mais rápido, enquanto o indicador é o mais lento, no treino imaginativo e no prático."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, o treino imaginativo poderia ser usado por pacientes em recuperação para auxiliar a reabilitação de certas habilidades, como andar. "Caminhar envolve cálculos mentais precisos e inconscientes que ativam sub-rotinas como se inclinar, equilibrar-se e frear", explica. O treino imaginativo pode ajudar a aperfeiçoá-las antes que o paciente seja capaz de executá-las. Mas o biólogo adverte que o treino é mais eficiente para atividades que dependem de esforço mental. "O desafio não é aumentar a força, mas aperfeiçoar a precisão dos cálculos mentais da ação em questão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II Texto:&lt;br /&gt;A bioquímica do corpo é um produto da consciência - Deepak Chopra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médico endocrinologista e pensador indo-americano, dr. Chopra, nos enfatiza a estreita relação entre o que pensamos e o estado da saúde, em dado momento.&lt;br /&gt;"A recordação de uma situação de estresse, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios e toxinas (adrenalina, cortisol etc.) destrutivos que o estresse propriamente dito. A bioquímica do corpo é um produto da consciência humana. Os processos corporais mais básicos respondem ao nosso estado de espírito (ânimo). Não temos dúvidas quanto ao fato de que ínvisíveis partículas vibratórias de pensamento e emoção alterem a química fundamental de cada célula. Se quiser mudar o seu corpo, mude primeiro sua consciência. Tudo o que acontece a você é resultado de como você vê a si próprio. Cada pensamento que você tem, ativa moléculas mensageiras no cérebro"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto significa que cada impulso mental é transformado automaticamente em informação biológica. Tais percepções apontam para um potencial inato de adoecimento, mas principalmente de cura ainda muito pouco explorado, mas que não deve permanecer sub-utilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído do texto: Saúde: Uma questão de pensamentos - do médico Ricardo Dreux, cardiologista, formado em Ciências Biológicas, do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequeno comentario:&lt;br /&gt;Na verdade essa questao da imaginacao ee muito interessante, haja visto que o tempo para treinar ee pequeno e nao pode se estender muito, entao, o treino mental do nosso modelo de jogo, por exemplo, aumentaria o tempo do treinamento. Obviamente que teriamos que ver a implicacao desse desgaste mental que traria a imaginacao do nosso modelo. Tambem entramos na questao de nao estamos dentro da imaginacao do jogador para saber se este esta executando tudo como deveria ser em sua imaginacao, apesar que se o jogador executar corretamente em campo executaria corretamente em sua imaginacao. Enfim, e isso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-5481650120418785588?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/5481650120418785588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=5481650120418785588&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5481650120418785588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5481650120418785588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/imaginacao.html' title='A imaginacao'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-7969908229224000080</id><published>2010-04-11T17:53:00.002-03:00</published><updated>2010-04-11T17:57:17.541-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Pensamentos em relacao ao pensamento...</title><content type='html'>Fiz uma pequena pesquisa em relacao ao pensamento, reuni algumas informacoes ainda consideradas de ciencias esotericas, com alguns conceitos da neurociencia e mais algumas pesquisas ou opinioes de estudiosos do assunto. Vou postar tudo de uma vez, contudo, as informacoes nao estao organizadas e sinalizadas com a respectiva pessoa que o falou, mas como nao terei tempo de organizar tudo vou postar assim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você pensa em algum amigo ou em um membro da família, escapam de seu cérebro ondas mentais; estas ondas são como as das emissoras de rádio e viajam através do espaço, chegando à mente daquela pessoa na qual estamos pensando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário aprender a concentrar e projetar a mente com precisão e grande força. E necessário que você saiba que concentrar a mente é fixar sua atenção em uma só coisa. Quando você fixa a atenção mental em um amigo distante, quando você se concentra nesse amigo, pode estar certo de que seu cérebro emite ondas mentais potentes que, inevitavelmente, chegarão ao cérebro de seu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem aprende a manejar a força do pensamento, vai com absoluta segurança ao triunfo, assim como a flecha chega ao alvo guiada pela mão do exímio arqueiro. Lembre-se de que o mundo é um produto da mente. Você é o que é pela mente. Você pode transformar-se totalmente, fazendo uso da força do pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um é o que quer ser com a força da mente. Cada um projeta no mundo da mente cósmica o que é e o que quer ser. Os projetos da mente se cristalizam fisicamente e, então, temos, na prática, uma vida rica ou miserável, feliz ou desgraçada. Tudo depende do tipo de projetos mentais que hão cristalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O pensamento é a vibração da consciência. Energeticamente falando, esta vibração forma no campo etéreo da pessoa que está pensando, uma força magnética que atrai para a mesma aquilo que ela está pensando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pensarmos sempre que conseguiremos algo que almejamos a probabilidade de alcançar a meta aumenta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada pensamento radia uma vibração energética que é magnética por natureza, atraindo para si o objeto pensado. Dependendo da intensidade mental e grau de concentração da pessoa, o pensamento será vitalizado e materializado trazendo para a realidade física o objeto pensado. Uma pessoa que aprende corretamente a direcionar e utilizar os pensamentos selecionando-os constantemente, é capaz de criar e dissipar situações de acordo com a própria vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade Todo pensamento cria uma série de vibrações na substância do corpo mental,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a criatura pensa, emite vibrações, lançadas para o espaço em todas as direções, emitem e captam pensamentos com a mesma intensidade e sintonia. Assim sendo, o pensamento adquire forma definida e real, densidade e cor, e é constituído por matéria fluídica. Poderá obter forma regular ou irregular, brilho e intensidade de cor de acordo com a medida de força e a atividade do sentimento que o originou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar é atrair e “conforme pensares assim serás” ou “quem mal faz, para si o faz”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Homem é do tamanho do seu sonho" (FERNANDO PESSOA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É através do pensamento que a criatura põe em ação o raciocínio, resolve, soluciona, descobre e esclarece situações e problemas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento deve ser igual a um facho de luz, emitindo e recebendo as ondas e vibrações do universo, esse vai e vem, é como um rádio, EMISSOR e RECEPTOR, que municia a todos com novas idéias, criatividade, ou intuição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento é uma força que - se usada com sabedoria - nos põe em sintonia com nosso ser superior, com forças que nem sabíamos que existiam dentro de nós. Elas acabam criando os acontecimentos e interferindo com intensidade em nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pensamos pode influir em nossos destinos, fazendo com que experimentemos as nossas alegrias e contratempos, o nosso inferno e paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tudo o que acontece na sua vida é você quem atrai. E a atração se dá pelas imagens que você carrega na mente. É o que você está pensando. Aquilo que está na sua mente é o que você atrai para si”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais do que a ancestral noção de que as pessoas são capazes de atrair para si mesma coisas boas e ruins dependendo de sua disposição mental”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento positivo associado a uma ação ensejará muito mais sucesso do que o negativo. Sabemos por uma série de estudos, que pensar positivamente estimula o cérebro a buscar mais saída&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as mesmas pesquisas mostram que pessoas que rezam pela própria cura e que se mentalizam com saúde ainda que presas a uma cama de hospital têm maiores chances de se livrar da doença do que as que se entregam ao desespero e ao derrotismo.Isso, aliás, se deve, pois: “A explicação científica óbvia é a que os otimistas acreditam na própria cura e, por essa razão, tendem a cuidar mais, seguir o tratamento médico com mais afinco e disciplina”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento positivo não altera o mundo físico, mas as pessoas têm maior probabilidade de obter sucesso se mantiverem uma atitude positiva. Esse é fato psicológico bastante simples”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser otimista e pensar positivamente em nossos objetivos são realmente estratégias altamente eficazes. O otimismo, que é a interpretação favorável dos resultados da vida e de nossas expectativas, é de fato um ótimo pontapé inicial para o bem-estar. O otimismo nos leva à sensação antecipada de sucesso oferecida pelo sistema de recompensa do cérebro ao se visualizar bem-sucedido, uma grande motivação para agirmos. Por isso, o derrotismo não leva a nada: que motivação seu cérebro pode encontrar para fazer o que ele espera que dê errado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, por mais que se imagine um colar de diamantes ao redor do pescoço, ele não aparecerá ali sozinho. O cérebro constrói sua representação da realidade do corpo e dos objetos externos a ele e trabalha com essas representações. Nesse sentido, a realidade mental é de fato criada -mas de acordo com uma realidade física que resiste impávida ante os nossos pensamentos. Por isso, os delírios e alucinações são perigosos: como realidades criadas pelo cérebro sem nenhum apoio no mundo real, levam o cérebro a agir de maneira desajustada, incompatível com a realidade do mundo e das outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, por mais que se pense com otimismo em ganhar dinheiro ou colares de diamantes, eles não chegarão sozinhos pelo correio apenas pela força do seu pensamento. Não basta pensar: é preciso agir sobre o mundo e usar o cérebro para mudar a realidade física por meio de nossas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o alerta sobre os limites do pensamento positivo soa pessimista, pense de novo. Uma descoberta importante da neurociência é que receber um prêmio ou dinheiro sem fazer força pode até ser bom, mas não é nada que se compare ao prazer de conquistá-lo à força do nosso próprio suor. O cérebro gosta de ter trabalho e de ser recompensado por isso. Segredo mesmo é fazer para então merecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a sabatina, Nicolelis apostou no potencial da interação entre o cérebro humano e as máquinas, abrindo a possibilidade para que alguém "pense" em um lugar e uma ação seja desencadeada por um instrumento em um localidade distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O nosso alcance vai mudar, no longo prazo, nossa noção de ambiente, de presença física", afirmou. "É como se houvesse uma incorporação ao corpo", afirma. Segundo ele, isso será possível por meio da interação entre as máquinas e o cérebro humano --que passaria a considerar aparelhos, mesmo que estivessem distantes, como se fossem parte do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, é preciso que o cérebro receba e "entenda" os sinais emitidos pelos aparelhos e vice-versa. Segundo ele, isso não está muito longe. "No caso de um tenista, já é como se o cérebro entendesse a raquete como uma parte do corpo", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Psicologia Positiva é um novo ramo da psicologia, centrada no estudo do bem-estar e do enriquecimento da vida humana. Pesquisadores como o Dr. Jonathan Haidt, da Universidade da Virgínia, têm estudado as respostas químicas e hormonais geradas pelo testemunho de atos de coragem moral e comportamento entusiasmado. A Dra. Barbara Fredrickson, da Universidade da Carolina do Norte, descobriu que viver emoções positivas na razão de 3-para-1 em relação às negativas leva as pessoas a um ponto máximo, no qual elas naturalmente se tornam mais resistentes à adversidade e podem atingir o que antes só podiam imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, pensamentos não têm peso; não, nada da "ciência noética comprovada" do livro foi de fato comprovada, e pensamentos não mudam a disposição de moléculas de água, muito menos das paredes ou do mundo em geral, nem fazem aparecer colares de diamante em seu pescoço ou cheques na sua caixa de correio. O que muda o mundo são ações; pensamentos positivos ajudam ao levar a ações positivas. Só isso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses hábitos e condicionamentos, quando repetidos frequentemente acarretam uma verdadeira mudança na configuração de nossa rede sináptica neuronal cortical, literalmente reconfigurando o nosso cérebro (um processo conhecido como aprendizagem) com esse padrão de resposta e atitude perante nossos estímulos externos (e internos). As emoções são um importante componente nesse mecanismo de aprendizado. Assim para muitos neurocientistas, as mudanças bioquímicas que ocorrem ao nível dos receptores são a base molecular de nossa memória, numa rede psicossomática que se estende por todas as nossas células em todo o nosso corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A somatização, em geral, é uma válvula de escape para as emoções e os sentimentos com os quais não se consegue lidar. Atualmente, pode-se afirmar que todas as doenças têm ao menos algum fundamento psíquico, mas em alguns casos a participação dos estados emocionais no desencadeamento ou na evolução da doença é mais evidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao vasculhar o mundo da matéria, os cientistas se deparam com o vazio, dependente de campos energéticos de possibilidade de existência e chega-se à conclusão de que coisas não se tocam, chegam a uma distância limite e são repelidas pela força eletromagnética dos elétrons. Partindo-se do ponto de que matéria é energia, o homem pode e deve ser visto como o ser energético, que na verdade o é. Somos, então, uma freqüência, que de uma forma mágica, é única em todo o universo (pelo menos essa possibilidade de existência), e com essa freqüência interferimos no ambiente. As informações energéticas que recebemos constituem aquilo que somos, e se dão em rede e simultaneamente através de pensamentos, sentimentos, alimentação e inúmeras outras formas. Essas informações são interpretadas de diferentes maneiras pelos pontos nodais espalhados por todo o corpo. O cérebro é apenas um desses pontos e não o único, como se pensava, o coração e o intestino também são importantes pontos de interpretação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale salientar que essas informações, na forma de hábitos repetidos freqüentemente, geram uma necessidade celular a nível bioquímico que leva a uma dependência. De forma inconsciente, buscamos situações que levam o corpo a produzir peptídeos que satisfaçam a esses ‘vícios celulares’. Se por um lado essa situação nos parece, de princípio, assustadora (ser dependente químico da raiva, por exemplo, me parece no mínimo deprimente), por outro, nos traz a possibilidade de uma reconfiguração do nosso cérebro. De posse desse conhecimento, a nossa responsabilidade se torna clara, tanto para nós quanto para o planeta. a transformação e a cura estariam a nenhum passo de nós mesmos. Vemos a oportunidade de procurar a sintonia com a nossa verdade mais elevada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre-se uma lacuna para pensar sobre a reação do homem moderno, viciado na realidade que os sentidos lhe proporcionam, filho de uma verdade supostamente fixa, palpável, centrada em provas científicas e totalmente fincado na segurança da matéria, mas que ao investigá-la, descobre que ela não existe da forma que sempre acreditou. Que se constitui de vazio… Que o mundo externo, tão revestido de realidade até então, passa a ser reflexo de sua mente e, como tal, pode ser modificado, recriado, dentre todas as possibilidades existentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não é a vontade, e sim a imaginação que nos faz agir.”  Assim afirma Émile Coué, psicoterapeuta francês, nascido em 1857 e estudioso de psicologia da sugestão e hipnotismo que desenvolveu um método de terapia por auto-sugestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos ignoram que a imaginação representa uma força poderosa e invencível que nos faz agir e que exerce influência sobre todo o nosso ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após longos anos de estudo e detidas observações, Coué oferecia à humanidade o resultado  de suas pesquisas, ensinando que a imaginação é a grande força motriz dos atos que praticamos, consciente ou inconscientemente, e que pela auto-sugestão, todos podemos converter o pensamento em realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentido da palavra vontade quer dizer “faculdade de praticar ou não, livremente, algum ato.”, segundo Coué, não há engano maior, pois a vontade sempre cede à força da imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos exemplos citados pelo autor é a de um ciclista que, aprendendo a andar em bicicleta, vai pela estrada e de repente, avista um obstáculo (uma pedra por exemplo), o ciclista procura evitar o obstáculo, porém quanto mais esforço faz, mais diretamente vai em relação a ele. O pensamento neste momento diz “quero evitar o obstáculo mas não consigo”. Nesse tipo de conflito é sempre a imaginação que sobrepuja a vontade, sem exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Prof. Alberto Barbosa Pinto Dias, em artigo publicado no jornal Alternativas de Atibaia, elucida que ao imaginar, o cérebro tem o nível de energia aumentado em dobro em relação ao que desenvolve quando estamos raciocinando ou simplesmente observando o que ocorre no mundo exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este processo tem a ver com a utilização dos hemisférios cerebrais. Quando o homem imagina, ela entra no circuito cerebral dominado pelo lado direito. Ao raciocinar, utilizamos o lado esquerdo, o da personalidade, onde se encontram muitos bloqueios e impedimentos produzidos pela educação (castradora) ou por ocorrências outras como a interferência da sociedade (costumes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro estudo sugere que o simples fato de alguém mentalizar que está andando de bicicleta pode ajudá-lo a melhorar seu desempenho. Experimentos realizados no Laboratório de Neurociências e Comportamento do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP), coordenado pelo biólogo André Frazão Helene e orientado pelo professor Gilberto Xavier mostrou que um treinamento imaginativo pode de fato aprimorar uma habilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helene explica que as áreas cerebrais ativadas durante o exercício de imaginação de uma tarefa e sua execução efetiva são muito próximas. “O tempo de imaginação de um ato motor é igual ao tempo de sua execução real”, afirma. “Ocorre, por exemplo, uma elevação proporcional da taxa de batimentos cardíacos, de ventilação e de consumo de oxigênio quando pessoas se imaginam andando a 5, 8 ou 12 km/h.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer coisa acontecendo no cérebro é observada pelo sistema imunológico. Se se trata de estresse, desespero ou de bem estar e felicidade, as células imunes sabem – e, dependendo do caso, sua ação é diminuída ou aumentada. Os mensageiros das informações para o cérebro/sistema imunológico trabalham com substâncias pequeninas: os neurotransmissores e os peptídios. Eles são produzidos pelo cérebro e se instalam em determinados lugares, chamados “receptores”, na superfície das células imunes. O cérebro de uma pessoa depressiva libera grande quantidade dessas substâncias transmissoras, que por sua vez também “deprimem” as células imunes. O principio é simples: nosso sistema imunológico é feliz quando estamos felizes e triste quando estamos tristes. O “programa” na cabeça se projeta em nosso estado de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma outra pesquisa, o psicólogo David McClelland, da Universidade Harvard, assistiu com seus alunos a um filme de madre Teresa de Calcutá mostrando seu trabalho com os pobres e doentes daquela cidade indiana. Todos os estudantes ficaram profundamente impressionados, como provou o exame do sistema imunológico de cada um. A globulina de imunidade A (IgA), um anticorpo responsável pela destruição de infecções nas vias respiratórias, tinha aumentado; fenômeno que McClelland chama de “efeito madre Teresa”. Já em um filme sobre o huno ‘Átila’ não conseguiu competir com madre Teresa. Quando os estudantes assistiram àquele filme, a ação dos anticorpos IgA diminuiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já constava nos Vedas: o corpo é a projeção de nossa consciência, e muitos biólogos moleculares modernos estão de acordo. Pelo menos no campo molecular, somos o que pensamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos o reflexo do nosso mundo mental, tudo o que acontece no corpo, passa pela mente, consciente ou inconscientemente. Alguns sistemas, antes tido como autônomos como o imunológico, é influenciado, “gerido” pela mente através de pensamentos e imaginação. O problema é quando a mente está desgovernada, estressada e não temos controle sobre o conteúdo de nossos pensamentos e emoções o que causa um caos orgânico. O sistema imunológico é condicionável. Já que reage ao poder do costume, é também influenciável pelo cérebro. Já há três mil anos a literatura médica da Índia vê o corpo como uma projeção da consciência.   Poder ilimitado ou apenas desconhecido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder da imaginação humana é extraordinário. Temos tido exemplos disso, em experiências realizadas, quando as pessoas transformam situações ou mesmo eliminam dores e doenças, através de processos imaginativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walt Disney, com sua inteligência, tornou realidade tudo o que fazia parte do imaginário infantil. Henry Ford disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se desenharmos fortemente na mente a coisa que desejamos, um pequeno ente espiritual que está dentro de nós irá em busca desta coisa desejada até o devido lugar e voltará com ela”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós não somos apenas uma massa de carne, que pensa e age. Somos um ser de luz que habita um organismo formado por bilhões de partículas que estão configuradas por nossa força mental. Todo comportamento, construtivo ou destrutivo, depende dos pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um dos aforismo de Buda podemos ler: “É a própria mente de um homem que o atrai aos maus caminhos e não os seus inimigos”. Cabe ainda, aqui uma mensagem de Buda referente a imaginação e ao pensamento mau dirigido:&lt;br /&gt;A corda e a serpente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece às vezes, que um homem que sai do banho pisa sobre uma corda molhada e pensa ser uma serpente. Tomado de terror, ele sofre, de antemão, no seu espírito, todas as dores que pode causar uma picada venenosa. Mas que alívio não há de sentir esse homem quando perceber que não era uma serpente! (…) Reconhecendo a natureza da corda, há de sentir-se aliviado e há de encontrar de novo a ventura e a tranquilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo  B. K. S. Iyengar, a imaginação também pode trabalhar em nosso benefício ou prejuízo. Ela é sem dúvida o maior dom do ser humano. Mas sem uma aplicação constante, mesmo os vôos de imaginação mais inspirados permanecerão impotentes, destituídos de realidade. Conta ele que, um jovem imaturo disse certa vez a um grande poeta: “Tenho uma idéia maravilhosa para um novo poema”, ao que o poeta respondeu mordazmente: “Poemas são palavras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iyengar afirma ainda, que a tarefa que temos pela frente é atiçar o fogo da imaginação com o fole de tapas, para que ele se torne quente a ponto de transformar as formas da mente em realidade. A prática do ásana harmoniza a mente  e o corpo para essa tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Profº Hermógenes orienta em seu livro Autoperfeição com Hatha Yoga: “em cada postura, tenha em mente os benefícios que ela  propicia e a certeza de que eles estão sendo alcançados.” Defende ainda que praticamente todas as espécies de sintomas e síndromes podem ser engendradas por certas emoções, sentimentos e pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos aprender em seus ensinamentos que o prana, mesmo com seu poder infinito, é submisso aos influxos de um pensamento forte, claro e concentrado e também, e principalmente à imaginação. Quando o pensamento se concentra, ele (o prana) também se condensa. Quando porém, o pensamento é desconexo, frouxo e difluente, o prana igualmente se espraia, infecundo. Mediante as práticas yogues, o pensamento se educa, se fortalece e assume o comando do prana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do exposto, podemos portanto concluir que não há remédio ou terapia que se possa comparar com o pensar, sentir, desejar e praticar o bem. E quando extendemos esses efeitos e benefícios para o poder da imaginação coletiva, conseguimos compreender o poder que uma idéia pode ter no mundo ainda que expressa de forma bela e singela como uma música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso também relembrei no encontro do primeiro módulo a leitura do livro “alucinações musicais” do autor Oliver Sacks, que é um neurologista que gosta de investigar a lógica de nosso funcionamento mental a partir de exemplos de “diferenças”. Ele já publicou livros sobre várias pessoas e suas doenças, tais como autismo, esquizofrenia, Parkinson, Alzheimer, síndrome de Tourett, dentre outras, e costuma dizer que “não pergunte qual doença a pessoa tem mas, antes, que pessoa a doença tem”, pois sempre há um processo criativo de adaptação do sujeito à doença, para melhor usufruir da existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, no livro “alucinações musicais” ele aborda a questão da imaginação musical e menciona dois tipos: imaginação da escuta e imaginação da execução. Em ambos os casos, ocorre que imaginar provoca um efeito orgânico, ou seja o pensamento mental provoca no corpo o equivalente ao fato real. Ele diz que imaginar ouvir música faz “ativar o córtex auditivo quase com a mesma intensidade da ativação causada por ouvir música”. E, por sua vez, “imaginar música também estimula o córtex motor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É deste ponto em diante que ele menciona (e nós, leitores, também associamos isso) Beethoven, que compôs a nona sinfonia já sem a possibilidade de ouvir. Compor uma sinfonia é um ato complexo pois envolve traçar arranjos para diversos instrumentos que deverão integrar-se ao mesmo tempo. Claro que há a genialidade e a capacidade técnica do compositor, aliada à sua criatividade. Mas também há o dado real jogando contra: a surdez. O fato de que, talvez, através da imaginação, Beethoven foi capaz de escrever sua sinfonia ouvindo-a mentalmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-7969908229224000080?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/7969908229224000080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=7969908229224000080&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7969908229224000080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7969908229224000080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/pensamentos-em-relacao-ao-pensamento.html' title='Pensamentos em relacao ao pensamento...'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-868272872865965288</id><published>2010-04-11T17:45:00.001-03:00</published><updated>2010-04-11T17:45:30.938-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Memória</title><content type='html'>Por Dr. Roberto Godoy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memória&lt;br /&gt;Há duas maneiras pelas quais o cérebro adquire e armazena informações: memória de procedimento e memória declarativa. Essas duas formas divergem tanto no que diz respeito aos mecanismos cerebrais envolvidos como nas estruturas anatômicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória de procedimento (também chamada implícita) armazena dados relacionados à aquisição de habilidades mediante a repetição de uma atividade que segue sempre o mesmo padrão. Nela se incluem todas as habilidades motoras, sensitivas e intelectuais, bem como toda forma de condicionamento. A capacidade assim adquirida não depende da consciência. Somos capazes de executar tarefas, por vezes complexas, com nosso pensamento voltado para algo completamente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a memória declarativa (também chamada explícita) armazena e evoca informação de fatos e de dados levados ao nosso conhecimento através dos sentidos e de processos internos do cérebro, como associação de dados, dedução e criação de idéias. Esse tipo de memória é levado ao nível consciente através de proposições verbais, imagens, sons etc. A memória declarativa inclui a memória de fatos vivenciados pela pessoa (memória episódica) e de informações adquiridas pela transmissão do saber de forma escrita, visual e sonora (memória semântica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando a memória quanto ao tempo de armazenamento das informações, pode-se classificá-la em memória de trabalho, memória de curto prazo e memória de longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória de trabalho, que alguns acreditam ser parte da memória de curto prazo, atua no momento em que a informação está sendo adquirida, retém essa informação por alguns segundos e a destina para ser guardada por períodos mais longos ou a descarta. Quando alguém nos diz um número de telefone para ser discado, essa informação pode ser guardada se for um número que nos interessará no futuro ou ser prontamente descartada após o uso. A memória de trabalho pode, ainda, armazenar dados por via inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória de curto prazo trabalha com dados por algumas horas até que sejam gravados de forma definitiva. Este tipo de memória é particularmente importante nos de cunho declarativo. Em caso de algum tipo de agressão ao cérebro enquanto as informações estão armazenadas neste estágio da memória, ocorrerá sua perda irreparável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória de longo prazo é a que retém de forma definitiva a informação, permitindo sua recuperação ou evocação. Nela estão contidos todos os nossos dados autobiográficos e todo nosso conhecimento. Sua capacidade é praticamente ilimitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há uma estrutura ou uma determinada porção do cérebro reconhecidamente depositária de informações, embora se acredite que o lobo temporal esteja envolvido com a memória dos eventos do passado. Entretanto, são conhecidas várias estruturas cerebrais envolvidas com a aquisição e o processo de armazenamento de dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mecanismos da memória&lt;br /&gt;Ainda não se conhece definitivamente o mecanismo, ou os mecanismos, pelo qual o cérebro adquire, armazena e evoca as informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, alguns modelos são propostos para explicar essa função do cérebro humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro dos modelos propostos, tem como base a atividade elétrica cerebral. Assim, a informação seria guardada em circuitos elétricos, ditos reverberantes. Evidência desse mecanismo é obtida pela existência de conexões neuronais recorrentes, ou seja, ramificações da célula nervosa (neurônio) que voltam ao seu próprio corpo, reestimulando-a. É possível que esse mecanismo esteja presente na manutenção das informações nas memórias de trabalho e de curto prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo modelo baseia-se na produção de substâncias químicas que conteriam um código relacionado às informações. Esse modelo supõe que os neurônios possam sintetizar ARN (ácido ribonucléico) e que esta substância conteria um código da memória da mesma forma que o ADN (ácido desoxirribonucléico) contém a codificação genética. Embora se tenha verificado aumento da síntese de ARN em fases de aprendizado, atualmente acredita-se que essa síntese seja responsável mais pelo funcionamento celular que pela criação de um código químico, de forma a ter-se relegado a um segundo plano essa hipótese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro modelo pressupõe a alteração das conexões entre os neurônios, sendo denominado modelo conexionista. Todos os neurônios emitem ramificações que se comunicam com outros neurônios, tendo umas, caráter estimulante e outras, caráter inibitório para a célula a que se destinam. A transmissão do impulso nervoso é feita no ponto de encontro dessas ramificações com a célula alvo, ponto esse denominado sinapse. Haveria alteração da função sináptica criando novos circuitos neuronais e seriam esses circuitos que codificam as informações. Esse modelo tornou-se bastante plausível depois que se comprovou, experimentalmente, o aumento da resposta sináptica com a aplicação de estímulos repetitivos. Assim, acredita-se que o substrato da memória é o aumento da função sináptica (hipertrofia) ou a criação de novas sinapses. Esse modelo é bastante interessante, pois, além de esclarecer como são guardadas as informações, permite explicar, também, a atenuação das lembranças, fenômeno conhecido por todos e que seria devido à diminuição da função sináptica causada pelo desuso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-868272872865965288?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/868272872865965288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=868272872865965288&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/868272872865965288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/868272872865965288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/memoria.html' title='Memória'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-5080065508687457894</id><published>2010-04-09T20:26:00.005-03:00</published><updated>2010-04-24T16:02:22.093-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>...? Depende. ...? Depende. ...? Depende. Depende? Dos caminhos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S7-7szpMDII/AAAAAAAAApg/JuKnRvbjr74/s1600/caminhos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 310px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S7-7szpMDII/AAAAAAAAApg/JuKnRvbjr74/s400/caminhos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458287651847933058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Caminhante nao ha caminho, se faz o caminho ao andar." Antonio Machado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Caminhar sem rumo é uma grande arte." Henry David Thoreau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fica estabelecida a possibilidade de sonhar coisas impossíveis e de caminhar livremente em direção aos sonhos." Montaigne&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nem todos os caminhos são para todos os caminhantes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Penso, logo não tenho medo de mudar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém é mais escravo do que aquele que se considera livre sem o ser."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Goethe&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses durante as chatas aulas de literatura, a professora iniciou a correcao de atividades e a cada resposta que surgia das questoes um gaiato dizia: Depende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fulaninho respondia tal coisa e ele dizia depende, o outro respondia e ele repetia o depende. Acabou que por uma sucessao de repeticoes do depende ficou uma coisa extremamente engracada, eu mesmo nao tava me aguentando de tanto rir. A professora entao disse para ele que nao dependia nao, mas o assunto nao se encerrou e a "brincadeira" persistiu. Mas e dai, o que isso tem haver com o assunto desse topico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, quando estudamos estudando a fenomenologia do futebol, o fenomeno do futebol, a ciencia do futebol, o futebol, vemos que se colocam certas verdades e se ensinam essas pseudo verdades como verdades, acaba que por ser tantas vezes repetidas a mentira se torna verdade, vira quase uma crenca, nao uma crenca saudavel, vira uma crenca fundamentalista. Lembremos que essas coisas sao todas criacoes humanas e sendo humanas estao fadadas ao erro, a mentira, a ilusao, a ignorancia. E nem Chuck Norris nem Marcelo Dourado conseguem combater a ignorancia. A unica coisa que consegue combater a ignorancia ee a duvida, ee o questionamento, ee a incerteza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dizem que no futebol:&lt;br /&gt;Devemos tentar criar superioridade numérica&lt;br /&gt;Devemos tentar evitar a igualdade numérica&lt;br /&gt;Devemos tentar não permitir a inferioridade numérica&lt;br /&gt;Devemos atacar com amplitude e profundidade&lt;br /&gt;Devemos garantir a manutenção da posse de bola&lt;br /&gt;Devemos orientar a progressão do portador da bola&lt;br /&gt;etc etc etc etc&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos falam que devemos jogar seguindo esses principios, essas regras, e mais um monte de regras. Porque se seguirmos essas regras estamos a jogar em alto nivel, como os grandes, as equipes top.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acredito, humildemente "sem tentar impor a minha verdade momentanea para ninguem e nem para eu mesmo", que as coisas nao funcionam por esse caminho. Acredito que as coisas podem funcionar por diversos caminhos. Acredito que o que vale para mim nao vale para voce. Acredito, nesse caso, assim como o estudante brincalhao disse, que tudo depende. Ao ponto de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos atacar com amplitude e profundidade? Depende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos garantir a manutencao da posse de bola? Depende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcar a zona pressing ee melhor que marcar individual? Depende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voce pode nao estar "NO" CAMINHO CERTO MAS SE ESTIVER "NUM" CAMINHO CERTO siga em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entao nao acreditemos em tudo que lemos e ouvimos, nao acreditemos no caminho certo, facamos a nossa maneira por caminhos desbravados por nos mesmos, basta voce achar um caminho certo e seguir em frente.... Porque no futebol tudo depende de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolha voce o seus caminhos... e pode mudar de direcao durante a estrada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-5080065508687457894?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/5080065508687457894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=5080065508687457894&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5080065508687457894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5080065508687457894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/depende-depende-depende-depende.html' title='...? Depende. ...? Depende. ...? Depende. Depende? Dos caminhos.'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S7-7szpMDII/AAAAAAAAApg/JuKnRvbjr74/s72-c/caminhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-184922732734107644</id><published>2010-04-09T19:58:00.001-03:00</published><updated>2010-04-09T20:00:37.859-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Flamengo 2009: Mecanismo de Transicao Ofensiva</title><content type='html'>Dizer que o Flamengo usava uma transicao ofensiva que objetivava a progressao vertical rapida nao me da subsidios para saber como ocorre, precisamente, essa transicao ofensiva. Porque se pararmos para pensar, eu posso fazer uma transicao ofensiva com progressao vertical rapida de varias maneiras, concorda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, se for explicada a forma, o mecanismo, que se faz para ocorrer essa transicao ofensiva com progressao vertical rapida, talvez, eu possa entender bem como funciona a transicao ofensiva e caso seja adversario do time que a faz terei a possibilidade de poder treinar durante a semana algo que ira se relacionar a transicao ofensiva adversaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para perceber essa diferente trouxe como exemplo ilustrativo um mecanismo de transicao ofensiva que o Flamengo usou, pelo menos em alguns jogos que assisti, por um periodo regular de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S7-xdgknVhI/AAAAAAAAApY/IdfOdIgD0Po/s1600/mecanismo+flamengo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 277px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S7-xdgknVhI/AAAAAAAAApY/IdfOdIgD0Po/s400/mecanismo+flamengo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458276393914160658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O mecanismo consistia na recuperacao da bola no setor defensivo, logo apos a recuperacao, o jogador que recuperou a bola fazia um jogo direto vertical para Ze Roberto, que estava posicionado avancado no terreno pela esquerda, com a bola Ze Roberto corria um pouco e tocava para Adriano, ou avancava e trocava bola com Adriano, ou avancava e tentatava jogada invididual etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa ee entender o objetivo do mecanismo: no momento da transicao ofensiva no setor defensivo, o mecanismo objetiva conectar a bola da defesa ao ataque, ou seja, a bola chegando em Ze Roberto esse mecanismo encerrou, haja visto que a bola ja foi conectada. A partir dai surgem outros mecanismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No diagrama coloquei Petkovic como enviando a bola pra Ze Roberto pois grande parte das vezes era ele quem fazia esse envio, apesar de nao ter sido ele quem recuperou a bola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-184922732734107644?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/184922732734107644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=184922732734107644&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/184922732734107644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/184922732734107644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/flamengo-2009-mecanismo-de-transicao.html' title='Flamengo 2009: Mecanismo de Transicao Ofensiva'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S7-xdgknVhI/AAAAAAAAApY/IdfOdIgD0Po/s72-c/mecanismo+flamengo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-4767923447887277927</id><published>2010-04-08T20:58:00.001-03:00</published><updated>2010-04-08T21:20:36.789-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mecanismos'/><title type='text'>Provocar para atrair</title><content type='html'>O principio do provocar para atrair foi citado por Guardiola a uma entrevista a Nuno Amieiro, basta procurar esse post aqui no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fiz foi apenas desenhar o principio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse principio, acredito, ocorre tanto na transicao ofensiva como na organizacao ofensiva do Barcelona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse post vamos trabalhar com a ideia da bola iniciando na defesa, como Guardiola falou. Contudo, o principio nao obrigatoriamente so precisa ser adotado nesse momento inicial, pode ser sim trabalhado ja no campo ofensivo etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo vai ser fazer a bola da defesa chegar ao campo ofensivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quantas formas e como podemos fazer isso? Acredito, que muitas, mas vamos nos restringir a apenas algumas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S75uMRMdWII/AAAAAAAAApQ/A35y4ObP0us/s1600/provocar+para+atrair+5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 274px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S75uMRMdWII/AAAAAAAAApQ/A35y4ObP0us/s400/provocar+para+atrair+5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457920955472763010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na figura acima, ocorre uma circulacao de bola entre os defesas centrais e entre os centrais e os laterais avancados no terreno, posteriormente, algum dos laterais pode avancar e ligar a um ponta ou a um meio/volante etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S75uL__LLTI/AAAAAAAAApI/IHV2QF-l89I/s1600/provocar+para+atrair+4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 277px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S75uL__LLTI/AAAAAAAAApI/IHV2QF-l89I/s400/provocar+para+atrair+4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457920950853643570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na figura acima, ocorre uma circulacao de bola entre os defesas centrais e eventualmente um meio/volante aparece desmarcado e recebe a bola, posteriormente, podera fazer a ligacao ao ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S75uLBHznEI/AAAAAAAAAo4/ePKUEFx2DsM/s1600/provocar+para+atrair+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 276px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S75uLBHznEI/AAAAAAAAAo4/ePKUEFx2DsM/s400/provocar+para+atrair+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457920933978414146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na figura acima, os defesas centrais circulam a bola entre si e avancao um pouco enquanto o meia adversario vem na direcao de um dos meus defesas centrais, devido a esse avanco do meio inimigo posso tocar para um dos meus meias/volantes/laterais e ficarei com vantagem numerica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S75uKoxH5pI/AAAAAAAAAow/G5GsvyYXe2k/s1600/provocar+para+atrair+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 277px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S75uKoxH5pI/AAAAAAAAAow/G5GsvyYXe2k/s400/provocar+para+atrair+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457920927440823954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na figura acima, meus defesas centrais circulam a bola entre si e avancam um pouco, dai o atacante inimigo vai na direcao de um dos meus defesas centrais e entao o que estava com a bola pode tocar para o defesa central do lado ou outra opcao e dai ficarei com vantagem numerica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S75uLgEIyMI/AAAAAAAAApA/PRenPureoBY/s1600/provocar+para+atrair+3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 276px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S75uLgEIyMI/AAAAAAAAApA/PRenPureoBY/s400/provocar+para+atrair+3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457920942284523714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na figura acima, meus defesas centrais circulam a bola e avancam um pouco, dai o meia adversario vem na direcao do meu defesa e este pode tocar para o meia do nosso time, dai teremos vantagem numerica, em seguida o inimigo proximo ao meu meia avanca na minha direcao e meu meia se desfaz da bola e aumentamos a vantagem. Esse movimento pode ocorrer como um efeito domino, me dando cada vez mais vantagem numerica/espacial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foram apenas alguns mecanismos intersetoriais que poderia usar para fazer a bola chegar da minha defesa ao meu ataque, ou do meu meio ao ataque, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que nao saiba, nao treine, nao imagine, cada equipe acaba por apresentar essas dinamicas durante uma partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, so para ter uma ideia da importancia desses mecanismos... Imagina se eu souber que meu adversario tem em seu modelo de jogo um sobressaimento de um mecanismo para fazer chegar a bola da defesa ao ataque, caso eu saiba qual ee e como se da esse determinado mecanismo, posso simplesmente o evitar, o anular ou o usar a meu favor, depende do que eu queira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que o estudo dos mecanismos de uma equipe mais o estudo do seu modelo de jogo, traz grandes possibilidades para interpretar o conteudo impar de cada partida de futebol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-4767923447887277927?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/4767923447887277927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=4767923447887277927&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/4767923447887277927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/4767923447887277927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/provocar-para-atrair.html' title='Provocar para atrair'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S75uMRMdWII/AAAAAAAAApQ/A35y4ObP0us/s72-c/provocar+para+atrair+5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-2090055806335039017</id><published>2010-04-04T17:17:00.001-03:00</published><updated>2010-04-04T17:18:43.462-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>A evolucao do cerebro humano</title><content type='html'>Trecho retirado do livro A Inteligencia Emocional de Daniel Goleman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as emocoes sao, em essencia, impulsos, legados pela evolucao, para uma acao imediata, para planejamentos instantaneos que visam lidar com a vida. A propria raiz da palavra emocao ee do latim movere - "mover" - acrescida do prefixo "e-", que denota "afastar-se", o que indica que em qualquer emocao esta implicita uma propensao para um agir imediato. Essa relacao entre emocao e acao imediata fica bem clara quando observamos animais ou criancas; ee somente em adultos "civilizados" que tantas vezes detectamos a grande anomalia no reino animal: as emocoes - impulsos arraigados para agir - divorciadas de uma reacao obvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas tendencias biologicas para agir sao ainda mais moldadas por nossa experiencia e pela cultura. Por exemplo, a perda de um ser amiado provoca, universalmente, tristeza e luto. Mas a maneira como demonstramos nosso pesar, como exibimos ou contemos as emocoes em momentos intimos, ee moldada pela cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte mais primitiva do cerebro, partilhada por todas as especies que tem um sistema nervoso superior a um nivel minimo, ee o tronco cerebral em volta do topo da medula espinhal. Esse cerebro-raiz regula funcoes vitais basicas, como a respiracao e o metabolismo dos outros orgaos do corpo, e tambem controla reacoes e movimentos estereotipados. Nao se pode dizer que esse cerebro primitivo pense ou aprenda; ao contrario, ele se constitui num conjunto de reguladores pre-programados que mantem o funcionamento do corpo como deve e rege de modo a assegurar a sobrevivencia. Esse cerebro reinou supremo na Era dos Repteis: imaginem o sibilar de uma serpente comunicando a ameaca de um ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mais primitiva raiz, o tronco cerebral, surgiram os centros emocionais .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhoes de anos depois, na evolucao dessas areas emocionais, desenvolveu-se o cerebro pensante, ou "neocortex", o grande bulbo de tecidos ondulados que forma as camadas externas. O fato de o cerebro pensante ter se desenvolvido a partir das emocoes revela muito acerca da relacao entre razao e sentimento; existiu um cerebro emocional muito antes do surgimento do cerebro racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais antiga raiz de nossa vida emocional esta no sentido do olfato, ou, mais precisamento, no lobo olfativo, celulas que absorvem e analisam o cheiro. Toda entidade viva, seja nutritiva, venenosa, parceiro sexual, predador ou presa, tem uma assinatura molecular distintiva que o vento transporta. Naqueles tempos primitivos, o olfato apresentava-se como um sentido supremo para a sobrevivencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lobo olfativo, comecaram a evoluir os antigos centros de emocao, que acabaram tornando-se suficientemente grandes para envolver o topo do tronco cerebral. Em seus estagios rudimentares, o centro olfativo compunha-se de pouco mais de tenues camadas de neuronios reunidos para analisar o cheiro. Uma camada de celulas recebia o que era cheirado e o classificava em categorias releantes: comestivel ou toxico, sexualmente acessivel, inimigo ou comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma segunda camada de celulas enviava mensagens reflexivas a todo o sistema nervoso, dizendo ao corpo o que fazer: morder, cuspir, abordar, fugir, cacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o adento dos primeiros mamiferos, vieram novas e decisivas camadas, chave do cerebro emocional. Estas, em torno do tronco cerebral, lembravam um pouco um pastel com um pedaco mordido embaixo, no lugar onde se encaixa o tronco cerebral. Como essa parte do cerebro cerca o tronco cerebral e limita-se com ele, era chamada de sistema "limbico", de limbus, palavra latina que significa "orla".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse novo territorio neural acrescentou emocoes propriamente ditas ao repertorio do cerebro. Quando estamos sob o dominio de anseios ou furia, perdidamente apaixonados ou transidos de pavor, ee o sistema limbico que nos tem em seu poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida que evoluia, o sistema limbico foi aperfeicoando duas poderosas ferramentas: aprendizagem e memoria. Esses avancoes revolucionarios possibilitavam que um animal fosse muito mais esperto nas opcoes de sobrevivencia e aprimorasse suas respostas para adaptar-se a exigencias cambiantes, em vez de ter reacoes invariaveis e automaticas. Se uma comida causava doenca, podia ser evitada da proxima vez. Decisoes como saber o que comer e o que rejeitar ainda eram, em grande parte, determinadas pelo olfato; as ligacoes entre o bulbo olfativo e o sistema limbico, assumiam agora as tarefas de estabelecer distincoes entre cheiros e reconhece-los, comparando um atual com outros passados e discriminando, assim, o bom do ruim. Isso era feito pelo "rinencefalo", literalmente, o "cerebro do nariz", uma parte da fiacao limbica e a base rudimentar do neocortex, o cerebro pensante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ha cerca de 100 milhoes de anos, o cerebro dos mamiferos deu um grande salto em termos de crescimento. Por cima do tenue cortex de duas camadas - as regioes que planejam, compreendem o que ee sentido, coordenam o movimento -, acrescentaram-se novas camadas de celulas cerebrais, formando o neocortex. Comparado com o antigo cortex de duas camadas, o neocortex oferecia uma extraordinaria vantagem intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O neocortex do Homo sapiens, muito maior que o de qualquer outra especie, acrescentou tudo o que ee distintamente humano. O neocortex ee a sede do pensamento; contem os centros que reunem e compreendem o que os sentidos percebem. Acrescenta a um sentimento o que pensamos dele - e permite que tenhamos sentimentos sobre ideias, arte, simbolos, imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na evolucao, o neocortex possibilitou um criterioso aprimoramento que, sem duvida, trouxe enormes vantagens na capacidade de um organismo sobreviver a adversidade, tornando mais provavel que sua progenie, por sua vez, passasse adiante os genes que contem esses mesmos circuitos neurais. A vantagem para a sobrevivencia deve-se a capacidade do neocortex de criar estrategias, planejar a longo prazo e outros artificios mentais. Alem disso, os triunfos da arte, civilizacao e cultura sao todos frutos do neocortex&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esses centros superiores nao controlam toda a vida emocional; nos problemas cruciais que dizem respeito ao coracao e, mais especialmente, nas emergencias emocionais, pode-se dizer que eles se submetem ao sistema limbico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tantos dos centros superiores do cerebro se desenvolveram a partir do ambito da regiao limbica, ou a ampliaram, o cerebro emocional desempenha uma funcao decisiva na arquitetura neural. Como raiz da qual surgiu o cerebro mais novo, as areas emocionais entrelacam-se, atraves de milhares de circuitos de ligacao, com todas as partes do neocortex. Isso da aos centros emocionais imensos poderes de influenciar o funcionamento do restante do cerebro - incluindo seus centros de pensamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-2090055806335039017?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/2090055806335039017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=2090055806335039017&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/2090055806335039017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/2090055806335039017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/evolucao.html' title='A evolucao do cerebro humano'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-3634737125762929830</id><published>2010-04-04T00:43:00.001-03:00</published><updated>2010-04-04T00:43:26.628-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Volta aos mecanismos</title><content type='html'>Gostaria de voltar a falar no blog sobre os mecanismos, acho que a primeira vez que abordei ficou meio confuso e pensei em complementar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A volta ao assunto tambem se da porque, nesse momento, acredito que agregando o estudo dos mecanismos ao estudo do modelo de jogo (organizacao ofensiva, organizacao defensiva e transicoes) podemos chegar bem perto de poder dizer porque a equipe x ganhou e a y perdeu. E esse deve ser a duvida que baliza o comportamento do estudante/pesquisador da ciencia do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, pensemos que na organizacao defensiva uma equipe usara uma marcacao zonal. Entretanto, dizer que uma equipe usara uma marcacao zonal ee uma coisa muito vaga, haja visto que posso estruturar essa marcacao de varias etapas, nao?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os onze jogadores fazem defesa a zona: Mecanismo Coletivo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente os dois atacantes e os dois laterais fazem defesa a zona: Mecanismo intersetorial;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente os dois atacantes fazem defesa a zona: Mecanismo setorial;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente um dos meus dois atacantes faz defesa a zona: Mecanismo Individual; (A chamada funcao individual ee na verdade um mecanismo individual)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De seis a oito jogadores fazem defesa a zona: Mecanismo Grupal; (Obs: Nao tenho certeza quanto a consideracao desse mecanismo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais importante ee que cada um desses mecanismos utilizados para operacionalizar comportamentos pode variar (ou nao) de acordo com cada circustancia do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ex:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso pedir que meus dois atacantes facam defesa a zona (mecanismo setorial) quando estiverem na linha 1 e defesa mista quando estiverem na linha 3 (mecanismo setorial).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, mantenho meu mecanismo setorial, contudo, o comportamento se altera devido a alteracao de situacao (Isso caso eu queira, ee claro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tambem ee interessante vermos que certos movimentos sao mecanismos individuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tínhamos para este jogo um jogador rápido e pequeno (REBOLLO), ao qual posicionei entre os dois zagueiros, o que a princípio parece absurdo, já que este não tem imposição física, e coloquei em uma das pontas, o centroavante, mais lento e alto (JONAS), fazendo que, quando estivéssemos com a posse da bola, o atleta REBOLLO saísse em velocidade para receber a bola em qualquer um dos lados, e JONAS infiltrasse no seu espaço para finalizar, junto com a movimentação dos outros jogadores, dentre eles JORTER que era um meia aberto, que também infiltrava pelo meio. (Texto retirado do blog Periodizacao Tatica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa movimentacao especifica que Rebollo faz quando a sua equipe esta com a bola pode ser considerado um mecanismo individual, fica somente a mencao que uma movimentacao tambem pode ser um mecanismo individual, assim como outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-3634737125762929830?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/3634737125762929830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=3634737125762929830&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3634737125762929830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3634737125762929830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/volta-aos-mecanismos.html' title='Volta aos mecanismos'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-179060052710780498</id><published>2010-04-03T22:48:00.002-03:00</published><updated>2010-04-03T22:50:51.604-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Mitos</title><content type='html'>Trecho de uma entrevista de Angel Cappa a Paco Seirulo, preparador fisico do Barcelona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ha gente que pensa, por exemplo, que os jogadores altos cabeceiam mais e melhor. E nao ee certo. Ha que saber saltar e saber cabecear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: De fato, os grandes cabeceadores da historia nunca foram muito altos. Foram medianos mas muito astutos, adivinhando a trajetoria do oponente, da bola e a velocidade precisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-179060052710780498?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/179060052710780498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=179060052710780498&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/179060052710780498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/179060052710780498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/os-mitos.html' title='Mitos'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-8514779857081356221</id><published>2010-04-03T22:01:00.001-03:00</published><updated>2010-04-03T22:03:21.955-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Recomendacao [3]....</title><content type='html'>Nao sei se alguem ainda ler esse louco aqui, caso algum doido ainda leia esses bizarrices, recomendo que leiam o blog do professor Luis Esteves, mais especificamente na serie que esta fazendo sobre a P.Tatica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-8514779857081356221?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/8514779857081356221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=8514779857081356221&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8514779857081356221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8514779857081356221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/recomendacao-3.html' title='Recomendacao [3]....'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-5187794298358152639</id><published>2010-04-03T21:55:00.003-03:00</published><updated>2010-04-03T21:57:47.660-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Treinos: intenso e com qualidade, ou longo e com média intensidade?</title><content type='html'>Novamente trago ao blog a reproducao da coluna do prof Rodrigo Leitao. O assunto dessa semana tem muito haver com algumas coisas que estava lendo e estava em duvida, entao, achei muito proveitosa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira com que se joga é reflexo da maneira como se treina. A maneira como se treina, é reflexo de como aqueles que trabalham com a preparação dos futebolistas enxergam o jogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz algum tempo que grandes clubes do futebol europeu vêm em seus treinamentos enfatizando atividades de grande intensidade, com pouca duração, distribuídas em períodos únicos diários ao longo da semana de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz mais tempo ainda que o cientista do desporto Yuri Verkhoshansky, em suas obras traduzidas do russo para o espanhol, português e italiano (e outros tantos idiomas), defendeu e vem defendendo que, no esporte de alto rendimento, o que define o êxito é o “agir em alta velocidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agir em “alta velocidade” no futebol, diferente do que o tradicional enfoque, do treinamento desportivo e da biologia do esporte propõem, significa construir um jogo em que o ritmo das ações efetivas, dos jogadores e equipe, seja elevado em função do tempo e do espaço, simultaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso quer dizer que, mais do que qualquer movimento realizado com grande velocidade, o que vale para um intenso e aumentado ritmo de jogo é a “alta velocidade” das ações carregadas de significados (técnicos, táticos, físicos e psicológicos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já debatido outrora, a velocidade, como capacidade biomotora pura e simples, manifestada, por exemplo, em corridas cíclicas, não é a velocidade a ser treinada e maximizada no treinamento de futebolistas (e isso não significa deixá-la de lado) – pelos motivos já bem descritos pelas Ciências do Desporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O treinamento intenso, respeitando o volume de ações do jogo de futebol, conforme acontece em grandes equipes europeias, prioriza a qualidade das ações treinadas. E a intensidade com qualidade gera respostas adaptativas por parte dos jogadores e equipes, que condicionam um comportamento de alta velocidade de ações – ações efetivas, carregadas de significados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, qualidade nesse caso significa gerar estímulos que possam desenvolver o jogo que se deseja jogar, respeitando processo e zona de desenvolvimento proximal de jogadores e equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ideias iniciais de Verkhoshansky, ainda que não tenham sido construídas, partindo do futebol ou do esporte coletivo, como centro, levantaram um interessante debate sobre a questão da intensidade dos treinos no futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a velocidade é fator decisivo no êxito esportivo, no caso do futebol, basta não tratá-la como a mesma velocidade do atletismo, natação ou outros esportes individuais. É necessário que se entenda a fundo, na essência, como ela se manifesta no jogo, e especialmente, como pode e deve ser desenvolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, é hábito (ou talvez vício, ou quem sabe, tradição) treinar em dois períodos. Isso acontece tanto nas equipes de base (especialmente sub-17 e sub-20), quanto nas equipes profissionais de 1ª ou 2ª divisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Treinar pela manhã e no período da tarde (ainda que os jogos sejam à noite!) é a representação máxima do paradigma do “quanto mais, melhor”, e não do “treinar intensamente, com qualidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o “quanto mais, melhor” não sobrevive impune, pois como conseguir em treinos de dois períodos manter a máxima intensidade nas atividades, se o “quanto mais”, acumulado ao longo de horas, dias e semanas, leva a incompletas recuperações de uma sessão a outra? Como jogadores mal recuperados podem conseguir agir em máxima intensidade por todo o treino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez isso explique porque o futebol por lá (na Europa) seja mais dinâmico, movimentado, intenso... E não como escutei outro dia, de conceituado homem do futebol, de que a menor velocidade de jogo aqui no Brasil deve ser atribuída, pura e simplesmente, a altas temperaturas e dimensões maiores dos campos de jogo quando comparadas às médias da Europa – sem falar na “malemolência” dos jogadores brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Treinar muito e em baixa intensidade condicionará jogadores a jogarem em baixa intensidade (e quem sabe a aguentar dois jogos seguidos!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira com que se joga é reflexo da maneira como se treina. A maneira como se treina, é reflexo de como aqueles que trabalham com a preparação dos futebolistas enxergam o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ao invés do “quanto mais, melhor”, o “real, óbvio, adequado (e melhor!)” deveria ser, “quanto melhor, melhor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é isso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-5187794298358152639?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/5187794298358152639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=5187794298358152639&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5187794298358152639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5187794298358152639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/treinos-intenso-e-com-qualidade-ou.html' title='Treinos: intenso e com qualidade, ou longo e com média intensidade?'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-4995830164371830300</id><published>2010-04-02T15:14:00.000-03:00</published><updated>2010-04-02T15:15:16.331-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Recomendacao de artigo [2]...</title><content type='html'>Para ganhar no futebol precisa-se treinar, mas o que treinar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo&lt;br /&gt;O presente artigo visa colocar alguns pontos contrastantes as díspares metodologias do treinamento no futebol. Esse estudo parte pela lógica de buscar um novo paradigma para o treinamento em alto nível no futebol, baseado em colocações práticas e científicas de estudiosos, que há algum tempo procuram compreender o jogo e o jogador de forma complexa.&lt;br /&gt;Unitermos: Periodização tática. Especificidade. Recuperação. Complexidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autores:&lt;br /&gt;Rodrigo Vicenzi Casarin&lt;br /&gt;Luis Alberto de Souza Esteves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link: http://www.efdeportes.com/efd142/no-futebol-precisa-se-treinar-mas-o-que-treinar.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-4995830164371830300?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/4995830164371830300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=4995830164371830300&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/4995830164371830300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/4995830164371830300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/recomendacao-de-artigo-2.html' title='Recomendacao de artigo [2]...'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-4559925636157666372</id><published>2010-04-02T10:49:00.002-03:00</published><updated>2010-04-24T16:03:59.614-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Estrutura</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Não podes ensinar o caranguejo a caminhar para a frente." Aristófanes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma teoria que se baseia em operacoes, as estruturas so existem e produzem efeitos no momento em que o sistema poe em funcionamento suas proprias operacoes. Esse entendimento do conceito de estrutura contradiz a abordagem usual, que considera a estrutura no eixo da distincao estrutura/processo, na qual a estrutura significa a estabilidade e o processo, a mudanca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estruturas sao somente relevantes no presente, e so podem ser usadas pelo sistema colocado em operacao. Tudo o que sucedeu ou sucedera esta no passado ou no futuro, mas nao pertence a atualidade. Todas as descricoes temporais feitas sobre as estruturas sao possiveis na operacao (sempre atual) de um sistema: por exemplo, o fato de que esta conferencia se realize no mesmo espaco e horario (com outros ouvintes), mas com o mesmo leitor, constitui uma estrutura que so pode ser observada quando o sistema da universidade esta operando. A estrutura sempre fica relativizada em relacao ao sistema que esta em operacao, e que so tem um tempo presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para poder caracterizar a estrutura psicologica de uma pessoa ou de um sistema social (como a universidade), ee necessario que esses sistemas operem no presente. Portanto, a estrutura ee sempre uma referencia relativa a um sistema que esta em operacao. A identificacao de estruturas so ee possivel na medida em que um sistema ja o faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ee, entao, possivel explicar as retencoes do passado e as antecipacoes do futuro realizadas mediante as estruturas? As estruturas so produzem efeitos no presente, mediante uma orientacao para o estado alcancado imediatamente no sistema. As estruturas auxiliam o sistema a orientar suas proprias operacoes com um passado imediato. O sistema nao pode mover-se para o futuro, embora seu movimento para o futuro se de a partir do imediatamente anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente no presente se obtem o acoplamento entre o que comumente se designa como memoria e o que se define como expectativa, projecao ou sequencia (pensando-se na acao).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memoria nao ee um passado armazenado. O passado ee simplesmente passado e nao pode ser atual. A memoria ee, portanto, uma especie de prova de consistencia que nao demanda a especificacao de quando ocorreram os acontecimentos: fala-se alemao, e nao ee preciso recordar quando se aprendeu o idioma; assim como para um teorico de sistemas, nao ee necessario lembrar quando leu, pela primeira vez, a palavra autopoiesis. Assim, a memoria ee a prova de consistencia da amplitude de utilizacao de estruturas. Recorda-se aquilo que no futuro se busca alcancar e, nesse contexto, a memoria ee pragmatica, uma vez que maneja expectativas, antecipacoes, propoe metas, fins, escolhe meios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria da memoria poe enfase na orientacao pragmatica para o futuro, visando garantir que a consciencia possa guiar-se por expectativas que ja tenham passado pela prova da consistencia: seja de algo que se deseja alcancar, mas que igualmente se possa temer, ao ver aproximar-se, e que se enfrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a teoria da memoria nao se funda num principio de armazenamento. A neurofisiologia moderna parece constatar tal principio: no sistema nervoso, nao se encontra nada relacionado ao passado, como se determinadas celulas o tivesse ali preservado; trata-se apenas de uma especie de revisao de diferentes tipos de reacoes usuais, conduzidas pelo proprio sistema, e que se colocam novamente a prova em ocasioes determinadas e em tempos especificos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclui-se, portanto, que o conceito de estruturas deva ser definido (no ambito dessa teoria) mediante o conceito de expectativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estruturas sao, pois, expectativas sobre a capacidade de conexao das operacoes, tanto da vivencia como da acao; ou expectativas generalizadas do que deve ser comum, mas que nao sao subjetivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande utilidade do conceito de estrutura ee compreender como se pode conciliar uma alta&lt;br /&gt;complexidade estrutural com a capacidade de operacao de um sistema. Os sistemas de alta complexidade estrutural combinam em seu interior selecoes estruturais que so podem obter por si mesmos, para que disponham de um repertorio maior para a acao; sendo exatamente ai que o conceito de estrutura adquire sua importancia, e nao tanto na questao acerca da objetividade ou da subjetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se muito pouco sobre como ocorre o desenvolvimento das estruturas, de modo a se poder construir um elemento abstrato teorico sobre isso. Entretanto, o minimo que se pode pensar ee que uma estrutura nao se constroi a imagem de uma coisa composta de elementos que possa ser reunidos. A especificidade das estruturas reside, antes, no fato de que elas constituem um processo de repeticao, no sentido de que uma estrutura simula situacoes que entende como repeticao. Do contrario, aquilo que ee totalmente novo nunca poderia ser motivo de aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o ponto de referencia fosse a complexidade do concreto, nunca se poderia chegar a capacidade de comparacao, pois nao so se trata da complexidade incompreensivel do concreto, como tambem de sua descontinuidade temporal: os alunos que assistem a uma aula magisterial olham, escrevem e pensam de maneira diferente do que na exposicao anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, trata-se, aparentemente, de duas inflexoes que devem se realizar para que surja a estrutura: a) identificar tracos distintivos, pontos de fixacao; e b) generalizar, a despeito de mudancas de situacao e desvios consideraveis: condensacao como restricao, por um lado, e, logo, generalizacao. Somente assim se torna compreensivel como podemos reconhecer alguem depois de varios anos; ou, entao, que na linguagem possamos empregar a mesma palavra, em frases e tempos diferentes, e em distintas situacoes animicas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria da estrutura entendida como expectativa parece conformar que tanto a especificacao como a generalizacao sao rendimentos produzidos no mesmo sistema: psiquico ou social. Se o sistema de comunicacao nao estivesse construido sobre a base de estruturas de expectativa, nao seria possivel aprender um idioma, ou os gestos padronizados disponiveis como algo que pode ser repetido e usado em outro contexto, com efeitos e sentidos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa ambivalencia (paradoxo) entre especificacao e generalizacao so pode ser desenvolvida dentro do sistema: desse modo, explica-se, entre outras coisas, porque podemos armar artefatos a partir de indicacoes escritas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humberto Maturana falou em sistemas determinados estruturalmente, conservando-se, assim, a expressao na literatura de sistemas. Porem, caso se entendesse a expressao de maneira muito literal, isso seria somente a metade da explicacao, ja que a outra metade consiste em compreender que as operacoes do sistema sao, por sua vez, as que formam as estruturas. Do contrario, haveria sistemas com um repertorio muito pequeno com estruturas fixas. Quanto mais rico ee o volume das estruturas, maior ee a multiplicidade, e com maior clareza se pode reconhecer que ee o proprio sistema que determina seus estados e operacoes especificos. Por outro lado, as estruturas so podem ser construidas com operacoes proprias do sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se, assim, de um processo circular: as estruturas so podem se realizar mediante operacoes proprias do sistema; e as operacoes so adquirem direcionamento porque as estruturas indicam o rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na estrutura bioquimica da celula, isso ee diafano: as operacoes servem, simultaneamente, para a construcao do programa das enzimas, mediante as quais as estruturas e operacoes da celula sao regeneradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levando isso para o terreno da linguagem, obtem-se um resultado identico: por um lado, a linguagem so ee possivel mediante a operacao da fala, sem a qual a linguagem desapareceria, ou nao poderia ser aprendida; e, por outro lado, a linguagem ee condicao de que se possa falar. Essa relacao circular ee o ambito no qual se desenvolve a identidade de um sistema, e em que as operacoes estao colocadas como sequencia temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para descrever esse mecanismo ee necessario utilizar um tempo abstrato; mas, na realidade, o sistema trabalha com operacoes que constroem estruturas minimas, que acarretam a construcao de estruturas complexas que, por sua vez, possibilitam diferentes operacoes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui reside um ponto de conexao definitivo com a teoria da evolucao: elucidar como, a partir de um acontecimento unico, surge a multiplicidade de sistemas complexos: o acontecimento bioquimico, no caso da vida; ou a comunicacao que processa sentido, ou o intercambio dos signos, no caso da linguagem. Como ee possivel criar a riqueza de estruturas, se isso depende de um mesmo tipo de operacao determinada circularmente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema dispoe de um campo de estruturas delimitadas, que determinam o espectro de possibilidades de suas operacoes. Recordemos que se trata de um processo circular interno de delimitacao: as estruturas condicionam o espectro da possibidade no sistema; a autopoiesis determina o que ee possivel, de fato, na operacao atual. O molde das estruturas pre-condiciona o que ee passivel de ser examinado; e a autopoiesis determina o que, realmente, deve se-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) As funções de um sistema dependem de sua estrutura . Para os sistemas biológicos e mecânicos esta afirmação é intuitiva . Os tecidos musculares , por exemplo, se contraem porque são constituídos de uma estrutura celular que permite contrações .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobertas recentes apontam que as estruturas que possibilitam a linguarem oral entre os seres humanos sao inatas, isto ee, ja nascem com cada ser humano. Essa descoberta vem de encontro ao que se pensava leigamente que a linguagem oral ee aprendida devido ao convivio social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-4559925636157666372?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/4559925636157666372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=4559925636157666372&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/4559925636157666372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/4559925636157666372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/estrutura.html' title='Estrutura'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-450655542246869363</id><published>2010-04-02T08:45:00.002-03:00</published><updated>2010-04-02T08:46:08.532-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Acoplamento Estrutural</title><content type='html'>O conceito de acoplamento estrutural especifica que nao pode haver nenhuma contribuicao do meio capaz de manter o patrimonio de autopoiesis de um sistema. O meio so pode influir causalmente em um sistema no plano da destruicao, e nao no sentido da determinacao de seus estados internos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As causalidades que podem ser observadas na relacao entre sistema e meio situam-se exclusivamente no plano dos acoplamentos estruturais - o que significa dizer que estes devem ser compativeis com a autonomia do sistema. Tal tipo de conceituacao reafirma o ja especificado, em aulas anteriores, acerca do significado preciso do conceito de autopoiesis: um sistema nao pode ser mais ou menos autonomo, e mais ou menos autopoietico. Os acoplamentos estruturais podem admitir uma diversidade muito grande de formas, desde que sejam compativeis com a autopoiesis. A enfase reside, portanto, nessa compatibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para introduzir o conceito de acoplamento estrutural, Maturana tece dois tipos de consideracoes em relacao ao sistema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)  o sistema ee uma organizacao autopoietica. O importante aqui ee que o conceito de autopoiesis abre um espectro relativamente amplo para o desenvolvimento de estruturas, significando, portanto, que no conceito de autopoiesis nao existe um juizo previo acerca das estruturas que deverao prevalecer. Maturana distingue, assim, entre organizacao autopoietica e estruturas de um sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sociologia, nao ee possivel empregar, nesse contexto, o termo organizacao, pois ele designa um fenomeno social muito especifico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para efeito sociologico, bastaria dizer que se trata de uma reproducao autopoietica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) A organizacao autopoietica contem estruturas muito diversas, dependendo do tipo de sistema: aves, peixes, vermes, bacterias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consequentemente, o desenvolvimento de diversas estruturas ee possivel, desde que se conserve a autopoiesis; pois, do contrario, cessaria a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se pode observar, a diferenciacao introduzida por Maturana para basear o conceito de acoplamento estrutural distingue dois planos: o da autopoiesis, no qual se da a conservacao do sistema; e o do acoplamento entre sistema e meio, referido exclusivamente as estruturas, e aquilo que, no meio, possa ser relevante para as estruturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo de acoplamento estrutural (que funciona sempre, e imperceptivelmente) ee a musculatura dos organismos, que ee condizente com a forca da gravidade, embora restrita a ambitos de possibilidades de movimentos. No exemplo, ee viavel avaliar como podem existir diversos tipos de acoplamento estrutural, dependendo do tipo de organismo, sem haver interferencia com a autopoiesis do sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acoplamento estrutural exclui, portanto, que dados existentes no meio possam definir, conforme as proprias estruturas, o que acontece no sistema. Maturana diria que o acoplamento estrutural se situa de modo ortogonal em relacao a autodeterminacao do sistema; ele nao determina o que sucede no sistema, embora deva estar pressuposto, ja que, do contrario, a autopoiesis se deteria e o sistema deixaria de existir. Nesse sentido, todos os sistemas estao adaptados ao seu meio (ou nao existiriam), ainda que dentro do raio de acao que lhes ee conferido, eles tenham todas as possibilidades de se comportar de um modo nao adaptado. Para verificar o alcance dessas reflexoes, ee suficiente considerar os problemas ecologicos da sociedade moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de acoplamento, assim como o de forma, mostra dois lados: a) o acoplamento nao esta ajustado a totalidade do meio, mas somente a uma parte escolhida de maneira altamente seletiva; consequentemente, b) apenas um recorte efetuado no meio esta acoplado estruturalmente ao sistema, e muito fica de fora, influindo de forma destrutiva no sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano dos acoplamentos estruturais, ha possibilidades armazenadas (ruidos) no meio, que podem ser transformadas pelo sistema; portanto, mediante o acoplamento estrutural, o sistema desenvolve, por um lado, um campo de indiferenca e, por outro, faz com que haja uma canalizacao de causalidade que produz efeitos que sao aproveitados pelo sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca se deve perder de vista que o acoplamento estrutural ee compativel com a autopoiesis, e que, por conseguinte, ha possibilidades de influir no sistema, desde que nao se atente contra a autopoiesis. Isso pode ser formulado de modo inverso: a linha de desmarcacao que divide o meio, entre aquilo que estimula ao sistema e aquilo que nao o estimula - e que se realiza mediante o acoplamento estrutural -, tende a reduzir as relacoes relevantes entre sistema e meio a um ambito estreito de influencia. Apenas desse modo, um sistema pode transformar as irritacoes em causalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema pode reagir a irritacoes e estimulos (perturbacoes, na linguagem de Maturana), nao quando tudo pode influir no sistema, mas somente quando existem padroes altamente seletivos. Ou seja, o sistema reage apenas quando pode processar informacao e transforma-la em estrutura. As irritacoes surgem de uma confrontacao interna (nao especificada, num primeiro momento) entre eventos do sistema e possibilidades proprias, que consistem, antes de tudo, em estruturas estabilizadas, expectativas. Portanto, nao existe nenhuma irritacao no meio do sistema, assim como nao existe transfer de irritacao do meio ao sistema. Trata-se sempre de uma construcao propria do sistema; ee sempre uma autoirritacao (naturalmente posterior a influxos provenientes do meio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EE possivel dizer, entao, que a selecao de acontecimentos ocorridos no meio - e capazes de produzir efeitos no sistema - ee condicao de possibilidade para que o sistema, com esse espectro tao seletivamente depurado, possa empreender algo. Ou, falando de maneira abstrata: a reducao de complexidade ee condicao para o aumento de complexidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns exemplos auxiliam a visualizar esse preceito teorico: o acoplamento que o cerebro realiza com o meio ambiente ocorre atraves dos sentidos da visao e dos ouvidos, os quais, por sua vez, tem possibilidades muito reduzidas de contato com o meio (estreita gama de cores, para a visao; cota de decibeis, para os ouvidos). Gracas a essa especificacao, o sistema nao esta sobrecarregado pelo exterior, e pode processar efeitos que levam ao surgimento de estruturas complexas no cerebro. Portanto, a um espectro reduzido para fora corresponde uma enorme capacidade de criacao de estrutura para dentro: elevada capacidade de avaliacao, a partir da selecao da propria irritabilidade de que o sistema dispoe. O mecanismo do cerebro acontece em total acordo com o encerramento operativo, significando, portanto, que o proprio sistema nao possa se colocar em contato com o meio ambiente, a nao ser que recorra a processos fotoquimicos e de ondas acusticas para produzir informacao mediante capacidades proprias, que nao podem ser importadas  do meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um observador pode ser capaz de estabelecer correlacoes entre sistema e meio, embora estas dependam, assim, exclusivamente da posicao do observador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo do cerebro nao contem nenhum dado novo, expondo simplesmente o que ja foi confirmado na pesquisa neurofisiologica. Entretanto, o importante no campo da sociologia seria a possibilidade de fazer reflexoes equivalentes, no sentido de se indagar como a comunicacao e a consciencia se acoplam estruturalmente, ja que se trata, na realidade, de dois sistemas autopoieticos. O processo de resposta deve levar em conta, primeiramente, que consciencia e comunicacao nao podem existir uma sem a outra, e que, para existir, devem estar coordenadas mediante um acoplamento estrutural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao ee possivel imaginar que a consciencia tivesse surgido no processo da evolucao sem ter havido comunicacao; assim como tambem seria impossivel que pudesse haver comunicacao de conteudos significativos sem ter havido consciencia. Nesse sentido, toda comunicacao esta estruturalmente acoplada a consciencia; sem consciencia, a comunicacao ee impossivel.  Entretanto, a consciencia nao ee um sujeito da comunicacao, e tampouco, em qualquer outro sentido, o substrato da comunicacao. Para tanto, devemos abandonar a metafora classica, segundo a qual a comunicacao ee uma especie de transferencia de conteudos semanticos de um sistema psiquico - que ja os possui - a outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-450655542246869363?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/450655542246869363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=450655542246869363&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/450655542246869363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/450655542246869363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/acoplamento-estrutural.html' title='Acoplamento Estrutural'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-1541811492723411518</id><published>2010-04-01T20:07:00.001-03:00</published><updated>2010-04-01T20:07:33.452-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Afinal, temos livre-arbítrio ou não?</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por Suzana Herculano-Houzel, neurocientista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Link do blog de Suzana: http://www.suzanaherculanohouzel.com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudos mostram: começamos a preparar movimentos até um segundo antes de sentirmos "vontade" de fazer aquele movimento; a atividade do cérebro prediz se escolheremos A ou B a seguir antes de "sabermos" o que escolher; uma decisão já pode ter sido feita pelo cérebro até 7 segundos antes de tomarmos ciência do que vamos decidir. Pergunta: então, livre-arbítrio não existe, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errado, em ao menos três níveis. Primeiro: ao contrário do que dizem os livros didáticos, o sistema nervoso NÃO serve para "detectar estímulos e organizar respostas a eles". Fosse assim e nós viveríamos presos ao presente, condenados a apenas reagir aos acontecimentos. Nessas condições, até andar seria um problema - pois, para nos mantermos em pé, é preciso antecipar a queda iminente e mover as pernas sempre na expectativa do desastre. Não somos, portanto, máquinas de reagir-a-estímulos: nós nos adiantamos a eles, e fazemos isso porque o cérebro cria modelos internos do mundo, prevê acontecimentos, e toma decisões com base em suas expectativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo: não precisamos esperar que estímulos aconteçam. Somos capazes de iniciar comportamentos por conta própria, com base em nossas experiências anteriores e expectativas para o futuro. Só assim é possível entender como decidimos começar a estudar hoje para uma prova amanhã, ou levantar da cama com desejo de assistir a um filme específico, ler aquele livro que um dia você viu na estante, ou ir para a rua correr ao sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro: mesmo que tenhamos decidido fazer, comprar ou falar, é sempre possível voltar atrás, até o último instante - desde que você tome ciência do que está prestes a fazer. Seu cérebro prepara suas ações com segundos de antecedência, mas ao menos meio segundo antes de passar à ação é possível tomar ciência do que se está prestes a fazer - e isso é tempo suficiente para então decidir, se for o caso, NÃO fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por último, a razão maior para dizer que livre-arbítrio, sim, existe - e que pode ser ao mesmo tempo a constatação mais difícil e também a mais simples de todas: no que tange às suas decisões, você É o seu cérebro. Se seu cérebro decidiu agora mas só tomará ciência disso daqui a 7 segundos, VOCÊ decidiu agora e só tomará ciência disso daqui a 7 segundos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Inspirado em ensaio do biólogo alemão Martin Heisenberg, na revista Nature de 4 de maio, em que ele sustenta que não é preciso termos consciência de nossas decisões para sermos considerados seres dotados de livre-arbítrio; o que importa é que nossas ações são auto-geradas)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-1541811492723411518?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/1541811492723411518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=1541811492723411518&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/1541811492723411518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/1541811492723411518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/04/afinal-temos-livre-arbitrio-ou-nao.html' title='Afinal, temos livre-arbítrio ou não?'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-9092174874414106404</id><published>2010-03-28T19:05:00.002-03:00</published><updated>2010-04-24T21:39:41.323-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Auto-Organizacao</title><content type='html'>Significa construcao de estruturas proprias dentro do sistema. Como os sistemas estao enclausurados em sua operacao, eles nao podem conter estruturas. Eles mesmos devem construi-las : por exemplo, numa conversa, o que se disse por ultimo ee o ponto de apoio para dizer o que se deve continuar dizendo; assim como o que se percebe no ultimo momento constitui o ponto de partida para o discernimento de outras percepcoes. A presenca corporal em um espaco especifico ee o eixo fundamental para captar a normalidade da continuidade da percepcao. Portanto, o conceito de auto-organizacao devera ser entendido, primeiramente, como producao de estruturas proprias, mediante operacoes especificas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, no que se refere a auto-organizacao, deve-se considerar que o sistema so pode operar com estruturas autoconstruidas: nao pode haver importacao de estruturas. Esta afirmacao pode parecer estranha, sobretudo quando se examina detidamente a pesquisa sobre a aprendizagem da fala, que leva quase a tomar como inacreditavel a maneira com que as criancas aprendem a falar com tanto rapidez. Chomsky tentou mostrar que existem estruturas primordiais naturais nas criancas, embora nao se tenha conseguido encontrar nenhuma validacao empirica para a sua teoria. Em contrapartida, a nova teoria da comunicacao postula que a linguagem ee aprendida na medida em que o adulto ensina a crianca como se ela entendesse, mesmo sabendo que ela nao entende. A aprendizagem da fala se realiza, entao, conforme a capacidade da crianca de criar estruturas, ao selecionar determinados sons e atribuir-lhes sentido.&lt;br /&gt;a tese de que as estruturas de um sistema so podem ser autoconstruidas nao entra em contradicao com a teoria da aprendizagem da linguagem. O fato de se ensinar as criancas em uma determinada sequencia - ou seja, mediante estimulos duradouros de um tipo especifico - leva a desenvolvimentos de estruturas semelhantes, dado que os diferentes sistemas estao expostos a focos de irritacao muito singulares, ocupando-se, assim, continuamente de problemas similares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a pesquisa sobre os erros cometidos em leitura e escrita, em sala de aula, demonstrou que o fenomeno se distribui de forma muito desigual. Nao existe, portanto, uma pretensa unidade para aprender a ler e escrever, que possa ser considerada enquanto metodo, uma vez que cada crianca reage diferentemente aos estimulos. A individualidade no processo de aprendizagem ee muito mais alta do que se poderia imaginar, sendo, portanto, quase obrigatoria pensar em termos de auto-organizacao&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Auto-Organizacao&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo a questao da auto organizacao pelos olhos da teoria da complexidade, existe uma pequena diferenca de metodologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na teoria da complexidade, considera-se que ee inata a qualidade dos sistemas complexos de tenderem para a organizacao, isto ee, eles irao sempre se organizar, terem estabilidade. EE uma organizacao causada por o proprio sistema, o proprio sistema ira se organizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o tetragrama de Morin:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ordem - Desordem - Interacao - Organizacao&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja esse tetragrama de uma forma circular infinita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entendermos melhor isso pensemos no universo, os planetas surgem das diversas explosoes (desordens) que ocorrem no universo. A desordem longe de impossibilitar a vida ela ee uma desordem criadora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-9092174874414106404?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/9092174874414106404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=9092174874414106404&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/9092174874414106404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/9092174874414106404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/03/auto-organizacao.html' title='Auto-Organizacao'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-8630475495167597210</id><published>2010-03-28T02:12:00.000-03:00</published><updated>2010-03-28T02:13:54.766-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Autopoiesis (Autopoiese, Autopoietico)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;"Um sistema so pode produzir operacoes na rede de suas proprias operacoes, sendo que a rede na qual essas operacoes se realizam ee produzida por essas mesmas operacoes."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A autopoiese significa a capacidade do sistema de produzir nao apenas suas estruturas, mas tambem os elementos operacionais do sistema a partir de construcoes internas, elaboracoes proprias que nao tem paralelos no ambiente. Entende-se por autopoiesis que o sistema se produz a si mesmo, alem de suas estruturas: ha computadores que podem criar seus proprios programas, mas nao criar a si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autopoiese foi utilizada por Luhmann para explicitar a independencia do sistema em relacao ao ambiente, que lhe possibilita o desenvolvimento de um codigo interno e a auto-referencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autopoiese ee a producao dos elementos, das estruturas e do desenvolvimento do sistema a partir de operacoes recursivas a outros elementos internos do sistema, que realizam seus processos comunicativos com dotacao interna de sentido e utilizando um repertorio proprio. A auto-referencia ocorre na producao interna de sentido, mas tambem ocorre porque ha producao interna de sentidos: porque produz internamente seus sentidos, o sistema pode realizar a auto-referencia, que se consolida na proxima construcao interna. A dotacao interna de sentido ee a chave para o desenvolvimento do sistema. E o sistema se desenvolve apenas porque em algum momento se torna capaz de realizar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selecoes internas, a partir de sentidos construidos tambem internamente, dao corpo para processos comunicativos e operacoes internas que seriam mais improvaveis e contingentes no ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sistemas sao autonomos no nivel das operacoes. A categorizacao da autopoiesis assume como ponto de partida a questao radical da autonomia, ja que define o sistema a partir de seus proprios elementos. Autonomia significa que somente a partir da operacao do sistema ee possivel determinar o que lhe ee relevante e, principalmente, o que lhe ee indiferente. Consequentemente, o sistema nao esta condicionado a responder a todo dado ou estimulo proveniente do meio ambiente. Os sistemas nao podem importar nenhuma operacao a partir do meio. No caso da consciencia, nao existe comunicacao de consciencia para consciencia. Somente uma consciencia pode pensar (mas nao pode pensar com pensamentos proprios dentro de outra consciencia). E a titulo de ilustracao do caso da comunicacao, nenhum processo quimico pode vir a fazer parte do sentido da comunicacao: nenhuma tinta derramada  sobre uma folha pode produzir um texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autopoiese, como auto-reproducao do sistema, opera na confluencia da producao interna dos elementos constitutivos do sistema, ou seja seu fechamento operacional, com sua abertura cognitiva, isto ee, sua capacidade de ser estimulado pelo ambiente com informacoes que lhe aparecem como perturbacao e irritacao. Por isso as autopoieses dos variados sistemas evoluem conjuntamente, ainda que cada uma delas se realize com os elementos constitutivos de seu respectivo sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conceito de poiesis, do fazer, do produzir, nunca esta pressuposto o controle total do processo de producao. Pode-se controlar unicamente uma parte do ambito da causalidade. Por exemplo, para cozinhar um ovo, necessita-se de utensilios, fosforos, que se ferva a agua, mas nao ee preciso modificar a constituicao do ar, nem a composicao substancial do ovo. Portanto, no conceito de autopoiesis, nao se trata de ua creatio, de uma invencao de todos os elementos, mas somente da producao de um contexto cujas condicoes elementares ja estao colocadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autopoiese possibilita ao sistema alcancar uma alta complexidade interna, que serve para especificar sob quais condicoes os sistemas responderao as condicoes existentes no ambiente. Essa resposta pode significar ate mesmo a absoluta indiferenca. O ponto relevante, no entanto, ee que o proprio sistema ira definir quais perturbacoes levara em consideracao e quais vai considerar como subsidio para o desenvolvimento de seus processos comunicativos, alem de definir como vai traduzir essas perturbacoes e irritacoes em elementos para suas operacoes internas na condicao de informacao, um dos elementos do processo comunicativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autopoiese se aplica a reproducao das estruturas, a producao de novas estruturas, a dotacao interna de sentidos, a definicao do meio de comunicacao simbolicamente generalizado e aos processos comunicativos. Todas as regulacoes internas sao auto-regulacoes, todos os controles sao auto-controles. No desenho da teoria, nada pode ser reproduzido em um sistema operacionalmente fechado se nao for dessa maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, cabe mecionar dois aspectos referidos a autopoiesis, em destaque na discussao atual:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) No conceito de autopoiesis, deve-se manter um ponto firme de explicacao: um sistema ee autopoietico, ou nao o ee (conforme o esquema: ou isto/ou aquilo). Um sistema nao pode ser um-pouco- autopoietico. Esse preceito teorico ee praticamente obvio, na biologia:  um organismo esta vivo ou morto (excetuando-se casos muito extremos em que nao ee possivel reconhecer a vida ou a morte; uma mulher esta gravida ou nao esta (exemplo dado pelo proprio Maturana). Isso significa, em primeiro lugar, que o conceito nao inclui por si mesmo um processo de gradacao. Consequentemente, o conceito de autopoiesis nao pode explicar a evolucao dos sistemas complexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) A questao da dependencia do sistema ee uma maneira de observar como o meio produz efeitos no sistema. Contudo, como ja se pode intuir, esta forma de inter-relacionar efeitos cabe a um observador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um observador poderia aplicar, por exemplo, um esquema de somas constantes para analisar a relacao entre sistema e meio. O resultado, entao, deveria ser o de que o sistema, estando mais relacionado com o meio, ee mais dependente. Em contrapartida, a pesquisa atual chegou a conclusao de que os sistemas altamente complexos aumentam, simultaneamente, a autonomia (se ee que se permite usar assim tal conceito) e a dependencia. So desse modo ee possivel explicar por que os sistemas politico, economico, do direito, sao altamente dependentes e independentes em relacao ao meio: sabe-se das dificuldades da politica, quando a economia nao floresce; dos problemas da economia, quando a politica nao pode oferecer, mediante regulacoes do direito, garantias...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-8630475495167597210?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/8630475495167597210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=8630475495167597210&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8630475495167597210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8630475495167597210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/03/autopoiesis-autopoiese-autopoietico.html' title='Autopoiesis (Autopoiese, Autopoietico)'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-6910786295672101704</id><published>2010-03-27T23:10:00.000-03:00</published><updated>2010-03-27T23:12:23.062-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Imaginacao da Acao</title><content type='html'>Gostaria de divulgar um artigo que encontrei no efdeportes que trata de um assunto bem pertinente e que deve ser aprofundado no estudo do desporto em geral: trata-se da imaginacao da acao. Tentarei encontrar mais materiais para ampliar esse campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui esta o link do artigo: http://www.efdeportes.com/efd75/mental.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-6910786295672101704?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/6910786295672101704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=6910786295672101704&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6910786295672101704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6910786295672101704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/03/imaginacao-da-acao.html' title='Imaginacao da Acao'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-8924434355182847309</id><published>2010-03-27T15:54:00.003-03:00</published><updated>2010-03-27T15:59:00.147-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Encerramento Operativo ou Fechamento Operacional</title><content type='html'>Nesse texto misturei algumas partes, alteradas, do livro de Niklas Luhmann junto com outras partes retiradas de uma dissertacao de mestrado, em Sociologia pela USP, do professor Romulo Figueira Neves. A abordagem do encerramento operativo ee o principio para abordarmos a autopoiesi e a auto-organizacao. Espero que seja proveitoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"Por encerramente nao se entende isolamento termodinamico, mas somente fechamento operacional."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os sistemas sociais, mediante a autopoiesis, geram e reproduzem internamente seus proprios elementos de funcionamento sem a interferencia ou influencia de elementos externos. Os sistemas sociais sao, portanto, sistemas auto-referenciais, ou seja, todos os processos comunicativos internos dizem respeito a elementos internos e sao definidos a partir de orientacao interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo novo elemento operativo do sistema ee gerado a partir dos elementos anteriores e se torna, ao mesmo tempo, pressuposto para a elaboracao dos elementos posteriores do sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manutencao da capacidade dos sistemas de produzir seus elementos internos ee a propria manutencao de sua sobrevivencia, pois significa manter sua diferenciacao em relacao ao ambiente. Isso nao significa, no entanto, que o sistema nao reconheca a existencia do ambiente, mas que opera a partir de construcoes proprias. "O fechamento operacional nao pode significar jamais que um sistema autopoietico opere como se nao houvesse nenhum ambiente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propriedade do fechamento operacional garante ao sistema social a capacidade de produzir sentidos internamente e, desta forma, manter abertas as possibilidades de criacao de novos elementos. Paradoxalmente, o fechamento abre caminho ao sistema para produzir sentido, a partir de informacoes presentes no ambiente, pois mantem o sistema em operacao com elementos proprios, ao mesmo tempo em que leva em consideracao ruidos externos para elaborar os processos comunicativos internos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa capacidade de produzir sentido e abrir novas possibilidades dentro do sistema, a partir de informacoes externas, nao contradiz o fechamento operacional, pois essas informacoes externas nao se constituem em elementos operacionais do sistema, mas em irritacao, perturbacao e ruido para o sistema. "Por fechamento operacional nao se entende o isolamente termodinamico, mas somente a autonomia operacional, isto ee, que as operacoes proprias do sistema se tornem possiveis recursivamente por conta dos resultados das proprias operacoes do sistema."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As irritacoes externas o sistema responde com elaboracoes proprias, com a utilizacao de elementos pre-existentes dentro do sistema, que nao sao conhecidos nem previstos por um observador no ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sistemas encerrados operacionalmente so se constituem mediante operacoes internas. Na terminologia de Spencer-Brown, dir-se-ia: o sistema opera no lado interno da forma; produz operacoes somente em si mesmo, e nao no outro lado da forma. Entretanto, o operar dentro do lado interno (portanto, no sistema), e nao no meio, pressupoe que o meio exista e esteja situado do outro lado da forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, chegamos a ideia de que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sistema nao pode operar no meio;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As operacoes nao podem ser reproduzidas no meio;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sistema nao pode empregar suas proprias operacoes para entrar em contato com o meio;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As operacoes sao acontecimentos que apenas surgem nos sistemas, e nao podem ser empregados para defender ou atacar o meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano das operacoes especificas do sistema, nao ha nenhum contato com o meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sistemas orientados para o sentido tem a particularidade  de poder estar referidos ao meio e de reproduzi-lo dentro de si mesmos (re-entry), sem que tenham de produzir efeitos causais. A causalidade provem do meio e pode produzir efeitos no sistema; enquanto pelo contrario, o sistema reage com operacoes que nao podem produzir nenhum efeito no meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encerramento operativo traz como consequencia que o sistema dependa de sua propria organizacao. As estruturas especificas podem ser construidas e transformadas, unicamente mediante operacoes que surgem nele mesmo; por exemplo, a linguagem pode ser transformada somente mediante comunicacoes, e nao imediatamente, com fogo ou fresas, ou com radiacoes espaciais, ou em virtude de desempenhos perceptivos da consciencia do individuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder-se-ia ter a impressao de que esse elemento teorico (Encerramento Operativo) ee um retorno a antiga tese dos sistemas fechados; isto ee, uma volta a questao da entropia. Na realidade, este nao ee o caso, ja que no preceito do encerramento operacional cabe distinguir entre operacao e causalidade. Por encerramente nao se entende isolamento termodinamico, mas somente fechamento operacional; ou seja, que as operacoes proprias do sistema se tornem recursivamente possiveis pelos resultados das operacoes especificas do sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encerramente operativo nao necessariamente significa total isolamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-8924434355182847309?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/8924434355182847309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=8924434355182847309&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8924434355182847309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8924434355182847309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/03/encerramento-operativo-ou-fechamento.html' title='Encerramento Operativo ou Fechamento Operacional'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-7802498396031880545</id><published>2010-03-26T15:51:00.004-03:00</published><updated>2010-03-26T15:58:31.920-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>E os proximos posts...</title><content type='html'>Os proximos posts do blog se dedicarao a (tentar) compreender um pouquinho a mais sobre a Teoria Geral dos Sistemas. Para tanto, as referencias principais vao se encontrar no livro Introducao a Teoria dos Sistemas, do sociologo e jurista alemao Niklas Luhmann.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao sei aonde podemos (eu e os leitores) chegar, nao sei se com esses conceitos podemos melhorar nosso entendimento sobre o jogo, adentraremos numa viagem sem um fim pre-determinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito, todavia, que nosso final sera positivo. Com um maior conhecimento da teoria podemos (na teoria) entender tambem mais a respeito dos sistemas, o que tambem envolve o jogo, o futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: Os assuntos, acredito, nao serao abordados em ordem cronologica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-7802498396031880545?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/7802498396031880545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=7802498396031880545&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7802498396031880545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7802498396031880545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/03/e-os-proximos-posts.html' title='E os proximos posts...'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-8465179947842893210</id><published>2010-03-20T16:51:00.003-03:00</published><updated>2010-03-20T16:56:55.674-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Treinos analíticos, avaliações analíticas, e o desempenho de jogo: que caminho seguir?</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Gostaria de pedir licenca ao prof. Rodrigo Leitao pois hoje vou reproduzir novamente a sua coluna, na Universidade do Futebol. O assunto de hoje ee muito interessante e foi bem tratado na coluna. Abaixo, o texto:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar um fenômeno com os óculos da complexidade requer, acima de tudo, que os olhos estejam abertos, e as lentes, transparentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os treinos analíticos têm maioridade e presença quase que certa nas atividades de treinamento de equipes de futebol (profissionais e de categorias de formação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da última década e meia, a contestação a esse tipo de treino (seja ele para trabalhar um “fundamento técnico” qualquer ou uma capacidade biomotora específica), tem crescido em boa parte do mundo, especialmente onde os estudos científicos tentam avançar barreiras alicerçadas em paradigmas “tradicionais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pesquisas têm buscado desmistificar a idéia de que o treinamento analítico – treino descontextualizado do jogar – se correlaciona com o aperfeiçoamento das habilidades técnicas que se expressam em ambiente de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Hoje trago alguns dados e informações interessantes – já apresentadas em outro fórum, com o devido rigor e estrutura técnica requisitada por ele – que podem ilustrar a resposta para uma questão interessante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que um grupo de jogadores com melhores aproveitamentos em testes de precisão, e de força aplicada ao passe (testes analíticos), tem também melhor aproveitamento nesse fundamento quando submetido a situação de jogo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando responder em parte, a essa pergunta, apresento um “experimento prático” interessante, realizado com jogadores de futebol sub-17. Nesse experimento, 24 jogadores foram divididos aleatoriamente (ou para os que preferem; randomicamente), através de sorteio, em três grupos de oito jogadores cada (grupos “A”, “B”, “C”). Esses grupos foram submetidos a cinco sessões de treino de futebol (que faziam parte do planejamento de treinos da equipe, ao longo do ano competitivo), com jogos em espaço reduzido e com regras adaptadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atividades de treino foram programadas para que houvesse jogos entre jogadores do mesmo grupo (3 x 3 e 4 x 4), e também entre grupos (6 x 6 e 8 x 8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cada um dos jogos, foi realizado um “scout” detalhado de passes certos e errados, jogador por jogador, equipe por equipe, grupo por grupo.&lt;br /&gt;Nas cinco sessões de treino, foram realizados 12 jogos adaptados com objetivo de desenvolver um modelo de jogo específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas 12 atividades, o volume total de passes variou significantemente nos jogos, mas o percentual de passes errados por grupo, não (em média 25,2% para o grupo “A”, 25,0% para o grupo “B” e 24,3% para o grupo “C”)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grupos “A”, “B” e “C”, eram componentes de uma equipe que no jogo formal apresentava em média, 15% de passes errados por partida (contando aí, passes, lançamentos e cruzamentos). Nos jogos adaptados, como vimos, não mostraram diferenças significantes entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é agora que vem a melhor parte da história. Os jogadores desses grupos foram submetidos a três testes analíticos (teste 1, teste 2 e teste 3) para avaliar a precisão e “força” do passe de seus jogadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teste 1 dava ao jogador a possibilidade de realizar 10 passes, a partir de uma marca a 15 metros de distância de um gol com as medidas oficiais (dividido em zonas de importância), com o objetivo de acertar pelo menos uma vez cada uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teste 2 dava ao jogador a possibilidade de realizar 10 passes, a partir de uma marca de 20 metros, com objetivo de derrubar cones, com massas diferentes, fixados no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teste 3 dava ao jogador a possibilidade de realizar 10 passes, a partir de marcas com distâncias variadas (10, 15, 20, 25 e 30 metros), com objetivo de acertar um único alvo demarcado com uma estaca fixada no campo de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os testes foram realizados no campo de jogo, com jogadores devidamente trajados, respeitando as regras que norteiam o futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S6UoOJlgTcI/AAAAAAAAAoo/GAA6oPBXaNw/s1600-h/tabela+leitao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 325px; height: 92px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S6UoOJlgTcI/AAAAAAAAAoo/GAA6oPBXaNw/s400/tabela+leitao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450807147558358466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Conforme podemos observar na tabela de resultados (referentes a porcentagem de passes errados nos testes analíticos), e sem que necessitemos nos aprofundar nos procedimentos “estatístico-metodológicos” do “experimento” (assunto para outro fórum), o número de passes errados nas atividades analíticas não se correlacionou diretamente com o resultado observado de passes errados obtidos em contexto de jogo (para nenhum dos testes!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notemos que em situações de jogo, os três grupos quase não se diferenciaram ou se destacaram pela porcentagem de passes errados. Poderíamos esperar, caso houvesse correlação boa e direta entre os passes realizados com caráter analítico e os de jogo, que a diferença entre os grupos respeitasse sistematicamente a mesma variação tanto no exercício analítico, quanto no jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos observar que não foi isso que aconteceu, ou seja, os melhores resultados nos testes analíticos não foram necessariamente os melhores resultados em situação real de jogo, e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros resultados e procedimentos poderiam ser explorados nesse espaço também, para, apimentando mais ainda a discussão que estas informações podem gerar, mostrar que o treinamento através de exercícios analíticos melhora, tão e somente, o desempenho e resultados de avaliações, igualmente analíticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhora da “performance” de jogo deve ocorrer através de jogos. E não se trata do jogo pelo jogo. É necessário que em sua aplicação e execução, esses jogos gerem sobrecarga suficiente para provocar “respostas adaptativas” físicas, técnicas, táticas, psicológicas, de maneira integral, integrada e totalmente complexa – e isso requer profundo conhecimento a respeito do processo que orienta a aplicação seqüencial desses jogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exercícios analíticos, contudo não devem ser “aposentados”. Além das muitas décadas de “serviços prestados” (e especialmente por causa disto), têm um simbolismo com os jogadores, que não pode ser desconsiderado ou deixado de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar um fenômeno com os óculos da complexidade requer, acima de tudo, que os olhos estejam abertos, e as lentes, transparentes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-8465179947842893210?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/8465179947842893210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=8465179947842893210&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8465179947842893210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8465179947842893210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/03/treinos-analiticos-avaliacoes.html' title='Treinos analíticos, avaliações analíticas, e o desempenho de jogo: que caminho seguir?'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S6UoOJlgTcI/AAAAAAAAAoo/GAA6oPBXaNw/s72-c/tabela+leitao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-4832754545044283734</id><published>2010-03-16T17:47:00.001-03:00</published><updated>2010-03-16T17:47:58.709-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Comentario sobre a coluna do prof. Leitao...</title><content type='html'>O ultimo artigo do professor Leitao, na Universidade do Futebol, trouxe como tema um questionamento de um de seus amigos, "Para o colega do “o russo”, como explicar, dentro de um sistema equilibrado e organizado, a entrada de um elemento novo, que sem conhecer o perfeito funcionamento de tal sistema, suas interdependências e inter-relações, passa a ser tido como o grande “upgrade” desse sistema".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me intrometendo um pouquinho, gostaria de tecer alguns comentarios, que espero que sejam pertinentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro gostaria de comentar o nao uso que farei do expressao equilibrio/desequilibrio/reequilibrio (ta certo a escrita?). Segundo Luhmann, a nocao de equlibrio nos remete a ideia da balanca, que os dois lados estao equilibrados e por qualquer minima coisa que se coloque havera um desequilibrio, a nocao de equilibrio entao, nos remete a nocao total temporaria de ordem, o que ee errado visto que isso nao ocorre, o equilibrio tambem nos traz outro problema, quando pensamos que algo estava equilibrado, sofreu desequilibrio e voltou a se equilibrar, tendemos a achar que o equilibrio voltou ao equilibrio inicial, o que nao ee verdade, ee um engano. Trabalhar com estabilidade se torna mais adequado, na medida que ela nos diz que o sistema a todo momento tem equilibrios e desequilibrios mais sempre encontra uma nova estabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os sistemas abertos, como uma equipe de futebol, se encontram sempre em novas estabilidades, que sao geradas sempre pelo sistema, devido aos sistemas abertos serem fechados operacionalmente, tambem conceitos de Luhmann.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questao entao ee, um elemento novo (jogador) em uma equipe sempre tera como resultado a estabilidade, o jogador (ruido, perturbacao) entra na equipe e o sistema equipe cria uma nova estabilidade, assim sendo, o sistema equipe se torna novamente estavel. Isso pode ser bem visualizado no tetragrama de Morin, Ordem/Interacao/Desordem/Organizacao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, quando digo que o sistema equipe se torna estavel, quero dizer apenas que o sistema equipe se torna estavel, nao se entenda com isso que a equipe ee boa, ruim, ganhadora ou perdedora, entenda-se somente que a equipe adquiriu uma nova estabilidade com a entrada de um novo elemento. Exemplo hipotetico: Se chegarmos ao ponto de iniciar uma catastrofe global e a terra se explodir podemos dizer que ela encontrou uma nova estabilidade, logo, nao entenda estabilidade como sucesso ou fracasso, entenda-se como nova estabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tambem se torna interessante deixar aquele "velho conceito" de que um sistema pode ser maior ou menor do que a soma dos jogadores que a constituem. Entao, nao parece ser muito interessante "ter por ter" um Pele no time, ja que isso nao significa muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo tambem, pelos olhos da Periodizacao Tatica, nao ee possivel que um jogador do nada entre numa equipe e comece a fazer tudo como planejado, haja visto que ele precisaria de um tempo minimo (Mourinho nos diz um mes) para adquirir os principios, sub-principios... o modelo de jogo de sua equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, penso que um elemento novo num sistema com estabilidade, porem mau (se ee que posso colocar assim) pode trazer sim melhorias (ou nao).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, pedindo licenca, e respondendo a pergunta do Russo, corroboro com ele que com os olhos da P.T se torna um absurdo a entrada de um novo elemento na equipe, e em 1 ou sem treino, o jogador jogar e ser considerado "o cara" daquele sistema, nao obstante, pelo teoria dos sistemas/complexidade me torna aceitavel a ideia de nova estabilidade/organizacao com a entrada de um novo elemento no sistema, entretanto, repito, essa organizacao nao quer dizer competencia de jogar, e tambem deixo aberta a possibilidade de num sistema organizado/estabilizado (mas entenda-se esse organizado/estabilidado no sentido de nao trivial no sentido de total falta de combate a complexidade do meio) que a entrada de um novo elemento possa piorar ou melhorar a equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio confuso, ideias que ainda precisam amadurecer, mas ee isso...&lt;br /&gt;Estou lendo as obras de Niklas Luhmann e O Metodo de Morin, espero futuramente entender um pouco mais do assunto para abordar com mais consistencia aqui no blog... por enquanto ee isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-4832754545044283734?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/4832754545044283734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=4832754545044283734&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/4832754545044283734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/4832754545044283734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/03/comentario-sobre-coluna-do-prof-leitao.html' title='Comentario sobre a coluna do prof. Leitao...'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-3777934627201067916</id><published>2010-03-14T19:25:00.000-03:00</published><updated>2010-03-14T19:26:47.866-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Frase de Niklas luhmann</title><content type='html'>Nao ee possivel predizer como o sistema se comportara, uma vez que a informacao ee um estado que surge de dentro dele mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-3777934627201067916?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/3777934627201067916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=3777934627201067916&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3777934627201067916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3777934627201067916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/03/frase-de-niklas-luhmann.html' title='Frase de Niklas luhmann'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-6714510813231569478</id><published>2010-03-10T18:59:00.001-03:00</published><updated>2010-03-10T19:01:35.395-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>O jogar esta submetido ao...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S5gWauYiZvI/AAAAAAAAAog/wBNnqGTIi30/s1600-h/jogar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 311px; height: 218px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S5gWauYiZvI/AAAAAAAAAog/wBNnqGTIi30/s400/jogar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447128397687973618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Perceba que no diagrama se encontra tudo "unido, nao havendo disjuncao nas organizacoes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-6714510813231569478?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/6714510813231569478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=6714510813231569478&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6714510813231569478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6714510813231569478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/03/o-jogar-esta-submetido-ao.html' title='O jogar esta submetido ao...'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S5gWauYiZvI/AAAAAAAAAog/wBNnqGTIi30/s72-c/jogar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-9151536224429700275</id><published>2010-03-10T17:30:00.002-03:00</published><updated>2010-03-10T17:36:45.840-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Os sete saberes necessários à educação do futuro</title><content type='html'>Tomei conhecimento da obra Os sete saberes necessarios a educacao do futuro atraves do meu professor de Historia, professor Euclides Tavares. Ainda nao tive a oportunidade de ler o livro de Morin, que parece ser excelente, contudo, peguei algumas informacoes da wikipedia e resolvi postar aqui. Apesar de ja "conhecermos" alguns dos saberes, tem alguns outros que eu nao conhecia ou nao achava pertinente, essa obra me parece tambem se distinguir um pouco das outras de Morin, nao sei. Recomendo a leitura e futuramente tentarei comprar o livro para o ler, porque mesmo se podendo fazer download de livro, nada substitui a leitura real de um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem trabalha com desporto, principalmente com jovens, acho que essa trabalho se torna ainda mais pertinente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º Saber - Erro e ilusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não afastar o erro do processo de aprendizagem. Integrar o erro ao processo, para que o conhecimento avance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º Saber - O conhecimento pertinente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntar as mais variadas áreas de conhecimento, contra a fragmentação. Para que o conhecimento seja pertinente, a educação deverá tornar evidentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º Saber - Ensinar a condição humana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não somos um algo só. Somos indivíduos mais que culturais - somos psíquicos, físicos, míticos, biológicos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º Saber - Identidade terrena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber que a Terra é um pequeno planeta, que precisa ser sustentado a qualquer custo. Idéia da sustentabilidade terra-pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5º Saber - Enfrentar as incertezas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Princípio da incerteza. Ensinar que a ciência deve trabalhar com a ideia de que existem coisas incertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6º Saber - Ensinar a compreensão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunicação humana deve ser voltada para a compreensão. Introduzir a compreensão; compreensão entre departamentos de uma escola, entre alunos e professores, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7º Saber - Ética do gênero humano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a antropo-ética: não desejar para os outros, aquilo que não quer para você. A antropo-ética está ancorada em três elementos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indivíduo&lt;br /&gt;Sociedade&lt;br /&gt;Espécie&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-9151536224429700275?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/9151536224429700275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=9151536224429700275&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/9151536224429700275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/9151536224429700275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/03/os-sete-saberes-necessarios-educacao-do.html' title='Os sete saberes necessários à educação do futuro'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-5584024809759517293</id><published>2010-03-08T18:19:00.002-03:00</published><updated>2010-03-08T18:23:40.922-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Recomendacao de Artigo sobre Modelo de Jogo</title><content type='html'>Na postagem de hoje, gostaria de divulgar o excelente artigo produzido pelos professores Rodrigo Vicenzi Casarin e Luis Esteves, o artigo trata a questao do modelo de jogo, de uma forma ampla, e o envolve com as categorias de base e o problema dos clubes brasileiros nisso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bom, para quem desejar ler aqui esta o link:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.universidadedofutebol.com.br/Files/pdf/Artigo%20-%20PDF%20modelo%20de%20jogo.pdf&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-5584024809759517293?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/5584024809759517293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=5584024809759517293&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5584024809759517293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5584024809759517293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/03/recomendacao-de-artigo-sobre-modelo-de.html' title='Recomendacao de Artigo sobre Modelo de Jogo'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-4804013768916859177</id><published>2010-03-06T21:16:00.001-03:00</published><updated>2010-03-06T21:18:04.820-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Qual é a dominante (fisica,tecnica,tatico,mental) que domina (o jogo)?</title><content type='html'>Ao ler a Inteligencia Emocional comecei a perceber a grande importancia do mental para o jogador e para a equipe. Num exercicio reflexivo tentei hierarquizar verticalmente os fatores do jogo de futebol (fisico, tecnico, tatico, mental). A coisa foi mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fisico ee muito importante, sem ele nao me movimento, sem movimento nao se ganha jogo. Ok. O que adianta andar se nao consigo concluir um passe? Ok. O que adianta concluir passe se nunca recebo numa posicao que me favorece? Nao adianta. O que adianta saber tocar se estou nervoso e nao acerto um passe, ou o que adianta saber correr se com meu nervosismo nao corro direito e por ai vai... Enfim, esse raciocinio é puramente vicioso, já que cheguei a "conclusao" de que nao existe fator mais importante e fator menos importante, todos tem igual importancia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Introducao ao Pensamento Complexo Morin nos diz que quando pensamos o mundo sobre a biologia somos tentados a achar que tudo é biologio, se vermos sobre o prisma da fisica iremos ficar fascinado como tudo é fisica, enfim, qualquer dominante que voce coloque e deixa as outras dominantes subordinadas voce tendera achar que tudo pode girar em torno da dominante que colocou como nao subordinada as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol é da mesma forma. Se eu pensar sobre o prisma do fisico vou achar que tudo é fisico, se ver sobre o prisma tático vou achar que tudo é tatica, pode testar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a Morin, em sua obra O Metodo (nao sei especificar o volume nem outros detalhes), ele nos fala de uma hierarquia horizontal, que difere da hierarquia com qual nossa sociedade esta acostumada, na hierarquia horizontal todos os fatores tem igual valor. E é assim que devemos entender a hierarquia do fisico, tecnico, tatico e mental, devemos os ver sobre uma hierarquia horizontal onde nenhum é mais ou menos que o outro, todos tem sua igual importancia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa importante de se dizer é que, esse topico nao é uma critica a periodizacao "tatica", pois apesar de sobressair a componente tatica no nome nao vejo esse metodo de treinamento/metodologia valorizando na pratica o fator tatica em relacao ao fisico ou qualquer outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A critica pode, talvez, ser sim direcionada para quem acredita que o fator tatica se sobressai, em importancia, aos outros fatores, apesar de que ainda nao tenho um posicionamento mais embasado sobre isso, portanto nao tenho como tecer criticas, ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E respondendo a pergunta feita no titulo, nenhuma dominante domina isoladamente o jogo, todas as dominantes dominam o jogo por igual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-4804013768916859177?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/4804013768916859177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=4804013768916859177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/4804013768916859177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/4804013768916859177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/03/qual-e-dominante-fisicatecnicataticomen.html' title='Qual é a dominante (fisica,tecnica,tatico,mental) que domina (o jogo)?'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-2017846380664570082</id><published>2010-03-05T20:56:00.000-03:00</published><updated>2010-03-05T20:57:18.633-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Os fatores invisiveis por tras da tomada de decisao. Porque o agir ee muito mais do que o mero agir.</title><content type='html'>Durante os noventa minutos regulamentares a bola esta em jogo cerca de sessenta minutos. Desses, cada equipe possui a bola cerca de trinta minutos. Em media cada jogador não consegue ter a bola por mais de dois minutos. O que faz então o jogador nos restantes minutos em que a bola esta em jogo? Seleciona, julga e decide. E quanto melhor a informacao for selecionada, julgada e decidida melhor sera a tomada de decisao, ee essa tomada de diferencia os bons jogadores dos maus jogadores, ee essa tomada de decisao que diferencia as boas equipes das mas equipes, sendo assim, ee pertinente tentar indicar e discorrer sobre os fatores invisiveis que fazem parte da tomada de decisao, abaixo fiz algumas indicacoes e um breve comentario.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01-) Conhecimento Geral a respeito do Jogo:&lt;br /&gt;EE fundamental que o jogador de futebol tenha informacao e conhecimento a respeito do jogo, isto ee, que o jogador tambem seja um "estudioso" do fenomeno futebol. Quanto mais ele conhecer a respeito do jogo mais as decisoes tendem a ser assertivas, ja que interpretara o jogo com um olhar observador a todos os momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02-) Conhecimento Geral:&lt;br /&gt;EE um conhecimento nao especifico e sim transcendente, ja que diz respeito a qualquer conhecimento adquirido pelo jogador em sua vida, desde fisica a biologia ou qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03-) Conhecimento do modelo de joga da sua equipe:&lt;br /&gt;EE o conhecimento que diz respeito ao quao integrado esta o jogador ao modelo de jogo da sua equipe, isto ee, o quanto o jogador conhece e esta adaptado e entendendo, teorico e praticamente, o seu modelo de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04-) Meio Socio-Cultural:&lt;br /&gt;Diz respeito ao meio socio-cultural no qual o individuo jogador esta inserido, ou seja, ee a influencia no qual a sociedade e a cultura influencia o individuo que dela faz parte. Essa influencia no individuo ira, por sua vez, influenciar as futuras tomadas de decisoes diversas dos jogadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05-) Inteligencia Emocional:&lt;br /&gt;A inteligencia emocional diz respeito a capacidade de motivacao, esperanca, controle impulsional, raiva, ira, concentracao, marcadores somaticos, mensagens nao verbais, dentre outros fatores de cunho emocional que influenciam a tomada de decisao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06-) Criatividade:&lt;br /&gt;A criatividade ee a juncao de diversas variaveis que no seu correlacionamento corroboram com uma tomada de decisao inesperada e singular (impar) que ee de cada individuo-jogador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-2017846380664570082?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/2017846380664570082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=2017846380664570082&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/2017846380664570082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/2017846380664570082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/03/os-fatores-invisiveis-por-tras-da.html' title='Os fatores invisiveis por tras da tomada de decisao. Porque o agir ee muito mais do que o mero agir.'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-5496381782610175499</id><published>2010-03-05T18:52:00.000-03:00</published><updated>2010-03-05T18:53:02.122-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Que tipo de pessoas queremos formar?</title><content type='html'>A pergunta com que comeco o post de hoje, ee uma pergunta ao qual o professor doutor de Motricidade Humana, Manuel Sergio, diz que faz a si antes de comecar qualquer aula em que ele seja o docente. Afinal, a figura do professor, independente da materia, ee central em nossa sociedade, um comportamento de um professor pode marcar tanto positivamente como negativamente um aluno para o resto de sua vida, entretanto, os mestres da educacao fisica/desporto estao deixando muito a desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citando novamente o professor Manuel Sergio, acredito que o professor de Educacao Fisica deve se lembrar que ele nao ee professor de fisicos, ele ee professor de pessoas em movimento, por isso, deve se preocupar em formar pessoas, nao fisicos. Essa reflexao ee muito importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas me contaram que o professor de educacao fisica da minha escola punia os alunos que nao ganhassem "provas" propostas mandando-os fazer abdominais, flexoes etc. Vivemos numa sociedade que sobrevaloriza o vencedor e menospreza o perdedor, o professor, entao, acaba trazendo esse problema antroposocial do meio para os alunos da escola, exatamente porque penaliza/adverte/rejeita o perdedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses professores devem parar de ver o ser humano de uma forma mutilada, devem o ver de uma forma como um todo. Assim, ee necessario motivar e nao reprimir, como andam fazendo, ee necessario que tentem fazer o aluno gostar de suas aulas e nao odiar. Alguns professores  gostar de forcar ao aluno os esportes de sua preferencia, contudo, a aula acaba se tornando monotona e desmotivando o aluno, o professor nao deve impor sua vontade egoista sobre a vontade do aluno, nao deve forcar o que somente ele quer, pelo contrario.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltando ao professor Manuel Sergio, por os professores de educacao fisica estarem lidando com pessoas, que choram, riem, se emocionam, brigam etc, ee preciso trabalhar de forma flexivel, e quando eu digo flexivel entenda-se se colocar a cada momento no lugar de aluno. Foi me contado tambem que um professor mandou um certa pessoa que teve problemas de ernia fazer abdominais, a pessoa, por sua vez, o explicou que devido a ernia nao gostaria de fazer tal exercicio, entretanto, O SUPREMO PROFESSOR DE EDUCACAO FISICA NAO SE IMPORTA E MANDA QUE FACA. Isso ee o absurdo dos absurdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E citando Morin, Professores, como Bob, que acreditam ter a totalidade do conhecimento na verdade possuem somente a nao verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como eu sou cagueta, o professor citada no texto tem o apelido de Bob, ele ee da area do handebol e dar aula em diversas escolas importantes de Natal. Ate pensei em enviar esse texto para a escola em que estudo e ele da aula, mas acredito que as escolas nao se interessem por assuntos como esse, as escolas dizem que se preocupam em formar cidadaos, mas na pratica vemos que nao existe essa preocupacao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E so para finalizar o texto, citando o professor Manuel Sergio, que os professores de educacao fisica sejam cada vez mais professores de pessoas em movimento e cada vez menos professores de fisica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-5496381782610175499?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/5496381782610175499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=5496381782610175499&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5496381782610175499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/5496381782610175499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/03/que-tipo-de-pessoas-queremos-formar.html' title='Que tipo de pessoas queremos formar?'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-3978177963192047638</id><published>2010-03-02T20:48:00.003-03:00</published><updated>2010-03-02T20:54:32.234-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Historia do Futebol</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kzRQKc6I/AAAAAAAAAoY/OHCRCz1jJKo/s1600-h/01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 186px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kzRQKc6I/AAAAAAAAAoY/OHCRCz1jJKo/s400/01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444188725272277922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42krYIOaNI/AAAAAAAAAoQ/2KVu0EneW3g/s1600-h/02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 250px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42krYIOaNI/AAAAAAAAAoQ/2KVu0EneW3g/s400/02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444188589679077586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kqwI2kEI/AAAAAAAAAoI/DDQ14fX-rO4/s1600-h/03.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 255px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kqwI2kEI/AAAAAAAAAoI/DDQ14fX-rO4/s400/03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444188578944290882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kqigHRRI/AAAAAAAAAoA/YSzfC8Jk1NM/s1600-h/04.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 253px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kqigHRRI/AAAAAAAAAoA/YSzfC8Jk1NM/s400/04.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444188575283758354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kqXW3rHI/AAAAAAAAAn4/uyrEqdgQ4EU/s1600-h/05.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kqXW3rHI/AAAAAAAAAn4/uyrEqdgQ4EU/s400/05.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444188572292197490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kqGYMJgI/AAAAAAAAAnw/dTmgnHp8BVM/s1600-h/06.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 220px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kqGYMJgI/AAAAAAAAAnw/dTmgnHp8BVM/s400/06.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444188567734330882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kPO1NkcI/AAAAAAAAAno/RhWTEaSG9Zg/s1600-h/07.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kPO1NkcI/AAAAAAAAAno/RhWTEaSG9Zg/s400/07.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444188106147074498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kO3qP-6I/AAAAAAAAAng/rNEV-OVexF8/s1600-h/08.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 78px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kO3qP-6I/AAAAAAAAAng/rNEV-OVexF8/s400/08.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444188099927079842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kOqgc7OI/AAAAAAAAAnY/IhTONvMDMIs/s1600-h/09.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 289px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kOqgc7OI/AAAAAAAAAnY/IhTONvMDMIs/s400/09.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444188096396324066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kOTyD3kI/AAAAAAAAAnQ/ifFrNP_XoS8/s1600-h/10.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 220px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kOTyD3kI/AAAAAAAAAnQ/ifFrNP_XoS8/s400/10.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444188090296163906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kOJw8KCI/AAAAAAAAAnI/Gx4h31RNdjI/s1600-h/11.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 115px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kOJw8KCI/AAAAAAAAAnI/Gx4h31RNdjI/s400/11.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444188087607109666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acima estao trechos do trabalho de monografia do professor Luis Esteves, para conhecer seu trabalho va ao blog Periodizacao Tatica indicado nos favoritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, essas informacoes acima parecem puro folclore, contudo, para tentarmos entender o fenomeno social total no qual esta inserido ao futebol essas informacoes sao de grande valia, aprofundaremos mais adiante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-3978177963192047638?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/3978177963192047638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=3978177963192047638&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3978177963192047638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3978177963192047638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/03/historia-do-futebol.html' title='Historia do Futebol'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S42kzRQKc6I/AAAAAAAAAoY/OHCRCz1jJKo/s72-c/01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-3677904800635128710</id><published>2010-02-27T22:22:00.001-03:00</published><updated>2010-02-27T22:22:24.885-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Os fatores escondidos por tras da tomada de decisao. Porque o agir ee muito mais do que o mero agir.</title><content type='html'>Os fatores escondidos por tras da tomada de decisao. Porque o agir ee muito mais do que o mero agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Conhecimento a respeito do jogo, de futebol;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Conhecimento Geral sobre qualquer coisa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Conhecimento sobre nosso modelo de jogo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Marcador Somatico;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Criatividade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Inteligencia Emocional (Do qual os marcadores somaticos fazem parte);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Meio e Influencia Socio-Cultural-Historico-Geografico&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-3677904800635128710?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/3677904800635128710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=3677904800635128710&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3677904800635128710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3677904800635128710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/02/os-fatores-escondidos-por-tras-da.html' title='Os fatores escondidos por tras da tomada de decisao. Porque o agir ee muito mais do que o mero agir.'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-3281696980863239313</id><published>2010-02-27T21:52:00.002-03:00</published><updated>2010-02-27T21:53:04.525-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Fatores negativos da Defesa Zona pressing</title><content type='html'>Fatores negativos da Defesa Zona pressing:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faria (2003): Exige elevados indices de concentracao para reagir rapidamente as alteracoes de mentalidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mourinho (2003): A forte transicao pode ser confundida com agressividade por parte da arbitragem; Se a pressao nao recuperar a bola na primeira fase e, caso a equipe adversaria consiga ultrapassar a primeira linha defensiva, esta pode explorar 40m de terreno livre atras da linha defensiva; Equipe fica mais fragil nas mudancas de flanco;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castelo (2003): Requer uma leitura constante das situacoes momentaneas do jogo e antecipar as acoes adversarias; Requer execucao constante de acoes de compensacao e permuta podendo nao haver o tempo necessario para o reequilibrio eficaz da organizacao defensiva; Requer um elevado espirito de equipe, trabalho arduo e uma elevada cooperacao entre os jogadores;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-3281696980863239313?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/3281696980863239313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=3281696980863239313&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3281696980863239313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/3281696980863239313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/02/fatores-negativos-da-defesa-zona.html' title='Fatores negativos da Defesa Zona pressing'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-9054067741605448013</id><published>2010-02-26T20:29:00.000-03:00</published><updated>2010-02-26T20:30:16.353-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Componentes do jogo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S4hZal0RowI/AAAAAAAAAmY/ZI1v3cNaQ8I/s1600-h/FIGURA.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 151px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S4hZal0RowI/AAAAAAAAAmY/ZI1v3cNaQ8I/s400/FIGURA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442698463040086786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-9054067741605448013?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/9054067741605448013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=9054067741605448013&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/9054067741605448013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/9054067741605448013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/02/componentes-do-jogo.html' title='Componentes do jogo'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S4hZal0RowI/AAAAAAAAAmY/ZI1v3cNaQ8I/s72-c/FIGURA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-7426259930908041825</id><published>2010-02-25T17:38:00.002-03:00</published><updated>2010-02-25T17:55:47.167-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>PONTAPÉ INICIAL</title><content type='html'>TEXTO RETIRADO DO BLOG DO CARLAO, LINK NOS FAVORITOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PONTAPÉ INICIAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro movimento da vida é o chute.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na barriga da mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tem a forma de uma bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras o futebol é popular e fascinante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-7426259930908041825?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/7426259930908041825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=7426259930908041825&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7426259930908041825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7426259930908041825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/02/pontape-inicial.html' title='PONTAPÉ INICIAL'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-8982332437054443572</id><published>2010-02-24T16:52:00.004-03:00</published><updated>2010-02-24T16:58:14.455-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>O grande PVC</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S4WEoATBiHI/AAAAAAAAAmQ/lbRFos11VmU/s1600-h/pvc.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 225px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S4WEoATBiHI/AAAAAAAAAmQ/lbRFos11VmU/s400/pvc.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441901547556538482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estou vendo o inicio do jogo entre Internazionale x Chelsea, pela Liga dos Campeoes, e logo me deparei com uma perola, nao podia deixar de a expor no blog:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista PVC dizia que haveria entre um duelo entre Sneijder do Inter e um jogador do Chelsea, ou seja, diz que o Chelsea fara uma marcacao inidivual a Sneijder. Ou seja, o Chelsea marca em zona pressionante, nao existe essa nocao de marcacao individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente PVC falou que o tal jogador que ele achava que marcaria Sneijder falhou em nao o acompanhar num ataque do jogador da Internazionale e que por isso Ivanovic foi cobrir seu erro de marcacao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EE cada coisa que agente ee obrigado a ouvir, melhor mesmo ee tirar o volume...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: Agora ele falou que a Inter esta usando uma postura encolhida, de contra-ataque, e disse outros jogadores do Chelsea que marcavam individualmente jogadores da Inter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-8982332437054443572?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/8982332437054443572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=8982332437054443572&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8982332437054443572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/8982332437054443572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/02/o-grande-pvc.html' title='O grande PVC'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S4WEoATBiHI/AAAAAAAAAmQ/lbRFos11VmU/s72-c/pvc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-6758362161552928311</id><published>2010-02-23T17:13:00.000-03:00</published><updated>2010-02-23T17:14:05.841-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Frase</title><content type='html'>Para quem gosta de futebol, ver o Barcelona jogar durante 90 minutos ee como ter orgasmos multiplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: Desculpem pela grosseria da frase.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-6758362161552928311?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/6758362161552928311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=6758362161552928311&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6758362161552928311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/6758362161552928311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/02/frase.html' title='Frase'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-893298880360723307</id><published>2010-02-23T15:17:00.001-03:00</published><updated>2010-02-23T15:17:22.631-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Os pontas-de-lança não ouvem Mozart</title><content type='html'>Os pontas-de-lança não ouvem Mozart&lt;br /&gt;Retirado de: Luís Freitas Lobo (www.expresso.pt)&lt;br /&gt;0:00 Quarta-feira, 17 de Fev de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressão. Pode um campeonato ser decidido num penálti? Uma boa equipa é uma sucessão de boas respostas a diferentes estímulos competitivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um penálti no último minuto. Pode a decisão de um campeonato ser, no final, vista a partir de um simples episódio como este, para, num ápice, resumir uma história tão longa? Faltam alguns meses para saber a resposta. Será quando se resgatar a imagem de Cardozo antes do penálti em Setúbal. O olhar tão concentrado como assustado, pensando na bola na rede ou nas outras vezes que falhou, e, de repente, sem estratégia de colocação do remate, sai uma bomba, bang! na barra. Dois pontos perdidos e o primeiro lugar de novo aberto aos adversários. Trinta jogos são muitos jogos mas, no futebol, cada jogo passa muito por dominar os diferentes estímulos competitivos que uma época longa esconde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta teoria dos estímulos faz recordar uma história que ouvi há tempos, contada por Mia Couto. Falava de uma viagem de carro com um colega, em Maputo. Foi então que, ao atravessar uma zona inóspita, ouvindo música clássica, viram na berma da estrada pessoas a acenar, pedindo-lhes para parar. Pensavam que podiam querer ajuda... mas não, apenas queriam saber se tinham... música. Estavam numa festa de casamento, não tinham nenhum aparelho, rádio ou o que fosse. Por isso, não tinham música e queriam dançar. Os viajantes responderam que sim, mas, "nós aqui no carro só temos música clássica!". Sem se importarem com isso insistiram para os seguir. Foram, pararam o carro à porta da festa, abriram as portas, puseram o volume no máximo e, contam, assistiram ao primeiro baile de casamento ao som de Mozart!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho esta história divinal. Nela está tudo que a vida pode esconder. Um jogo de futebol (e uma equipa) também esconde muitos sentimentos. É, no fundo, também muito feito de estímulos. No fim, deve transmitir mais do que dizem as estatísticas de remates e posse de bola. Como uma música deve ser mais do que a sua descrição na pauta. O Benfica teve, em semana e meia, quatro estímulos competitivos diferentes. No primeiro (Guimarães) ganhou para se manter colado ao líder Braga. No segundo (Leiria) ganhou para lhe fugir três pontos. No terceiro (Setúbal), olhando de cima, descomprimiu a mente e deixou a solução cair num penálti. No quarto (Sporting), com o rival histórico, noutra competição, esse mesmo jogador fez, também no último minuto, a uma distância de 40 metros o que antes não fizera a 11. O que foi mudando (os jogadores foram quase os mesmos) de um jogo para o outro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa definição simples: uma boa equipa, num campeonato longo, é uma sucessão de boas respostas (diferentes reacções) a diferentes estímulos competitivos. Porque o futebol não é matemática. Desde logo, porque cada adversário joga de forma muito distinta. Os primeiros 15, 20 minutos são decisivos para marcar uma posição (afirmação de autoridade) no jogo. Quando esse primeiro momento se perde, dificilmente o consegue depois com a mesma eficácia. Aumentam os riscos e a equipa tende a perder coerência de jogo. Nesse ponto, a tentação primária mesmo de uma boa equipa colectiva é tentar fazer chegar o mais rápido possível a bola ao jogador que melhor pode resolver o jogo individualmente. No Benfica, em Setúbal, sentia-se isso como se Di Maria tivesse um íman nas botas que atraia a bola. Mas, nem numa grande equipa a felicidade é total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma equipa, ao longo da época, é, no fundo, como um viajante sozinho numa longa estrada que passa pelos locais mais distintos. Conseguir escutar Mozart no local mais inóspito, onde os estímulos parecem impossíveis, é o segredo para evitar os reflexos mais primários que, quase sempre, nos afastam da felicidade total.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-893298880360723307?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/893298880360723307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=893298880360723307&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/893298880360723307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/893298880360723307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/02/os-pontas-de-lanca-nao-ouvem-mozart.html' title='Os pontas-de-lança não ouvem Mozart'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-7504183294563436158</id><published>2010-02-23T15:14:00.001-03:00</published><updated>2010-02-23T15:15:57.253-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>Metodologia no treinamento</title><content type='html'>Dois textos com opinioes distintas sobre a metodologia do treinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 TEXTO: RETIRADO DA COLUNA DE RODRIGO LEITAO (UNIVERSIDADE DO FUTEBOL)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pepe Guardiola vs José Mourinho: o que tem o treinador espanhol, que falta ao português&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atacante Ibrahimovic, que foi treinado pelos dois, considera que Guardiola tem uma vantagem sobre Mourinho. Eu ainda penso que tal vantagem, na verdade, é uma desvantagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O FC Barcelona e a Internazionale de Milão se enfrentaram no dia 24 de novembro na Espanha, pela Uefa Champions League 2009/2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipe espanhola venceu a partida por 2 a 0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse o fato de serem duas das melhores equipes da Europa, o jogo chamou a atenção, também, pelo confronto entre dois treinadores de grande (e rápido) sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado Pepe Guardiola, atual campeão da competição, com sensacional desempenho na última temporada. Do outro, José Mourinho, com grandes feitos e marcas de grande expressão (como, por exemplo, estar a mais de 100 jogos sem perder em competições nacionais, jogando “em casa” com suas equipes), buscando reafirmar a condição de grande treinador mesmo em competições internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No duelo entre os times comandados pelos dois, melhor para o espanhol: Barça 2-0 Inter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estatísticas do jogo refletiram tanto o comportamento das duas equipes quanto o resultado final da partida, que foi de vitória para o FC Barcelona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, mas talvez uma das coisas que mais chamaram a atenção daqueles que acompanham o trabalho dos dois treinadores – mais até do que o próprio jogo –, tenha sido o que disse o jogador Ibrahimovic, que até pouco tempo atrás era jogador da Inter de Milão (portanto, treinado por Mourinho), e agora está na equipe espanhola (treinando com Guardiola).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogador sueco fez uma breve comparação entre os dois treinadores. O noticiário do site português O JOGO publicou suas declarações. Abaixo segue o texto (sem adaptações idiomáticas) publicado no site (disponível em: www.ojogo.pt):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) O avançado sueco Zlatan Ibrahimovic define Guardiola e José Mourinho como treinadores "com enorme atitude" e "ambiciosos", mas considera o técnico do FC Barcelona mais activo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A grande diferença é que Guardiola é mais activo e com isso quero dizer que quando ele explica algo nos treinos também demonstra fisicamente o que pretende", referiu Ibrahimovic em entrevista ao site da FIFA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O internacional sueco considera ambos treinadores de topo, uns "vencedores", mas explica que a razão pela qual Josep Guardiola é mais activo tem a ver com o facto de ter sido também um futebolista de topo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Mourinho nunca jogou ao mais alto nível, mas ambos têm uma grande atitude e um enorme desejo de sucesso. Os dois têm a capacidade de explicar claramente o que querem e serem muito directos com os jogadores. São dois vencedores", disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A um nível mais pessoal, o avançado sueco referiu que tanto o técnico do FC Barcelona, como Mourinho (no Inter Milão) conseguem ter boas relações com os jogadores e que no seu caso isso sempre aconteceu com ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não posso falar pelos outros, mas sempre me dei muito bem com Mourinho. Tal como me dou agora com Pep (Guardiola)", acrescentou Ibrahimovic.(...)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos observar, sem muitas delongas, Ibrahimovic considera que os dois treinadores em questão têm características de vencedores, mas destaca que em sua opinião Guardiola é mais ativo, porque faz demonstrações “físicas” daquilo que quer. Atribui essa diferença ao fato de José Mourinho não ter sido grande jogador, como foi Guardiola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o site da CNN International, em uma lista que classificou os treinadores de futebol na temporada 2008/2009, a partir do seu aproveitamento (lista em que figura o treinador brasileiro Mano Menezes), Pepe Guardiola foi o melhor de todos (com 87,6% de aproveitamento, e três títulos – dois nacionais e um internacional).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mourinho ficou em terceiro, bem distante em aproveitamento, do treinador espanhol (67,9% de aproveitamento e dois títulos – ambos nacionais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que os números em longo prazo do treinador português realmente são impressionantes (dado o número de jogos) e ainda precisam ser batidos – também por Guardiola, que tem uma curta carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou aqui a escrever para tomar partido deste ou daquele treinador. Gosto do trabalho (ou melhor, da expressão do trabalho) dos dois, assim como gosto de outros tantos (aos quais incluo os brasileiros Luis Felipe Scolari, Mano Menezes, Zagallo, Vanderlei Luxemburgo, Carlos Alberto Parreira, Vagner Mancini). Porém, quero salientar que talvez a principal qualidade destacada por Ibrahimovic sobre Guardiola, comparando-o a Mourinho, seja na verdade um dos seus pontos fracos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostrar “fisicamente” aquilo que se deseja, aquilo que se espera que os jogadores façam no jogo, pode ser um tiro saindo pela culatra. Quando um treinador entra em campo para ser “jogador do treino que ele preparou para os seus jogadores treinarem”, algo precisa ser revisto. Treinador não entra em campo na hora do jogo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso quer dizer, em outras palavras, que ter que entrar em campo (no treino) para “fazer” pode ser resultado de uma incapacidade de elaborar estratégias de treinamento que didaticamente levem os jogadores a fazerem bem o que precisa ser feito por eles próprios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora do jogo, quem toma as decisões e resolve os problemas de imediato são os jogadores. Se forem “adestrados”, terão dificuldades em saber o que fazer. Se tiverem o treinador, no treino, fazendo por eles, podem estar “pulando” alguma etapa importante do processo de treinamento, e por isso apresentar dificuldades de expressar em campo o “jogar” individual e coletivo “desejado” - e isso quer dizer, em outras palavras, que a construção da compreensão sobre o jogo, pelos jogadores, pode ficar comprometida e, portanto, dificultar a solução de problemas circunstanciais que no jogo apareçam (em resumo, também terão dificuldades em saber o que fazer).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo de treino no FC Barcelona está muito evoluído. O modelo de jogo, comparado aos seus adversários, também – e isso contribui para que treinadores com o perfil “Barcelona” administrem uma “máquina de jogar futebol”, que está sempre funcionando muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso pode mascarar erros da ação do treinador, mas certamente não por tanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, que venha o tempo para nos dizer quem - se Mourinho, Pepe Guardiola, ou algum outro que ainda não se sabe quem é - é o melhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Texto: RETIRADO DO BLOG PERIODIZACAO TATICA (LUIS ESTEVES)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Queiram ou não queiram os doutores do futebol, jogar bem ou jogar mal será sempre o reflexo do estado mental em que se encontra uma equipe. Nem só de pernas vive um grande time. "&lt;br /&gt;Armando Nogueira, 1999.&lt;br /&gt;Citado por Regina Brandão, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quadro utilizado por José Guilherme em uma apresentação sobre Periodização Tática em que coloca os diferentes métodos de ensino, isso me lembrou uma entrevista dada por Ibrahimovic ao site da FIFA, em que perguntado sobre os treinadores Mourinho e Guardiola, comparou-os da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S4QbHeDOO5I/AAAAAAAAAl8/40-Jz-JsDV4/s1600-h/GUILHERME+OLIVEIRA.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 287px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S4QbHeDOO5I/AAAAAAAAAl8/40-Jz-JsDV4/s400/GUILHERME+OLIVEIRA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441504064910015378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"A grande diferença é que Guardiola é mais activo e com isso quero dizer que quando ele explica algo nos treinos também demonstra fisicamente o que pretende", referiu Ibrahimovic em entrevista ao site da FIFA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que temos 3 tipos de canais para a aquisição de informação, e um deles se sobressai sobre os outros alguns assimilam bem uma informação apenas escutando, outros precisam ver e outros precisam realizar para entender e assimilar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estilos de aprendizagem utilizam 03 formas de percepção de informações e são elas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Visual: faz uso da visão como meio de obter e reter as informações;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Auditivo: vale-se da audição para absorver informações e;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cinestésico: aproveita-se dos sentidos relacionados ao movimento para guardar informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada indivíduo, em regra, tem predominância em um destes (predominância, e não totalidade).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8149818411370937857-7504183294563436158?l=filosofiatatica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/feeds/7504183294563436158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8149818411370937857&amp;postID=7504183294563436158&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7504183294563436158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8149818411370937857/posts/default/7504183294563436158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiatatica.blogspot.com/2010/02/metodologia-no-treinamento.html' title='Metodologia no treinamento'/><author><name>João Henrique T.L.C</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15028807447381285539</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_DwjD1XcPEXE/S4QbHeDOO5I/AAAAAAAAAl8/40-Jz-JsDV4/s72-c/GUILHERME+OLIVEIRA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8149818411370937857.post-7568610094608005223</id><published>2010-02-21T18:36:00.000-03:00</published><updated>2010-02-21T18:37:08.353-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Análises Táticas'/><title type='text'>As estatisticas que nao devem ser "estatistificadas". O futebol embora tambem seja matematica nao ee matematica</title><content type='html'>EE interessante perceber que alguns tentam subordinar o fenomeno complexo, que ee o futebol, a numeros, caso fosse como estes dizem, bastaria entao chamar os matematicos, no entanto, as coisas nao funcionam dessa maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo um estudo z, tentar desmarcar o portador da bola inimigo no ponto x do terreno de jogo facilita a nossa chegada ao campo ofensivo. Sera? Voce realmente cre nisso? Acredita que um estudo que analisou 10 ou 20 equipes (que fossem 1.000.000) vai me dizer que um comportamento x ee mais eficaz que o a, b, c, d, e, f...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ja foi esquecido tambem que cada jogo tem sua logica interna, e assim sendo, uma forma de resolver um problema num jogo w nao ee bom para resolver o mesmo problema no jogo z?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se fazer uma mesma coisa existem muitas (talvez infinitas) maneiras diferentes, ao ponto de nao se poder dizer qual ee boa ou nao, porque alem disso, o jogo correlaciona comportamentos, e essa correlacao (pode) transformar ruim em bom e 
